ATRAÇÕES TURÍSTICAS


ARCO ÍRIS - O MELHOR DO TURISMO CULTURAL

Com apenas 20 anos de idade, Arco-Íris  é  uma  cidade  que encanta, seja por suas riquezas naturais, culturais ou até mesmo pelo seu charmoso nome. Com tribos indígenas em seu território, a cidade se diferencia de outras na região por preservar essa cultura. A cidade de Arco Íris, com seus 1.925 habitantes está localizada na microrregião do município de Tupã. Até pouco tempo atrás era distrito da Estância Turística de Tupã, e conseguiu sua emancipação política no ano de 1997. Possui dois rios que cortam o município, os Rio Feio (ou Aguapeí) e Rio Sete, que dão forma as belezas naturais, e proporcionam lazer e diversão para quem os visita. A cidade possui um diferencial cultural muito grande, que a diferencia de outras na região, OS ÍNDIOS. Em Arco Íris eles conseguiram manter sua cultura e tradição vivas até hoje. Toda a área onde está a Aldeia Vanuíre é configurada uma Unidade de Conservação. O município de Arco Íris possui grande atratividade ligada a questão ambiental  e cultural, uma vez que está localizada em uma área privilegiada da natureza e abriga tribos indígenas.

TRIBOS INDÍGENAS

ALDEIA VANUÍRE
A Aldeia Vanuíre localizada no município de Arco Íris, leva esse nome em homenagem a Índia Vanuíre, que lutou pela pacificação e integração entre o homem branco e os índios. As três etnias, KAINGANG, KRENAK e TERENOS, coexistem e compartilham a mesma aldeia. A Aldeia Vanuíre e todas as etnias possuem atividade turística no local. Cada etnia possui um responsável pelos agendamentos dos grupos de turistas. Durante a visita é mostrado aspectos naturais e culturais de cada tribo. Existe também o Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre, uma instituição da Secretaria de Estado da Cultura, administrada em convênio com a ACAM, e que fica localizado na cidade de Tupã.

TURISMO ÉTNICO  CULTURAL

ETNIA KAIGANG

Os kaigangs vivem em Arco Íris na Aldeia Vanuíre junto com as demais etnias e ocupam uma área de reserva ambiental. Atualmente, alguns kaigang vivem do artesanato indígena e outros trabalham na cidade. Entre os Kaingang, a senhora SUSILENE e sua mãe Dirce, são as líderes da atividade turística local. São elas quem organizam as visitas em sua casa. Elas relataram que as visitas variam em formato, podendo oferecer comida indígena, fazer apresentação de dança, dar palestras, mostrar o artesanato. Também podem fazer pintura corporal, apresentar cantos e ensinar algo da língua Kaingang. Relatam a dificuldade de preservar a cultura, sendo que a escola estadual presente dentro da aldeia tem ensino de língua e cultura Kaingang e Krenak. Dizem que é necessário haver ensino de cultura e língua nas escolas para poderem preservar sua cultura. Os Kaingang estão construindo uma casa para receber visitantes, onde vão expor seu artesanato e realizar atividades. A intenção também é de colocar fotos e informações sobre a cultura nesse local. A família tem uma casa que serve de hospedaria, hoje utilizada por cientistas que visitam a aldeia. Eles querem manter essa hospedaria e colocar redes de dormir para que os visitantes tenham uma experiência indígena de hospedagem.

ETNIA KRENAK
A tribo Krenak, que também vive na aldeia Vanuíre, são os últimos Botocudos do Leste, vítimas constantes de massacres decretados como “guerras justas” pelo Governo Colonial. Atualmente são poucos, estima-se que a população seja algo em torno de 434 indígenas, e podem ser encontrados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. Eles recebem grandes grupos de turistas, principalmente de escolas e Universidades do estado. Possuem um centro de venda de artesanato. Um dos grupos mais importantes dos Krenak no Brasil é este localizado na cidade de Arco Íris. A etnia Krenak possui como liderança nítida a senhora LIDIANE, no trabalho com visitação e turismo. Ela demonstra vontade de fazer melhor, de avaliar como está indo o trabalho, e de oferecer visitas melhores e que tenham algum efeito positivo para os Krenak e para os visitantes.
O pagamento geralmente é feito mediante a entrega de um quilo de alimento, porém esse método não está funcionando bem para os indígenas. Algumas vezes o pagamento se dá através de valor em dinheiro, mas isso ainda é pouco comum. É possível notar que os Krenak já se preocupam em gerar diálogo com os visitantes sobre a realidade indígena, sua história, cultura, e as condições atuais dos indígenas. Porém os Krenak levantam certas dúvidas sobre se a curiosidade do  público e preconceitos foram bem trabalhados nas visitas anteriores. Contam que os visitantes chegam com suas expectativas de ver “casa de índio” e índio sem roupas, entre outras expectativas, por isso, a senhora Lidiane coloca em palestra, uma conversa sobre transformações da natureza e da cultura. Os krenak dizem também que o preconceito contra indígena na região é grande, que já tiveram problemas para vender peixe em barraca em Tupã, pois ninguém queria comprar deles.

ETNIA TERENA
Os Terena são os últimos remanescentes da nação GUANÁ no Brasil. Possuem características culturais essencialmente chaquenhas, povos provenientes da região do CHACO, e são caçadores e coletores. O domínio deste grupo deveu-se ao fato daqueles grupos serem predominantemente agricultores de longa data, e sobre esta base econômica se organizaram socialmente em aldeias mais populosas, expansionistas e guerreiras. São atualmente no Brasil, cerca de 26 mil indígenas, localizados nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Atualmente, os Terena não realizam programas de visitação com turistas.

DANÇA KRENAK

RITUAL DA CABANA SAGRADA

A visita começa sempre com palestra com as crianças sentadas em círculo no chão. Depois abre pra perguntas das crianças e professores. Depois abre o “museu” para exposição do artesanato. Em sequência vem a dança, com crianças e jovens utilizando roupas caracterizadas para dançar. Relatam que sempre apresentam dois cânticos indígenas nas visitas. Depois da dança, eles se posicionam, homens de um lado e mulheres de outro, para fotos. Ao final entram na cabana de baixo, que é para eles sagrada, e falam sobre mais questões da cultura ali.

TRILHA COM OS ÍNDIOS
Aqueles que tem mais tempo, ainda fazem uma trilha, que pode ser a trilha Mina D'água,  ou  a   Trilha  de   Ervas  Medicinais.   No  caminho  costumam  ir  mostrando plantas úteis, argila para cerâmica, e no caso de uma das trilhas, há também parada na cachoeira para fotos e banho, finalizando na represa. Calculam cerca de duas horas todas essas atividades. Os Krenak têm ideias de novas atividades de visita, como a integração e troca  de brincadeiras de crianças. Nessa atividade, as crianças indígenas ensinariam suas brincadeiras tradicionais, as outras crianças que os visitam, as quais também ensinariam as suas brincadeiras.

VISITAS A ALDEIA
Atualmente as visitas são agendadas diretamente com os responsáveis das etnias Kaigang e Krenak. Eles realizam esse trabalho de recepção e realização de circuitos turísticos na aldeia. Maiores informações poderão serem obtidas na Prefeitura Municipal de Arco Íris.

TURISMO ARQUITETÔNICO

PORTAL DA CIDADE

Há um singelo arco-íris, construído na entrada principal da cidade  que acaba atraindo os visitantes para tirar fotos.
Localização - Entrada da Cidade.

ESCULTURA DO FUNDADOR
Esta escultura foi construída em homenagem ao fundador do Bairro Primeiro Progresso, que reverencia Rosário Gomes de França. A escultura está localizada nesse Bairro Rural.

TURISMO DE AVENTURA

RIO AGUAPEÍ

O Rio Feio ou Rio Aguapeí corta a cidade de Arco Íris oferecendo locais muito agradáveis para lazer. Com vários trechos de areia, e rio com pouca correnteza, o local é propício para prática de atividades como CAIAQUE, descida de BÓIA, STAND UP e banho. No ponto mais utilizado para visitação, há uma ponte que também pode vir a ser utilizado para esportes de aventura.

RAMPAS DE ACESSO AO RIO
Atualmente a rampa existe para acesso ao rio Aguapeí, no local mais procurado para banho e atividades turísticas. O local está em área pública e, portanto, aberto a utilização de qualquer pessoa interessada.

TURISMO ECOLÓGICO

QUEDAS D'AGUA - CÓRREGO SUMIDOURO

O Córrego Sumidouro forma diversas quedas d’água. Como a cidade é muito quente, esses locais são procurados por moradores e visitantes, para banho e lazer em geral. Para acessar o local há diversas trilhas.

TURISMO HISTÓRICO/RELIGIOSO

BAIRRO SÃO BENTO

Bairro com grande importância histórica que configura hoje um local de encontros religiosos. O bairro está passando por um processo de reforma para melhorar as condições de recepção de moradores e visitantes.

FESTA DO PADROEIRO
A festa do Padroeiro da cidade, Senhor Bom Jesus,  acontece em Agosto, com vários dias de festa. São oferecidas diversas atividades como shows, leilão, carreata, benção de carros, quermesse e muita comida, o que atrai visitantes de toda a região.

TURISMO GASTRONÔMICO

CULINÁRIA INDÍGENA

A gastronomia de Arco Íris é bem rica devido a dois principais motivos. O primeiro é que o município é um grande produtor de amendoim, e se destaca por isso na região, o segundo é a cultura indígena. A produção de amendoim e sua notoriedade na região proporciona a produção de diversos pratos e petiscos, utilizando o ingrediente como item principal. É feito um chá de amendoim, que inclusive é servido pelos índios da tribo Krenak durante uma visitação. A culinária indígena também é uma das principais riquezas locais, com pratos como o peixe na folha de bananeira, biju feito de mandioca e do milho roxo e a Tanajura, comida tradicional da aldeia e com grande valor intrínseco e unicidade, já que é um prato muito específico e pouco conhecido.

ARTESANATO - RIQUEZA CULTURAL
O artesanato indígena é o grande diferencial artístico do município de Arco Íris, que devido às diferentes tribos indígenas que vivem na aldeia, acabam proporcionando a riqueza cultural no artesanato. O artesanato indígena é produzido e comercializado pelas próprias tribos. Alguns dos objetos que constituem o leque oferecido por eles são: brincos, pulseiras, utensílios para cabelo e itens de decoração.

TURISMO ESPORTIVO

FESTA DO PEÃO/RODEIO

Tradicional evento, a Festa do Peão de Arco Íris ocorre todos os anos durante o mês de Março, mês de Aniversário da Cidade. São oferecidos shows musicais, praças de alimentação e diversas competições, e montarias em touros e cavalos.

MTB - MOTO BIKE
O evento do MTB - Moto Bike, acontece no mês de Novembro. Tradicional evento esportivo, com grandes desafios de ciclismo, que atrai ciclistas e visitantes de toda a região.

EVENTO COMEMORATIVO

DIA DO ÍNDIO

Evento tradicional onde todos os anos, no dia em que se comemora nacionalmente o Dia do Índio, dia 19 de Abril, são realizados eventos de comemoração da data na cidade de Arco Íris.

HOSPEDAGEM
No município de Arco Íris  há  um  Hotel  Fazenda  que  está  em processo de finalização.  O  hotel  oferece  atividades  rurais  como: passeio de carroça, visita a animais silvestres, pista de caminhada e atividades ao ar livre, como trilhas e arvorismo. O local oferece 42 leitos e 10 quartos.
Fonte:
Prefeitura Municipal de Arco Íris
Departamento de Turismo - CONTUR