HISTÓRICO


A ORIGEM
Antigo distrito de Presidente Bernardes, Emilianópolis localiza-se no extremo Oeste do Estado de São Paulo, e tem sua origem em 1919. Nesse mesmo ano, onde atualmente se localiza Presidente Bernardes, existiam dois grandes imóveis rurais, separados pelos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, no divisor das águas das bacias hidrográficas dos rios do Peixe e Paranapanema. Um desses imóveis era a Gleba Montalvão, terras que em 1919, foram loteadas pela Companhia Marcondes de Colonização Indústria e Comércio. O outro pertencia à Empresa Ramos, Porto & Cia., de um grupo liderado por Arthur Ramos e Silva. As terras de Lins de Vasconcelos era o que mais atraía compradores, devido à intensa publicidade dirigida por José Soares Marcondes, fundador da Companhia Marcondes de Colonização, Indústria e Comércio. O maior número de compradores dos lotes foi oriundo do sul de Minas Gerais. Contratado pela empresa, um corretor visitava os mineiros, falando-lhes das vantagens de investir naquelas terras paulista, obtendo sucesso neste trabalho. Muitos dos compradores já possuíam pequenas glebas em Minas, mas decidiram emigrar, adquirindo, na área do atual município de Emilianópolis, propriedades de 30, 50, 100 e até mais alqueires. Além de migrantes vindos de Minas Gerais outros grupos de desbravadores já haviam se estabelecido no Estado, seguindo um êxodo que começou em 1850, pois a vida se tornara muito difícil na então Província de Minas, abalada por uma crise econômica. Perturbações políticas, e uma tentativa revolucionária em 1842, reforçaram a partida dos mineiros em busca de novas terras. Os caboclos de Minas Gerais dirigiram-se para São Paulo, que também era uma província, uma parte disposta a trabalhar nos cafezais que começavam a expandir-se pelo Estado. A maioria desses imigrantes fixou-se em locais onde o café já estava implantado. A outra parte preferiu regiões mais longínquas, cujas terras continuavam inexploradas, como Emilianópolis, que foi uma das últimas regiões a ser pisada pelo homem branco. Porém, a história de Emilianópolis inicia-se com a vinda de José Teodoro de Souza, mineiro de Pouso Alegre, que foi o primeiro a chegar nesta região.

BIOGRAFIA – JOSÉ TEODORO DE SOUZA
O senhor José Teodoro de Souza foi um obscuro lavrador de Pouso Alegre, sul da então província de Minas Gerais. Homem do campo e analfabeto, porém inteligente e dono de uma constituição física rara. Ele foi o primeiro homem civilizado a chegar ao Sertão do Paranapanema, disposto a explorá-lo, sem interrupção da jornada, alheio à resistência e bravura dos nativos. Em 1850, José Teodoro de Souza, saiu de Pouso Alegre rumo à Província de São Paulo, chegando primeiro em Mogi Mirim, e na sequência, no município de Botucatu. Ele ignorou o fato de todos dizerem que por esses lados, antigamente, só se encontravam florestas e índios hostis. Indiferente às ameaças desbravou um grande território, e em 1856, registrou um extenso pedaço de terras na Paróquia de São João Baptista. Voltou para Minas Gerais com a intenção de chamar seus irmãos, primos e cunhados, para ajudá-lo a povoar seus imensos domínios. Os índios tudo fizeram para se livrar da presença do precursor mineiro, que não se deixou abater. Ajudado por seus resolutos parentes, resistia aos ataques e contra-atacava. Assim, foi tornando habitáveis suas terras, que dividiu e as vendia em parcelas, as pessoas que foram chegando ao Vale do Paranapanema. Nesse tempo das primeiras incursões dos mineiros, os imigrantes viviam em risco permanente de serem atacados pelos índios. Os confrontos deixavam mortos dos dois lados, os pioneiros e os silvícolas. Mesmo assim, os primeiros povoadores prosseguiam na jornada. Abriram caminhos no sertão, seguidos mais tarde por outros precursores. Os núcleos de povoamento que fundaram serviram de ponto de apoio à continuidade do desbravamento que só terminou quando a civilização ocupou inteiramente o sertão. Mais tarde, José Teodoro de Souza se apossou de outras áreas, somando, para si, uma vastidão de terras. O senhor José Teodoro de Souza, morreu na cidade de São Pedro do Turvo, aos 72 anos de idade. Carregou a fama de maior latifundiário de São Paulo, contudo, isto não lhe conferiu a fortuna com a qual sonhara. Vendera quase toda a sua gleba, outra parte foi ocupada por grileiros, e o pouco que permanecia em seu poder, quase nada valia naquele tempo.
Fonte: Livro – EMILIANÓPOLIS - As Frentes Pioneiras e a História de sua Fundação.
Autor: Valdery Santos

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Os itinerários de penetração abertos por ele serviram de pista para o ingresso de novos imigrantes no sertão, todos eles viajando a pé, em lombo de cavalos e em carros-de-boi. Iniciou-se assim, o povoamento do Sertão do Vale do Paranapanema, hoje terra de Emilianópolis, seus vizinhos, e mais algumas dezenas de outros municípios paulistas, sob o impulso dos caboclos provenientes de Minas. Além de José Teodoro de Souza, os escritores mais antigos apontam como primeiros desbravadores da região, os seguintes nomes: Joaquim Pereira de Toledo, Antônio Botelho de Carvalho, João Lopes, Antônio Alves Nantes, Manoel José de Jesus, Joaquim Alves de Lima, Francisco de Souza Ramos, Francisco Osório de Oliveira, Pedro Alves de Moraes, José Costa Allemão, José Machado de Lima, João Antônio de Moraes, Francisco de Paula Moraes, João Vieira, Francisco Hermínio da Costa, Antônio Leonel Mattoso, Salvador Ortiz de Oliveira, Manoel Pereira Alvim, José Antônio de Paiva, Manoel Pedro Dutra, José Gabriel Machado, Joaquim José Pereira, Luiz Manoel de Andrade e João Diniz.
A presença de um número elevado de árvores centenárias, fez surgir as serrarias, instaladas no povoado de Guarucaia (denominação dada à cidade de Presidente Bernardes, devido as inúmeras árvores nativas desta espécie). Pouco distante desse lugar, e dentro de seu território, o povoado de VILA EMÍLIA logo iria surgir. A madeira extraída conferia grandes lucros aos donos das terras, que as comercializavam em São Paulo, para onde enviavam através da Estrada de Ferro Sorocabana. No entanto, havia excesso de madeira, a ponto de, para limpeza do terreno e fazerem as semeaduras, os lavradores chegaram a enterrar as árvores em enormes valas abertas por eles, alheios às consequências que isto traria para o meio ambiente. Como na maioria dos municípios da região, as primeiras construções de Emilianópolis eram de madeira, no início do povoamento do patrimônio de Vila Emília. As primeiras casas construídas, segundo depoimentos de moradores antigos, se situavam inicialmente, no vale que antecede atualmente a cidade, na descida que dá acesso à sede da Fazenda do senhor Adriano Martins. Neste local foram instalados os primeiros estabelecimentos comerciais, havendo  até casas sobradadas. Consta que a primeira filha do senhor Juca Dias, ainda criança, faleceu em virtude de ter caído da janela do sobrado onde residiam. Pelas informações, após o surgimento de Presidente Bernardes, iniciou-se a abertura da picada que levava até o rio do Peixe, passando pela futura cidade. Devido à grande umidade provocada pelo brejo existente no local, muito cedo decidiu se pela transferência do loteamento para o lugar onde hoje se situa a cidade, em uma área de dez alqueires.

PIONEIRISMO
O primeiro casal a aportar no local foi José Flausino Dias, mais conhecido por Juca Dias, e sua esposa Alzira Martins Dias. O senhor José Flausino Dias (Juca Dias), nascido em Baependi, Minas Gerais, em 13 de novembro de 1893, chegou com sua esposa Alzira Martins de Castro em Presidente Bernardes, na Vila Nova, no dia 30 de abril de 1919. Na recém-criada vila ajudou a desbravar a terra derrubando as matas. Com o desbravamento chegou ao povoado de Vila Emília em 9 de junho do mesmo ano, estabelecendo-se no novo povoamento. O que motivou a mudança de Juca Dias foi o fato de os irmãos Marciano e Luciano Martins de Castro (seu sogro), oriundos da cidade de Baependi,haverem adquirido terras no território do promissor sertão paulista. Em Vila Emília, Juca Dias foi o primeiro fabricante de telhas, padeiro, comerciante e barbeiro, sendo que viajava pelos arredores do povoado, a cavalo, para cortar o cabelo e barba dos homens. Muito religioso, promovia orações em sua residência. Com ele também se estabeleceram na primitiva Vila seus irmãos João e Roberto Flausino Dias, além do farmacêutico Aurélio Franco de Godoy, entre muitos outros. Pouco tempo depois, vieram os irmãos mais novos, Joel e EurídesFlauzino Dias, e a irmã LicaFlauzino Dias. Também o pai, senhor Joaquim  Flauzino Dias e os irmãos gêmeos adquirentes de terras, Luciano Marins de Castro e Marciano Martins de Castro, originários de Baependi. O Senhor Juca Dias faleceu em 10 de outubro de 1980, sendo sepultado em Emilianópolis. Sua esposa, Alzira Martins de Castro, filha de Luciano Martins de Castro e Maria Izabel de Castro, nasceu em 23 de junho de 1897, falecendo em Emilianópolis no dia 27 de agosto de 1972. Pioneira em Vila Emília, montou uma pensão, onde hospedavam se os engenheiros encarregados da abertura, e demarcação das terras, e os demais trabalhadores. Era também costureira. Um fato curioso, afiançado por antigos moradores, é que Dona Alzira dirigia-se a pé até Presidente Bernardes, para fazer compras, acompanhada de suas crianças. O casal teve os seguintes filhos: Leny, Elias Iracy, Geremias, Ananias, Geny, Eloy e Gessy. O senhor Olímpio Martins Álvares chegou em 1925, juntamente com sua esposa Benedita Domingues Martins, e seus filhos menores, Francisco e Maria Domingues Martins. Os demais, Ana, Benedita, Josefa, Irene, Emília, Antônia e Adriano Martins já nasceram em Vila Emília.  Eles eram de Passos, Minas Gerais. Na região já estava estabelecido o seu sogro, Antônio Domingues, casado com a senhora Dolores Mondeja.
Em 1922, Primo Marchi adquiriu terras no km 25 da Estrada do Rio do Peixe, que estava sendo aberta. Entretanto, o seu filho Caetano Marchi, acompanhado da esposa EzelinaGalli e filhos, somente em 12 de setembro de 1947 chegaram ao povoado, advindos da cidade de Tabapuã, região de Catanduva. Em meados de 1924, chegou o senhor Antônio Casavechia, tendo os filhos João, José, Antônio e Aparecida Casavechia (que se casou com Geraldo Soares Ribeiro). Nessa época chegou também à família de Ezequiel Martins, casado com Gabriela Constantino Martins, vindos da Bahia. O senhor Franco Redivo chegou em 1927, quando na região já estavam seus irmãos, Antônio Redivo e Domingos Redivo. Casou-se com Rosária Rodrigues Prado Redivo (conhecida como Dona Rosa), que era filha de Manoel do Prado, morador no povoado. Seus pais, os italianos JosephioRedivo e Ana CastardaRedivo, eram da região de São Carlos. Ainda na década de 1920, chegaram às famílias dos senhores José Pedro Ferreira, José Soares Ribeiro e Antônio Soares Ribeiro, além das famílias Fazioni e Moreno (1928). Na mesma época chegou também João Esteves da Silva (1927), da região de Passos, atraído por Olímpio Martins Álvares, do qual foi empregado, e um rapaz de nome Venério. Consta ainda que estes desbravadores foram os responsáveis pela abertura da picada da vila até o rio do Peixe. Em 1930 João Esteves regressou à Passos para desposar Sebastiana Esteves e trazê-la para a região. Em 1933 chegou a Vila Emília, o senhor José Pretti, acompanhado de sua esposa Maria Bellini Pretti e seus filhos (Izolina, Otávio, Juvenal, Izaura, Milton, José, Vicente, Valdemar, Izidoro, Altino, Nair, Odila e Mélia), embora já houvesse adquirido propriedade no local desde a década anterior. O senhor Ataíde Vieira Pinto, conhecido por amigos e familiares como “PaiVéio”, chegou em 23 de outubro de 1937, de Diamantina, Minas Gerais.

A CHEGADA DOS IMIGRANTES
Por volta do ano de 1932, começaram a chegar os primeiros representantes da Colônia Nipônica, precedidos pelo senhor Jokithi Saito, acompanhado de sua esposa senhora Kura Saito e os filhos Mário Heikiti Saito, Tereza Saito, Rosa Saito e Iuki Saito. Também chegou o senhor Takanobu Sato (Saitinho), que casou se com a senhora Iuki Saito. Na década de 1930, mais famílias japonesas foram chegando, como os Murakami, Ishibashi, Notoya, Takahashi e outras. Da família Ishibashi, destacou-se o senhor WatalIshibashi, que alguns anos depois tornouse Prefeito de Presidente Prudente. Paschoal Felício, juntamente com sua esposa Rosa Braga Felício e filhos, chegou a Vila Emília em 1938. Em 1941 foi à vez de Pedro Beleza e sua esposa ElindaPagani, acompanhados de seus filhos. Em meados de 1940 chegou Euclides Verri, casado com Antenesca Magri Verri, oriundo de Taquaritinga, juntamente com seus filhos Hermes Verri, Ângelo, Valter, Arduíno, Alencar e Esplende. Ainda no início dos anos de 1940, chegaram ao km 28 os irmãos Dr. Clóvis, Dr. Aderbal Jr e José Henrique Novaes, além de Humberto César de Andrade, que em sociedade formaram a enorme Fazenda Nicolândia. Também chegou, nesta época, o senhor Eliziário Ramos de Oliveira, oriundo da região de Avaré, que se tornou o administrador da citada propriedade. Ainda no final da década de 1930, mudaram-se as famílias de Manoel Paulino, João Campelli e João Rezende, que foram as primeiras a se estabelecer no km 28, da Estrada do Rio do Peixe. Também neste ano chegaram os espanhóis Júlio Valenciano, sua esposa Carmem Gimenez Lopes e filhos. Chamado por seu tio João Esteves Silva, no ano de 1940, chegou o senhor Inimá Pinto do Amaral, entretanto, permaneceu por apenas sete meses, regressando em seguida para Jequitinhonha, Minas Gerais, sua terra natal. Na sequência, veio o senhor Epitácio Amaral em 15 de abril de 1941, acompanhado de seu amigo Sebastião Capistrano de Vasconcelos. No ano de 1943, Inimá Amaral retornou à Vila Emília. Em outubro de 1946 os irmãos Epitácio e Inimá, foram de passeio à sua cidade e trouxeram o irmão Romart. Em 7 de abril de 1947 chegaram a senhora  Edméia Amaral (Meinha) e seu esposo Carlindo Chaves, com o amigo Itagiba Alves Santos. O jovem José Estevão da Silva chegou à Vila Emília no dia 14 de julho de 1947. A senhora  Itagira Amaral e seu esposo Adalíro de Oliveira com seus filhos chegaram ao final do no de 1947. Em meados de 1949, foi à vez de Agenor Gusmão de Andrade. Em 13 de setembro do mesmo ano, chegou o patriarca da família o senhor  Severo Pinto do Amaral, sua esposa Rosa Esteves da Silva, a cunhada Orgina Esteves da Silva (Tia Preta), e as filhas Stelita Amaral, Ismar Pinto do Amaral (Marzinha), as gêmeas Dilse e Dilza Amaral. Na mesma ocasião também chegou o senhor Didier Amaral, acompanhado do amigo Adenê Marques, trazendo a mudança. No início da década de 1940, chegaram os primeiros integrantes da família Pereira, com os senhores Josias e João Pereira da Silva, e em seguida o senhor  Miguel Pereira da Silva (pai de Agamenon Pereira da Silva, várias vezes prefeito municipal). O senhor Domingues Salvador Fiorese e sua família chegaram ao já conhecido povoado, em meados de 1943. Ainda na mesma época vieram  os Turcos: Nadir Curi e Saadalém do Sírio-Libanês, senhor QuiriloChaguri (esposo da professora Hortense de Godoy). Os nordestinos começaram a chegar de caminhões, conhecidos por paus-de-arara, no início dos anos 1960, chefiados por João Batista, conhecido por Batistinha. Atraídos pelas novas e boas terras, e em virtude da quebra do café (na década de 1930), muitas famílias foram chegando da área central do Estado de São Paulo, de Minas Gerais, do Nordeste e de várias regiões. Nos primeiros anos de vida do povoado, os mortos eram carregados em varões com lençóis, nos ombros e a pé, para serem enterrados no município de Santo Anastácio. Alguns anos depois, o mesmo procedimento se fazia para o translado até Presidente Bernardes. Somente em 1936 foi criada a necrópole da vila, por iniciativa do senhor José Pretti, sendo que Juca Luciano, filho de Marciano Martins de Castro, foi a primeira pessoa a ser sepultada no local, curiosamente, um dos construtores do Cruzeiro do novo terreno santo. Cabe salientar que Juca Luciano, casado com a senhora Maria Pinto, era sogro do senhor Américo Zanini.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei Estadual nº 233, o povoado de VILA EMÍLIA, foi elevado à categoria de Distrito, com a denominação de EMILIANÓPOLIS, pertencente ao município de Presidente Bernardes.

POLÍTICA NO PERÍODO DISTRITAL
A partir da primeira legislatura do município de Presidente Bernardes, o Distrito de Emilianópolis, já possuía vereadores na Câmara Municipal Bernardense. Os representantes que desempenharam importante papel nas conquistas e lutas em benefício da população de Emilianópolis foram os seguintes:
•    Epitácio Amaral (1948 à 1951)
•    Epitácio Amaral e Domingos Salvador Fiorese (1952 à 1955)
•    Epitácio Amaral e Domingos Salvador Fiorese (1956 à 1959)
•    Epitácio Amaral e José Romeiro (Ico) (1960 à 1963)
•    Inimá Amaral e Altino Pretti (1964 à1968)
•    Epitácio Amaral e Cezarino Ferreira de Nascimento (1969 à 1972)
•    Epitácio Amaral e Cezarino Ferreira do Nascimento (1973 à 1976)
•    Roque Fernandes Redivo e Cezarino Ferreira do Nascimento (1977 à 1982)
•    Olicio Jovino de Lima e Carlos KenhitiSawamura (1983 à 1988) e
•    Odilon José de Azevedo, Arceno Joaquim de Souza e Valdecir José da Silveira (1989 à 1992).
Deste período, destaca-se a presença do vereador Epitácio Amaral nas seis primeiras legislaturas, de 1948 a 1976, exceto o período de 1964 a 1968, quando foi substituído pelo seu irmão, Inimá Amaral, totalizando 24 anos de mandato como edil. Destacam-se também os vereadores, Domingos Salvador Fiorese, vereador por oito anos consecutivos, e o vereador Cezarino Ferreira do Nascimento, que representou o Distrito de Emilianópolis, por doze anos, quando os vereadores candidatavam-se com o único objetivo de ajudar o povo, já que não recebiam remuneração pelo exercício do cargo. Os vereadores de Emilianópolis, apesar de pertencerem a grupos políticos opostos, na Câmara, sempre uniram se,  lutando pelos interesses do Distrito, como a elevação de Vila à Distrito, em 1948, a transferência do campo de futebol que localizavase em frente à Igreja, na área da atual Praça, para um novo local situado à Rua Botucatu (hoje Rua Idalina Maria Fiorese), doado pela família Marcondes, construção da Praça com banheiros públicos e coreto de alvenaria, muro na parte frontal do cemitério, construção de um grande Grupo Escolar para a época, inaugurado em 1964, em terreno doado por Eliziário Ramos de Oliveira, construção de guias nas principais ruas da cidade, calçamento da rua principal, e abertura de estrada passando por fora do Distrito de Araxás. Devido ao elevado número de eleitores na cidade, na última eleição disputada para o governo de Presidente Bernardes, antes da emancipação (1989 a 1992), os concorrentes reforçaram suas chapas buscando em Emilianópolis os seus vices. O candidato Ovídio Henrique aliou-se a Otávio Miotto, e o vencedor do pleito, Júlio Omar Rodrigues, teve como Vice-prefeito, o senhor Agamenon Pereira da Silva.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO

A emancipação de Emilianópolis deve-se, sobretudo, ao CODECEM (Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Emilianópolis), que em 19 de maio de 1991, realizou o Plebiscito Pela Emancipação de Emilianópolis, definindo que a maioria da população desejava a independência de Presidente Bernardes. De um colégio de 1.876 eleitores, houve o comparecimento de 1.483 votantes (79,05%), sendo que 1.403 responderam SIM(94,61%) e 53 votaram NÃO (3,57%). Outros 12 voltaram em BRANCO (0,81%) e aconteceram 15 votos NULOS (1,01%).
Em 31 de dezembro de 1991, através do Decreto Lei Estadual nº 7664, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de EMILIANÓPOLIS, desmembrado do município de Presidente Bernardes. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1993.

ORIGEM DO NOME
Segundo moradores do município, o nome Emilianópolis, procedeu-se da seguinte forma: as terras onde se localiza o município eram administradas pelo senhor Benedito Marcondes. Quando ele loteou essas terras, colocou o nome de VILA EMÍLIA, em homenagem à senhora Emília Mori Marcondes, esposa de seu irmão mais velho, o desbravador Cel. Jose Marcondes. Após passar a Distrito, o mesmo passou a se chamar EMILIANÓPOLIS, que significa “Cidade Emília”(Emilianópolis = Emília + Polis - do Grego - Cidade).
Fonte: ENCICLOPÉDIA MUNICIPAL BRASILEIRA – EMUBRA
Núcleo de Referencia da História do Oeste Paulista.
Gentílico: Emilianópolense

GALERIA DE PREFEITOS

OLIMPIO BELEZA MARTINS01/01/1993 à 31/12/1996
ROQUE FERNANDES REDIVO01/01/1997 à 09/02/2000
DALVO ARLINDO DA SILVA09/02/2000 à 31/12/2000
AGAMENON PEREIRA DA SILVA01/01/2001 à 31/12/2004
FRANCISCO BRESQUE01/01/2005 à 31/12/2008
FRANCISCO BRESQUE01/01/2009 à 31/12/2012
AGAMENON PEREIRA DA SILVA01/01/2013 à 31/12/2016
JOÃO BATISTA AMARAL01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. OLIMPIO BELEZA MARTINS foi o primeiro Prefeito de Emilianópolis.