HISTÓRICO


A ORIGEM
Em 1940, a família Castella, da cidade de Catanduva, investiu na compra de uma gleba de terras no sertão de Rio Preto, mais especificamente na região da Vila Jales, como era chamada na época, como a finalidade de plantação de lavouras e criação de gado. No ano de 1946, dá-se inicio ao desmatamento de 900 alqueires adquiridos, no entanto, a falta de mão-de-obra braçal e de recursos financeiros, levou a família Castella, a realizar o loteamento dessas terras, para obterem lucro, sem onerar o patrimônio da família, a partir de então, surge à necessidade de um povoado para os donos de terras comprarem mantimentos, roupas, remédios e atrair novos investimentos para a região.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
A família procurou a Companhia Coester, da cidade de Fernandópolis, para propor parceria comercial com a mesma reservando uma gleba de 17 alqueires, ou seja, 41,14 hectares para a construção do vilarejo. O corretor de imóvel senhor Pinheiro, com experiência no ramo, ficou encarregado de vender os lotes percorria a região em busca de compradores, tanto na zona urbana como a rural, prestava esclarecimentos sobre a localização, meios de transportes, a fertilidade da terra e as condições de pagamento. E, logo apareceu compradores para a maioria dos lotes. O terreno para a fundação de Pontalinda, foi localizado pelo Agrimensor Orestes Ferreira de Toledo, começando a derrubada da mata no lugar onde seria construído o cruzeiro e a capela. O nome do Vilarejo originou-se do encontro dos Córregos Lageado e Novo Mundo, cujo encontro em formato de bacia, coberto por uma imensa floresta apresentava uma paisagem muito linda. E assim, deu-se o nome de Pontalinda, por ser a ponta de dois córregos. A fundação do povoado de Pontalinda ocorreu em 15 de agosto de 1948, na data de implantação do Cruzeiro, e os responsáveis foram os senhores José Joaquim Lourenço, o primeiro morador do povoado, José Rodrigues dos Santos, Antônio J. de Oliveira e Etelvino Marques de Oliveira.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
No dia 30 de dezembro de 1953, o povoado de Pontalinda, foi elevado à categoria de Distrito, pertencendo ao município de Jales. Naquela época surgiram vários vilarejos na microrregião de Jales, pois as famílias chegavam e se estalavam à beira de rios, estradas ou descampado, depois que descobriram a força da agricultura. A citricultura torna-se uma importante cultura para a região, fazendo parte da nova política social e econômica até os dias de hoje.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
A Lei nº. 7664/91 elevou o Distrito de Pontalindaà categoria de Município, após a realização de um plebiscito em 27 de outubro de 1991, onde a população votou “SIM” para a emancipação político-administrativa de forma unânime. O plebiscito foi organizado por jovens idealista de Pontalinda. Após a emancipação político-administrativa de Pontalinda, tornou-se mais eficaz a organização e a distribuição dos recursos públicos, pois, a administração do município foi formada, por políticos residentes e domiciliado no próprio município sendo, portanto cidadãos conhecedores da realidade e dos problemas da cidade e de seus habitantes. Desta maneira os investimentos priorizaram: Saúde, Educação, Habitação, Saneamento Básico, Assistência Social, e obras de interesse da coletividade.

PIONEIRISMO
Quando a família Castella chegou ao local que hoje é Pontalinda, enfrentou muitas dificuldades para se instalar e cultivar a terra. A compra das terras foi por volta de 1940. A família passou por dificuldades como a primeira noite que dormiram debaixo de uma figueira e se revezavam na vigília noturna para não serem atacados por animais selvagens e dormiram ao relento. Após se instalarem e demarcarem suas terras iniciou um processo de enorme produção agrícola. As pequenas propriedades, com terras férteis e produtivas iniciaram produção agrícola diversificada como: arroz, feijão, milho, mandioca diante de fartura e terra fértil, os alimentos tornaram-se baratos. Surgem então as primeiras viagens de madeira para a região nordeste, mais precisamente para o Estado da Bahia, que nas viagens os motoristas aproveitavam para levar também toucinho, milho, arroz e feijão para serem vendidos na região. A Bahia neste período atravessa um período de seca, não produzindo suficiente e a fome tomava conta do Estado. Na volta dos veículos para a região de Vila Jales, geralmente caminhões, os motoristas sensibilizados com o sofrimento do povo daquela região, trazem algumas pessoas para conhecerem Pontalinda. Tais pessoas não tendo nenhuma qualificação de trabalho, ocupavam o quadro de trabalhador braçal, muitas vezes se submetendo ao recebimento apenas de comida e de um lugar para dormir, pois, a miséria era tanto na terra natal que chegavam aqui com a esperança de melhorar sua vida. Aqueles que se adaptavam e conseguiam trabalho voltavam para buscar a família e aqui residirem e outros não se adaptavam e voltavam para a terra natal. Os agricultores percebendo que naquela região havia mão-de-obra abundante e barata começaram a incentivar a busca de trabalhadores para laborarem nas lavouras de Pontalinda e também os primeiros migrantes começaram a enraizar e despertar o interesse em trazer seus familiares e parentes. E, assim, os motoristas que transportavam madeiras, produtos agrícolas e especiarias, viram uma oportunidade de negócio iniciando então, a migração (transporte) desses trabalhadores de forma desorganizada nos caminhões que após algum tempo foram apelidados de pau de arara, por carregarem muitas pessoas que seguravam em um pau amarrado no meio do caminhão.

A CIDADE ENTRE OS DOIS CÓRREGOS
O ponto de encontro dos córregos Lajeado e Novo Mundo, sempre apresentou uma linda paisagem. A um quilômetro desse local, dessa ponta linda, nasceu uma vila, cuja localização valeu o nome da cidade: Pontalinda. O início do povoado de Pontalinda foi tumultuado. Em 1.948, o fazendeiro José Castela comprou uma fazenda e negociou com a Companhia Colonizadora Colster a divisão da terra em lotes. O grande atrativo da região era - e continua sendo - a terra para culturas como laranja, feijão, algodão, milho, cana e criação de gado. Mas houve muitos problemas na comercialização e o fazendeiro acabou tomando as terras de volta e tocando por conta própria o loteamento. Fundou, então, em 15 de agosto de 1948, numa área de 210 quilômetros quadrados, o povoado de Pontalinda, que cinco anos mais tarde, em 30 de dezembro de 1953, se transforma em distrito de Jales. Quando entrou em vigor a L.C. 651/90, os moradores de Pontalinda se mobilizaram e lutaram para conquistar sua autonomia, tendo à frente os líderes da emancipação: Jairo de Matos (já falecido), Armando Cardoso Pereira, Sivaldo Soncini Pimentel, Benedito Tonholo, Francisco Melfi, Dr. Pedro Manoel Calado Moraes e Professor Osvaldo Soler. Com a criação e posterior instalação do município, em 1993, foi possível iniciar a implantação de uma infraestrutura mais adequada às reais necessidades de seus habitantes, o que não acontecia quando era distrito. Desenvolvendo-se dia após dia, a comunidade tem à sua disposição uma escola de primeiro e segundo graus, uma creche, um posto de saúde com 7 médicos e 3 dentistas ( antes só tinha dois médicos), rede de água em quase toda a cidade, a rede de esgoto em expansão e quase setenta por cento das ruas asfaltadas. Com a instalação da prefeitura na cidade, que gerou 120 empregos diretos, muitos pontalindenses que trabalhavam no campo e nas usinas de álcool e açúcar da região, se prepararam para os concursos públicos e passaram a trabalhar na administração do município. Afinal, depois de tanto tempo sem poder participar das decisões relativas á vida da comunidade, trabalhar na administração do município teve um significado especial: contribuir diretamente para o bem estar de todos.
Os Primeiros Representantes – eleitos em 1992
PREFEITO MUNICIPAL: Guedes Marques Cardoso, casado com Lucilei Alves Santana Cardoso.
VICE-PREFEITO: Benedito Tonholo
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – Antônio José Vicente, Antônio Processo, Laura Aparecida da Silva, Antônio Lopes da Silva, João de Oliveira Souza, Mauro Simolini, Audencio de Souza, Manoel Alves e Sivaldo Soncini Pimentel.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Pontalindense

GALERIA DE PREFEITOS

GUEDES MARQUES CARDOSO01/01/1993 à 31/12/1996
BENEDITO TONHOLO01/01/1997 à 31/12/2000
BENEDITO TONHOLO01/01/2001 à 31/12/2004
GUEDES MARQUES CARDOSO01/01/2005 à 31/12/2008
GUEDES MARQUES CARDOSO01/01/2009 à 31/12/2012
ELVIS CARLOS DE SOUSA01/01/2013 à 31/12/2016
ELVIS CARLOS DE SOUZA01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. GUEDES MARQUES CARDOSO, foi o primeiro Prefeito de Pontalinda.