HISTÓRICO


A ORIGEM
Seu núcleo inicial, o povoado de Maripá, situavase na bacia do Ribeirão dos Macacos, e foi fundado em 1941, pelo engenheiro Mário FelippoOlivero. Desde o princípio, seu principal fator de atração foi à atividade agrícola, e seu contingente populacional foi formado, basicamente, por agricultores que passaram a cultivar naquelas terras produtos como algodão, milho, café e cana-de-açúcar. Conheceu na década de 1950, um período de maior desenvolvimento, mas, aos poucos, retrocedeu devido ao êxodo rural e à falta de autonomia administrativa.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei Estadual nº 233, o povoado foi elevado à categoria de Distrito, com a denominação de Maripá, pertencente ao município de Lucélia. Nessa ocasião, seu nome foi alterado para PRACINHA, em homenagem aos Pracinhas Combatentes da Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de dezembro de 1993, através do Decreto Lei Estadual nº 8550, o Distrito foi elevado à categoria de Município, com a denominação de Pracinha, desmembrado do município de Lucélia. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1997. Essa emancipação, embora tardia, contou com o apoio da população, e a liderança de Antônio Correia Lima.

A PRACINHA É DO POVO
Uma cidade que reverencia a luta pela democracia, contra a opressão. “Pensar em Pracinha é pensar na liberdade”, costumam dizer os seus habitantes. O nome Pracinha é, no sentido figurado, uma lembrança do espaço público e democrático que existe em todas as cidades. Lugar de passeio, encontros e lazer. “A praça é do povo como o céu é do condor”, dizia o poeta. Mas, na verdade, Pracinha tem esse nome em homenagem aos soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram na Segunda Guerra Mundial nos campos da Itália, contra o fascismo, pela democracia e liberdade. Pracinha surgiu em 1941, com o nome de MARIPÁ – junção de MARI, de Mário F. Olivero, seu fundador, e PÀ, de Paula, nome de sua esposa. Em 24 de dezembro de 1948, com a Lei Estadual nº 233, Pracinha se transformou em Distrito do município de Lucélia, que por esse diploma legal passou a ter dois distritos: Pracinha e Ibirapuera. Atraindo, desde cedo, uma grande concentração de agricultores interessados nas culturas do algodão, milho, café e cana, Pracinha teve um grande impulso econômico na década de 1950. Mas o desenvolvimento que experimentou na época foi decaindo com o êxodo rural e a falta de autonomia. O senhor Antônio  Zanelli recorda dos primeiros anos de Pracinha: “Cheguei aqui em 1939, vindo de Duartina com minha esposa. Era tudo mato e juntamente com outros amigos comecei o desmatamento. Levantei minha casa – madeira por madeira – e estou até hoje morando nela. Fazíamos muitas festas, sendo a  Festa da Padroeira Santa Luzia, a que mais chamava a atenção popular. Já fui sub Delegado de Pracinha, e me lembro que já prendi muitos que tinham mania de brigar” relata o pioneiro. Outro morador antigo,  o senhor Jorge Camargo, tem saudades dos tempos de encontros com amigos: “nasci  em Pracinha em 1943, e passei toda a minha vida aqui. Uma coisa que ficou marcada na minha memória é a união do povo”. Camargo espera que Pracinha volte a se desenvolver como antigamente: “Nos anos de 1955 á 1965 era grande o movimento nas ruas da cidade devido à agricultura. Tenho esperança de que agora, com a emancipação e eleição de um prefeito, o progresso possa voltar”. Foram o desejo e a necessidade de retomar o ritmo de crescimento da cidade que motivaram a luta pela sua emancipação. Sob a liderança de Antônio Corrêa Lima, a Comissão formada por Oswaldo Dias da Silva, José dos Santos, Geraldo Rissato, Amadeu Nogueira, José Leão Brito, Francisco de Paulo Tenório, Manoel Pereira da Silva (falecido), Paulo Sérgio Estérquile, Teodoro Parra Garcia, Jorge Camargo, Pedro Damião e Nelson Monteiro, acompanhou e cuidou de todo o processo, até a promulgação da Lei 8550/93, que criou o Município de Pracinha. Reconhecendo todo o trabalho realizado pelo líder do movimento, senhor Antônio Correia Lima, a população o elegeu para ser seu primeiro prefeito. E tão logo tomou posse, em janeiro de 1997, moradores e representantes de órgãos da saúde, com ele se reuniram, com o objetivo de fazer um diagnóstico da saúde em Pracinha, sugerir caminhos e cobrar definições do poder público. Enfim, a comunidade de Pracinha começou com fôlego a vida emancipada. Tendo como principal atividade econômica a agricultura, boa parte da  mão de obra de Pracinha trabalha nas safras agrícolas. Por isso, a grande meta da primeira administração do novo município é a geração de empregos, pois quando é período de entressafra, o desemprego aumenta consideravelmente. Mas um fato é inquestionável: a população acredita em Pracinha, e trabalha para que a cidade retome seu caminho rumo ao progresso.
Os Primeiros Representantes – eleitos em 1996
PREFEITO MUNICIPAL: Antônio Correia Lima, casado com Olindina Cleto Lima.
VICE- PREFEITO: Osvaldo Dias da Silva, o “TUTA”.
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – Maurilei Aparecido Dias da Silva, Antônio Marcos Rissato, Antônio Caetano de Souza, Afonso Alves, Lino do Prado Lorenzo, Severino Carreiro de Almeida Filho, José Mário dos Santos, Sérgio Estérquile e José dos Santos. 
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Pracinhense

GALERIA DE PREFEITOS

ANTONIO CORREA LIMA01/01/1997 à 1999
OSVALDO DIAS DA SILVA1999 à 31/12/2000
ANTENOR ALVES MARTINS01/01/2001 à 31/12/2004
JAIR EVANGELISTA01/01/2005 à 31/12/2008
WALDOMIRO ALVES FILHO01/01/2009 à 31/12/2012
WALDOMIRO ALVES FILHO01/01/2013 à 31/12/2016
MAURILEI APARECIDO DIAS DA SILVA01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. ANTONIO CORREA LIMA foi o primeiro Prefeito de Pracinha.