HISTÓRICO


A ORIGEM
Há muitos anos atrás o senhor Rodolfo Zabirk, cruzou a parte oeste das terras que acabara de adquirir. Era uma Gleba composta de muitos alqueires, sendo um imenso reino verde de angicos, perobas, cedros, jatobás, assim como outras essências vegetais de boa qualidade. Passaram se alguns anos, estas terras eram apenas conhecidas somente por um ou outro forasteiro, que passava com uma ponta de gado vindo das bandas de Mato Grosso, rumo aos centros consumidores, ou então eram os mascates que levavam suas quinquilharias para as choças afastadas e perdidas as beiras dos pousos “estrada de boiadeiro”. Entretanto, fertilidade do solo já ia despertando a atenção de alguns homens de visão e com espírito de bandeirismo. Em 1946, os senhores: Benedito Pinto Ferreira Braga, (Zico Braga) e Manoel Bastos (Neca Bastos), adquiriram a gleba do senhor Rodolfo Zabirk. O primeiro veio da cidade de Catanduva, e o segundo de Tanabi. Mais tarde, Zico Braga comprou o que pertencia a Neca Bastos, isto nos meados do ano 1948. Foi ai que a fazenda Santa Maria foi cortada e loteada para fim de aglomerar novos habitantes.
Os desbravadores voltaram seus olhos em rumo à região com a pujança e crescimento de Jales, foi que acendeu o estopim para a marcha rumo à sede da fazenda Santa Maria. Em 13 de junho de 1950, Zico Braga, proprietário das terras onde hoje esta plantada a cidade de Urânia, recebeu um comunicado do então diretor da Estrada de Ferro, Araraquarense, engenheiro Oswaldo Sant’Ana de Almeida, certificando o, de que a estação seguinte após Jales, estaria no marco 8.500 no avançamento da ferrovia. Verificando que o referido marco encontrava-se em suas terras, Zico Braga resolveu fundar o povoado de Urânia, dando a data de sua fundação a da comunicação da construção da estação da estrada de ferro em sua propriedade. Iniciou-se então a confecção do mapa, locação, abertura de ruas e construção de residências e casas comerciais. Construíram-se escolas e partiu-se para o desenvolvimento do povoamento.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Na manhã radiante de sol do dia 13 de julho de 1950 deu-se a fundação de uma cidade, pelo Sr. Benedito Pinto Ferreira Braga (o popular Zico Braga). Em meio as picadas abertas no sertão oeste, na floresta ainda bravia, pertencente à sede da antiga fazenda Santa Maria, ergue-se a primeira cruz, com Fé (da) a determinar o destino de uma cidade, que neste dia receberia o seu nome. O madeiro de Cristo predominou-se desde o inicio sobre a paisagem agreste da clareira, representando a vontade firme do fundador. Após a missa em ação de graça, celebrada pelo padre Alfonso Neinake de Jales, a multidão presente ouvia entusiasticamente as palavras do Sr. Zico Braga, enaltecendo o significado do acontecimento. Caboclos, tabaréus, povo e personalidades da região presenciaram a implantação de um povoado destinado a transpor largamente os caminhos do progresso. Instalou-se ai o quartel general na sede da antiga Fazenda Santa Maria, centro das atividades dos trabalhos de retalhamento das terras. O plano de loteamento foi acrescido de um importante detalhe. A fundação de um pequeno patrimônio para facilitar a venda das terras. Começa ai a execução da grande ideia, força que iria transformar na extraordinária e épica implantação de uma cidade. Troncos seculares beijavam o musgo da terra, sob a ação implacável dos machados. Removido a madeira de lei o fogo, lastreando pelo matagal deixou uma clareira, simbolizando a imposição da vontade humana na marcha da civilização. Abriram-se ruas e quarteirões. Aos poucos, levas e levas de empreiteiros, camaradas empregados e novos adquirentes de terrenos chegaram. O serviço de desbravamento avançava.
Para alegria geral surgiu o nome de Urânia, nome que trás um significado dentro da mitologia grega, fazendo parte de uma das nove musas e que quer dizer “Deusa que domina e governa os astros”. Urânia quer dizer também, invencível e Deusa da geometria. Esse nome foi escolhido por Benedito Pinto Ferreira Braga. Os desbravadores da época não cabiam em si de contentes, e não mediram esforços nem sacrifícios na construção do vilarejo. São eles: Felix Francisco José, Gregório Lopes, Alcino Braga, Bartolomeu Jorge de Oliveira, Oswaldo Candido, Mariano de Oliveira, Antônio Tomé, Antônio Braga Filho, Antônio Apone, José Maurêncio, Brasilino Teodoro, Flauzino Emiliano, Joaquim de Souza Figueiredo, Manoel Mendonça, José Arino, Francisco Moreno, Anor Lopes de Oliveira e outros. Houve então, ao cair da bela tarde de 13 de julho de 1950, um churrasco comemorativo, surgido à noite de um animado cateretê com cantorias e modas de viola em homenagem a fundação de Urânia.

A COLÔNIA JAPONESA
Fato especial também dos pioneiros de Urânia e que não poderíamos deixar de citar, foi à vinda da colônia japonesa. São homens arrojados, com todo o ardor de um trabalho sólido para o engrandecimento de Urânia. Vindo de outras terras, foram chegando as principais famílias japonesas. As principais que aqui apontaram foram às famílias: Aizawo Kinjiro, Yoshiaki Kamatsu, Eizo Kamatsu, Sozuo Kitamura, Kiyoshi Kitamura, Iakuzo Nishi, Kyuichi Matsumori, José Ryogo, Senzi Nari, Katsuyoshi Saito, e outros que vieram após.Urânia muito deve a estes homens que trabalharam e obtiveram com isso, a estima e o respeito de todos os uranienses. A colônia japonesa conta hoje com 120 famílias. Vale a pena citar que graças a ela o município foi um dos grandes produtores de algodão do estado. Devido à persistência e a técnica aplicada pelos nipônicos, hoje Urânia orgulha-se de sua safra algodoeira. A colônia dedica-se também a outras atividades produtoras, como por exemplo: arroz, café, mamona, amendoim, feijão, milho, indústria, comércio e pecuária. Porém lembramos mais uma vez que o algodão de Urânia quem nos trouxe foi a colônia japonesa. Contam com os nipônicos dois clubes recreativos, um dentro da cidade e outro na via de acesso, José Francisco Pereira (Transchico).Na parte pecuarista vemos: Sayte Yamada, Mokei Yaguiu e Toshio Nishi. Convém lembrar que os irmãos Ferreira (descendência italiana) e os Nogueiras, (descendência espanhola) fizeram parte dos grandes pecuaristas de Urânia. São estes, pois os autênticos pioneiros e desbravadores deste rico e progressista município.
Gentílico: Uraniense

GALERIA DE PREFEITOS

BENEDITO PINTO FRERREIRA BRAGA1960 à 1963
HERMINIO MARTINI1964 à 1968
BENEDITO PINTO FERREIRA BRAGA1969  à 1972
ELVO PIGARI1973  à 1976
ADEMIR ALVARES1977 à 1982
FRANCISCO ALVES DOMINGUES1983 á 1988
AUGUSTO VITORELI GARCIA1989 à 1992
FRANCISCO AIRTON SARACUZA01/01/1993 à 31/12/1996
AUGUSTO VITORELI GARCIA01/01/1997 à 31/12/2000
JOAQUIM PIRES DA SILVA01/01/2001 à 31/12/2004
JOAQUIM PIRES DA SILVA01/01/2005 à 31/12/2008
FRANCISCO AIRTON SARACUZA01/01/2009 à 31/12/2012
FRANCISCO AIRTON SARACUZA01/01/2013 à 31/12/2016
MARCIO ARJOL DOMINGUES01/01/2017 à 31/12/2020

OBS. O Sr. BENEDITO PINTO FERREIRA BRAGA, foi o primeiro Prefeito de Urânia.