HISTÓRICO


A ORIGEM
Antes de se tornar a Vila Pacheco, ao longo do espigão não existia nada, a não ser mata virgem, mas na região já existiam moradores, reunidos entre proprietários e agregados. Esses moradores entraram sertão adentro por caminhos precários, picadas, trilhas ligando as vertentes e as várzeas e se arrancharam geralmente na margem de um ribeirão ou córrego que lhes fornecia a água necessária e essencial. São mencionados muitos deles emem depoimentos de seus descendentes.
Esta vasta região era dividida em três grandes propriedades denominadas de Fazenda Limoeiro, Fazenda Barreiro e Fazenda Lambari. Também esses eram os nomes dos ribeirões que demarcavam essas grandes propriedades. Com o passar do tempo essas vastas áreas foram sendo divididas em propriedades menores. Muitos posseiros que nelas existiam há muitos anos negociaram com os titulares o domínio de suas posses. Outros adquiriram glebas já demarcadas por agrimensores e devidamente tituladas, como foi o caso da Fazenda Barreiro, uma vasta área de propriedade da Companhia Antártica Paulista que foi dividida em quinhões devidamente demarcados.
Outros ainda, e estes os mais antigos moradores que se tem notícias, vieram para tomar posse e administrar glebas maiores, adquiridas por homens abastados de outras regiões e que desejavam formá-las para o futuro de suas famílias.
Os primeiros que se tem notícia e que deixaram descendentes que contam e comprovam as suas entradas por este sertão, verdadeiras epopéias, são: José Bueno de Camargo e Antônio Joaquim Mateus. Ambos entraram pela Estrada de Ferro NOB através do ramal de Lussanvira e pararam na Estação Anhangaí. Isso por volta de 1917. O maior desafio que enfrentaram foi a transposição do Rio Tietê, que fora feita por balsas improvisadas.
Essas pessoas eram dotadas de espírito aventureiro. Tinham a coragem, o arrojo e a disposição para enfrentar o desconhecido e as adversidades. É certo que o faziam tendo como objetivo construir um patrimônio para o futuro, mas o faziam com prazer, pelo pioneirismo que traziam incrustado em suas almas. A interiorização da colonização se deu por ações daqueles homens inquietos, desejosos de conhecer o que haveria de existir pela frente: as riquezas, as belezas e tudo o que de bom lhes pudesse oferecer a majestosa natureza. E, por onde iam passando iam desbravando os sertões e deixando raízes que se constituíam em aglomerados, vilas e futuras cidades.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
VILA PACHECO – UM SONHO – João Pacheco de Lima, com espírito de sertanista e desbravador, acalentava o sonho de fundar uma cidade. Chegara em 1935 a este longínquo rincão para tomar posse de uma gleba de terras que adquirira com a intenção de ver realizado o seu sonho de muito tempo.
No dia 20 de junho, partiram de Ipiguá, vila próxima a São José do Rio Preto, com um “Fordinho”, o carro da época, João Pacheco Lima, seu filho Paulo, ainda um jovem, e os irmãos Antônio e Valdevino Nery. Pernoitaram em São João de Nhandeara, no hotel do senhor Demétrio Gradela, e prosseguiram no outro dia, 21, pela manhã, chegando aqui por volta das quatro horas da tarde. Vieram, segundo relato do senhor Antônio Nery, para escolher o lugar onde João Pacheco pretendia fundar uma vila nos limites de suas terras. Naquela tarde foram foram até a casa do senhor Francisco Justino Borges, no córrego Bonito, conhecido morador na região, onde se hospedaram. No dia seguinte, 22, retornaram para ver de perto e escolher o melhor local da futura vila. Para determinar o local onde seria a vila, saíram abrindo uma picada que começou no alto do espigão onde existia uma figueira e foram por esse espigão até a divisa das terras de Pacheco. Decidiram que o melhor lugar seria mesmo ao longo do espigão, nos arredores da figueira, árvore centenária e de grande porte, que podia ser avistada de longe e de vários pontos. Elegeram-na como o centro da vila. Essa árvore marcava o que seria a praça central da vila e deveria ser preservada, porque orientava os moradores da redondeza sobre o local da vila, que logo ficou conhecida como Vila Pacheco. João Pacheco de Lima determinara que se fizesse uma clareira onde seria a futura vila. O jovem Paulo de Souza Lima ficara responsável pelo traçado das ruas e das quadras, a partir do local escolhido para ser a praça central. Esta atitude de João Pacheco de Lima e seu filho mais velho Paulo, e os irmãos Valdevino e Antônio Nery, registra o exato momento em que se inicia a transformação do sonho em realidade – o embrião da futura cidade.
No povoado que surgia, e que recebera o nome de Vila Pacheco, novas casas surgiram, onde alguns se dedicavam ao comércio com Antônio Nery e Messias de Almeida, com armazém que vendia de tudo, e Cristóvam Barbosa de Toledo com o ramo de Açougue. Outros se dedicavam a profissões como João Couve e José Riograndense, pedreiro e carpinteiro respectivamente.

PIONEIRISMO - OS PRIMEIROS MORADORES
Duas casas de pau-a-pique foram construídas, onde foram morar Manoel Saturno e Francisco Zanin, os primeiros moradores do povoado.
Novos ranchos eram erguidos para abrigar as famílias que chegavam. Muitas dessas famílias de pioneiros haviam adquirido glebas na redondeza e tinham no aglomerado o ponto de apoio e meio de convivência.
Pela cabeceira do ribeirão das Cruzes já moravam Ozório Messias de Almeida e Joaquim Graciano de Paiva. Pela cabeceira do ribeirão do Limoeiro, José Barbosa e pelo lado do córrego Bonito moravam Antônio Barbosa de Siqueira, José Maciel de Lima, Francisco Higino, Francisco Justino Borges e João Ferreira Gandra. Viera também de Ipiguá, a convite de João Pacheco de Lima, Dona Petronilda Josefa Siqueira, viúva, acompanhada dos seguintes filhos: Aparecida, José (Juca), Sebastião, Divina, Sebastiana, Onofre e Perciliana, gente conhecida do fundador, e que estava disposta a trabalhar e a reconstruir sua vida neste sertão que se abria e onde brilhava o sol da esperança
Com a chegada destas famílias foi aberta uma clareira maior na mata e construído novos ranchos. Naquela ocasião, funda-se a “Vila Pacheco”. O cruzeiro foi levantado próximo à figueira, em 02 de novembro de 1936, sendo produzido pelo carpinteiro Manoel Saturnino e doado por Agostinho Cipriano Nery. A figueira se tornou o marco histórico, afirma Alcino Messias de Almeida: “Nós sofremos muito no começo, pois a vila era muito mato, e tivemos que ir abrindo clareira entre a selva, mas a figueira ganhou destaque devido a sua exuberância”. Seu Alcino se lembra do momento em que ajudou a arrancar à figueira. Infelizmente ela estava no centro da cidade e precisou ser cortada para o crescimento do povoado, concluiu Messias. Dona Ernestina Nery, de 96 anos, esposa do saudoso Waldevino Nery dos Reis, relembra essa nova etapa da vida. Conta ela: “O momento mais marcante foi encontrar este lugar e começar tudo de novo. Depois que chegamos aqui, no outro dia se fez queimada. No começo construímos uma casinha de pau-a-pique e depois de algum tempo mudamos para a estrada da Serrinha. Nossa vida era de sacrifício, mas para os homens era mais difícil ainda”. A estrada da Serrinha ficou conhecida na época, como a “Estrada dos Mineiros”, tendo em vista que a família Nery residiu lá por mais de 30 anos.

A FUNDAÇÃO OFICIAL
VILA ÁUREA – A CONSAGRAÇÃO DO SONHO
– João Pacheco de Lima construía um casarão na Praça Central, a Praça da Igreja, na esquina das Ruas Santa Rita e Piracicaba, hoje esquina da Rua Feliciano Sales Cunha com José Matarézio. Era uma Construção de tábuas com muitos cômodos, uma grande sala e vários quartos de dormir. Ali nesse casarão se hospedavam os visitantes e ali também os homens do lugar se reuniam para discutir os problemas e as melhores alternativas para novas iniciativas, tendo em vista a consolidação da vila.
Desde que o nome de Vila Pacheco se espalhara e atraía gente disposta a mudar-se para o lugar, percebia-se que a iniciativa de fundar uma vila prosperava e a idéia de oficializar o nome e a fundação passou a ser tema de todas as discussões.
Foi nesse clima que se escolheu a data de 20 de novembro daquele ano de 1937 para a celebração da primeira missa e, assim, a fundação oficial da Vila. O nome também fora escolhido. Por indicação de João Pacheco e aprovado pelos presentes, a vila deixaria de chamar-se Vila Pacheco, como se espalhara, e passaria a chamar-se Vila Áurea, pois quisera Pacheco Homenagear sua filha Áurea, carinhosamente chamada de Aurinha, uma graciosa jovem que a todos encantava com a sua meiguice e fina educação.
João Pacheco ficara encarregado de buscar o Padre Agostinho dos Santos Pereira, pároco de São João de Nhandeara, para celebrar a primeira missa. A primeira quinzena de novembro fora de muita chuva. As chuvas cessaram e aí o sol apareceu por alguns dias para secar o excesso de barro e as poças d’água. A estradinha no espigão já permitia a viagem até Nhandeara, ainda chamada de Vila São João, para trazer o padre Agostinho, o que foi feito na véspera, dia dezenove.
O dia 20 amanheceu bonito, céu aberto, sem nuvens e sol brilhando, para alegria de todos envolvidos na expectativa da grande festa programada para aquele dia e nas proximidades do Cruzeiro, o Padre Agostinho dos Santos Pereira, celebrou a primeira missa do vilarejo. Com isso, oficialmente fundava-se a “Vila Áurea”.

ORIGEM DO NOME
Primeiro nome:
VILA PACHECO
- Este nome foi dado ao lugarejo, em 02 de Novembro de 1936, após ser levantado um cruzeiro na clareira aberta na mata.
Segundo Nome:
VILA ÁUREA
- nome que homenageia “Áurea de Souza Lima”, filha de João Pacheco de Lima.
Terceiro Nome:
AURIFLAMA
– Segundo informações, os representantes de Vila Áurea responsáveis pela reivindicação da criação do Distrito, receberam dos dirigentes do órgão governamental que cuidava da divisão administrativa e territorial do Estado e da denominação das cidades, sugestão para que se desse um nome mais portentoso para a nova cidade que resplandecia com a exuberância das lavouras de café. Assim, para mudar sem descaracterizar o primeiro nome ÁUREA, surgiu “AURIFLAMA”, do latim, “áurea flamma”, (chama dourada ou chama de ouro).

CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA CAPELA
Vila Pacheco e depois oficialmente Via Áurea, teve a sua formação eminentemente católica. Foi sob a fé católica e na inspiração em Nossa Senhora Aparecida que se formou o povoado. O fundador João Pacheco de Lima, sua família e as famílias que com ele vieram, eram todos católicos, assim como os moradores que já existiam na região.
Logo depois da fundação do povoado, ocorrido em 20 de novembro de 1937, João Pacheco de Lima, amigo do então Bispo de São José do Rio Preto, Dom Lafayette Libanio, solicitou a este a nomeação de uma Comissão com o objetivo de construir uma capela para as práticas religiosas. Assim em 04 de Maio de 1938, o bispo expediu a Provisão nº 129/6 nomeando a Comissão para a construção da capela em Vila Áurea.
A Comissão nomeada era composta de: Representante Eclesiástico – Vigário da Paróquia São João de Nhandeara, Padre Agostinho dos Santos Pereira Presidente João Pacheco de Lima Vice-Presidente Dr. Bertholdo Vieira da Silva Secretário Amâncio Ferreira dos Santos Tesoureiro Ozório Messias de Almeida Membros – Valdevino Nery dos Reis, José Joaquim Nery e Antônio Saturnino de Almeida.
Assim, já no ano seguinte à fundação, em 1938, após a provisão acima mencionada, a Comissão passou a trabalhar para a construção da primeira igreja, uma capela de tábuas, mas com todos os espaços necessários para as celebrações religiosas
A partir de 1941, com a criação da paróquia de General Salgado, passou a ser atribuição do pároco da cidade vizinha, vir aqui realizar as celebrações. A primeira igreja chamava-se Capela Nossa Senhora Aparecida de Vila Áurea.
O primeiro batizado relativo a pessoas moradoras em Vila Áurea, da freguesia de General Salgado, aconteceu em 15 de novembro de 1941.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
A Vila crescia e logo começou o movimento para a sua elevação à categoria de Distrito. Como distrito a vila passaria a ser considerada cidade. O fundador João Pacheco de Lima, com a colaboração do entusiasmado e batalhador Filadelfo Rodrigues de Souza, e de outros mais, encabeçaram o movimento pela criação do Distrito, levando a reivindicação às autoridades competentes.
A reivindicação foi atendida, e em 24 de Outubro de 1942, o Decreto nº 13011, transformou Vila Áurea na 2ª Zona Distrital de General Salgado e Comarca de Monte Aprazível. Em 30 de Novembro de 1944, Vila Áurea foi elevada a categoria de Distrito de Paz pelo Decreto nº. 14334, que também alterou sua denominação para AURIFLAMA, e suas terras foram desmembradas de General Salgado e Major Prado. O Primeiro Oficial do Registro Civil e Tabelião do novo distrito foi o senhor Luiz Borges Neto.
O primeiro registro de nascimento, realizado no distrito, recebeu o número 738, em 02 de Abril de 1945 (nati-morto). O primeiro registro de casamento recebeu o número 110, em 04 de abril de 1945, sendo os contraentes Sebastião Rodrigues do Amorim e Sebastiana Maria de Jesus.

A CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA IGREJA
Já em 1943, começou um movimento para a construção de uma nova igreja, pois a capela já se tornara pequena para a comunidade que crescia dia a dia. Novamente João Pacheco de Lima recorreu ao Bispo Dom Lafayette Libânio e através da Provisão nº 125/3, de 26 de maio de 1944, foi nomeada a Comissão para a construção da nova igreja.
Essa Comissão era composta por: João Pacheco de Lima, Presidente Antônio Augusto Rego, Vice-Presidente José Nery Filho, 1º Secretário Braulino Martins Gonçalves, 2º Secretário Cirilo Felisbino da Silva, 1º Tesoureiro Clemente Antunes Costa, 2º Tesoureiro Antônio Martins Gonçalves, José Joaquim Nery, José Marchette, Valdevino Nery dos Reis, Antônio Ferreira, Alfredo Dainesio, Constantino Cumini,Cristóvão Barbosa de Toledo, Joaquim Graciano e Bento Ferreira com Membros do Conselho Administrativo.
Assim que aconteceu a expedição da Provisão pelo Bispado de São José do Rio Preto, a Comissão se reuniu e decidiu-se pelo lançamento da pedra fundamental da nova igreja. A cerimônia foi realizada num domingo à tarde no mês de junho de 1944 e logo começaram as obras com os próprios pedreiros da Vila.
A construção dessa igreja demorou três anos para ser concluída e, em 1948, assim que a nova igreja estava pronta por dentro, foi demolida a capela de tábuas.

CRIAÇÃO DA PARÓQUIA
Só em 1952 foi criada a Paróquia de Auriflama, precisamente no dia 1º de maio desse ano, por Dom Lafayette Libanio, que se denominaria Paróquia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Auriflama. Os territórios que formariam a nova Paróquia abrangeriam então as capelas de Santa Helena (Fazenda de Ângelo Favi) e Guzolândia, que pertenciam a General Salgado, e a capela de Bandeirantes D’Oeste que pertencia a Pereira Barreto.
Em 08 de Junho de 1952, toma posse o novo vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Auriflama, Padre Carlos Mazero.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de Dezembro de 1953, através do Decreto Lei Estadual nº 2456, o distrito foi elevado à categoria de Município, desmembrado do município de General Salgado. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1955.
Isto só foi possível devido ao desenvolvimento econômico e social do distrito, e o empenho dos senhores: Orlando Bongiovani, José Matarézio, José Maria Bento, Francisco Assis Rodrigues e Cláudio Bento Inezzi. Em 1954, a população auriflamense elegia o primeiro Executivo e Legislativo, os quais governaram de 01 de janeiro de 1955, até 31 de dezembro de 1958, sendo eleito primeiro prefeito, o senhor Lázaro Silva juntamente com seu Vice Aurélio Dainezi. A Câmara Municipal foi composta por  nove vereadores e suplentes de cada legenda, sendo presidida por Waldevino Nery dos Reis (PSP). Posteriormente, assumiram a Presidência do Legislativo municipal: Francisco de Assis Rodrigues, em 1956, Almerindo Pereira Prates em 1957 e João Matarézio em 1958. Durante esse período, o vereador João Pacheco de Lima, por motivo de doença, renunciou seu mandato e José Maria Bento Filho perdeu o cargo, devido sua mudança para outro município. O suplente José Neves Epifânio recusou-se em assumir a vaga. Mediante os pedidos de renúncia, tomaram posse definitivamente os vereadores suplentes da mesma legenda, José Martins e Félix Oliva.

VISITA DO BISPO DIOCESANO
Em agosto de 1958, o Bispo Diocesano de São José do Rio Preto visita a Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Auriflama.
Em 14 de outubro de 1958, com a saída do Padre Carlos Mazero, chega a Paróquia o Padre José Veloso Gomes que, entretanto, por motivos de saúde não pode ficar. Vem substituí-lo o Padre José de Paula Reino. Os senhores Valdevino Nery dos Reis e Clemente Antunes Costa foram os que acertaram a vinda deste padre, da Congregação Redentorista de Aparecida, para a Paróquia de Auriflama. O padre José de Paula Reino traz de Aparecida do Norte uma imagem de Nossa Senhora Aparecida para a nova Paróquia que iria comandar.

UM GRANDE SONHO FRUSTRADO
A moir preocupação do padre José de Paula Reino ao chegar aqui foi a igreja, considerada muito pequena. Uma Comissão fizera promoções e já dispunha de uma boa quantia para as obras da nova igreja. Em 1961 começavam os trabalhos para a construção da nova igreja. Foram realizadas quermesses, leilões e muitas promoções que contavam sempre com a participação da comunidade. A nova igreja iniciada media 63 metros de comprimento por 44 metros de largura. Infelizmente não pode ser concluída. Fora superdimensionada para a época. Um grande sonho frustrado.

UMA NOVA CONSTRUÇÃO É IDEALIZADA
Em março de 1965 chega à cidade o novo pároco designado, Padre Pedro Avignolo. Este logo faz uma reunião com a comunidade católica a fim de discutir uma solução para a grande igreja paralisada. Chega-se a conclusão de que a continuidade das obras seria temerária, pois não havia um projeto técnico que orientasse essa construção. Decidiu-se que seria mais conveniente demoli-la e mandar realizar um projeto mais realista para a nova matriz. Assim foram procuradas as autoridades municipais e solicitada a colaboração da Prefeitura para a demolição da estrutura da igreja que se encontrava paralisada. E logo foi iniciada a demolição da monumental igreja.

A CONSTRUÇÃO DA ATUAL IGREJA MATRIZ
A demolição foi muito demorada e só terminou por volta de 1970. No lugar deu-se a execução de um projeto do arquiteto Roberto Fríoli, da cidade de Araçatuba, que foi de um extremo ao outro. De uma igreja tradicional na forma mais conservadora, para uma ultra-moderna, até ousada para a época. Mas, como havia sido decidido, foram iniciadas as obras desse projeto que sofreu algumas modificações para reduzir custos e assim acelerar a construção da igreja.
Em dezembro de 1972, o padre Avignolo é removido e chega para substituí-lo o padre Luiz Sesma. Este se empenhou para o término da Nova Igreja Matriz, que já em 1975 era usada pela comunidade, embora não estivesse totalmente acabada. Hoje, a cidade de Auriflama se orgulha desta magnífica obra, já com seu novo jardim.

CRIAÇÃO DA COMARCA
Em 28 de Fevereiro de 1964, de acordo com a Lei nº. 8.092, foi criada a Comarca de Auriflama, mas a sua instalação ocorreu somente em 28 de setembro de 1967, na administração do prefeito João Matarézio. Assumiu como Juiz de Direito da Comarca o Dr. Domingos Franciulli Neto e o Dr. José Geraldo de Jacobina Rabello, exerceu a função de Promotor Público.
Gentílico: Auriflamense
Fonte:
Texto Extraído da Obra – AURIFLAMA RAÍZES DA HISTÓRIA.
Autor: Antônio Garcia Morales.
Colaboração: Prefeitura Municipal de Auriflama.

GALERIA DE PREFEITOS

LÁZARO SILVA1955 à 1958
JOÃO MATARÉZIO1959 à 1962
JOSÉ CARDOSO1963
ARNALDO MARIA1963 à 1966
JOÃO MATARÉZIO1967 à 1969
JOÃO PACHECO DE LIMA FILHO1970 à 1972
ALFIO FREDERICO SBRÓGGIO1973 à 1976
FUAD KASSIS1977 à 1982
PEDRO MATARÉZIO1983 à 1988
JOÃO JOSÉ DE PAULA1989 à 1992
PEDRO MATARÉZIO01/01/1992 à 31/12/1996
FUAD KASSIS01/01/1997 à 31/12/2000
PEDRO MATARÉZIO01/01/2001 à 31/12/2004
CLÉLIO LEMOS GARCIA2004
JOSÉ JACINTO ALVES FILHO01/01/2005 à 31/12/2008
JOSÉ JACINTO ALVES FILHO01/01/2009 à 31/12/2012
IVANILDE DELLA ROVERI RODRIGUES01/01/2012 à 31/12/2016
OTÁVIO HENRIQUE ORTUNHO WEDEKIN01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. LÁZARO SILVA, foi o primeiro Prefeito de Auriflama.