HISTÓRICO


A ORIGEM
Com o início em 1917 das grandes derrubadas de matas, surge simultaneamente à formação de sítios e fazendas. Naquela época os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana tinham atingido a cidade de Indiana, e o transporte para Piquerobi era difícil e realizado somente por animais. Com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, em 14 de julho de 1921, o povoado começava a progredir e a exploração de madeira era intensificada.

ORIGEM DO NOME

A origem do nome PIQUEROBI é indígena, entretanto a denominação dada ao município, segundo pioneiros, é decorrente de homenagem que se quis prestar a um dos engenheiros que demarcavam a região, o senhor PIQUEROBI DE AGUIAR.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Dentre os muitos moradores que tanto lutaram pela prosperidade de Piquerobi, destacam-se os senhores Miguel Carmona, Domingos Tacone Fairbanks e Américo Garcia. Em 1928, o senhor Miguel Carmona construía uma capela e o Santo São Miguel foi invocado como Padroeiro do povoado. Em abril de 1934, o distrito recebe um grande melhoramento: a luz elétrica.
Segundo relatos antigos e pesquisas, em 1919 Piquerobi contava com apenas três casas de madeira e alguns ranchos de sapé. Nessas casas residiam os senhores Mário Fairbanks, Miguel Carmona, e um vendedor de terras, cujo nome se perdeu no tempo.
Nos ranchos moravam os operários do assentamento dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, José Garcia, Francisco Missa, Manoel Garcia, José Monteiro, Francisco Corrêa e outros, também não identificados na pesquisa. A região era ainda apresentada como um sertão agreste. Matas exuberantes, tribos indígenas, bichos ferozes e moléstias endêmicas, que os habitantes tentavam combater com o único remédio: os chás e outros preparados de raízes, cascas e folhas de plantas silvestres. Mas, a ferrovia já esboçava sua presença, e com ela, chegaria muita gente e o povoado se desenvolveria. Um progresso que, de fato, aconteceu. Perto do povoado, ao redor do córrego Saltinho, também já existiam alguns moradores naquele tempo, portanto á 83 anos atrás  completados no ano de 2002. Dois deles, os irmãos Julião e Ambrósio Garcia, foram os primeiros a chegar, para derrubar a mata e cultivar a terra. Migravam de Minas Gerais, como fez a maioria dos que se decidiram investir no Sertão do Vale do Paranapanema, onde Piquerobi iria nascer. Não muito distante dali, os trens já haviam chegado, rompendo a floresta, expulsando os índios, rumando na direção do rio Paraná, na divisa com o Sul de Mato Grosso. Em 14 de julho de 1921, a Estrada de Ferro Sorocabana inaugurou a Estação de Piquerobi, se registrando, daí em diante, uma grande efervescência humana. Desembarcavam no local, profissionais liberais, compradores de glebas, comerciantes, grupos de aventureiros vindos não se sabe de onde. Maquinistas de café, operários colocando tijolo sobre tijolo, tábua ao lado de tábua, fazendo o povoado brotar mais forte. Caixeiros viajantes que a cada visita encontravam mais gente, mais negócios. E, também, estrangeiros dispostos a eleger o solo virgem sua nova pátria. O senhor Arthur Thomas escreveu: “Para  homens imaginativos há qualquer coisa de irresistível na contemplação de mapas, onde aparecem grandes áreas de terras desabilitadas, mas com grandes potencialidades. Seu pensamento voa ao encontro de meios e maneiras de acesso, colonização e desenvolvimento, e seus sonhos logo descortinam um futuro na qual o deserto se cobre de flores e brotam imensas riquezas”. Fixava-se, ali, no emergente povoado de Piquerobi, o espírito curioso e empreendedor, inerente à natureza de certos homens e manifestado de maneira tão viva naqueles que o destino escolhe para dilatar fronteiras e descobrir novos caminhos. Os senhores Miguel Carmona, Mário Fairbanks, o vendedor de terras, os operários da ferrovia, Francisco Missa, Manoel Garcia, José Monteiro, Francisco Corrêa e seus companheiros de jornada já não estavam sós. Os índios, bravios e antes senhores absolutos do território, entenderam que perdiam a luta contra a presença dos homens brancos invasores, dispostos a assumir aquelas matas, a derrubá-las, limpar o solo, transformá-lo em cidades e campos de agricultura. Assim nasceu o antigo povoado de Piquerobi. Foi uma empreitada extraordinária.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 08 de novembro de 1928, através do Decreto Lei Estadual nº 2294, o povoado é elevado à categoria de Distrito, com a denominação de Piquerobi (ex Piqueroby), pertencente ao município de Santo Anastácio.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO

Em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei Estadual nº 233, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de Piquerobi, desmembrado do município de Santo Anastácio. Sua instalação verificou se em 20 de março de 1949.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
Porém, antes de o povoado revelar sua presença no sertão, uma sucessão de fatos notáveis ocorreu no Vale do Paranapanema, como se lê à frente, neste livro, cujo autor não preocupou se apenas em narrar à história local. Juntou, ao texto, a história da região, as ousadas frentes pioneiras, a partir de José Teodoro de Souza, mineiro de Pouso Alegre, que em 1850, esteou o ingresso da civilização no vasto território de quem o restante do país apenas ouvia falar. Outros desbravadores primitivos que estão no livro são: João da Silva Oliveira, Francisco de Paula Moraes, João Antônio de Moraes, José Antônio de Gouveia, Domingos Ferreira de Medeiros, Francisco Witaker, Arthur de Aguiar Diederichsen. Os dois últimos administraram à construção da Estrada Boiadeira, a primeira rota que cortou o sertão, permitindo aos criadores paulistas, transportarem às suas propriedades, o gado comprado em Vacaria, no Sul do Mato Grosso. O assentamento dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana foi o impulso maior recebido por Piquerobi, na formação embrionária do antigo povoado. O começo das incursões no sertão, a resistência indígena, as tribos vencidas, a civilização definitivamente instalada no território citado nas cartas geográficas paulistas como “terrenos desconhecidos”. Ainda, a questão fundiária e as incursões ilegais contra as florestas da região transformadas em reservas do Estado no começo da década de 1940, e destruídas quase inteiramente.
Alguns trabalhos sobre a história de Piquerobi, como um documentário do senhor  Mário Moraes, datado de 1947, cita frentes pioneiras encabeçadas por Miguel Carmona, Mário Fairbanks, Ambrósio Garcia, Julião Garcia, além de Américo Garcia e Domingos Tacone, que vieram em seguida. Conforme o documento, eles foram os primeiros a chegar ao vasto sertão e iniciaram a construção de Piquerobi, que em 1927, já era distrito de paz, e em 1948, município do Sertão do Rio Paraná. A estação do caminho férreo está nos primórdios de sua construção. Com o passar do tempo aparecem novos ranchos e construções feitos de madeira. Na sequência é construída a primeira casa de tijolos, mas pequena. O material é considerado inédito para a época, de tijolos rosados. Teria sido conseguido na olaria de Nicolau Perella, em Piquerobi mesmo. Outros pioneiros foram chegando como Tomaz Pressa Martins, Domingos Tacone, Manoel Theodoro Pinheiro e Gervásio Alves de Oliveira. Piquerobi começa a tomar corpo e forma.
O jornal “Cidades Paulistas”' publicou alguns nomes de figuras consideras pioneiras em Piquerobi. Entre eles está Fábio Bertacco, perito contador, residente no município desde 1938. Sempre trabalhou pela grandeza da cidade, em que diversas vezes encabeçou movimentos de coletividade. Juntamente com o senhor  Luiz Garcia Duarte fez surgir à primeira ideia de emancipação local. Também integrou várias vezes o Clube União local, e fundou a Associação Piquerobiense de Atletismo, além de ter sido membro da comissão Pró-Construção da Igreja Matriz local, tempo em que surgiu a criação da Paróquia e construção da Casa Paroquial, com a contribuição espontânea da população. Homem de mérito pelos seus feitos, principalmente na vida religiosa da paróquia, foi por quase três anos Presidente e Vice-Presidente da Congregação Mariana, e ocupou o cargo de tesoureiro. É formado pela Faculdade de Comércio Dom Pedro II, de São Carlos, em 1937. Também ocupou a presidência do subdiretório do Partido Social Progressista.

PIONEIRO - JOSÉ DO CARMO PACHECO
Reside atualmente na capital do Estado, mas não se esquece de  Piquerobi, onde conta com grande número de amigos. Foi fundador de uma serraria e uma fábrica de farinha de mandioca, que ajudou a movimentar a cidade. Embora residindo em São Paulo, o senhor José do Carmo Pacheco conseguiu junto aos poderes competentes, a construção de uma ponte sobre o rio do Peixe, que há muito  era esperada por todos.
Fonte: ENCICLOPÉDIA MUNICIPAL BRASILEIRA – EMUBRA
Núcleo de Referencia da História do Oeste Paulista.
Gentílico: Piquerobiense

GALERIA DE PREFEITOS

JOSÉ SILVA1949 à 1953
MARCELO DASSIE1953 à 1957
JULIO BARIANI1957 à 1961
MARCELO DASSIE1961 à 1965
ARNALDO DE HARO1965 à 1969
MARCELO DASSIE1969  à 1973
ARNALDO DE HARO1973 à 1977
ORIVALDO RAYSARO1977 à 1983
WERTHER BERGAMO1983 à 1988
ORIVALDO RAYSARO1989 à 1992
JOSÉ ADIVALDO MORENO GIACOMELLI01/01/1993 à 31/12/1996
OSMAR J. JACOMELLI01/01/1997 à 31/12/2000
WERTHER BERGAMO01/01/2001 à 31/12/2004
JOSÉ ADIVALDO MORENO GIACOMELLI01/01/2005 à 31/12/2008
JOSÉ ADIVALDO MORENO GIACOMELLI01/01/2009 à 31/12/2012
VALDIR APARECIDO LOPES01/01/2013 à 31/12/2016
VALDIR APARECIDO LOPES01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. JOSÉ SILVA, foi o primeiro Prefeito de Piquerobi.