HISTÓRICO


A ORIGEM
O surgimento do vilarejo de Arco Íris ocorreu no ano de 1928. Nessa época, em virtude da fertilidade de seu solo, e a existência de grande quantidade de madeira de lei, despertou o interesse do senhor João Florenço, seu pioneiro, que na ocasião residia na cidade de Glicério, região noroeste do Estado. Numa gleba de 15 alqueires de terra, derrubou a mata, plantando cereais. Em seguida, outros pioneiros chegaram ao vilarejo, dentre eles, os senhores Aurélio Moreno Zamora e José Morábito. O senhor Aurélio Moreno Zamora, oriundo da cidade de Braúna, igualmente abriu o seu sítio, construindo na ocasião, a primeira casa de tijolos no vilarejo, já com o nome de Vila Santa Helena. O interesse pelo local foi despertado por outras pessoas, chegando também outro pioneiro, Joaquim Dias de Souza, mais conhecido como Joaquim Piauí, instalando no vilarejo, o primeiro armazém da Vila Santa Helena, onde hoje está localizado o centro urbano.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
O senhor Aurélio Moreno Zamora, verificando a grande atração que a região apresentava, realizou o primeiro loteamento de Santa Helena. Nessa ocasião instalou a primeira serraria, com o objetivo de aproveitar a grande quantidade de madeiras existente. A seguir implantou também um gerador de energia elétrica, que durante um período da noite, atendia as residências e estabelecimentos comerciais existentes, e devido a grande produção de café na época, instalou também uma máquina de beneficiamento de café para atender os proprietários rurais e os arrendatários. Em virtude do crescimento da Vila Santa Helena, e o  aumento de proprietários de sítios, como também a vinda de outros moradores,  Aurélio Moreno Zamora implantou um loteamento, o mesmo se deu com o senhor José Morábito, que também implantou outro loteamento no vilarejo, sendo que tais empreendimentos colaboraram sobremaneira para a vinda de mais moradores.
Em razão da possibilidade de elevação a categoria de Distrito da Vila Santa Helena, passou-se a discutir a mudança do nome de Vila Santa Helena para outro nome.

ORIGEM DO NOME
Popularmente, há quem diga que quando foi dado o nome à cidade de Arco Íris, o senhor Aurélio Moreno Zamora tinha interesse que o nome de Santa Helena, continuasse, porém o senhor José Morábito, insistia na mudança para que o distrito passasse a chamar-se Bom Jesus, e, depois de várias discussões, não chegaram a um acordo sobre a pretendida mudança, - daí o lado pitoresco - que um dos interessados disse, como não será colocado o nome de meu interesse, pode colocar qualquer nome, até Arco da Velha se quiserem, neste momento, o outro interessado respondeu-lhe - está aí - vamos colocar o nome de Arco Íris, daí por diante, adotou se o nome de ARCO IRIS para o distrito.

CRIAÇÃO DO DISTRITO

O Distrito de Arco Íris, pertencente ao município de Tupã, foi criado através do Decreto Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1949.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de dezembro de 1993, através do Decreto Lei Estadual nº 8550, o Distrito foi elevado à categoria de Município, com a denominação de Arco Iris, desmembrado do município de Tupã. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1997. Foi eleito seu primeiro Prefeito Municipal, o senhor Geraldo Borges de Freitas Filho. A Câmara Municipal é composta de 9 (nove) Vereadores. 

ÍNDIA VANUIRE - A HEROÍNA DA PACIFICAÇÃO:
Em 1912, vinda do Paraná, a Índia Kaingang é considerada uma das figuras essenciais para o fim dos conflitos no Oeste de São Paulo. De corpo franzino e envolto em trajes singelos, rosto repleto de sulcos, emoldurado por um lenço e algumas mechas de cabelos brancos, figura frágil, mas dotada de valentia superior à de muitos guerreiros (sua coragem não era a dos que empunham revólveres ou facas, mas sim a daqueles que conferem à vida humana um valor que nenhum punhado de terra é capaz de pagar), a índia Vanuíre é considerada uma das figuras cruciais para que a paz entre brancos e índios no Oeste de São Paulo pudesse ser selada. A história da índia caingangue é um tanto obscura, ninguém sabe ao certo quando e onde ela nasceu. Atualmente, existe um consenso entre pesquisadores de que ela teria vindo do Paraná. Pelo que sabemos, Vanuire trabalhava na lavoura em uma propriedade situada próximo à divisa com São Paulo. Como já estava acostumada ao convívio com os brancos, acabou sendo chamada pelo Serviço de Proteção ao Índio (S.P.I.) para mediar às negociações de paz com os índios, afirma Tamimi David Rayes Borsatto, diretora do Museu Histórico Pedagógico Índia Vanuíre, em Tupã ( a 182 quilômetros de Bauru). Por volta de 1910, o principal foco de resistência indígena estava concentrado no vale do Rio Feio, também conhecido como Aguapeí.
Um grupo chefiado pelo CACIQUE IACRÍ (que hoje empresta o nome a uma cidade situada nas imediações de onde o conflito ocorreu) não queria saber de dialogar com os brancos. O ainda coronel Cândido Mariano Rondon, fundador do S. P. I., resolveu recorrer ao auxílio de um grupo de caingangs pacificados que trabalhavam como escravos na fazenda Campos Novos do Paranapanema, no Paraná. É interessante notar que seres humanos pudessem ainda viver na condição de servidão, a despeito de a escravidão no Brasil ter sido abolida em 1888. Embora convivesse de perto com os brancos, Vanuíre mal sabia falar português direito. Por outro lado, como era uma das mulheres mais velhas da tribo e tinha grande habilidade para contar histórias, atuava como uma espécie de guardiã das tradições de seu povo.
A índia Vanuíre prestou um enorme serviço para a pacificação de seus irmãos. Ela desejava salvar da morte o que ainda restava de seu povo. Conta à lenda que, cansada de ver a dizimação de seu povo, Vanuíre costumava subir em um tronco de jequitibá de dez metros de altura, onde permanecia, do nascer do dia ao cair da tarde, entoando canções em favor da paz. Ela também teria o costume de colocar presentes nas bordas da floresta para atrair a simpatia do cacique lacri e seus comandados. Por meses, o esforço da velha Kaingang parecia ter sido em vão. Certo dia, porém, ao caminhar pela mata, Vanuíre notou que os presentes haviam sido recolhidos pelos índios, que, em troca, deixaram flechas e mel.
O dia 19 de março de 1912, foi decisivo para o final dos conflitos. Pouco depois do meio-dia, dez guerreiros Caingangs se apresentaram no acampamento branco. Vinham desarmados e marchavam resolutos. Davam sinais de que desejavam fumar o cachimbo da paz com os integrantes do S. P. I. (Serviço de Proteção ao Índio). A velha Vanuíre, percebendo a atitude pacífica dos guerreiros, não conteve o entusiasmo e marchou firme ao encontro dos visitantes. Disse a eles que seriam acolhidos como irmãos e pediu que a acompanhassem ao acampamento. A cena causou forte emoção em todos que ali estavam. O encontro permitiu a retomada das obras da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), e Vanuíre ganhou fama de pacificadora em toda a região.
Ela viveu seus últimos dias na aldeia Caingangs de Icatu, no município de Braúna, região de Tupã, aonde veio a falecer, em 1918. Mais tarde, seus restos mortais foram levados a Tupã e depositados em um Mausoléu construído em frente a uma Escola Estadual que leva seu nome. Índia Vanuíre também é o nome de um Posto da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) existente no município de Arco íris, de uma Escola Estadual de Educação Indígena situada no local, de um Museu Histórico em Tupã, e de um Núcleo Habitacional localizado na zona norte de Bauru.
Os contatos amistosos eram constantes, e por muito tempo tal situação continuou, até que em 1918, ocorreu o surto da “gripe espanhola” ocasionando muitas mortes. Os índios que sobreviveram, em toda a região, foram transportados para ICATÚ (Braúna), onde ficaram em uma fazenda do Governo Federal. O Posto Indígena Vanuíre de Arco Íris é formado por uma população indígena de aproximadamente 200 habitantes, entre índios Caingangues e índios Krenaks.

HÁBITOS E COSTUMES  DOS FEROZES ÍNDIOS KAINGANGS
Segundo Júlio Cesar Mellati, havia vários grupos de índios Kaingangs neste território. Cada grupo tinha um chefe: o REKAKÊ. Os kaingangs pertencem ao tronco MACRO-JÊ, família JÊ e língua kaingangs. O CAINGUÈ equivale ao nosso parente, mas só até certo grau de consanguínidade. O homem é alto e quase imberbe. Tem os bigodes finos e são mais robustos que a mulher, que por sua vez, tem a testa muito curta e coberta de penugem. São bronzeados, com mãos e pés pequenos, possuem olhos pretos e rasgados, maçãs do rosto, pouco salientes, nariz achatado e grosso, lábios grossos, dentes curtos e conservados. Tem uma vasta cabeleira, cortada à moda inglesa, daí serem também conhecidos como índios COROADOS. Os meninos tem sempre a cabeça raspada, conservando-se uma faixa de cabelos em volta do crânio ou três madeixas, duas na frente e a outra atrás. Adoram o fogo e cultuam os mortos. Dão alguma atenção ao sol e à lua. Os demais astros (CRIN) e o trovão não têm significados para eles. O trovão é apenas um acontecimento da natureza. Não possuem médicos ou feiticeiros. Os doentes eram tratados  pelas famílias com sangrias na testa. Há mulheres videntes que adivinham o futuro pelo sonho, provocado por um pó fino obtido das folhas de um vegetal. Mas a tribo não dá importância a elas.
As casas são de uma ou duas águas e cobertas de folhas de coqueiros. As camas são feitas sobre o chão, forrado com folhas de coqueiros. Os membros da tribo trabalham para prover a subsistência da família. O jovem kaingang só pode se casar quando souber usar o CÁ ou GUARANTÃ (porrete), o arco e a flecha. Mas, só se casa com jovens de outro grupo, pois é proibido o casamento entre tios e sobrinhos e entre primos e primas. São monógamos, mas podem ter duas mulheres. Quem não cumpria a lei era punido com a pena de morte. Quando nasce um filho, o casamento torna-se indissolúvel. O casal só pode se separar enquanto não tiverem filhos. Os maridos são carinhosos com as esposas e filhos, e à autoridade dos pais estende-se até depois do casamento. O filho mais velho não podia contrair matrimônio antes da irmã, esta só se casava quando atingia à puberdade, os pais entregavam-na a um de seus Caingué, que se incumbia de cuidar de sua manutenção, até o dia de seu casamento. As mulheres dão à luz sem assistência, isoladas e em plena mata. Acompanham os maridos por toda a parte, até na guerra. Conduzem os filhos pequenos às costas, enlaçados por uma cinta de casca de cipó de nome Imbé, Guembé ou Guaimbé. Tratam os filhotes de pássaros, anta, macaco, porco do mato com se fossem membros da família. Amamentam os filhotes de antas, macacos e porcos do mato. Consideram um canibalismo comer uma ave doméstica. Não se vangloriam de seus feitos de guerra. Não matam as mulheres e as crianças prisioneiras de guerra, as tratam do mesmo modo que seus familiares. Não são bons pescadores. Mas gostam de pescar. Alimentam-se de frutos e peixes. Plantam suas roças: abóboras (perrô), fava branca (rangró) e milho (inhere). Fazem do milho: pães (iamin) e uma bebida (kiki) que tomam somente em dias de festa. Gostam da carne da anta (rorô), mas não comem onça e veado. Gostam de carnes bem cozidas. As fogueiras são conservadas sempre acessas. O fogo é produzido rolando-se, entre as palmas das  mãos, uma vareta, em cima de um pedaço seco de pedúnculo de um cacho de coco, que inflama, depois de algumas horas de trabalho. Fabricam balaios, pinças de madeira, tecidos com fibras de taquara, pilões, vasos de barro, fios de fibra de gragoatã, para confecção de tangas e panos de agasalhos para o frio. Fazem colares de sementes de certos vegetais ou dentes de macaco, entremeados com presas e garras de onças e de outros animais. As suas cintas são feitas de cascas de cipó, o imbé. Fabricam ainda arcos e flechas de vários tipos e enfeites de penas.
Quando morre um kaingang, ele é homenageado durante vários dias pelos homens e mulheres da tribo, que cobrem suas cabeças com longos panos (curiss). Choram e cantam tristemente. Dois homens ficam de cócoras, um de cada lado da cabeça, soprando nos ouvidos do morto, chorando, tangendo maracás e cantando tristemente. Os parentes ficam agrupados à cabeceira do defunto, em silêncio. Para enterrá-lo, amarram as pernas dobradas sobre a barriga e levam-no ao cemitério, onde o enterram numa cova forrada com folhas de palmeira, e presentes dos amigos. Seus pertences e seus animais domésticos são queimados. A viúva recolhe-se para um lugar solitário, por vários dias, pois não pode olhar para  ninguém, porque pode causar malefícios. Depois desse recolhimento, ela tem de se disfarçar para enganar o espírito do marido, caso ele a viesse procurar para ir morar com ele na sepultura: raspa as sobrancelhas e pinta o rosto, os braços e o tronco com pó de carvão, misturado com leite de cipó.

TRIBOS KAINGANGS
- CACIQUE VAUHIN – Habitavam a região dos campos de Avanhandava e Fazenda dos Patos.
- CACIQUE BRI – Habitavam a região do córrego do Veado, e também próximos as águas do rio Iacri.
- CACIQUE IACRI – Habitavam próximos as águas do córrego Jurema, afluentes do Rio Feio.
- CACIQUE RERIG – Habitavam próximos a cabeceira do córrego do Veado.
- CACIQUE ARY- KRIM-KRIM – Habitavam a região dos Patos.
Fonte:
Texto extraído do Livro: Doces Lembranças de Outrora.
Autores: Maria Zeila Sellani Pontes e Rosemari Gattás Barnesi.

ARCO ÍRIS - UMA CIDADE QUE RESPEITA A HISTÓRIA
União, respeito aos Direitos Humanos, e a Historia em Arco Iris  esses princípios deixaram de ser conceitos teóricos para se transformar em pratica, e ação diária. A constatação de que em Arco Íris se busca a convivência pacífica entre todos, está em seu próprio nome, e na história do município, que começa em 1928, com a chegada do senhor João Florenço, oriundo de Glicério. Nos anos de 1940, quando começa a se formar a Vila Santa Helena, chega da região noroeste, da cidade de Braúna, o senhor Aurélio Moreno Zamora, considerado o fundador de Arco Iris.  A vila cresce e, atraindo pessoas de todo os cantos, começa a se desenvolver, principalmente, com a chegada do primeiro comerciante, o senhor Joaquim Dias, que dá início a atividade econômica na Vila, que até hoje se destaca pela agricultura e pelo comércio. A criação do distrito de Arco Iris, ocorre no dia 24 de dezembro de 1948, véspera do natal, pela Lei Estadual nº 233, graças á união de forças de Aurélio Zamora e José Morábito, que à época, lideravam  dois povoados existentes na vila. O nome do distrito foi escolhido pelos moradores dos dois antigos povoados, justamente para firmar o compromisso histórico de união, aliança, de “Comunhão do Povo com Deus”. Os anos foram passando, e as necessidades da comunidade de Arco Íris foram crescendo. Mas, era distrito ainda e,  por não ter como suprir as suas carências, muita gente foi embora em busca de melhores condições de vida, em centros maiores. Iniciava-se, então, a luta pela emancipação, que só terminou muito tempo depois, em 1993. Os primeiros a se mobilizar para transformar o distrito em município, foram os senhores Geraldo Borges de Freitas Filho, Orlando Sanches e Aldo Manzano. Há um consenso na cidade de que a conquista da autonomia só trouxe benefícios para a população, melhorando as condições de infraestrutura básica, de atendimento na área da saúde e na educação. Entre aqueles que sempre lutaram pelo progresso de Arco Iris, destacam-se os nomes de Aurélio Zamora, Orlando Sanches, Gentil Morábito, José Morabito, Carmelo Morábito, José Sanches, Raimundo Chagas e Odnir Magnani. A instalação do município ocorreu em 1º de janeiro de 1997, quando então, tomaram posse, o primeiro prefeito de Arco Iris, o vice-prefeito e os vereadores. A estes coube a importante tarefa de elaborar a Lei Orgânica do Município, que dentre outros, tem um capítulo exclusivamente dedicado á questão indígena. A preocupação com os direitos das minorias, e com a preservação da história,  ficou registrado em vários artigos, e mais especificamente, com relação aos índios que ali habitam, o artigo 166 da LOM dispôs: “O município protegerá a Aldeia Indígena Vanuire, e suas terras”. Legalmente demarcadas como reserva, as tradições, usos e costumes dos grupos indígenas ali radicados, passam a serem integrantes do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Município. “Esta proteção estende-se ao controle das atividades econômicas que danifiquem o ecossistema, ou ameacem a sobrevivência física e cultural dos índios” E mais, os artigos 167 e 168, tratam da assistência social e econômica, da saúde, educação e cultura dos índios, bem como do desenvolvimento de programas integrados de ensino e pesquisa voltados á comunidade indígena. Arco Iris, que comemora a Semana Municipal do Índio, de 12 a 29 de abril, sempre teve uma população atuante, interessada pelo destino da cidade. Afinal, união e harmonia, fazem parte do cotidiano dos seus habitantes.
Os Primeiros Representantes - eleitos em 1996
PREFEITO MUNICIPAL: Geraldo Borges de Freitas Filho, casado com Ercília Sanches Monteiro de Freitas.
VICE - PREFEITO: José Petelin Rodrigues
CÂMARA MUNICIPAL – Vereadores: José Onofre, José Pimentel Neto, José Roberto Pessoa, Dorival dos Reis, Francisco Braz Chimatz, Pedro Riquena, Izildinha de Fátima Pantolfi Lima, Maria Benedita Valin Fernandes e Nivaldo Manzano Fernandes.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Arcoirense

GALERIA DE PREFEITOS

GERALDO BORGES DE FREITAS FILHO01/01/1997 à 31/12/2000
GERALDO BORGES DE FREITAS FILHO01/01/2001 à 31/12/2004
JOSÉ LUIZ DA SILVA01/01/2005 à 31/12/2008
JOSÉ LUIZ DA SILVA01/01/2009 à 31/12/2012
ANA MARIA ZONER LEAL SERAFIM01/01/2013 à 31/12/2016
ANA MARIA ZONER LEAL SERAFIM01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.:  O Sr. GERALDO BORGES DE FREITAS FILHO, foi o primeiro Prefeito de Arco-Íris.