HISTÓRICO


A ORIGEM
Tudo começou em meados do ano de 1865,quando um grande proprietário de terras nesta região, coberta por milhares de alqueires de matas virgens, chamado Elisiário Ferreira de Camargo Andrade, residente em Campinas, resolveu naquela época lotear suas propriedades, subdividindo-as com seus filhos, nos conformes com os acidentes geográficos das mesmas. Na mesma época, aportava por estas terras o senhor José Ribeiro Ferraz, que junto de seus pais, imigrava da cidade de Sorocaba, para a vila de Campo Triste, conhecida hoje como Itajobi. O senhor José Ribeiro Ferraz, em 1873, adquiria 150 alqueires de terras de Nicolau Rheeder, um engenheiro que trabalhava a serviço do senhor Elisiário, com o intuito único de fixar residência por aqui, sendo, portanto, considerado o primeiro morador desta região. Surgiram assim, inúmeras dificuldades, posto que o senhor Ferraz deparava-se com muitos obstáculos, como a rusticidade da mata virgem, a falta de estradas, e a preocupação com as raras visitas dos índios tapuias, que tinham uma aldeia às margens do rio Tietê. Porém, tais obstáculos não intimidaram este senhor, que em poucos anos de trabalho, consegue formar sua lavoura, onde realizava colheitas abundantes. Até próximo à virada do século XX, o desmatamento foi praticado de forma muito lenta nesta região, pois as terras eram pouco habitadas. Após o ano de 1900, impulsionado pelo desenvolvimento da cultura do café (que era responsável pelo enriquecimento de várias famílias da época), a região então sofreu uma grande devastação, transformando a mata virgem em lavouras da cultura cafeeira.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em 1908, os filhos do senhor Elisiário, notando a visível ocupação de famílias que imigravam para esta localidade em busca de progresso econômico com o plantio do café, e com a intenção de homenagear seu pai, loteou aproximadamente 25 hectares de terras de suas propriedades, formando um pequeno povoado, que recebeu o nome de Vila Elisiário, pertencendo na época ao município e comarca de São José do Rio Preto. Em 1920, o senhor José Ribeiro Ferraz, pela amizade que cultivara com o senhor Elisiário, resolveu lotear 16 hectares de terras de sua propriedade, situada em anexo do patrimônio de Elisiário, dando um hectare e uma quadra para a construção de uma capela em louvor a São Bento, onde se encontra a escola estadual.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 29 de novembro de 1923, a Vila Elisiário era elevada a categoria de Distrito, pertencendo ao município de Catanduva.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de dezembro de 1991, o Distrito foi elevado à categoria de Município. A emancipação político administrativa de Elisiário,ocorreu em 01 de janeiro de 1993, mas a data comemorativa da cidade é festejada em 09 de agosto.

ORIGEM DO NOME

O nome dado ao município de ELISIÁRIO foi uma homenagem a um de seus fundadores – senhor Elisiário Ferreira de Camargo Andrade.

CURIOSIDADE:
O município de Elisiário foi a Terra Natal do Costureiro, Apresentador de TV e ex Deputado Federal, CLODOVIL HERNANDES.
Ponto Turístico: Porcada do Bairro da Caputira (todas as terças-feiras).
Fonte: Natalino Ferraz de Freitas

REGISTRO DO HISTORIADOR

Após a emancipação político-administrativa do município de Elisiário, tornou-se necessário o registro de sua história, definindo os conhecimentos da incalculável herança do passado, que consolidou através dos tempos a sua fundamental unidade, que requer agora e no porvir, um pensamento largo, rico, com contribuições sinceras de seus governantes, de agora em diante, com características próprias e especiais. A idéia é apenas a de formular numa narração organizada, com precisão, os principais acontecimentos da evolução de um simples povoado de sertanejos, até a grandeza de sua emancipação político-administrativa. Todavia, na elaboração do presente trabalho, procuramos além da veracidade dos testemunhos, ir ao encontro de satisfazer aos objetivos previstos no próprio titulo da obra, tendo como exposição um pleno cronológico, embora de forma resumida, mas auxiliando na fixação dos conhecimentos históricos. Evitamos, outrossim, o que poderia exceder a veracidade, sem macular aquilo que poderá esclarecer certos aspectos menos divulgados, qual tem como objetivo maior, a compreensão da sua fundação e da visão dos seus fundadores: Elisiário Ferreira de Camargo Andrade, que emprestou-lhe o nome, e de José Ribeiro Ferraz, que aqui residiu por toda a sua vida. Embora não tenha sido a causa principal da sua fundação, a cidade de Elisiário teve grande influência no cultivo do café, desde o ano de 1925 a 1950, sendo então a sua principal fonte de renda. Enfim procuramos conduzir esse trabalho dentro das regras do bom senso, sem nenhum aspecto demagógico, apenas com a finalidade de deixar registrado nos anais da história, como foi capaz pelo congraçamento de um povo humilde e trabalhador, no decorrer dos anos, formarem uma comuna que embora pequena, mas habitada por gente ordeira e feliz. Quero agradecer de modo especial à colaboração eficiente, do primeiro Prefeito do município de Elisiário, o senhor Filipe Salles Oliveira, que muito colaborou na realização desta obra, notadamente nas pesquisas, me conferindo o privilégio de organizar dados junto aos anais da prefeitura.
Nota do Autor: Natalino Ferraz de Freitas

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ELISIÁRIO
Relata-se ao descrever a história de Elisiário que dado a incúria do passado, foram menosprezados os documentos históricos desta comunidade, que culminou em seu total extravio, gerando dificuldades para se fazer uma reflexão dos fatos mais notáveis da cidade de Elisiário. Sabe-se pelo relato ainda no passado, do primeiro morador da região, senhor José Ribeiro Ferraz, que Elisiário Ferreira de Camargo Andrade, residente em Campinas, era proprietário de uma gleba de terras com milhares de alqueires cobertos de matas virgens, nesta região do planalto ocidental do estado de São Paulo, hoje denominado de Média Araraquarense. Em 1865, o senhor Elisiário teve a iniciativa de lotear a sua gleba, subdividindo-a com seus filhos, de acordo com os acidentes geográficos das mesmas. Entretanto, no ano de 1873, aportava por aqui o primeiro morador, tendo mais tarde o seu nome ligado à história da fundação do povoado de Elisiário. Trata-se de José Ribeiro Ferraz, que teria vindo com 17 anos de idade, da cidade de Sorocaba, junto com seus pais no inicio do ano de 1868, fazendo moradia na Vila de Campo Triste (hoje Itajobi) e que em 1873, comprara 150 alqueires de terras de Nicolau Rheeder, engenheiro à serviço de Elisiário Ferreira. O senhor Ferraz, após instalar-se nesse mesmo ano em sua gleba, encontrou vários obstáculos, como a rusticidade da mata virgem, falta de estradas e a preocupação, embora pacífica, das visitas dos índios Tapuias, que tinham uma aldeia as margens do rio Tietê. Mais o pior de tudo isso, era a presença de andarilhos dispersos pela mata, muito dos quais lhes eram imputados crimes nas cidades e que se homiziavam por aqui para escapar da justiça, trazendo inquietação aos moradores. Mas essa adversidade não alterou à sua sobrevivência, se bem que, em poucos anos de trabalho profícuo foi suficiente para a formação das lavouras de subsistência, com colheitas abundantes e por consequência um bom desenvolvimento econômico, com garantia das lavouras de feijão, arroz, milho, cana, algodão, mandioca e o pasto para os animais de sela, para o gado leiteiro e os bois de carros. O monjolo para transformar o milho em farinha, o engenho para espremer a cana e fazer rapaduras. O descaroçador, a roca e o tear para manufaturar o algodão, produzindo um tipo de tecido grosseiro para roupas de trabalho. Uma vez a cada três anos, viajavam em carros de bois para as cidades de São Carlos ou Araraquara, em busca dos elementos essenciais à vida neste sertão. De lá traziam o ferro que era comprado em barras de várias espessuras, que aqui nas forjas caseiras, eram transformados em centenas de utilidades. Também traziam tecidos finos para confecções de roupas e outros pertences para uso em dias festivos. O sal grosso, o mercúrio também chamado de azougue para curar as feridas dos animais, munições e armas de fogo, ferramentas dos mais variados tipos para o trabalho na lavoura, e a indispensável caixa homeopática, pois para curar as doenças do povo, além dos chás, fazia necessário o uso da homeopatia. Até a virada do século, o desmatamento foi praticado de forma muito lenta, visto que a região estava pouco habitada. Depois do ano de 1900, o café que estava com boa cotação no mercado financeiro, as exportações aumentando, trazendo abundantes reservas para o país, a procura de terras para o cultivo do café, criara impulso, visto que era um tipo de cultura que estava enriquecido tanto aqueles que produziam, como aqueles que compravam e exportavam café. Então essa imensa região coberta de floresta que dormia o sono secular da virgindade, sofrera impetuosa devastação do homem, movido pelo ímpeto da fortuna. Mas junto com essa ganância de riquezas, veio também o progresso num ritmo de atividade econômica vertiginosa. Quando estava terminando a subdivisão do grande latifúndio da família Ferreira de Camargo, e a região estava sendo intensamente preparada para o plantio de café, por volta do ano de 1908, (dados à controvérsia sobre a data da fundação do 1º e 2º loteamento, citamos as datas que após inúmeras pesquisas, achamos ser as mais prováveis) os filhos do senhor Elisiário Ferreira Camargo de Andrade, com intenção de homenagear seu pai, loteou mais ou menos 25 hectares de terras de suas propriedades, formando um pequeno povoado, que recebeu o nome de Vila Elisiário, pertencendo ao município e Comarca de São José do Rio Preto. Da vida do senhor Elisiário Ferreira, pouco se sabe, mesmo porque era este senhor de discernimento altamente discreto e não falava de sua vida e de seus negócios nem mesmo com amigos. Temos conhecimentos que residiu na cidade de Campinas, onde existe uma rua com o nome de Elisiário Ferreira Camargo de Andrade, que teria transferido sua residência mais tarde, para a cidade de São Paulo. Sabemos também que era casada com Dona Maria Joana Penteado. Foram feitos buscas em listas telefônicas dessas cidades, mas nada foi encontrado que pudesse nos orientar para contacto com alguém, que seriam seus descendentes.
Quanto ao senhor José Ribeiro Ferraz, sabemos que, do primeiro casamento com Dona Francisca de Carvalho Negrão, tiveram 14 filhos, enviuvando em 1910, e que em 1917, casou-se com Dona Ana Maria de Jesus, tendo deste casamento mais seis filhos. Em 1920, pela amizade que tinha pelo senhor Elisiário, que eram companheiros em caçadas de animais silvestres, que era o entretenimento preferido desses senhores, resolveu por bem, contratar o agrimensor Gumercindo Martins, e loteou anexo ao Patrimônio de Elisiário, mais ou menos 16 hectares de terras de sua propriedade, doando uma quadra de 01 hectare de terras, para a construção de uma Capela em louvor à São Bento, onde hoje se encontra a Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Benedito Borges da Silveira. Doou também ½ hectare de terras para a construção do Cemitério, que representa hoje as quadras de nº 1,2,3 e 4, do referido Cemitério. Importa dizer que a essa altura, Elisiário não mais pertencia a São José do Rio Preto, posto que dado ao desenvolvimento rápido de Vila Adolfo, e que pela Lei Estadual nº 1564, de 17 de novembro de 1917, tornara-se município, passando a Chamar-se Catanduva, fazendo parte deste recém criado município, também Elisiário.
Na década de 1920, deu-se a ocupação em massa da região. Imigrantes e filhos de imigrantes, principalmente italianos, espanhóis e portugueses, adentraram a região no afã de produzir café. Grandes e pequenos proprietários de terras, colonos e formadores de cafeeiros, tinham a mesma idéia: Plantar café. Não obstante, ainda com notável escassez de moradias, no começo dessa década, já se encontravam espalhados pelas Avenidas 11 e 13 e rua 2, respectivamente, hoje chamadas de Avenida Rade Gebara, José Riscala e Rua Benedito Borges da Silveira, várias casas comerciais, como os armazéns de secos e molhados do  Carlos Barozzi, do Mendes, do Julio Rosa, do João Mercante, que também era pensão, o salão do João Barbeiro, a marcenaria do Zé Baiano, o botequim (bar) do Ignácio, a Farmácia do farmacêutico Narciso da Silva Rosa, o médico Dr. Azevedo, o açougue do Vitalino, que aliás os abates de gados eram feitos no próprio local de vendas de carnes, uma serraria para madeiras do Ângelo Moretim, que localizava num terreno desmembrado da fazenda Buenos Aires, cujo acesso era a Avenida 11, uma pista de Raia para competição de corridas de cavalos, uma escola até o 3º grau primário com nome de Escola Reunidas de Elisiário, e a feliz esperança de futuro promissor com a chegada do traçado da Estrada de Ferro São Paulo - Mato Grosso, que conforme  escritura pública, de venda e compra, lavrada nas notas do 11° Tabelião da cidade de São Paulo, em 31 de janeiro de 1919, desta constando que , Elisiário  Ferreira de Camargo Andrade e sua mulher Maria Joana Penteado Ferreira, transmitiram à Carlos Necher, industrial, residente em Araraquara, concessionário da Estrada de Ferro São  Paulo - Mato Grosso , uma faixa de terreno da fazenda Buenos Aires, que terá a largura ao tráfego da referida ferrovia, e também as áreas de terrenos necessários à estação, inclusive um quarteirão de terreno na Vila Elisiário, pelo valor de RS 1:000$000 (um conto de reis). No entanto, o loteamento feito pelo senhor Ferraz, começou com notável desenvolvimento cujas causas devia-se à agricultura, com o café produzindo as primeiras colheitas, estimulando o ânimo dos moradores e de muito outros que vieram, muito deles com a finalidade de abrir uma casa comercial.
Porém, a Companhia de Estrada de Ferro Araraquara (sucessora), por vários motivos desviou a rota da até então Companhia de Estrada de Ferro São Paulo - Mato Grosso, também conhecida por Douradense, pois a intenção desta era levar seus trilhos até a cidade de Dourados - MT. Diante disso, a então Vila Elisiário e o Bairro Caputira, que já tinham sido construídos os prédios dessas estações, ficou fora do traçado ferroviário, ficando validado outra rota, que é a atual, de Catanduva segue para Catiguá, até a cidade de Santa Fé do Sul, as margens do Rio Paraná. Frente a isso, essa mudança repercutiu de forma caótica na população de Elisiário, principalmente nos comerciantes, que com medo da derrocada foram aos poucos fechando os seus estabelecimentos comerciais. Contudo, nesse intervalo de tempo o loteamento da Nova Elisiário (como estava sendo chamado), progredia com admirável rapidez, muitas casas comerciais se estabelecia ao longo da Rua 2, hoje Benedito Borges da Silveira. A construção da Capela já tinha erguido um cruzeiro, e o projeto arquitetônico da Capela, já estava à disposição da Comissão Administrativa, tudo isso com festas e leilões para angariar meios. Entretanto, já estando com milhares de tijolos ao redor da futura obra, houve uma dissidência de opiniões entre moradores, tendo visto que, no primeiro loteamento feito pelo senhor Elisiário Ferreira, não foi reservado um terreno para à construção de uma Capela e nem de cemitério, enquanto o segundo loteamento feito pelo senhor Ferraz, tinha reservado tanto uma como à outra, foi a causa, e a corrente de opiniões era que requeressem à Comarca de Catanduva, por meios de uma lei estadual, à jurisdição distrital com outro nome. Mas antes da elaboração desta lei, criando a jurisdição distrital, e diante da insistente disputa entre moradores, o Coronel João Penteado de Camargo, filho de Elisiário Ferreira, e sua esposa Dona Danguita Junqueira Penteado, residente em Ribeirão Preto, e também proprietários da fazenda Buenos Aires, anexado neste patrimônio, resolveu por bem, doar ao Arcebispo de São Carlos, Dom José Marcondes de Melo, uma quadra de terra com área de 01 hectare, para à construção de uma Capela, e mais uma data de terra (800 m²) para a construção de uma casa Paroquial, em escritura lavrada em 11 de setembro de 1922, no Cartório do 2º Oficio da Comarca de Catanduva, sendo vinculado nesta escritura de doação que, a comissão Pró-Construção da Capela, se comprometia à entregar 35.000 tijolos e 10.000 telhas para à construção da mesma, e a instituição por parte do doador, que fosse mantido o nome do Povoado de Vila Elisiário.
O Padroeiro desta freguesia, foi titulado pelo seu primeiro pároco, Padre Albino Alves da Cunha e Silva, em honra e louvor a Nossa Senhora Imaculada Conceição, mais tarde, quando esse primeiro loteamento entrara em recesso, essa Capela, permaneceu unida, soberana, onde realizou memoráveis eventos, em épocas de festividades religiosas, principalmente nas ocasiões das visitas dos Padres Redentoristas Missionários, tendo como chefe de seus confrades, o Padre Vitor Coelho de Almeida, que pela sua eloqüência oratória conseguia reunir milhares de fiéis , numa confraternização incomum. Em 1922, o Cemitério estava terminado, cercado de lasca de madeiras e aos nove dias do mês de abril daquele ano deu-se o primeiro sepultamento.
Em 1923, dado ao desenvolvimento do povoado, e por força da Lei Estadual nº 1935, de 29 de novembro de 1923, assinada pelo Presidente do Estado de São Paulo, Dr. Washington Luiz Ferreira de Souza, era elevado o povoado de Elisiário, à condição de Distrito de Paz, pertencendo ao Município e Comarca de Catanduva. No dia 17 de fevereiro de 1924, deu-se a eleição para escolha de Juízes de Paz, cujas respectivas apurações deram-se no Fórum da sede municipal, sobre a presidência do MM. Juiz de Direito, Dr. Raimundo Cândido Mergulhão, pelo qual foram eleitos para exercerem a função, os três mais votados, que foram os senhores José Francisco da Rocha, 204 votos, Francisco Barbieri, 181 votos, Narciso da Silva Rosa, 81 votos.
Em 1º de abril de 1924, foi instalado o Cartório de Registro Civil e Anexo, o oficial era Sebastião Baptista Camargo, sendo lavrado o primeiro registro de nascimento em 5 de abril de 1924. Em 1923, foi instalado a primeira maquina de benefício de arroz e café, pelo senhor Joaquim Fúrio, em sociedade com  Alfredo Magatti.
Entre os anos de 1925 a 1932, em decorrência da grande quantidade de café que se colhia entre os médios e pequenos cafeicultores, os compradores de café, estabeleceram no núcleo urbano, várias máquinas movidas a vapor para o seu beneficiamento. Em 1925, Francisco Barbieri, montou a segunda máquina de café, em sociedade com Antônio Stocco, que este era também proprietário rural e, diga-se de passagem, também criador de casulos do bicho da seda, que apesar do esforço do técnico Filômeno Monterso, não teve a desejada rentabilidade para prosseguir.
Em 1928, o senhor João Borges montou a terceira máquina de benefício de café, em 1930, Ferminio Pinto montou a quarta máquina, sendo o seu sucessor proprietário em 1931, o senhor Cesário Tuma Em 1932, José Dib montou a quinta máquina. Resta dizer que por esta época as máquinas do senhor Joaquim Fúrio e Barbieri & Stocco já tinham fechado. Os grandes cafeicultores tinham em suas fazendas as suas próprias máquinas. Diga-se ainda que, antes da chegada do transporte por caminhões, toda essa imensidade de sacas de café beneficiados por essas máquinas, seguiam para embarque na estação ferroviária de Catanduva, transportados em 15 carroças puxadas por burros, que existia no distrito, trabalhando pelo sistema de aluguel, que alias, incorporavam uma tropa de noventa burros.
Neste período, começou a fase de ouro do distrito, na Rua 2 (Benedito Borges da Silveira), as casas comerciais abriam as suas portas confiante no progresso, principalmente os armazéns de secos e molhados, que além de vender todos tipos de gêneros alimentícios, vendiam também variados estoques de tecidos, louças, talheres, calçados, chapéus, capas boiadeiras, munições e armas de fogo, artefatos de costura, bebidas, defensivos agropecuários e todos os tipos de ferramentas e acessórios para o amanho da terra. Basta dizer, que o comercio de Elisiário, estava completo, a Escola Reunidas de Elisiário, tinha sido transferida em 1927, para a Rua 2, esquina com a Avenida 3, respectivamente Benedito Borges da Silveira e Ernesto Avanci, que em 04 de abril de 1932, foi anexado a quarta série com o nome de Grupo Escolar de Elisiário.
Já estavam estabelecidos, um consultório médico de Clinica Geral e Obstetrícia do Dr. Plínio Palhares, duas farmácias, um dentista, dez armazéns de secos e molhados, duas sapatarias, uma selaria, uma padaria, três bares, duas alfaiatarias, um cinema mudo, luz residencial até a meia noite, com a máquina dínamo elétrica movido a motor, do senhor Estevam Bonfanti, dois salões de barbearia e cabeleireiros, posto de correios, posto de telefone, cadeia pública, Sub Delegacia de policia, cartório de registro civil, subprefeitura, sendo o primeiro subprefeito o senhor Antônio Stocco, que também foi o primeiro vereador a representar o distrito de Elisiário, na Câmara Municipal de Catanduva.
No ano de 1926, também aparecia os primeiros veículos motorizados no distrito, o primeiro foi um carro de praça (taxi) Ford ano 1924, de Felício Brumatti, e logo em seguida o senhor Emilio Massarioli, com um caminhão Ford ano 1920, que logo vendeu e estabeleceu com um carro de praça um Ford ano 1924, também um senhor conhecido simplesmente por Nhô Nhô, estabelecera com um caminhão de aluguel, um Ford 1924.
Em 1928, foi formada a corporação do Escotismo de Elisiário, pelo professor Gastão Silveira, que, aliás, era este, juntamente com os professores João Aires e Maria Augusta Rodrigues, os primeiros professores de Elisiário.
Essa corporação de Escoteiros de Elisiário tornou-se gloriosa, foi consagrada pela população da época, como destaque das coisas boas que o distrito possuía, tanto pela sua aprimorada fanfarra, representada pelos seguintes meninos: primeiro corneteiro, Américo Magatti: segundo corneteiro, Natalino Mafra: tambor surdo, Raul Magatti: caixa de rufo, Francisco Montini: caixa de querra, Silvio Montini, como também, pela evolução do corpo de tropas e manobras de armas, que era formados por trinta escoteiros uniformizados à caráter, posto que , dado à sua notável influência, eram convidados para apresentar as suas evoluções até mesmo em cidades vizinhas.
Nesta mesma época, com o amplo apoio do senhor Antonio Stocco, foi formada a Banda Marcial de Elisiário pelo maestro e Alfaiate, Adolfo Alvarenga, essa corporação musical era formada de 16 músicos, todos uniformizados, que teve também marcante consagração da população.
E o nobre Vereador e Administrador do distrito, senhor Antonio Stocco, foi mais longe, fundou em 1926, o São Bento Futebol Clube, nome esse emprestado do local onde foi implantado o campo de futebol, a Praça São Bento, que fora reservado para a construção da capela em louvor ao referido santo, onde tornou se gloriosa essa equipe de futebol, com a presença atuante dos famosos jogadores: Agostinho dos Santos, Jorge Whitacker, Vicente Guedes e outros não menos famosos, que levaram o time  a grande disputas, com inumeráveis vitorias.
Quanto ao episódio do abandono da construção da capela em louvor a São Bento em 1923, dado ao descaso da Comissão Pró-Construção, não houve a devida transparência a população, que a outros respeitos era quem estava dando a sua contribuição financeira e moral para que essa capela, fosse construída, porquanto já tinham construído o alicerce do prédio e muito material e outros recursos estavam a disposição da Comissão, para o prosseguimento regular desta obra. É muito natural, ouvir entre os moradores mais antigos, a rejeição enfática pelo uso antagônico que foi dado a essa praça, como se fosse um terreno devoluto, com funções mescladas e repetidas, menosprezando a importância pela sua destinação reservado no loteamento Imobiliário. Esta Praça, sabem os mais antigos, foi doada com todas as legalidades pelo seu legitimo proprietário, em escritura pública, lavradas em notas de Tabelião, portanto dotado de fé pública, em benefício a Igreja Católica, com cláusula formalizada a sua destinação, que seria a construção de uma  capela, circundada de área verde. De modo que a infringência a um preceito dessa natureza, representa ofensa direta a população, senão a estrutura da comunidade.
Em 1932, duas personalidades marcantes na história de Elisiário, transferiram as suas residências para a cidade de Catanduva, o professor Gastão Silveira, Baluarte do Magistério Público foi promovido a ocupar grau superior e o senhor Antônio Stocco, este de certa forma continuou vinculado a este distrito por meios de seus negócios, pois além de outros, estabelecera também como comprador de algodão e com máquina de descaroçamento dessa matéria prima, visto que com a chegada da colônia japonesa na região, a cotonicultura teve grande impulso, contribuindo em larga escala como fonte de renda ao distrito. Entretanto, com a mudança desses homens, a Corporação de Escoteiros e a Banda Musical entraram em declínio e foram à decadência total.
Por volta de 1934, a Companhia Nacional de Energia Elétrica passou a fornecer energia elétrica no distrito, com iluminação também nas principais vias públicas, que até então, eram iluminadas a lampiões a gás, com a devida manutenção do senhor Ursulino Jorda. Foi também instalado o cinema falado de propriedade de Benedito Machado, que era Oficial interino do Cartório de Registro Civil. Em 1936 em vista à grande demanda por matrículas no Grupo Escolar, o prefeito municipal de Catanduva Dr. Alfredo Magatti, requereu a Fazenda do Estado (Proc. Do Patr. Imob. Do Estado), um prédio maior para funcionar o Grupo Escolar, o qual teve a sua inauguração no começo do ano letivo de 1938, com o mesmo nome de Grupo Escolar de Elisiário.
Esta foi uma época marcante pelos seus eventos sociais, como os grandes carnavais, com ricas fantasias e a coroação de rainhas, onde era possível admirar a beleza da mulher elisiarense, tudo isso favorecendo a realização de suntuosos bailes que eram realizados no salão do Cine São Bento. Também nesse período renasceu outra grande equipe de futebol, com notáveis jogadores como Plânica, Deodato, Joaquim Collega, Pedrão Messias, Aureliano Jorge, Jovelino, Pipí, Nabih e outros.
Entretanto por outro lado, a economia do distrito não ia muito bem, com o conflito da segunda Guerra Mundial, as exportações foram interrompidas e com isso o café baixou sua cotação no mercado financeiro, motivando o desanimo dos cafeicultores. As máquinas de benefício foram aos poucos fechando, sobrando apenas a máquina do senhor José Dib, que teve como sucessor Antônio Fernandes Leão. Os Trabalhadores das lavouras de café (meeiros) também desistiram, procurando trabalhos nas cidades, principalmente na grande São Paulo, onde a indústria estava em fase de desenvolvimento dos manufaturados, trazendo desta forma o êxodo rural, e em conseqüência o encerramento das atividades de muitas casas comerciais.
Porem, alguns antigos comerciantes, aceitaram o desafio da evasão populacional e ficaram, se bem que, mais pelo amor à comunidade que viram surgir aos poucos, através dos anos. Deve-se, no entanto, menção honrosa a esses primeiros comerciantes, que com pertinácia e intrepidez, foram preparando o caminho, embora longo, até o povoado atingir a sua jurisdição distrital, abrindo ensejo para que através de gerações futuras, preparassem um terreno fértil, para a sua emancipação Político-Administrativa.
Destaca-se o senhor Joaquim Jorge Estevam, que mudou-se para cá em 1917, para trabalhar como serrador braçal de madeiras, depois como formador de cafeeiros e em 1923, estabelecera no comercio, instalando a “Casa do Lavrador”, (armazém de secos e molhados) aí permanecendo por 21 anos, onde mais tarde tornou-se agropecuarista de renome. Lutou pelo engrandecimento de Elisiário, principalmente por volta de 1937, que em vista do aumento da população, a capela tornara-se pequena para abranger os fiéis, este senhor, que era Presidente da Comissão Administrativa da Igreja, juntamente com os senhores  José Riscala, Flaminio Tonelo e José Ângelo, conseguiram gratuitamente da Câmara Municipal de Catanduva, em favor da Igreja Católica, uma quadra de terras de 5.000 m² de área, para a construção da atual Igreja Matriz da Imaculada Conceição, conforme Certidão expedido pelo Primeiro Cartório de Registro de Imóveis e Anexos da Comarca de Catanduva, pela Transcrição 5.723, do livro 3-U, de Transcrição das Transmissões, as folhas 88, de 18 de novembro de 1937.
Destaca-se também, o senhor Emilio Massarioli, que veio da zona rural em 1922, para explorar o negócio de carroceiro. Em 1926 adquiriu um pequeno caminhão Ford, logo depois, um automóvel Ford ano 1924, dedicado a explorar o ramo de taxista, permanecendo nessa profissão por sessenta anos.
Outro cidadão que muito fez para Elisiário, foi o senhor Alfredo Magatti, que veio da cidade de Catanduva, onde trabalhava como carroceiro, trabalhou aqui, como sócio da máquina de arroz e café do  Joaquim Fúrio, Em 1924, passou a trabalhar por conta própria no ramo de padaria, mais tarde estabeleceu-se com um bar, e em 1926, estabelecera com a gerência de seu filho Alcino, a “Casa Victória” (armazém de secos e molhados). A Casa Victória, foi á maior casa comercial naquele tempo em Elisiário, visto que, o seu estoque de mercadorias era dos mais variados que se conhecia, tinha até bomba de gasolina, não só para abastecer os seus próprios caminhões, como outros veículos que transitavam por aqui. O senhor Alfredo Magatti, foi Sub-Prefeito do distrito por volta de 1935- 1939, e também Presidente da Comissão da Igreja Católica. Foi em sua administração demolida a antiga Cadeia, que era construída de tábuas, e construído no mesmo local, um prédio de alvenaria, com compartimentos para Posto Policial, 2 celas para detenção provisória e casa de carceragem. Foi também construído por sua indicação, conforme já descrito o Grupo Escolar de Elisiário e o prédio onde funcionou por muitos anos, a Sub-Prefeitura à rua 2 (Benedito Borges) nº 518.
Era na sua residência e na de seu filho Alcino que eram recepcionados as autoridades visitantes, principalmente nos eventos Pastorais, com as visitas dos Padres Missionários Redentoristas. Todavia, pela sua integridade de caráter, tornou-se muito respeitado e amigo de toda a população, adquirindo grande clientela em seu estabelecimento comercial. Na época do prodígio do café, Alfredo Magatti, era o depositário das economias dos pequenos sitiantes e meeiros de café.
Quando em 1935, a colônia japonesa chefiada pelos senhores Koei Arakaki e Saburo Arakaki que cultivaram 200 alqueires de terras, em plantio de algodão na fazenda Pau D’Alho de propriedade do senhor Antônio Carlos de Arruda Botelho, foi a Casa Victória, por intermédio de seus familiares, que faziam todos processamentos de dados desses cotonicultores, inclusive pagamentos dos assalariados que aliás, era de enorme proporções e diga-se mais, todo esse trabalho eram feitos por meios manuscritos. A Casa Victória tornou-se famosa, pois era um tipo de Casa Bancária do distrito. A pessoa do senhor Alfredo Magatti, é imortalizada com o seu nome em uma Avenida desta cidade. Outro comerciante, que também enfrentou a grande crise de retrocesso comercial, da então Vila Elisiário, que merece menção honrosa nesta história, pelo exemplo de homem honesto e trabalhador foi o senhor Manoel Augusto Jorge, conhecido por Mané Padeiro. Este veio para Elisiário por volta de 1926, onde dedicou ao trabalho de padeiro ambulante, vendendo seus pães de fabricação caseira, aos sitiantes e nas colônias das fazendas de café, andando a pé, com sua mercadoria acondicionada em sacos de aniagem transportadas as costas. Após três anos de muito sacrifício, em 1929, comprou do senhor Alfredo Magatti, a pequena e única padaria do vilarejo, por 12 contos de reis. Aí com trabalho e com o auxilio de sua esposa dona Rosalva, pode desenvolver e ampliar o seu estabelecimento num grande centro comercial, com o nome de Bar e Padaria do Ponto, onde encontrava se em suas vitrinas variados tipos de pães, doces, salgados, e também chamados “doces de massa” da mais alta qualidade, tudo isso, feitos com muito carinho pelas mãos do  Mané Padeiro, que sempre eram encomendados por quem passavam por aqui vindo de outras cidades, até mesmo de grande centros como São José do Rio Preto.
O senhor Mané Padeiro, já então pequeno industrial, comerciante e pequeno agropecuarista, distinguira-se pelo seu caráter humanitário, tratava todos com gentileza e respeito, o que proporcionou lhe grande simpatia de toda população.
Nas épocas de festas, em beneficio da Igreja Imaculada Conceição com leilões freqüentes para angariar recursos para à construção desta, a enorme quantidade de assados eram preparados no forno de sua padaria gratuitamente.
Neste bar, além de ser ponto de ônibus intermunicipais para embarque e desembarque de passageiros, era também onde reuniam se quando em visitas pelo interior do estado, grandes vultos da política brasileira, dos escalões federais, estaduais e municipais, onde deixavam sempre um abraço amigo ao proprietário, senhor Manoel Augusto Jorge.
O senhor Manoel Augusto Jorge, tem a sua pessoa homenageada com nome, em uma Avenida desta cidade, como símbolo do trabalho, que através de suas experiências, pode mostrar o valor do trabalho, na construção do homem. 
Outro grande vulto da história de Elisiário foi realmente o médico Dr. Plínio Palhares, cujos trabalhos prestados a esta comunidade é para sempre, motivo de orgulho. Transferiu sua residência para cá em 1926, vindo da então capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, para clinicar medicina geral e Obstetrícia. Sua presença aqui não ligou se somente a medicina, mas também à administração pública do distrito, na qualidade de Sub-Prefeito por vários anos.
Como médico, sua bondade granjeou-lhe estima e admiração de toda a população, que além de médico, um benfeitor com objetivos elevados, fez-se pobre para sentir melhor seus votos de humildade, junto a aqueles que mais precisavam da sua ajuda, como os honorários médicos e até mesmo os recursos para adquirirem os medicamentos. Encontrou aqui um índice de mortalidade elevado, em conseqüência da disenteria por intoxicação alimentar, causado pela falta de conscientização de higiene dos pais. Para debelar esse mal, era precioso à conscientização da população e esse médico lançou-se a essa árdua tarefa com “Campanha da Nutrição Infantil”, que visava a educação alimentar, higiene alimentar, conservação dos alimentos e sobretudo sobre o uso da água poluída e contaminada. Foi um trabalho difícil e demorado, mas trouxe bons resultados, diminuindo muito a mortalidade infantil, se bem que, com o agravante de a imunização por vacinas, ainda estar muito restrito, pois só eram vacinadas as crianças na idade escolar, assim mesmo somente contra varíola e o sarampo. Em 1932, sem deixar o seu consultório médico e com a vaga deixada pelo senhor Antônio Stocco, o Dr. Plínio assumiu a Sub-Prefeitura do Distrito. Como Administrador público, também demonstrou grande capacidade, reformou o jardim, (antiga Praça São Bento) que ficara inacabado pelo seu antecessor. Mandou abrir um poço para captação de água com bomba de cata-vento, com distribuição da rede de água em todos os canteiros. Construiu um Coreto tipo Caramanchão (sem telhado, coberto por plantas trepadeiras ornamentais e floríferas) e ao redor deste, um circulo de 30 metros de diâmetro, circundado com mureta de alvenaria, para cantigas de roda. Colocaram 25 bancos de granitos, todos sombreados por arvoredos, iluminação com os pedestais das lâmpadas em alvenaria molduradas. Plantou árvores de essência nobre e canteiros de flores diversas, com destaque para o lado que fazia frente à Rua 2, com o nome de Elisiário estampado em canteiros floridos. Construiu também um parque infantil (Play-Ground). Esse jardim teve grande acesso da população de Elisiário, como recinto de lazer. Foi reconstruído o Matadouro Municipal, posto que já existia como tal, um simples curral provisório, construído com varas de madeiras roliças, em terreno cedido pela família Zancaner, foi também gramado o campo de futebol (hoje Estádio Com. Antônio Stocco). Em 2 de junho de 1943, juntamente com amigos fundou o CAE (Clube Atlético Elisiário), com sede social no salão do ex-cine São Bento, prédio esse, de propriedade de João Kater. Foi eleito por aclamação o seu primeiro presidente administrativo, sendo reeleito por várias vezes, e em junho de 1946, foi eleito sócio Benemérito Permanente. Já em idade avançada, esse grande benfeitor de Elisiário e sua esposa Dona Dulce em 1946, transferiram suas residência para a cidade de Catanduva, mais à pedido dos médicos desta cidade que desejavam ampará-los, onde prestou pequenos serviços médicos ao Hospital Padre Albino, também conhecido por Santa Casa de Misericórdia. O Dr. Plinio Palhares, dedicou grande amor ao povo de Elisiário, pois mesmo transferido sua residência, não deixou de visitá-los ainda por vários anos, duas vezes por semana, com atendimento clínico à população.

A CONSTRUÇÃO DA ESCOLA ESTADUAL
Importa dizer que, dado a proposta de breve retrospectiva desta reflexão histórica, gera impossibilidade de resenhar todas as suas atividades sociopolíticas o que, aliás, já consagrados aos anais da historia do município de Catanduva, identificando aos elisiarenses, traços do que se pode chamar de herança cultural. Em fins de 1966, o deputado estadual Dr. Orlando Gabriel Zancaner, de permeio a suas funções legislativa, obteve da Fazenda do Estado, a liberação de verbas para a construção de um prédio para funcionar a Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau neste distrito, embora a Prefeitura de Catanduva teria que doar o terreno para a construção da obra, a Procuradoria do Patrimônio Imobiliário do Estado. Porem, a Prefeitura naquele momento, não tinha condições para o dispêndio dos recursos para aquisição do mesmo, tornando-se difícil a realização deste grande beneficio para a comunidade elisiarense. Mas em vista da disposição desse deputado, em trazer essa Escola para Elisiário, fez despertar grande interesse na população, que formaram uma delegação de ilustres senhores, denominada de “Comissão Pró-Ginásio de Elisiário” representados pelos senhores: Ucilo Borghi, Pedro Mendes da Silva, Hamilton de Carvalho, Waldemar Jorge Estevam, Alcebíades Rodrigues, João Donato, Manoel Garrote e Lino Cestári, com o patrocínio do deputado Dr. Orlando Zancaner. O logradouro denominado de Praça do Jardim de São Pedro, foi o local estabelecido para a construção desta Escola, cujo terreno, com área de 7.840 m², pertencia ao Bispado de Rio Preto, representado pelo seu Bispo Diocesano, Dom José de Aquino Pereira, que consultado pela referida Comissão da intenção de adquirirem o citado imóvel, para a construção do Educandário, o  Bispo foi propenso a causa, consentindo  na venda dessa gleba de terra, pelo preço de Cr$n. 400,00 (quatrocentos cruzeiros novos). Diante disso, a Comissão, num ato solidário e ao mesmo tempo, com apoio mútuo da comunidade, conseguiram arrecadar em forma de donativos, o dinheiro suficiente para a compra deste terreno, que, a 23 de dezembro de 1969, foi entregue ao Bispo, com a respectiva transmissão documentária em favor da procuradoria do Patrimônio Imobiliário do Estado. No inicio do ano letivo de 1972, foi inaugurado esse estabelecimento de ensino com o nome de Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau “Professora Aparecida Colturato” e alguns anos depois, para Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau “Benedito Borges da Silveira”. Por volta de 1986/1991, entre as gestões dos prefeitos de Catanduva, José Alfredo Luís Jorge e Warley Agudo Romão, foi então desapropriada da Fazenda Jandaia, de propriedade de Silvio Bueno Neto, uma gleba de terras de mais ou menos 50.000 m² de área para expansão urbana com a construção de 109 casas populares, que leva o nome de Conjunto Habitacional Dr. Itálo Záccaro.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO
Em julho de 1989, estando reunidos casualmente, no Bar e Padaria Central, de propriedade dos irmãos Jorge Estevam, os senhores Manoel Rodrigues Estevam, Waldemar Jorge Estevam, Alcebíades Rodrigues e Carlos Roberto Zaparolli, nasceu a idéia da autonomia político-administrativa do distrito de Elisiário. Embora conscientes, que a legislação pertinente ao referido assunto exigia uma somatória de requisitos, esses senhores resolveram reunir argumentos para dar início ao processo de emancipação do município. Outras pessoas animadas com o elevado propósito deram as suas contribuições, entre os quais o então administrador do distrito, senhor Agenor Victorino Borghi, Wladimir Carlos Estevam e o jornalista catanduvense Luís Carlos Teixeira, que ao lado de Zaparolli constituíram o “Movimento Pró-Emancipação de Elisiário”, cuja presidência coube a Carlos Roberto Zaparolli. Com total apoio do deputado estadual Edinho Araujo, apos concluído a vasta compilação de dados em diversos órgãos municipais, estaduais e federais, esse deputado deu entrada da documentação na Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia Legislativa do Estado, no dia 6 de fevereiro de 1990, tendo esse processo recebido o nº 1018/90. Em 31 de julho de 1990, com a aprovação do projeto de Lei Complementar nº 3/90, de autoria do deputado Edinho Araujo, cuja legislação regulamentava a criação de novos municípios, ficou mais fácil para Elisiário pleitear a sua emancipação. Em maio de 1991, o processo de emancipação de Elisiário, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia Legislativa e encaminhado para o Tribunal Regional Eleitoral, para a competente determinação de marcar a data do plebiscito no distrito de Elisiário, qual ficou oficializado para o dia 27 de outubro de 1991. Em 30 de dezembro de 1991, o governador do estado Luís Antonio Fleury Filho, através da Lei Estadual nº 7664, elevou o distrito de Elisiário à condição de cidade, criando o município de Elisiário, dentro da Comarca de Catanduva. Nas diretrizes deste registro histórico, sugerimos conduzir este trabalho, com as regras do bom senso, com a finalidade de registrar não somente a historia propriamente dita, como também, num critério cultural mais amplo, homenagear os grandes vultos que foram as colunas mestre da construção do atual município de Elisiário.
Diante disso, cumpre-se o dever de registrar, com menção honrosa, mais um personagem com relevo no cenário político deste município. Trata-se do senhor Filipe Salles Oliveira, filho de tradicional e honrosa família catanduvense. Ainda muito jovem, assumiu a gerencia de sua propriedade agrícola e Fazenda “Pau-Ferro”, localizada neste município, onde demonstrou por vários anos, grande capacidade administrativa, com destacável retidão de caráter e lisura de trato com seus empregados, que eram tratados como amigos. O senhor Filipe, sempre teve grande predileção por Elisiário, onde angariou com seu convívio de longe de longos anos, imensidade de amigos, visto que na época do plebiscito emancipatorio do distrito, o povo estava propenso a votar não a emancipação, mesmo porque, havia prenuncio de muita dificuldade para consolidar um município pobre, despojado das prioridades essenciais ao seu desenvolvimento. Atendendo à pedidos de amigos, dias antes do plebiscito lançou sua candidatura a prefeito municipal, convidando o senhor Inivaldo Aparecido Meneguesso para concorrer a Vice-prefeito. Diante disso, o povo que conhecia o mérito deste moço, mudou de ideia, o que resultou em 83% de votos “sim”.
Em 3 de outubro de 1992, nas eleições municipais a nível nacional, foi eleito com surpreendente votação, conseguindo entre 1687 eleitores, a maioria de 1116 votos, sendo nesta época um dos prefeitos mais jovem de São Paulo. Assessorado pelo senhor Wilson José Borghi, o prefeito Filipe engajou na luta pelo resgate ao desenvolvimento do município alias com trajetória brilhante a frente do executivo, ligado a altos objetos usando de instrumento nobre a consolidar com diplomacia, essa obra de tamanha significação, pontuado com trabalho inteligente, aliado ao carisma do grande universo de suas amizades nas áreas governamentais do estado e da união, providenciando garantias para a construção de uma nova Elisiário, através de planejamentos, com a implantação de indústrias no município para criação de empregos e incentivos as técnicas hortifrutigranjeira e agropecuária, através de um Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, formado por representantes dos setores públicos e comunidade rural, com disponibilidade de máquinas aos produtores para o preparo do solo, dando oportunidade ao aumento da produção e produtividade. Com auxilio de sua empresa, a 1ª Dama Silvia Marchesoni de Oliveira, tem enfatizados os aspectos sociais (imediato e duradouro) com crianças e adolescentes, com prioridade aos menos favorecidos, na educação e em práticas esportivas, com difusão ao amor pela arte (música e artesanato), propiciando condições de formar gerações sadias, com possibilidade de participarem de uma sociedade mais justa e alcançarem plena cidadania. Enfim, Elisiário graças ao trabalho edificante do seu primeiro Prefeito Municipal, comunga junto a outros modernos municípios, uma Administração totalmente informatizada, com invejável frota de veículos e maquinarias em geral. Por tudo isso, o elisiarense através de seus heróis, que no perpassar dos anos, construíram a história desta cidade, que investindo na cidadania de nossa gente, poderemos sempre nos orgulhar de ELISIARIO.
Fonte: Natalino Ferraz de Freitas- Autor do Histórico

A MUDANÇA DA HISTÓRIA COMEÇA NA VELHA PADARIA
As paredes da velha padaria ainda guardam as fotos da campanha e de seus protagonistas. Entre um freguês e outro, seu Nego vai lembrando as etapas da luta com a autoridade de quem promoveu, nas mesas do bar, as primeiras reuniões para discutir o movimento pela emancipação de Elisiário. Nego é como os amigos chamam Manoel Rodrigues Estevão, 68 anos, vividos na mesma casa em que nasceu e onde funciona o bar, padaria e sorveteria central. Quando o pai de seu Nego, Manoel Augusto Jorge, comprou aquele imóvel, em 1929, Elisiário já era um pequeno povoado, com algumas casas e lojas. O local, onde até hoje funciona a padaria, pode ser considerado o divisor das terras de Elisiário Penteado e de José Ribeiro Ferraz, onde se cultivavam café e algodão. Entre 1920 e 1925, os dois proprietários resolveram doar parte de suas terras para a igreja, que distribuiu lotes para as famílias que começavam a chegar para trabalhar na agricultura. Como foi Elisiário Penteado, quem primeiro fez tal doação, em sua homenagem a cidade passa a denominar-se Elisiário que, em 29 de novembro de 1923, transforma-se em distrito de Catanduva. Entre os anos de 1938 e 1945, com a produção de algodão e café era grande, e muitos armazéns e máquinas de beneficiamento estavam em plena atividade, o distrito experimentou um período de expressivo crescimento. Era a época dos mil réis e do fiado à longo prazo. As compras eram marcadas na velha caderneta, conferida de tempos em tempos, no período da colheita, quando os lavradores ganhavam o dinheiro e acertavam as contas. Mas o tempo passou e tudo mudou radicalmente. Contudo, na padaria de seu Nego ainda restam símbolos daqueles anos, como a velha máquina registradora, e outras relíquias que dividem o mesmo espaço com a máquina de sorvete, o balcão das balas,... e claro, as fotos da campanha pela emancipação. Pois foi lá, na padaria Central, que a luta pela autonomia de Elisiário começou e se desenvolveu. Diariamente, um grupo de amigos se reunia na padaria para conversar. Nessas conversas surgiu a ideia de lutar pela emancipação. Além do dono da padaria, Manoel Rodrigues Estevão,fizeram parte da luta pela autonomia de Elisiário, Filipe Salles Oliveira, Alcebíades Rodrigues, UciloBorghi, Antônio Carlos Zaparoli, Antônio Iori, João Bonifácio, Gil Sanches, Gilberto Ferraz, João Yera Martins, Valdir Borgonove, Valdemar Jorge Estevão e Wilson José Borghi. “O movimento foi se fortalecendo, conquistando o apoio da comunidade e depois de muitas idas e vindas à Assembleia Legislativa, e principalmente ao Gabinete do Edinho, que nos deu a maior força desde o começo, conseguimos finalmente que o processo de emancipação de Elisiário fosse aprovado”, lembra Filipe. Escolhido pela população para ser o seu primeiro Prefeito, Filipe Salles Oliveira, foi à época, um dos mais jovens prefeitos eleitos do interior do país. Morador em Catanduva, mas com fortes ligações com Elisiário - onde tem uma fazenda com plantação de cana-de-açúcar, laranja e manga - Filipe teve intensa participação na campanha pela conquista da autonomia. “Eu entrei nessa luta quando ela já havia começado. Eu ia todos os dias na padaria de “seu” Nego encontrar meus amigos, que já estavam trabalhando pela emancipação. Mas como num certo momento as coisas ficaram meio paradas, convidaram-me para fazer parte e fortalecer o movimento”, se recorda Filipe. Quando analisa a emancipação de Elisiário, o ex-prefeito não deixa dúvidas: “emancipar significa descentralizar o poder, que fica mais perto da população. Isso resulta diretamente na melhoria da qualidade de vida dos moradores, e isso, foi sem dúvida, o que aconteceu por aqui”. Manoel Rodrigues Estevão, o “seu Nego”, tem a mesma opinião, “hoje está bom, muito bom. Elisiário melhorou muito depois da emancipação. Antes não havia quase nada aqui e hoje tem muita coisa feita”. A segunda administração do município foi marcada por uma lamentável fatalidade. O prefeito eleito, Inivaldo Aparecido Meneguesso, com apenas 37 anos de idade, morreu num acidente de carro perto de São Carlos, em 31 de março de 1997, deixando toda a comunidade entristecida. O então vice-prefeito, Gilson Gil, funcionário público durante vinte anos na prefeitura de Catanduva, assumiu o cargo de Prefeito Municipal de Elisiário, elegendo, como prioridade de sua administração, atrair indústrias para o município: “desapropriei uma área de vinte mil metros quadrados para montar um distrito industrial. Cada indústria que aqui se instalar terá que ter a metade de seu quadro de funcionários formada por moradores de Elisiário, conforme determina uma lei municipal de 1993.” O prefeito também afirma que emancipar foi à solução para Elisiário: “antes, na condição de distrito, não recebíamos nada. Agora, podemos definir onde aplicar os recursos necessários. Podemos ampliar o prédio do posto de saúde ou a escola, temos como levar saneamento básico para os bairros. Está muito melhor”. Foi-se o tempo da pequena Elisiário, da inauguração do bar, padaria e sorveteria Central. Mas lá ainda permanece Manoel Rodrigues Estevão, o seu Nego, protagonista e testemunha dessa história.
Os Primeiros Representantes – eleitos em 1992
PREFEITO MUNICIPAL: Filipe Salles Oliveira, casado com Silvia Elaine R.Marquezoni Oliveira
VICE-PREFEITO: Inivaldo Aparecido Meneguesso
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – Gilson Gil, Pedro Bonezi Fernandes, Claudecir Bega, Sebastião de Oliveira Rocha, Joaquim Fernandes Chaves Neto, Joaquim Fernandes de Souza, Olímpio Alberto Guandalini, João de Paulo e Antônio Pauloni.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Elisiarense

GALERIA DE PREFEITOS

FILIPE SALLES OLIVEIRA01/01/1993 à 31/12/1996
INIVALDO APARECIDO MENEGUESSO01/01/1997  à 31/03/1997
GILSON GIL01/04/1997 à 31/12/2000
RUBENS FRANCISCO01/01/2001 à 31/12/2004
RUBENS FRANCISCO01/01/2005 à 31/12/2008
VALDECIR FERREIRA DE SOUZA01/01/2009 à 31/12/2012
VALDECIR FERREIRA DE SOUZA01/01/2013 à 31/12/2016
RUBENS FRANCISCO01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. FILIPE SALLES OLIVEIRA, foi o primeiro Prefeito de Elisiário.