HISTÓRICO


A ORIGEM
A História de Santo Anastácio e dos municípios da região, se inicia com a Estrada de Ferro Sorocabana, que por iniciativa do imigrante polonês, Luiz Matheus Maylasky, em 1871, idealiza a construção de uma ferrovia, cujo itinerário partia do nascente parque siderúrgico de São João de Ipanema e se dirigia a São Paulo, passando por Sorocaba e São Roque, perfazendo um total de 132 km. O tráfego desta ferrovia foi liberado em toda sua extensão no dia 31 de dezembro de 1875, sendo a sede da Companhia localizada em Sorocaba. No Estado de São Paulo a marcha do café sempre esteve caminhando lado a lado com a ferrovia, pois originando do Estado do Rio de Janeiro, a partir de 1850, penetra no estado paulista através do vale do Rio Paraíba do Sul, e de lá em direção à região de Campinas.  Após 1870, toma outros rumos em direção àZona Mogiana e Araraquarense. Em 1880, as frentes pioneiras seguem rumo ao Oeste, em direção ao Rio Paraná, diminuindo o espaço florestal. É a vez então do café penetrar nas zonas onde era farta a terra roxa proveniente dos afloramentos de basalto. Com a necessidade do transporte das safras cafeeiras, surgem os trilhos que buscam o transporte rápido para o escoamento e exportação do ouro negro.

O AVANÇO DA FERROVIA
Logo, a Estrada de Ferro Sorocabana, vislumbrando o escoamento das novas safras, expande seus trilhos em direção a Botucatu, atingindo aquela cidade em 1889. Em 1892 dá-se a fusão da Sorocabana com a Ituana, ferrovia que já havia sido entregue ao tráfego, desde 1873, e que seus trilhos, saindo de Itu atingiam Jundiaí e ligava as cidades de Campinas, Piracicaba e São Paulo, fazendo conexão com a navegação do Rio Tietê e de Jundiaí. Por conexão com a São Paulo Railway atingia o Porto de Santos. Portanto, com a fusão, surge a Companhia União Sorocabana e Ituana. De Botucatu os trilhos avançam em direção a nova Zona Oeste, onde o sertão desconhecido já havia recebido grandes levas de colonizadores. As povoações isoladas, porém, tinham as relações limitadas pela falta de ligação. As primeiras colheitas de café eram levadas por tropas até o ponto terminal da estrada de ferro que avançava vagarosamente. Com a crise financeira do início do século, a empresa que sempre teve seu capital privado, em agosto de 1904, é arrematada pelo Governo Federal, tendo sido transferida por venda em janeiro de 1905 para o Governo do Estado de São Paulo.
Nesta época a exploração e o comércio de gado com o Mato Grosso já havia sido idealizada, e a Companhia de Viação São Paulo Mato Grosso, a Estrada Boiadeira, já estava em plena construção. Portanto, isso leva a Sorocabana a criar a Comissão dos Prolongamentos e Desenvolvimentos da Estrada de Ferro Sorocabana, tendo como engenheiro chefe Joaquim Huet de Bacellar e engenheiro de campo, João Carlos Fairbanks. A Comissão decide subempreitar à construção do leito da estrada à Empresa José Giorgi estabelecendo como meta alcançar a margem esquerda do Rio Paraná, passando pelo espigão divisor de águas, entre o Rio Santo Anastácio e o Rio do Peixe. A empresa ferroviária passa para uma nova direção em 1907, quando é arrendada a um grupo franco-norte americano, passando a chamar-se Sorocabana Railway Company Limited, tendo seus trilhos avançados no ano de 1909, passando por Manduri, Bernardino de Campos, Santa Cruz do Rio Pardo e Ourinhos, atingindo a Vila de Salto Grande, que já era Distrito de Paz desde 1891. Ao contrário do que ocorrera com as Zonas da Mogiana e da Paulista, onde o café seguiu na frente da estrada de ferro, na Alta Sorocabana a história foi diferente. Coube à ferrovia o papel de desbravador, penetrando o interior e abrindo as veredas na mata virgem, sendo seguida na sua esteira pela lavoura de café. Então, em 1912, reinicia seus prolongamentos ligando Ibirarema, Palmital, Cândido Mota e chegando à Assis em 1914. Com isso, é atingida a Zona da Alta Sorocabana. No ano de 1916, os trilhos avançam até Bartira, passando por Cedrinho, Paraguaçú Paulista, Sapezal, Quatá, João Ramalho e Rancharia. Em 1917 foi inaugurado o trecho de Bartira a Indiana, passando por Laranja Doce e Martinópolis. Em janeiro de 1919, foram inauguradas as estações de Memória (hoje Regente Feijó) e Presidente Prudente. Em agosto a empresa retorna as mãos do Governo do Estado, com o nome de Estrada de Ferro Sorocabana. Em novembro deste ano é inaugurada a estação de Guarucaia (atual Presidente Bernardes), passando por Brejão (Álvares Machado). Conforme relato do engenheiro de construção, João Carlos Fairbanks, os trabalhos prosseguiam entre Presidente Bernardes e a próxima Estação que estava prevista para ser instalado na estaca nº 3870 quando depararam com um corte grande a ser feito, cujo volume de escavação era de 11.300 metros cúbicos, grande para aquela época, pois os equipamentos de que se dispunham eram precários. Em vista disso a turma de locação voltou várias vezes ao local, procurando um traçado menos dispendioso, e dessas idas e vindas resultou o nome de VAI VEM para a próxima estação. Mais tarde, por sugestão de Fairbanks ao engenheiro chefe Huet de Bacellar, a Estação de VAI VEM que foi inaugurada para o tráfego, em 25 de julho de 1920, e que passou a denominar Santo Anastácio, em virtude do Rio Santo Anastácio, banhar a região, e também pela existência da antiga Gleba de terra conhecida como Fazenda Santo Anastácio ou Gleba Pirapó -Santo Anastácio.

A PRIMEIRA ESTAÇÃO
A primeira estação construída ficava do lado oposto onde está localizada a atual (desativada), e em 1922, já possuía um pátio com triângulo de reversão para locomotivas e um depósito de locomotivas, sendo que, pela quilometragem daquela época, a estação era distante 840,374 km de São Paulo por linha férrea, estando a uma altitude de 430m. O primeiro chefe de comboio, de trem de passageiros, que chegou a Santo Anastácio, foi o senhor Custódio de Almeida, cujos descendentes se radicaram na cidade. A estrada continuou avançando, atingido em 1921, Piquerobi e Presidente Venceslau. Em primeiro de maio de 1922 era inaugurada a Estação de Presidente Epitácio, tendo passado por Caiuá.

BIOGRAFIA - JOÃO CARLOS FAIRBANKS
Nesse período de implantação da ferrovia na Alta Sorocabana, e principalmente na região de Santo Anastácio, destaca-se a atuação do engenheiro João Carlos Fairbanks, pois sempre esteve presente nos principais acontecimentos, onde comprou uma gleba de terra em Anastácio, tornando-se um dos primeiros plantadores de café. Ele também tinha um escritório de advocacia. João Carlos Fairbanks nasceu em 16 de agosto de 1891, na cidade de São Simão, filho de João Fairbanks e de Melania Nunes Fairbanks. Seu pai era médico e foi prefeito de São Simão. Casou-se pela primeira vez em 10 de março de 1913, com Maria da Graça Lopes. Seu segundo casamento foi com Virgínia Vedovatto, do qual gerou seu único filho, Emanoel Fairbanks. Em 1914 formou-se Engenheiro Civil, pela Universidade de São Paulo, sendo Livre Docente da Cadeira nº 19, Economia Política, Estatística Aplicada, Organizações Administrativas. Logo após, em 1915, foi ouvinte do curso de Filosofia, ministrada por Monsenhor Charles Sentroul. No ano de 1929 bacharelou-se em Direito, formado pela Faculdade de Direito de São Paulo. Como estudante de engenharia e como engenheiro, trabalhou na construção da Estrada de Ferro São Paulo - Rio Grande do Sul, e depois nos prolongamentos da Sorocabana Railway, contribuindo assim para a formação e levantamentos topográficos de várias cidades da Alta Sorocabana. Distinguiu-se como geógrafo, matemático, astrônomo e jurista, voltado ainda para o estudo das ciências sociais, como a antropologia e a antropogeografia. Em 1925 fez um estudo antropogeográfico sobre a região da Alta Sorocabana, que mereceu ser traduzido em Berlim, Alemanha, pela revista Berliner Liustrierto Zeitung. Escreveu uma tese sobre como a jovem e quase desconhecida América Latina silenciosamente cresce, premiada em 1º lugar dentre vinte monografias de Países Sul Americanos, pelo “Comiteeon Cultural Relations With Latin American”. Escreveu também as teses para o concurso de catedrático na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, com os títulos: Geopolítica Povoadora e Economia, Dinâmico, Conjuntural, Relatividade e Finalidade, de cujas provas saiu aprovado e doutorado. Após 1957, foi professor na Faculdade de Direito e Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino em Bauru, depois na Faculdade de Ciências Econômicas de Tupã. Como político, atuou em Santo Anastácio e Presidente Prudente, onde foi vereador. Foi Deputado Estadual pela Ação Integralista Brasileira, e nos anos de 1948 a 1951 foi vereador em São Paulo, sob a legenda do Partido de Representação Popular. A ele,  foi conferido em 10 de junho de 1969 o título de Cidadão Prudentino. Quando faleceu em 16 de outubro de 1978, foi homenageado pela Câmara Paulistana. Por seus serviços prestados ao estado tem seu nome outorgado a uma rua da capital. Aliando a ciência geográfica à jurídica, foi perito judicial em inúmeras questões de terras nas frentes pioneiras da Alta Sorocabana, o que levou o Secretário de Estado, Costa Manso, a convidar-lhe para auxiliar na confecção do Código do Processo Paulista, sendo da lavra de Fairbanks o capítulo Demarcação e Divisão.
Na Alta Sorocabana, a ferrovia precedeu às cidades que foram surgindo à medida que a especulação das terras e a colonização pelo loteamento de grandes glebas foram povoando aquele sertão. Os nomes de algumas estações foram sendo modificadas a partir da criação dos núcleos urbanos, sendo que, essas estações, inicialmente foram estabelecidas mais por necessidade técnica ou topográfica do que econômica, pois surgiam da necessidade que tinham as antigas locomotivas a vapor, conhecidas por Maria Fumaça, de fazerem paradas obrigatórias para abastecimento de água, necessária para sua locomoção. Daí a razão das Companhias de Colonização, procurarem constantemente os engenheiros da Estrada de Ferro Sorocabana a fim de saberem o itinerário por onde seriam lançados os trilhos, e a previsão das futuras estações, para que pudessem melhor organizar os seus loteamentos ou mesmo fazerem negócios.

PIONEIRISMO
A 1ª Guerra Mundial (1914-1919) resultou numa retração na exportação do café, e com isso, os fazendeiros das antigas zonas sofrem graves consequências econômicas, ocorrendo assim uma falta de estímulo dessa cultura, e uma valorização da cultura de cereais, colocando assim, os pequenos colonos em melhores condições econômicas. Portanto, este pequeno ou médio agricultor, com anseio de transformar-se em fazendeiro ou até mesmo em pequenos sitiantes, migra para a Alta Sorocabana na busca de terras mais baratas do que as antigas regiões. Com o término da guerra, ocorre um reaquecimento do mercado consumidor de café, aumentando o seu preço, pois em 1919 passou a custar 50% mais caro em relação a 1918. Isso foi o suficiente para aumentar a procura de terras para o plantio do café nessa nova frente pioneira que estava surgindo. Neste momento, surgem as empresas colonizadoras, que após terem adquirido grandes glebas, passam a fazer os seus loteamentos, onde pequenas faixas de terra eram vendidas a prazo, facilitando com isso a sua aquisição. Estes pioneiros, em geral, possuíam o capital mínimo para investirem na terra, o resto teria que advir de suas colheitas, e com isso, poucos podiam contar com a mão de obra assalariada, daí a razão de no início terem sido comercializados os lotes em pequenas faixas de terra. Como o processo utilizado para divisão dos loteamentos, na sua grande maioria eram semelhantes, era possível encontrar quase sempre nas plantas os loteamentos com formas geométricas longas e estreitas. A razão disso é que se cortavam as vertentes em faixas perpendiculares aos ribeirões, todas quase sempre com a mesma superfície, de forma que cada colono tivesse acesso ao mesmo tempo à água e ao espigão. Este exemplo pode ser verificado na planta topográfica feita para o primeiro loteamento de Santo Anastácio. Na região da Alta Sorocabana, várias empresas realizaram este tipo de comercialização, fazendo dessa transação um verdadeiro negócio. Muitas delas contribuíram para o povoamento desta região e sem dúvida foram os responsáveis pelo surgimento de importes cidades que hoje encontram se no interior paulista. Dentre os principais estão: Companhia Viação São Paulo Mato Grosso, Companhia Antônio Mendes Campos Filho,Colonizadora Martins, Empresa Colonizadora José Giorgi, Companhia Marcondes Indústria e Comércio, Companhia dos Fazendeiros de São Paulo e Sociedade Colonizadora Ramos Pires & Companhia (sucessora de Ramos Porto & Companhia).

INÍCIO DA IMIGRAÇÃO
Com a libertação dos escravos em 1888ocorreu uma necessidade muito grande de mão de obra, e com isso, cresce o número de imigrantes europeus, principalmente italianos, portugueses e espanhóis. O Estado de São Paulo, preocupado em estabelecer normas e procedimentos, promulga a Lei nº 1045C,  de 27 de dezembro de 1906, regulamentada pelo Decreto nº 1458, de 10 de abril de 1907, onde dispõe sobre a imigração e colonização no território do Estado. No ano de 1908 chegavam às terras paulistas os primeiros japoneses, que nos anos subsequentes aumentaram o seu número imigratório.

FAZENDA PIRAPÓ - SANTO ANASTÁCIO
A Fazenda ou Gleba Pirapó-Santo Anastácio, ficou muito conhecida na região, tanto por sua extensão, como pelas sucessivas mudanças de proprietários, e também pela dificuldade encontrada na demarcação e legitimação da posse que sempre foi duvidosa e contestada. Em 14 de maio de 1856, José Antônio de Gouveia fez um registro de posse das referidas terras, na paróquia de São João Batista do Rio Verde (hoje Itaporanga), de acordo com a Lei nº 601, quando declarou ser possuidor desde 1848, da Fazenda Pirapó-Santo Anastácio Em 11 de abril de 1867, José Antônio de Gouveia vendeu essa terra para Joaquim Alves de Lima e sua esposa Júlia Maria de Jesus, por escritura lavrada em Pirassununga Em 11 de janeiro de 1890, por escritura pública, lavrada no 1º Tabelião de Santa Cruz do Rio Pardo, João Evangelista Alves de Lima e sua mulher Maria Cândida de Lima venderam a Fazenda a seu cunhado Manoel Pereira Goulart e sua esposa Militânia Cândida Marques, que receberam por herança de seu pai e sogro, Joaquim Alves de Lima Em 17 de setembro de 1892, os herdeiros de Joaquim Alves de Lima, no 1º Tabelião da Comarca de Campos Novos do Paranapanema (hoje Campos Novos Paulista), ratificam a escritura lavrada a favor de Manoel Pereira Goulart. Em 1902, Manoel Pereira Goulart promoveu o registro especial das referidas terras, na conformidade da Lei nº 1900. Em 5 de outubro de 1908, a Companhia dos Fazendeiros de São Paulo comprou, de Manoel Pereira Goulart, dois terços do imóvel Pirapó-Santo Anastácio, escritura passada no 2º Tabelionado da Capital de São Paulo. O Presidente da Companhia dos Fazendeiros de São Paulo era João Batista de Oliveira Penteado, tendo ela em certo período, um escritório em Santo Anastácio Em 1924 a Companhia Marcondes de Colonização assumiu o controle acionário daquela empresa.

A COMPRA DO PRIMEIRO LOTE
Quem adquiriu o primeiro lote rural foi o senhor Francisco Bravo Del Val, natural da Província de Murcia Delorca, na Espanha, nascido em março de 1884. Ele havia chegado ao Brasil em 1910, desembarcando no Rio de Janeiro e seguido para Descalvado. No decorrer do ano de 1917, Francisco Bravo, em companhia de José e João Ortega, foi à cidade de Penápolis, com o objetivo de adquirir uma área de terras que se prestasse ao plantio de café. Nessa localidade conheceu Silvano Wendel, engenheiro que se dedicava ao levantamento de terras na região. Por ele foi informado de que em Santo Anastácio, na região da Alta Sorocabana, a família Ramos e Silva iria brevemente colocar à venda uma grande área, devidamente loteada, estando Silvano Wendel de partida para a região, onde iria fazer os primeiros levantamentos. De Penápolis partiu então uma comitiva integrada por Luiz Ramos e Silva, Silvano Wendel, Francisco Bravo Del Val e Ângelo Tápias, reforçada por uma turma de picadeiros, com o objetivo de alcançar as terras que Luiz Ramos estava loteando. Depois de conhecer as terras da região, o senhor Francisco  Bravo decidiu adquirir um lote de cinquenta alqueires, de Luiz Ramos, por sessenta mil réis, cujo procedimento foi seguido por seu amigo, além de patrício, Ângelo Tápias. Eram decorridos três meses desse acontecimento, quando Francisco Bravo, acompanhado da esposa Rosália Moraes e de seu filho Matheus, organizaram nova viagem para a região, buscando terras recém  adquiridas. Na vila de Indiana, Francisco Bravo deixou esposa e filho, seguindo pelo picadão da Estada de Ferro, em companhia de um amigo, Ricardo Serra, tendo gasto três dias de Indiana até Santo Anastácio. Auxiliado por Ricardo Serra, construiu um pequeno rancho na cabeceira do Ribeirão Figueira e a partir de 7 de agosto de 1917, a pequena família de Francisco Bravo Del Val passou a habitar naquele local. Tempos depois ele vendeu essas terras a José Bonilha Rodrigues,  e em seguida comprou de Arthur Ramos 80 alqueires em Ribeirão Claro, onde plantou café, tendo mais tarde mudado para a zona urbana do novo povoamento que surgia, construindo sua residência na atual Rua Nilo Peçanha, esquina com a Avenida José Bonifácio. Francisco Bravo faleceu em 14 de julho de 1972, deixando os filhos Matheus, Romão, Rosária, Francisco, Alzira e João.
Para incrementar a fixação dos colonos nesta região, os adquirentes de terras recebiam, no local que estava reservado à cidade, um pequeno lote. Já o primeiro morador da cidade foi o senhor José Franco Móia, que construiu uma pensão na esquina da Avenida Dom Pedro II com a Rua Osvaldo Cruz, onde já foi o popular Bar Jardim, para posteriormente ter sido construído o Foto Líder, isto depois de Silvano Wendel ter feito o levantamento da cidade, em setembro de 1917, conforme havia sido previamente previsto por Luiz Ramos no inicio daquele ano.

BIOGRAFIA - LUIZ RAMOS E SILVA
O senhor Luiz Ramos e Silva foi quem idealizou um determinado plano de loteamento e colonização em Santo Anastácio, investiu na execução de seu plano, com elaboração de plantas e loteamentos, e concretizou aquilo que foi previamente concebido anos atrás. Com seus familiares, adquiriu extensa área de terra na região, principalmente em Santo Anastácio (Fazenda Ribeirão Claro) e Presidente Bernardes (Fazenda Guarucaia). Morou em Santo Anastácio, quando a cidade era Distrito de Paz de Presidente Prudente, em 1923, sendo vereador da primeira Câmara Municipal daquele município, juntamente com o Cel. Francisco de Paula Goulart (fazendeiro), Antônio Queiroz Sobrinho (agrimensor) e Pedro de Melo Machado (dentista). Ele também contribuiu no planejamento e assessoria das obras de construção da Igreja Matriz. Causou-se em Santo Anastácio, no dia 5 de janeiro de 1924, com a senhora  Carmen Falcon Ruiz, natural de Jaú-SP, filha de João Falcon Ortega e Francisca Ruiz Falcon, família também pioneira, havia sido proprietário do Hotel Eiras Garcia, localizado à Rua Brigadeiro Tobias, perto da Estação da Luz, em São Paulo. Tinha sua residência na Rua Barão do Rio Branco, nº 240, esquina com a Avenida Nove de Julho. Do casamento com Carmen teve os filhos: Lucíola, falecida em 1936 com onze anos de idade Maria Luiza Ramos e Silva, casada com José Paim de Andrade e Gilberto Ramos e Silva, casado com Virginia Vendramini. Transferiu sua residência para São Paulo em 1939, onde faleceu no dia 3 de novembro de 1953.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Os loteamentos rurais iniciaram-se em abril de 1917, tendo a firma Ramos Porto & Companhia, inicialmente vendido os lotes ao preço de sessenta mil réis o alqueire, e depois passaram a vender a cem mil réis, porém, com direito a um lote urbano, na área da projetada cidade. A sede da Colonizadora, inicialmente ficava a aproximadamente 3,8 km da Estação VAI VEM. Chegaram à região famílias de todas as partes, predominando as de origem espanhola, oriundas na sua maioria da Zona Araraquarense, de Catanduva, Pindorama, Santa Adélia, Ariranha, Dobrada, Fernando Preste e outras. O senhor Mário Balsani localizou-se no Bairro do Calango. Já os senhores José Franco Móia, Francisco Pantuso, José Aneas Franco, Santos Fernandes, Manoel Falcão, Antônio Cardoso e outros, localizaram se na Vila. O senhor  Nicolau Arnoni localizou-se nas proximidades da Vila, onde hoje está localizado o Clube dos Bancários. Os Ortégas instalaram-se adiante do espigão que circunda a cidade em sua zona sul. O senhor Manoel Ramires Reina, espanhol, casado com Carmem Barreira Cruz, depois de comprar seu lote em 1917, retorna a Santa Adélia. Em 1918 trouxe a família até Indiana e retorna a região trazendo os filhos Luiz Ramires Barreira, Antônio Ramires Barreira, seu genro Manoel Toledo Mostaço e sua filha Emília Ramires Barreira, que na época tinha apenas 13 anos e que acompanhava o pai para cozinhar para o grupo. Após ter desmatado e feito às primeiras plantações, foi buscar o resto da família, em Indiana, retornando com a esposa e os outros filhos, Miguel, Ascencion e Maria Del Carmen. Quase todos os primeiros pioneiros, no início, localizaram-se ao longo do Ribeirão Vai Vem, às margens esquerda e direita, sendo que depois, passam para as bacias dos  Ribeirões Sete de Setembro e Calango, posteriormente passando a ocupar as bacias dos Ribeirões Saltinho, Sei lá e da Fortuna. O núcleo do Saltinho era muito organizado. Possuía um arquivo perfeito com todos os registros e anotações sobre a Colônia Japonesa. Mas infelizmente, os nipônicos queimaram tudo, durante a 2ª Guerra Mundial, receosos de possíveis complicações, perdendo-se assim valiosos documentos históricos de Santo Anastácio e seus pioneiros. A Colônia Japonesa tinha muita ligação com o Consulado Japonês em São Paulo, pois através dele, se conseguia apoio tanto relacionado à lavoura, com sementes, quanto com agrônomo que se deslocava da capital para orientar os agricultores japoneses. Além desses  pioneiros, as famílias brasileiras procedentes de diversos Estados da Federação e outras de países e raças diferentes chegaram a Santo Anastácio.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
Em 09 de setembro de 1917, o engenheiro Wendel executa o alinhamento das ruas do Povoado do VAI VEM, auxiliado pelo agrimensor Francisco Maldonado. O projeto é feito, e a cidade é planificada em ruas e avenidas largas, diferente das demais cidades da Alta Sorocabana, já prevendo um futuro promissor e uma urbanização adequada aos transportes modernos. O primeiro morador da cidade foi o senhor José Franco Móia, que construiu sua casa na esquina das atuais Ruas Osvaldo Cruz, eDom Pedro II, vindo ali ser instalado uma hospedaria de nome Hotel Franco, tendo neste local, mais tarde, sido construído o Bar Jardim, e depois o Foto Líder. O senhor Antônio Cardoso, na extremidade oposta do quarteirão, instala-se na atual Avenida Dom Pedro II, próximo a José Bonifácio. Em seguida Francisco Pantuso (1º barbeiro da vila) e José Aneas Franco, construíram suas casas na atual Rua Barão do Rio Branco, aproximadamente nas imediações onde hoje está o edifício João Antônio Corral. O senhor Joselino de Camargo constrói sua casa à Rua Rui Barbosa. Depois chegou o senhor Santos Fernandes, natural de Samora, Espanha, casado com Josephina Fernandes Zanazi, instalando uma pensão. Chegou também a Família Galindo, Miguel Palma, Antônio Cardoso, Manoel Salinas Reina e Antônio Lopes, que construiu uma casa de madeira na Avenida José Bonifácio, quase esquina com a  Dom Pedro II, localizada ao lado do antigo Bar OK. O senhor José Joaquim Lopes construiu uma casa comercial na Avenida Dom Pedro II, e Nicola Arnoni foi o primeiro a construir uma casa de tijolos, localizada na Rua Rui Barbosa nº 668. Em 1917, o senhor Nicola Marinelli saia de Santa Adélia, acompanhado por seu filho José, para tomar posse de um sítio de dez alqueires, adquirido do Dr. Luiz Ramos e Silva, estabelecendo-se com a família em Presidente Prudente. Na ocasião, é contratado como pedreiro pela Empresa de José Giorgi, que trabalhava como empreiteira dos serviços de prolongamento dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana. Depois de trabalhar na construção das estações de Presidente Prudente, Álvares Machado e Presidente Bernardes, Nicola Marinelli também constrói a primeira Estação que existiu em Santo Anastácio. Nos fins do ano de 1920, Nicola Marinelli, depois de trabalhar na construção da estação, deixa o serviço de empreiteiro e constrói sua residência de madeira, na Rua Dr. Costa Manso, tendo instalado uma padaria na esquina das atuais Ruas Barão do Rio Branco e Visconde de Mauá. Surgiu depois a casa de Manoel Falcon, construída na esquina das Avenidas José Bonifácio com Dom Pedro II, local onde depois foi instalada a Casa Pernambucana. Em seguida foi construída a Farmácia do senhor  Henrique Nicolino Rinaldi, situada defronte a atual Praça Ataliba Leonel, tendo mais tarde sido vendida para José Orfila Mineiro, Pharmacia Silveira, de Silveira &Orfila. Nicolino Rinaldi nasceu em Resende, em 19 de novembro de 1894, filho de mãe mineira e pai italiano. Após casar-se em Cerqueira César, com Batistina de Carvalho, instalou sua farmácia na antiga vila, passando a ser uma pessoa atuante, que muito contribuiu para a formação da cidade, tendo desempenhado as funções de Juiz de Paz e coletor, estando sempre presente em todas as atividades sociais, políticas e comunitárias, bem como nos momentos difíceis vividos nas revoluções de 1924 e 1932, onde atuou no posto de Capitão. Da rua que parte da Praça Ataliba Leonel, as primeiras casas foram as de Deolindo Guimarães, com armazém geral, de nome Casa Aurora e outra próxima, onde foi á farmácia do farmacêutico Arthur Rodrigues Lago e anexa a Agência dos Correios, a cargo de sua esposa, Zoíla Rodrigues do Lago. Outras casas comerciais e hotéis foram surgindo, como as de Major Orlando de Souza, Francisco Freire e Tomaz Matrim. O senhor Antônio Presto construiu uma serraria na Avenida José Bonifácio, esquina com a Rua João Batista Mendes e o senhor Murilo Arjol instalou um bar e padaria. Os senhores Olímpio Ricci e Izidoro Salina foram os primeiros pedreiros na cidade, e José Salina, o primeiro carpinteiro, tendo este último sido o proprietário do bar que funcionava na Sociedade Espanhola.
No decorrer de 1918, o povoado contava com algumas casas e com uma máquina de beneficiar arroz e café, de propriedade de Manoel Falcon, depois dirigida por seu filho Antônio Falcon. Em 1919, já com as primeiras ruas alinhadas, Vai Vem e Vila Goulart (hoje Presidente Prudente), eram as únicas cidades que existiam ao longo da Sorocabana, de Assis para o Oeste. Vai Vem, possuía algumas toscas casas, em geral de pau a pique, cobertas de tabuinhas. Na Avenida José Bonifácio, em frente à Estação Ferroviária, foi construído o Hotel Santiago, o melhor da época. Eram proprietários o casal Santiago e Dona Modesta, que após viuvar, vendeu para o senhor Olímpio Domiciano de Oliveira.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
A medida que as matas foram sendo derrubadas e o sertão foi sendo ocupado, novos povoados foram surgindo, e com isso, novos municípios foram sendo criados. Assim, nova divisão territorial municipal era estabelecida. Através do Decreto Lei Estadual nº 1798, de 28 de novembro de 1921, que criou o município de Presidente Prudente, o Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, Presidente do Estado de São Paulo, cria também oDistritoPaz de Santo Anastácio, passando a pertencer a aquele município, recém-criado, sendo o pequeno povoado elevado à categoria de Vila. Após isso, os impostos municipais relativos às terras, que anteriormente eram pagos em Conceição de Monte Alegre, passaram a ser pago em Presidente Prudente, os moradores já não precisavam viajar grandes distâncias e enfrentar dificuldades e desconfortos, para efetuarem os registros de nascimento, casamento e óbito, ou seja, era o início do reconhecimento do esforço daqueles primeiros moradores que tudo faziam para melhorar a comunidade que recém despertava. O Distrito foi instalado solenemente no dia 27 de fevereiro de 1922. Nos termos de abertura do primeiro livro de registro, consta às rubricas do Juiz de Direito da cidade de Assis, porque naquele ano, Santo Anastácio era pertencente àquela Comarca. Com isso, registram-se os primeiros Registros Civis, realizados e oficializados em Santo Anastácio. Portanto, os primeiros assentamentos que constam dos livros são: (1º Registro de Nascimento) - Arthur - Nascido a 25 de novembro de 1921, filho de Arthur Rodrigues do Lago e de Zoíla Machado. (1º Registro de Casamento) - Contraentes: João Gonçalves de Oliveira e Maria da Conceição. Data: 16 de março de 1922. (1º Registro de Óbito) - Aparecida - Falecida em 3 de março de 1922 com 1 ano de idade. Natural de Campos Novos, deste Estado. Filha de: Santo Floriano e Maria Branco. Em outubro de 1922, na cidade de Campos Novos do Paranapanema, foram eleitos os Juízes de Paz, de Presidente Prudente e Santo Anastácio, tendo sido escolhido para Santo Anastácio, o senhor Henrique Nicolino Rinaldi. Como era distrito de Presidente Prudente, os eleitores votavam no município Prudentino. O progresso começa a surgir, novas levas de imigrantes e colonizadores continuam a chegar, ocorrendo novas expansões rurais e a pequena Vila aumenta o número de casas e prédios comerciais. A Estrada de Ferro Sorocabana, com a ligação São Paulo - Presidente Epitácio, concluída e inaugurada, proporciona esse aumento das levas migratórias em busca de novas terras. Portanto, buscam agora a sua emancipação política, pois só assim poderiam conseguir ver colocados em execução os planos que eram do interesse daquela comunidade e não dividi-los com interesses de outras.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Como já havia preenchido todos os requisitos exigidos pelas leis da época como aumento da população, número de casas e ainda possuírem prédios próprios para as repartições públicas, que através do Decreto Lei Estadual nº 2076, de 19 de novembro de 1925, o Dr. Carlos de Campos, Presidente do Estado de São Paulo, criou o Município de Santo Anastácio, com seu território desmembrado do município de Presidente Prudente, sendo a Vila elevada à categoria de Cidade. Sua instalação verificou se em 27 de março de 1926.

EVOLUÇÃO E OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO
Após a criação do município, ainda registrava-se grandes latifúndios que conservavam praticamente intactas a extensa mata tropical, onde apenas existiam estreitos picadões. Dentre estes latifúndios, existia um no Vale do Rio do Peixe, de propriedade do Coronel João Gomes Martins, de nacionalidade portuguesa. O primeiro a fixar-se nas terras compreendidas entre os Córregos do Arco, Arapuá e Índios, foi Antônio Fetor, estabelecendo-se em terras que mais tarde, nos anos de 1970, pertenceu a Palmério do Nascimento. Penetrou pelas margens do Ribeirão Claro, seguindo através de picada aberta na mata virgem, até atingir o local onde ergueu seu rancho. Derrubou a mata e semeou as primeiras culturas, plantando também o capim Jaraguá. Em face, a esse capim ali plantado, até hoje o local é conhecido com a denominação de Jaraguá. Em virtude da necessidade de terem uma melhor comunicação com a sede do município, pois até então só existia uma estreita picada através da mata, aqueles colonizadores, em 1924, sentem a necessidade da construção de uma estrada, o que conseguem através da cotização entre os próprios moradores daquela região. Naquela área, nas cabeceiras do Ribeirão dos Índios, surge no ano de 1925, um pequeno povoado de mesmo nome, cuja denominação se deve a aquele córrego. O primeiro a edificar um rancho naquele local, foi Luiz De Pieri, tendo ele em seguida, estabelecido um pequeno armazém de secos e molhados. Sendo então, seguido por outros moradores: Francisco Defendi, Guido Bordon, João Defendi, João Zanuto, Luiz Defendi e Vicente Zanuto. Não tardou para que os habitantes da região edificassem a primeira capela, em louvor a São Bom Jesus. Novos moradores surgem no povoado, quando Júlio de Freitas instala uma oficina de ferrador e Francisco Fernandes, que vivia no transporte de carga de Santo Anastácio para aquele Patrimônio, lá também constrói a sua casa. A partir de 1923, ao sul do Rio Santo Anastácio, inicia-se a ocupação de outro grande latifúndio, é o caso das terras do Dr. Labieno da Costa Machado, onde surgem quatro núcleos coloniais. Primeiro a Colônia Costa Machado, fundando-se um pequeno povoado de igual nome, onde a colonização inicia-se com famílias alemãs, onde a maioria vieram da Zona Mogiana e outros da própria terra natal. São eles: Robert Bruchmann, Firedrich Sandhof, OskarRaner, August Gutmann, Karl Kubitza, Heinrich Biedermann, Luiz Hengstmann, Hernan Behyler, Rudolf Boshammer, Leopold Furtwaengler, Frans Stockinger, Adam Grabowiski, Josef V. Heiden, Theodor Gielow, Rudolf Evel, Joséf Ratzel, Willi Schastock, Ernst Eberhart, Wilhelm Boehvling e Gustav Hanelt. Em seguida a Colônia Santo Antônio, onde as três primeiras famílias são alemãs e as demais húngaras, que também alguns vieram de suas terras natais e outros da Zona Mogiana, Zona Araraquarense e Zona Paulista Velha. São eles: Fritz Densel, Fritz Clotsei, Joséf Schneider, Stefan Zelinka, Zacharia Turbuk, Imre Hégetó, Ionos Korch, Anton Bus, Illés Gáspar, Jozsef Demetro, JanosHerti, Maderic Domenic e Anton Turbuk. Posteriormente a Colônia Nova Bessarabia, ocupadas por famílias russas, todas elas com passaporte romeno, embora todos russos, mas isto era devido ao fato de procederem de lugares ocupados pela Romênia após a 1ª Guerra Mundial. Os primeiros chegaram à Santo Anastácio em novembro de 1926, e logo seguiram para as suas glebas situadas em terras virgens, que compraram ao preço de trezentos mil réis o alqueire, pagos em prestações. Foram eles: Piotro Tarasov, Adam Shubaniuk, ErofeiPugoshov, Afanasi Shunts, Demitri Iuzefovts, Savas Sulussar, Vasili Neverensk, Vasili Badenaruk, Vasili Slepsov, Vasili Trepak, Grigori Trepak, Piotro Ganhov, Sepan Koiechev, Christafor Karafiso, Fiodor Rusev, Nicolai Guionov, Ivan Topalov, Nicolai Crauchenco, Ivan Ganhov, Ivan Staianov, Ivan Gechev, Stepan Elamov, Ivam Carajilask, Ivan Zubicov, Iakov Popov, Mihail Zubcov, Parfire Agurcov, Danil Chevchenco, Piotro Slobotchkov, Ivan Berezuski, Roman Pilhik, Kiril Chikustk, Ivan Lukenchuks, Anton Ternovoi e Nicolai Kralchev. Por último a Colônia Nova Lituânia, o seu primeiro ocupante chegou em 22 de julho de 1927. Neste grupo, em sua terra natal, todos tinham uma profissão definida, sapateiro, carpinteiro, ferreiro, alfaiate, etc., mas para a região chegaram como lavradores, pois o objetivo era melhorarem as condições de vida, uma vez que após a 1ª Guerra Mundial, o País de origem ficou livre da opressão em que viviam. São eles: Silva Vasiulis, Vincas Vasiulis, Vink Vasiulis, Ionas Vaitkevicius, Antanas Grodis, Iurgis Deinis, Iurgis Baziliauks, Petras Skinskis, Ivozos Vaizgele, Albertas Mackus, Ionas Veitonis, Vassili Petrochuk, Ionas Dzuginas, Ignat Cristiunas, Ivan Vatikevith, Anton Grodis, Guiog Daines e Vassilic Siritiuk. Fruto da exploração de madeira nas imediações da Estação Ferroviária de Piquerobi, iniciou-se a formação de um pequeno povoado naquele local tendo como primeiros moradores, Miguel Carmona, Domingos Tacone, Dr. Mário Fairbanks, Américo Garcia e outros, tendo com o aumento da sua população, sentido a necessidade da construção de uma Igreja, que em 1928, é construída por Miguel Carmona.

NOVA DIVISÃO ADMINISTRATIVA
Com o Decreto Lei Estadual nº 2294, de 8 de novembro de 1928, é criado o Distrito de Paz de Piquerobi, pertencendo ao município de Santo Anastácio. Pelo Decreto de 7 de abril de 1934, da Secretaria da Justiça e Segurança Pública do Estado, é criado o Distrito Policial de Ribeirão dos Índios, graças ao esforço do Delegado José Carlos Franco e do Prefeito Ariosto Orsini. Com a Lei Estadual nº 2793 de 26 de dezembro de 1936, é criado o Distrito de Paz de Ribeirão dos Índios, também pertencendo ao município de Santo Anastácio, sendo que a instalação do Cartório deu-se em 8 de março do ano seguinte. Em 1930, os irmãos Irako e Takeo Okubo, chegam para trabalhar como colonos de Labieno da Costa Machado, em seguida adquirem terras situadas 20 km ao sul do povoado de Costa Machado, onde iniciam a plantação de hortelã. Como em 1940 estavam em péssimas condições financeiras, venderam suas glebas em pequenos lotes, surgindo assim o povoado de Palmital, hoje Mirante do Paranapanema, que em 1944 aumenta seu povoamento, em vista de ter intensificado a migração de nordestinos para aquela região, que até então pertencia ao município de Santo Anastácio. Pelo Decreto Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, foi fixada a nova divisão territorial do Estado, administrativo judiciária, que passaria a vigorar a partir e 1º de janeiro de 1945. Com essa nova divisão, o município de Santo Anastácio perdeu parte de seu território para os municípios de Presidente Bernardes e Lucélia. Com a Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, novas modificações são feitas dentro do território administrativo anastáciano, pois é criado o novo Distrito de Paz de Costa Machado e nesta mesma Lei, é criado o Município de Piquerobi, desanexando este último, de Santo Anastácio. Finalmente, pela Lei Estadual nº 2465, de 30 de dezembro de 1953, é criado concomitantemente, o Distrito de Paz e Município de Mirante do Paranapanema, desanexando do território anastaciano, onde com este desmembramento, o Distrito de Costa Machado passou a pertencer ao novo município de Mirante. Através do Decreto Lei Estadual nº 9330, de 27 de dezembro de 1995, assinada pelo Governador Mário Covas, o distrito de Ribeirão dos Índios passa a município. Após isso, não houve mais mudanças nos limites do município de Santo Anastácio.

VISITAS ILUSTRES

Em 1929 Santo Anastácio recebe a visita do Governador do Estado, Júlio Prestes de Albuquerque, acompanhado do Secretário da Agricultura - Fernando Costa, Secretário da Viação - José Oliveira de Barros, Secretário do Governo - Lazary Guedes e do Ajudante de Ordens - Major Tenório de Brito. De automóvel o Governador visitou a cidade, comparecendo ao Fórum e depois a Câmara Municipal, onde foi saudado por Oswaldo Pinto, Juiz de Direito, pelo advogado Aprígio Câmara e pelo Agente Consular da Espanha, José Talaveira. Em 4 de setembro de 1931, Santo Anastácio recebe a visita de uma comitiva composta por músicos, que contou com a presença do maestro Heitor Villa Lobos. O objetivo era difundir e proporcionar à população das cidades do interior do Estado de São Paulo o acesso à cultura e a música. Santo Anastácio recebe a visita do Cônsul Japonês, em 13 de setembro de 1931, onde juntamente com autoridades da Secretaria da Agricultura, compareceu para uma exposição agrícola, organizada pela colônia japonesa do Bairro do Saltinho. Em maio de 1933, foi à vez do Cônsul da Hungria, visando visitar as famílias húngaras residentes no município. Com a mesma finalidade, chegou a Santo Anastácio no dia 12 de agosto de 1933, o Cônsul espanhol José Maria Senterê, em virtude do grande número de famílias espanholas residentes na cidade. Em 14 de setembro de 1940, Santo Anastácio recebe o Governador do Estado, Dr. Ademar de Barros, que passava pela Estrada de Ferro Sorocabana. Sua permanência foi apenas por algumas horas, entretanto, as autoridades anastacianas dirigiram-se à Estação Ferroviária para cumprimentá-lo. No dia 21 de fevereiro de 1943, Santo Anastácio recebe oficialmente a visita de um Governador Paulista, Dr. Fernando Costa, na época, Interventor em São Paulo. Depois de 1929, quando o Dr. Júlio Prestes esteve em Santo Anastácio, oficialmente nenhum governador havia visitado a cidade.
Fonte: ENCICLOPÉDIA MUNICIPAL BRASILEIRA – EMUBRA
Núcleo de Referencia da História do Oeste Paulista
Gentílico: Anastaciano

GALERIA DE PREFEITOS

JOSÉ PRADO1925 à 1927
JOSÉ CASTILHO CABRAL1928
JOSÉ BONILHA RODRIGUES1929
DEOLINDO GUIMARÃES1929
ARIOSTO ORSINI1930 à 09/06/1938
ANTÔNIO LUIZ DE ARÊA LEÃO10/06/1938 à 02/08/1941
FLAMÍNIO BARBOSA FERRAZ18/08/1941 à 23/12/1943
BENJAMIM MOREIRA DE ALMEIDA29/12/1943 à 19/11/1945
ALOYSIO DE CAMPOS NETO12/1945 à 18/12/1946
MANOEL ORTEGA MANZANO19/12/1946 à 14/03/1947
JOÃO BATISTA TOLOSA14/03/1947 à 31/12/1951
LUIZ DA FONSECA STAUT31/12/1951 à 31//12/1955
JOSÉ SANCHES POSTIGO03/01/1956 à 31/12/1959
ARGEMIRO LAGATTA03/01/1960 à 31/12/
ESMAR DEPIERI03/01/1964 à 31/01/1969
ARGEMIRO LAGATTA01/02/1969 à 31/01/1973
ARARY BALTUILHE01/02/1973 à 31/01/1977
MANOEL BAPTISTA MENDES01/02/1977 à 31/01/1983
IVANDRO MACIEL SANCHES01/02/1983 à 31/12/1988
MANOEL BAPTISTA MENDES01/01/1989 à 31/12/1992
ROBERTO VOLPE01/01/1993 à 31/12/1996
AÉRCIO FLÁVIO TICHO NUNES01/01/1997 à 28/11/1998
REINALDO GERÔNIMO PERES29/11/1998 à 31/12/2000
REINALDO GERÔNIMO PERES01/01/2001 à 31/12/2004
ROBERTO VOLPE01/01/2005 à 31/12/2008
ROBERTO VOLPE01/01/2009 à 31/12/2012
ALAOR APARECIDO BERNAL DIAS01/01/2013 à 31/12/2016
ROBERTO VOLPE01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. JOSÉ PRADO foi o primeiro Prefeito de Santo Anastácio.