HISTÓRICO


A ORIGEM
Em nossa região, o processo de colonização das terras ainda virgens começou no final do século 19, conforme documentos pesquisados junto ao Cartório de Registro de Imóveis de Monte Aprazível. Sendo composto principalmente por migrantes de outras regiões do país, e imigrantes que foram abrindo fazendas, cultivando lavouras dedicadas principalmente ao cultivo de café, algodão, milho e arroz. Com o crescimento das atividades agrícolas as famílias além de dividirem essas terras entre si, também foram adquirindo mais terras e gerando mais trabalho, atraindo mais migrantes para a região. Vindo do estado da Bahia, chegou à região por volta de 1928, o senhor Teodoro Cardoso Pereira, com a esposa Paula Cardoso. Compraram na época, uma área de 1200 alqueires de terras. O senhor Teodoro constituiu ali sua família, ao todo: doze filhos, sendo seis homens e seis mulheres. Dos filhos homens, apenas um está vivo, e por ele é que parte dos fatos é contada. O senhor Venusto Cardoso conta que nasceu e cresceu na fazenda com os demais irmãos, mas após a morte do pai, a mãe começou a vender partes da propriedade, formando assim os sítios que até hoje compõem a zona rural do município. O senhor Venusto Cardoso reside em Nova Luzitânia a mais de 25 anos, e da antiga propriedade nada mais restou. O nome de sua mãe até hoje denomina a região como Bairro Rural da Olaria da Paula. Outra dessas famílias pioneiras é a de Antônio Pereira, segundo dados encontrados no histórico da cidade de Gastão Vidigal e relatos de descendentes dessa família. Segundo conta o senhor Jorge Augusto Pereira, um dos descendentes da família, relata que viveu por 25 anos na propriedade da família e que naquela época já havia sido dividida em propriedades menores. Ainda segundo o senhor Jorge, essa divisão foi feita entre a família como herança, costume esse comum naquele tempo: as grandes fazendas eram distribuídas e cada membro da família ficava então com uma parte, conta ele. Esse costume tornou-se comum e foi o que possibilitou a formação de povoados como Nova Luzitânia e Gastão Vidigal. Essa grande fazenda de Antônio Pereira, era de 4.420 alqueires de terra compreendida entre os córregos Barra Grande do Mato Grosso e Canjarana, foi o começo do povoamento das terras da região, hoje pertencentes aos municípios de Gastão Vidigal e Nova Luzitânia. Mais tarde, foi dividida em duas fazendas de igual nome aos córregos, e com o crescimento das famílias e a vinda de mais pessoas para o local, foram se formando pequenas propriedades. O nome Canjarana e Mato Grosso, hoje denominado Matogrossinho são referência para identificação de regiões compostas de pequenas propriedades.

A OLARIA DA PAULA
Um morador que veio para a região em 1933, numa das primeiras propriedades vendidas por dona Paula, é o senhor Antônio Maria do Nascimento, 84 anos e muita disposição, na época, fazendo relatos fascinantes sobres os tempos de colonização daquela região. O senhor Antônio nos conta que, só havia mato por todos os lados, e que a residência que mora foi melhorada, mas está no mesmo local desde quando aqui chegaram. As dificuldades eram muitas, diz ele, as compras eram feitas em Macaúbal, uma vez por mês, cidade localizada a aproximadamente 50 km. A viagem era feita a cavalo, muitas vezes por ele e seu pai João Benedito do  Nascimento, que duravam até dois dias, e em alguns trajetos tinham que se abrir caminho por entre a mata, diz ele. Mas tudo sempre foi superado, segundo o senhor Antônio, outros sítios foram abertos, e chegaram as Olarias e com elas os carros de bois que faziam todo tipo de transporte. Ele lembra que com 17 anos fazia o transporte de telhas até General Salgado, e na volta trazia encomendas para os vizinhos de sítios e até mudanças, chegando a até quatro dias de viagem, ida e volta, num trajeto de pouco mais de 45 km. A mãe de seu Antônio, senhora Flozina Maria do Nascimento era, segundo ele, assistente de parteira e por muitas vezes saia a cavalo para atender mulheres em trabalho de parto, seu pai por sua vez fazia aplicações de injeções, já que para as pessoas, o retorno para o médico era difícil. Esse ofício foi exercido também por seu Antônio quando da ausência do pai. Dentre as muitas historias sobre essa colonização, seu Antônio se lembra da abertura da estrada entre Nova Luzitânia e o distrito de Vicentinópolis, feita por homens contratados por João Cuiabano, trabalho esse feito com machados, foices, enxadão e até junta de bois, para arrastar as grandes árvores das matas ali existentes. Sobre a presença de João Cuiabano, seu Antônio afirma ter sido um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento da região, homem simples e grande líder. Ainda hoje é possível notar os sinais deixados pelas antigas olarias, às lagoas, que segundo os moradores foram formadas a partir da retirada da argila para fabricação de tijolos e telhas, que hoje embeleza a região cercada de pequenas propriedades, no Bairro Rural da Olaria da Paula.

ORIGEM DO NOME
A princípio o povoado teve o estranho nome de CABAJÁ, (de forma pejorativa), dado a ironia das pessoas, em não conseguir produtos essenciais para a sua subsistência, no pequenino comércio local na época, dado que, tudo o que aqui chegava “acabava”. Anos mais tarde, com o desenvolvimento do povoado, foi dado o nome de NOVA LUZITÂNIA a estas terras, numa homenagem que seus fundadores prestaram a sua terra natal, pois eram em sua maioria, de origem portuguesa. Em outra homenagem aos seus fundadores, as autoridades do município deram o nome a uma Rua de “Sebastião Pedro da Silva”, e a Praça da Matriz, de “João Batista Moreira”.

SIGNIFICADO DO NOME - NOVA LUZITÂNIA
Em um site de pesquisas da Internet, WIKIPÉDIA, foi possível encontrar texto sobre a possível origem e significado desse nome.
A palavra Lusitânia deriva do étnico lusitani, que com sufixo ia, fica sendo designado o lugar que vive os lusitanos. O povo lusitano foi uma civilização pré-romana que migrou para outra região, assim criando antes da era cristã uma província chamada Lusitânia, que deu origem ao país de Portugal. Os lusitanos são vistos como antepassados dos portugueses e também ocuparam uma parte onde hoje é a Espanha. Com a palavra Nova fica sendo como na essência de sua origem, um novo lugar, novas terras para a formação de um povoado. Conforme, histórias registradas em livros, houve a possibilidade de o Brasil ser chamado de Nova Lusitânia, estando entre outros nomes sugeridos à nova colônia de Portugal. Mas uma das capitanias hereditárias levou esse nome, sendo esta, onde hoje é o estado de Pernambuco e a capital Recife também chegou a ser denominada de Nova Lusitânia. Conforme relatos de antigos moradores, a grafia do nome do município foi registrada errada, já que o correto seria com S, e não com Z, como conhecemos.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Iniciou-se o povoado de Cabajá, em 1935, por Sebastião Pedro da Silva e João Batista Moreira, que foram os pioneiros na formação do povoado. Acredita-se que se chamou “CABAJÁ”, porque no início da povoação não havia meios de transportes, o único existente na época era o carro de bois, utilizado no transporte de mercadorias para abastecimento dos armazéns. Então os comerciantes saíam daqui e iam até a cidade de São José do Rio Preto, para comprar bebidas, mas como o carro de boi era muito pequeno, e a distância era longa, traziam pouca quantidade, e quando o pessoal chegava aos bares, mal começavam a beber e a bebida logo “acabava” daí a origem do topônimo “CABAJÁ”.  Nesta ocasião, os dois fundadores, Sebastião Pedro da Silva e João Batista Moreira, doaram o terreno para a construção da capela, dando inicio ao Povoado. O Santo escolhido como Padroeiro da cidade, foi São Pedro, cuja data é comemorada em 29 de junho, quando se comemora também, o aniversário da cidade.

PIONEIROS/FUNDADORES
Hoje são considerados pioneiros e fundadores do município de Nova Luzitânia, os senhores: Antônio Maria do Nascimento, Flozina Maria do Nascimento, Teodoro Cardoso Pereira, Paula Cardoso,  José Afonso da Lisboa, (Zé Afonso), João Batista Moreira, João Moreira), Cassiano Moreira da Silva, Sebastião Pedro da Silva, João Batista Botelho, (João Cuiabano),Antônio Figueira de Lima, (Seo Figueira), entre outros importantes desbravadores dessas terras.

A CONSTRUÇÃO DA IGREJA MATRIZ
Um dos aspectos mais relevantes no povoado, e que foi um dos primeiros passos para a formação da cidade foi a religiosidade de seu povo, que com o empenho deu inicio à construção da igreja, a qual podemos dizer que foi a primeira obra ligada a aspectos urbanos. Para que o sonho de erguer uma capela, a São Pedro, se tornasse realidade, o esforço dos fiéis foi fundamental na concretização dessa obra. Primeiramente foi construído um cruzeiro demonstrando que ali seria o local da casa de Deus. No relato de moradores que na época eram ainda crianças, a primeira missa foi realizada em 29 de junho de 1935, aos pés do cruzeiro, debaixo de uma árvore de Angico, pelo padre Cônego Domingos Panilha, vindo da cidade de Nhandeara, e a missa inaugural foi no mesmo dia do Santo Padroeiro, São Pedro, no ano de 1940. Em sua primeira construção, a entrada da igreja era voltada para o fundo da praça, ao inverso do que é hoje. A comunidade sempre ativa realizava vários eventos para arrecadar fundos para reformas, ampliações e a construção do Salão Paroquial, e esse esforço comunitário continua até os dias atuais. A igreja já foi capela pertencente à Paróquia São João Batista da cidade de Nhandeara e posteriormente à Paróquia de São João Batista de Gastão Vidigal. Em 1º de Junho de 2000, a Igreja foi elevada a categoria de Paróquia, com a presença do Bispo Diocesano Dom Orani Tempesta (hoje Cardeal/Arcebispo da cidade do Rio de Janeiro), com demais autoridades religiosas e pessoas da cidade. No município também existe a Capela de Santos Reis, Capela de Santa Edwirges e Capela de Nossa Senhora, essas duas últimas localizadas na zona rural do município.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O povoado de Nova Luzitânia foi elevado à categoria de Distrito, através do Decreto Lei Estadual nº 2456, de 30 de dezembro de 1953, pertencente ao município de Gastão Vidigal. Esta condição do distrito permaneceu por mais de dez anos.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO
Nos vários relatos dos líderes da época essa condição incomodava a população, pois aguçava o orgulho dos moradores desejosos de sentirem-se livres para conduzirem seus destinos e da cidade, pois tudo que precisavam, tinham que se deslocar até o município vizinho, e isso era difícil devido às condições das estradas e meios de transportes. Assim vivenciando essas dificuldades a população começou a sonhar e a lutar pela emancipação, pois além do anseio de liberdade, a emancipação traria ao novo município autonomia na tomada de decisões, para pleitear recursos junto ao governo estadual e federal. Como em qualquer manifestação pública esse movimento teve alguns lideres que foram peças fundamentais para que esse objetivo se tornasse realidade. Algumas pessoas que participaram desse movimento, ao falarem sobre o assunto, transmitem nos olhos o orgulho pelo sonho realizado, tendo conseguido a liberdade para o começo de um desenvolvimento.
Os líderes desse movimento entregaram-se na luta pela realização desse objetivo, e disponibilizaram seu tempo e até recursos financeiros próprios, para a realização de eventos como comícios, abaixo-assinados, viagens para São Paulo para reunirem-se com autoridades políticas do governo estadual. Dentre esses líderes que foram eleitos Vereadores na primeira legislatura do município estão: Albino Bedore, José de Souza Nascimento, José Tiago Rodrigues, Osvaldo Bailão, Aquiles Jacy  Cazelato, José Ivanir Braga, João Guimarães Sobrinho, Antônio da Silva Carvalhaes e Jorge Augusto Pereira, entre muitos outros anônimos que contribuíram para que esse ato se realizasse, inclusive o senho Ernesto Bartolomeu, e o senhor Luiz Guilhem,  participaram ativamente desse movimento. Para que pudesse se tornar município, os líderes se organizaram em partidos políticos, para então, em eleição saber quem seriam os representantes do novo município a se formar.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 28 de fevereiro de 1964, através do Decreto Lei Estadual nº 8090, o Distrito de Nova Luzitânia foi elevado à categoria de Município. Sua instalação ocorreu solenemente em 21 de março de 1965. Estiveram presentes na comemoração da emancipação do município, além de outras autoridades, João Cuiabano, na época Deputado Estadual, e sua esposa Sebastiana, então Vereadora na cidade de Araçatuba. A emancipação trouxe aos moradores novas responsabilidades sendo que, uma delas, primeiramente, foi à escolha de seus representantes na administração do município. O primeiro prefeito municipal de Nova Luzitânia foi o senhor Ernesto Bartolomeu, e o Vice prefeito o senhor Luiz Guilhem.

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
As principais atividades sócio econômicas no início do povoado foram: o cultivo do café, milho, arroz, algodão e pecuária, devido às terras férteis encontradas na região. Em 1980, com a construção da Destilaria de Álcool – ARALCO, no município limítrofe de Araçatuba, distante cerca de 20 km de Nova Luzitânia, expandiu-se o plantio de cana de açúcar, aproveitando a mão de obra braçal existente na cidade, durante a safra da cana. Ainda hoje, a atividade pecuária merece destaque, pois existem muitos pecuaristas dedicados à produção de leite e carne, assim como a produção de milho, arroz e algodão. A atividade industrial ainda é inexpressiva, pois o município possui apenas duas máquinas de beneficiar arroz e uma olaria. A atividade comercial tem a finalidade de apenas abastecer o consumo da cidade, não havendo comércio atacadista.

JOÃO BATISTA BOTELHO  - JOÃO CUIABANO
Nascido em 19 de maio de 1913, na cidade de Nossa Senhora do Livramento no Estado do Mato Grosso, filho de José Inácio Botelho e Ana Tereza de Miranda, foi casado com a senhora Sebastiana Ferraz, com quem teve três filhos, Sônia, Célia e João. A senhora Sebastiana já tinha três filhos quando veio a se casar com João Cuiabano e vir embora de São José do Rio Preto para morar na fazenda. Sônia Maria Botelho, uma das filhas de Cuiabano, hoje residente em São José do Rio Preto, conta que seu pai, investiu nas plantações de algodão na Fazenda Santa Ernestina, chegando a ser o maior produtor de algodão do Estado de São Paulo. Era um homem que não tinha medo de arriscar, contam os antigos, que quando veio para a fazenda, Cuiabano não tinha nada e construiu os alicerces de uma carreira vitoriosa em nossas terras. Mas em seu caminho cruzaria com um colono morador na fazenda, esse por nome de Antônio Figueira Lima, que já morava ali há algum tempo. O filho de Antônio Figueira, que leva o mesmo nome do pai, conta que houve uma amizade muito forte entre os dois. Cuiabano então lhe propôs um negócio, abrir um armazém. Seu Figueira, como ficaria conhecido mais tarde, viu surgir uma oportunidade, pois o povoado já estava se tornando mais representativo e não havia até então nenhum comércio para atender as necessidades dos moradores. Foi então que João Cuiabano abriu este armazém na sede da fazenda, e ali seriam vendidas de tudo um pouco como: ferramentas, roupas, tecidos e utensílios em geral, e seu Figueira, administrava o tal comércio. Mais tarde, foi construído um prédio no povoado permanecendo por muitos anos sendo o único armazém da cidade, afirma Antônio Figueira Filho, que hoje reside na cidade de Jales. Um grande admirador de João Cuiabano, como ele próprio se define, foi seu Camilo, pois diz que além de parceiro político, a amizade entre eles era muito forte. Seu Camilo nos conta emocionado sobre os embates políticos junto a Cuiabano. Seu Camilo afirma que, com a prosperidade gerada das plantações de algodão, João Cuiabano foi se tornando uma figura muito representativa na região, pois além da geração de empregos era um homem muito simples e que ajudava muitas pessoas. João Cuiabano era muito sistemático, e isso gerou uma imagem perante as pessoas daquela época, de um coronel que sempre andava com uma arma na cintura. Mas com esse jeito aparentemente rude, Cuiabano foi construindo um patrimônio invejável. Sua filha Sônia diz que com o lucro gerado das vendas do algodão, ele comprou uma fazenda no Distrito de Vicentinópolis, na época pertencente à Araçatuba, e também em outros estados. A partir daí, começou então sua investida na vida política. Logo se mudou para Araçatuba, em virtude de sua nova empreitada, deixando sua esposa morando na Fazenda Santa Ernestina com os filhos, afirma Sônia Maria. Cuiabano foi conquistando espaço e respeito, sendo por quatro vezes eleito vereador da cidade de Araçatuba, duas vezes prefeito e duas vezes Deputado Estadual. Sua esposa também se engajou na vida política, candidatou-se a prefeita em Nova Luzitânia, foi derrotada pelo o senhor Miguel Carolino Barbosa, mas em seguida foi eleita vereadora em Araçatuba. João Cuiabano foi um pouco xerife, empresário, talvez um pouco além de seu tempo, pois seu espírito de liderança fazia com que muitos fossem os que queriam estar com ele. É claro que isso também lhe trazia alguns desafetos, mas nada que impediu esse homem de construir uma carreira invejável até pelos “adversários” políticos. Também segundo conta alguns daqueles que o conheceram, como o senhor Antônio Camilo, Cuiabano era tido como pai de todos os pobres, pois além de ajudar, veio a adotar vários desses como filhos, conta emocionado seu Antônio Camilo, amigo e confidente de João Cuiabano. Alguns dos que militavam na política naqueles tempos, como o senhor José de Souza Nascimento, ou Zé de Mana, como é conhecido, afirma e se emociona ao falar das lutas pela emancipação. Diz ele que João Cuiabano, mesmo não morando na cidade, pois era então Deputado Estadual, incentivava os lideres locais na incessante luta. No discurso de abertura da primeira sessão da Câmara de Vereadores no município, já legalmente constituído, Cuiabano discursou aos presentes, emocionado ao ver o lugar pelo qual tanto lutou agora constituído como cidade. O senhor Zé de Mana confirma o discurso que se encontra registrado no livro de ATA da Câmara de Vereadores. Em 22 de fevereiro de 1980, João Cuiabano veio a falecer, sendo o seu corpo sepultado em Araçatuba, quando houve forte comoção, além da presença de grande número de autoridades e admiradores. A passagem de João Cuiabano pela história de Nova Luzitânia é pouco conhecida pelos atuais moradores, mas é unânime em relatos dos moradores antigos, que a sua presença contribuiu muito para o começo do desenvolvimento da cidade.

REGISTROS DO HISTORIADOR - LINHA DO TEMPO
- O primeiro veículo de transporte, de propriedade de um morador do povoado, foi um caminhão que era chamado “Pé de Bode”, do senhor Zé Pereira.
- O primeiro carro de passeio, um Fusca, era de propriedade do professor, Natal Barreto, que vinha todos os dias da cidade de Araçatuba para lecionar, e ajudava muitas pessoas transportando-as, principalmente gestantes, até o hospital de Araçatuba.
- O ônibus que passava pela cidade era chamado pela população de “Candoca”.
- O primeiro posto de gasolina foi instalado pelo senhor Luiz Guilhem, onde hoje é localizado o bazar do senhor Braz Frutuozo Filho.
- A primeira padaria foi instalada pelo senhor Cláudio - na paineira.
- A segunda padaria foi instalada pelo senhor Luiz Guilhem, que depois tornou se a loja de materiais de construção do senhor Tomaz Evangelista Pereira.
- A primeira máquina de beneficiamento de arroz foi instalada pelo senhor José Pereira, onde hoje ainda funciona e é propriedade do senhor Rubens Março. A segunda maquina de beneficiamento de arroz, foi instalada pelo senhor Luiz Guilhem, onde hoje é propriedade do senhor Braz Frutuozo, que faz o beneficiamento de arroz até hoje.
- O primeiro açougue foi instalado pelo senhor José Batista Rosa (Zé Rosinha).
- A primeira serralheria foi instalada pelo senhor Antônio Guilhem.
- A primeira sorveteria foi instalada pelo senhor Augusto Piovezan, onde hoje é a farmácia do senhor Aparecido Ferreira dos Santos.
- A primeira farmácia foi do senhor Mario Rosa.
- O primeiro armazém foi do senhor Antônio Figueira de Lima (Seu Figueira).
- A coleta de lixo na cidade era feita com uma carroça puxada por um cavalo ensinado, e o primeiro funcionário foi o senhor Dorcelino Joaquim de Paula.
- O primeiro Delegado nomeado da cidade foi o senhor Antônio Romero Alarcon.
- As ligações telefônicas, nessa época, eram feitas por meio de uma telefonista que era a senhora Maria Glória Silvério, que foi vereadora e Presidente da Câmara.
- A agência dos Correios funcionava junto ao prédio da Prefeitura.
- A primeira agência Bancária da cidade, foi o Banco do Estado de São Paulo, antigo Banespa, inaugurado no ano de 1979.
Fontes:
Resumo do texto extraído da Obra -  PELOS CAMINHOS DE NOVA LUZITÂNIA – O  RESGATE DE UMA HISTÓRIA.
Autores: Germiro Ferreira Lima e Diene Ribeiro Sanches.
Editora: EKO GRÁFICA.
Colaboração: Assessoria de Imprensa da Prefeitura - Jornalista Juliana Medeiros.
Apoio: Prefeitura Municipal de Nova Luzitânia.
Gentílico: Luzitaniense

GALERIA DE PREFEITOS

ERNESTO BARTOLOMEU21/03/1965 à 20/03/1969
MIGUEL CAROLINO BARBOSA22/03/1969 à 20/03/1973
JOSÉ TIAGO RODRIGUES31/01/1973 à 31/01/1977
ERNESTO BARTOLOMEU01/02/1977 à 31/01/1983
OSVALDO BAILÃO01/01/1982 à 31/12/1988
ERNESTO BARTOLOMEU01/01/1989 à 31/12/1992
EDWIRGES MALAVAZZI CAVALINI01/01/1993 à 31/12/1996
ERNESTO BARTOLOMEU01/01/1997 à 31/12/2000
LAERTE APARECIDO ROCHA01/01/2001 à 31/12/2004
LAERTE APARECIDO ROCHA01/01/2005 à 31/12/2008
GERMIRO FERREIRA LIMA01/01/2009 à 31/12/2012
GERMIRO FERREIRA LIMA01/01/2013 à 31/12/2016
LAERTE APARECIDO ROCHA01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. ERNESTO BARTOLOMEU foi o primeiro Prefeito de Nova Luzitânia