ATRAÇÕES TURÍSTICAS


“GUAIÇARA, BERÇO DAS PLANTAS”
No ano de 1967, a Câmara Municipal instituiu um concurso com a finalidade de se dar um Cognome a Guaiçara. Venceu a proposta de “Berço das Plantas” apresentada pelo senhor Pedro Zanotto, ex- vereador da 2ª Legislatura, ao qual foi conferido o prêmio na Sessão Solene realizada na Câmara Municipal, no dia 13 de dezembro de 1967.

ÁRVORES TOMBADAS OU PRESERVADAS PELO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO:
- PELA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO
ÁRVORE GUAIÇARA – Localizada na Praça 13 de Dezembro.
SAPUCAIA – Localizada no fundo do prédio da Delegacia de Policia, Rua Duque de Caxias.
FÍCUS DE BENJAMIN – Localizada na esquina das ruas Osvaldo Cruz e Dr. Arnaldo de Andrade.
CEDRO – Localizado na Necrópole Municipal “Cemitério do Bom Fim”.
- PELA LEI MUNICIPAL Nº 2024/07
AUDRAGO, SANGUEIRA OU PAU VIDRO – Localizada na Rua Antônio Buzinaro, 714.
CUTIEIRA OU PURGA DE CAVALO – Localizada na Necrópole Municipal “Cemitério do Bom Fim”.
PEROBA ROSA – Localizada na Praça 13 de Dezembro.
- PELA LEI MUNICIPAL Nº 2279/10
PAU BRASIL – Localizada na Rua Olfriner Palo, 220 – Núcleo Habitacional
Martiniano Cruz. (COHAB Chris).

ENCONTRO DOS FILHOS DE GUAIÇARA

Caraguatatuba, Festa de São João Batista, 24 de junho de 2011.
Caros membros da Comissão Organizadora do V Encontro dos filhos de Guaiçara. “Hoje é o dia que o Senhor fez para nós. Alegremos e Nele exultemos”. Associando-me à expressão de amizade e lembranças que une os Filhos de Guaiçara, cumprimento os membros da dinâmica e criativa Comissão Organizadora pela oportuna e sempre atual iniciativa. A distância geográfica possivelmente é um fator a nos separar, porém, existe um vivo e forte sentimento de união e de amizade construído ao longo dos anos na convivência do cotidiano nesta terra, capaz de unir e congregar a despeito de qualquer distância. Por isso, entendo oportuno o verso poético “nada nos separa, tudo nos une”.
Revivendo esse instante em que saudades e lembranças se misturam dando substância e conteúdo ao Encontro, por questão de justiça, devemos expressar nosso tributo de gratidão aos que nos precederam na edificação da cidade e nos contornos do município na derrubada das matas, no plantio dos cafezais, no loteamento e abertura de cada rua, na construção de cada residência, na abertura de cada estabelecimento comercial e industrial da serraria, maquinas de beneficiar café e cereais, na construção das Escolas Agrupadas, do Grupo Escolar, na conquista dos cursos de ginásio e ensino médio, na recomposição de nossas matas ciliares, na proteção de nossos mananciais, etc. Esta é a Guaiçara forjada pelo trabalho, suor, sacrifícios pessoais e familiares, desencantos, frustrações e esperanças, mas também pela força do companheirismo, união, amizades, mutirões, bem querer, entendimento de todos que aqui chegaram vindos de perto e mesmo do além-mar, trazendo na bagagem sonhos e melhorias de vida e de um futuro seguro. Este é um propicio dia para que se tenha na memória de cada um dos presentes a lembrança de um elenco de famílias construtoras da cidade:

FAMÍLIAS
Abraão, Abrantes, Adas, Afonso Costa, Almeida Rosa, Alves Vieiras, Arantes do Nascimento, Arnaldo de Andrade, Bajo, Bannwart, Baptista Pereira, Beneciutti, Bernardino Alves, Bianchini, Bittencourt, Bosso, Bravo, Bunjiro, Buzinaro, Calvazare, Campaner, Carvalho Rosa, Cezário, Checon, Costa, Crema, Cruz, Dalpós, De Cunto, de Jesus, Dias, Dinalli, Dourado, Duarte, Dutra Sobrinho, Echetto, Franco da Rocha, Frizi, Garcia, Garozi, Garrido, Genofre, Giraldi,, Gondo, Graciotin, Gracioto, Gringo, Guiotoko, Herrera, Hipólito, Hirata, Ishizaka, Joaquim Pedro, Kurosso, Katsuki, Kawahara, Kikuta, Koga, Leão, Linguanoto,, Lisboa, Lopes, Maitan,  Manzeppi, Mariano, Martinez Hernandes, Massucato, Menezes, Miranda, Moço, Monteiro Paschoal, Monteiro, Nakano, Narimatsu, Neto, Nita, Nogueira, Nucci, Okuyama, Oliveira Dias, Paiva, Paizan, Palo, Paula, Petrucci, Pianta, Pivetti, Placídio Magalhães, Puorro, Real, Rebucci, Reduzindo, Rodrigues, Rosa, Santos Júnior, Santos, Serraceni, Sastre, Sato, Silva, Silvério, Souto Pereira, Souza, Suzuki, Torii, Tiba, Todesco, Varioli, Vasconcelos Serra, Vaz, Xavier, Yamada, Zamiam, Zanoto, etc. etc. etc.
Em meio a essas famílias e, com certeza, tantas outras não referidas por omissões da memória, figuras típicas e virtuosas pela sua maneira de viver e agir ainda ocupam o imaginário dos guaiçarenses. Ana Carlota Arruda de Paula, Dona Nenzica, elegante, primeira vereadora da Câmara Municipal de Lins e que mantinha tradição dos “saraus”?
Beto, o jovem e entusiasta advogado, Dr. Norberto Arruda de Paula criador da Academia de Oratória na garagem de sua residência, com tribuna e tudo o que é de direito ao “orador”? Quem não deu esmola ao “Chico Trepa”? Quem não correu dele por provocá-lo, chamando-o do apelido que o enfurecia?
Dona Eudóxia, e seus benzimentos para as curas, desde o “Quebranto” até o “Câncer”? Que Guaiçarense não nasceu pelas mãos das parteiras como “Donana e Dona Helena”? Esmeraldo Cruz, o homem do Correio transportando malotes de correspondência para despachar ou receber através do trem? Quem não se lembra e ouviu nomes, ou apelidos como: Zé das Éguas, Dito Caipira, Dito Boca de Moringa, Goiaba, Pé de Cana, Rodinha, Sonrisal, Cobrinha, Zé Piqueno, Trinta Raios, Muganga e Joaquim Trinta?.
Germínia, filha de Gertrudes, casada com “Mané Caminhão” e mãe do “Dito”, o “Açougueiro” de Martiniano Cruz? João Cheiroso: que família Guaiçarense não recebeu visita de João Hipólito, carinhosamente, o “João Cheiroso” para reza do terço? Reza bonita em que, após a recitação do fato bíblico, cantava-se a estrofe de um canto mariano apropriado: “há 13 de maio na cova da Iria do Céu veio a Terra, a Virgem Maria? Reza bonita é reza com cânticos e ladainhas, farta no café, anisete, pipocas, bolachas e sequilhos, cuja receita era sempre “segredo de família”. “Josias Paiva” – era o entregador de pães da padaria de Luiz Vieira e Olguinha. Em seu “carrinho” puxado por animal, ainda muito cedo, percorria as ruas de Guaiçara e bairros rurais para a entrega do pão aos seus fregueses que o aguardavam  pontualmente. Júlio Santini, o eletricista responsável pela iluminação das Festas de São João Batista durante 45 longos anos? Luís Rosa e Angelin Buzinaro, nossos eternos maestros. Quem poderá esquecê-los? Que diga o maestro Niquinho.
Maneco Nogueira, sempre em seu terno de brim e engravatado, em pé, na esquina, conversando com o não menos engravatado Enéias Vasconcelos Serra, o cirurgião dentista da cidade? Quem dos presentes não conheceu ou ouviu falar de Manoel Naves, carinhosamente apelidado Manoel “Mentira”? Maria Real, da numerosa família de Nicola Real e Dona Rosina Serraceni. Moça bonita, como poucas, “Filha de Maria”, de olhar evangélico, prendada como poucas na administração do lar. Desejada pelos moços da terra... até que um dia, Nilton tirou a sorte grande desposando a doce e bela Maria.
Paulo Xavier sempre à frente dos carros fúnebres em cada sepultamento ocorrido na cidade? Pindaro Papani Halaique, o comunista fiel a Luiz Carlos Prestes, amigo de Fausto Longo Baptista Pereira, sempre as voltas com a Policia?. Seo Jovino, em sua humilde capela, com seus “benzimentos” e “curas”? Dona Sinhá, mãe de “Sinhozinho e Cletinho da Queidinha e Neydinha” com sua hospitalidade, seu delicioso cafezinho e sua prosa quilométrica? Dona “Sinhana”, enérgica zeladora da Casa Paroquial e da Igreja Matriz de São João? “Tia Nem” e “Arvinho” além de mestres na marcação das quadrilhas pós-festas junina, conhecidos na produção de garapa, melado, rapadura e do bijú? O português de sobrenome Antunes, conhecido como “Trinta Raios” costumava dirigir-se a quem lhe desagradasse desejando que “Trinta raios o partam”. Era agricultor na horta de Antônio Arantes e consta que nunca calçou qualquer tipo de calçado? Vicente Hipólito, o “coroinha” da Igreja Matriz há mais de meio século? Adão Afonso Costa e Virginia: patronos da grande festa de Santa Luzia que acontecia anualmente na Fazenda São Domingos, de propriedade dos Costa, no bairro Água Sumida onde ficava a capela. Ponto alto da festa era a procissão seguida da reza do terço, sempre às 14 horas, à qual comparecia a vizinhança e grande parte da cidade. Mas a festa não era apenas só de rezas, muita fartura expressa na distribuição generosa de muitas guloseimas preparadas caprichosamente pela gente da família, não faltando o tradicional pão doce, uma das especialidades portuguesas.
Guaiçara “Berço das Plantas”, do verde, das flores e dos frutos. Guaiçara “Berço da Vida” sintonizada com a natureza. Da vida que não se apaga, mas que se renova a cada manhã. Hoje, Guaiçara, como mãe, feliz, perfumada e amorosa abre seus braços e estende suas mãos para acolher a todos os seus filhos, “Daqui e de longe”, e imprimir-lhes no coração o abraço da paz.
Fonte: Texto extraído do Encarte da Revista Primórdios de Guaiçara.
Autor: Discurso proferido por ALCINDO JOSÉ CHECON - V ENCONTRO DOS FILHOS DE Guaiçara.
Colaboração: Solange Simôa Buzinaro Pereira.