HISTÓRICO


A ORIGEM
Historicamente, a ocupação do “sertão desconhecido”, que figurava nos mapas brasileiros e que correspondia à atual Região Noroeste, se deu no período de 1.842 a 1.870, com a colonização das margens direita e esquerda do Salto do Avanhandava e a formação do primeiro núcleo residencial da região.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
O povoamento desta região está estritamente vinculado à implantação definitiva da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que provocou e assegurou a posse colonizadora das terras do sertão, até então ocupadas pelos Índios Kaingangues. O povoado de Nosso Senhor dos Passos iniciou-se em 1.842, com a doação de 100 alqueires da fazenda José Pinto Caldeira, localizando-se metade de cada lado do ribeirão Lajeado. A partir de 1880, com o aumento do volume do comércio de café às exigências do mercado externo e também interno e as constantes descobertas das potencialidades das terras do oeste paulista, outras frentes pioneiras invadem o território e a ocupação sistemática finalmente se instaura como empreendimento econômico motivado pelo café e outros implementos capitalistas, provocando radical transformação sócio econômico na região que, a partir dessa época, passa a experimentar notável desenvolvimento e progresso. Em 25 de outubro de 1908, foi criado o PATRIMÔNIO DE SANTA CRUZ DO AVANHANDAVA, com a tomada de posse pelo frei Bernardino de Lavale, da Congregação dos Frades Capuchinhos, de terras doadas para a criação da cidade por Eduardo de Castilho.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 17 de novembro de 1909, foi criado o Distrito de Paz de Penápolis em homenagem ao Dr. Afonso Augusto Moreira Penna, Presidente da República, falecido neste ano. O Distrito pertencia ao município e comarca de São José do Rio Preto e era uma Vila progressista, já incorporada ao ciclo do café. Com o processo de interiorização da ocupação paulista, muitas famílias foram em busca de novas terras e oportunidades, trazendo o “progresso” à região.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 22 de dezembro de 1913, através do Decreto Lei Estadual nº 1397, o Distrito de Paz, foi elevado à categoria de Município, desmembrado do município de Penápolis. Em 10 de outubro de 1917, através da Lei nº 1557, o município de Penápolis foi elevado à categoria de Comarca, como uma das maiores da Região.

PENÁPOLIS - TERRA DE MARIA CHICA
Alexandre Ferreira de Souza, seus irmãos Joaquim e Manoel, e Maria Francisca do Carmo, depois “Maria Chica”, apossaram-se de uma área de terras devolutas (desocupado/desabitadas/vagas), construindo a sede às margens do atual Córrego Maria Chica, abaixo do desaguadouro, do Córrego do Curtume (Ipiranga). Esta propriedade recebeu o nome de Fazenda Boa Vista do Lageado. Consta que, junto à sede instalaram um venda de mercadorias essenciais, para a época tais como: armas, faca e facões, sal para o gado (grosso) e para a cozinha (fino), açúcar, fumo, calçados, tecidos, querosene, lampiões, arreios, carne seca, farinha, feijão. Alexandre instalou sua habitação defronte onde mais tarde seria a antiga Estação da Estrada de Ferro. Do casamento de Maria Chica com Alexandre Ferreira de Souza, nasceram-lhes os filhos: Francisco (Chico) Tristão (era surdo) Inácio Joaquim Justina Beatriz Esmeralda Maria Sinhana (Ana) Emília e Rita. Alexandre, segundo consta, morre em 1872, inesperadamente, durante uma viagem em um lugar denominado Rancho Queimado. Não se sabe com que idade e qual a causa morte presume-se que de Malária. A localidade Rancho Queimado ficava na margem direita do Tietê. Em 1872, Maria Chica, viúva, estaria com31 anos de idade e tivera 12 (doze) filhos, um do primeiro casamento e onze com Alexandre. Maria Francisca (Maria Chica) passou a administrar a enorme área de terras deixada pelo marido, Fazenda Boa Vista do Lageado, que se estendia desde o atual Córrego “Molha Bunda” (este nome foi dado em 1905), até à margem esquerda do atual Córrego Maria Chica. No ano de 1886, durante o massacre dos Índios Kaingangues, Maria Chica, sentindo-se também ameaçada, transfere-se com seus filhos, na ocasião seis, para o outro lado do Salto (Tietê), pela Região de Borborema e Ubarana. Segundo os dados disponíveis, Maria Francisca, teria falecido pelo ano de 1901, com cerca de 60 anos, jamais tendo voltado aos Campos do Avanhandava, que um dia seria conhecido como as Terras de Maria Chica. Pelo ano de 1905, os herdeiros de Maria Chica, venderam as posses de seus pais para Fernando Ribeiro Paes de Barros, Eduardo José de Castilho e Manoel Bento da Cruz. Por essa época, começo do século XX, o nome de “Maria Chica”, firmou-se, sendo que na verdade, naqueles tempos era comum referir-se a um lugar designando-se pelo nome de um proprietário ou rio. Originariamente, aquele pequeno córrego que banhava sua propriedade, era conhecido como “Córrego da Maria Chica”, mais tarde e até nossos dias, toda a região passou a ser conhecida como “TERRAS DE MARIA CHICA”. O tempo se encarregou de turvar datas e fatos, sobre esta mulher pioneira, onde como ela participou centenas de outras, em tempos bravos, tempos duros, tempos de pioneiros, malária, índios... Tempos onde sobreviviam os mais fortes, tempo da gênese penapolense, Maria Francisca do Carmo – “Maria Chica” – ficou como marco histórico da mulher pioneira, companheira, lado a lado e sucessora do homem pioneiro.

AGORA, FAÇAMOS UM PASSEIO SAUDOSO PELAS RUAS DE PENÁPOLIS, COMO ERA EM 1917. 
Tomemos como ponto de referência o Santuário “São Francisco de Assis”, situado com a frente para a Avenida Luís Osório, cujo terreno, então, confrontava do lado esquerdo de quem subia a Rua Indiana, ex-Barão do Rio Branco, atual Dr. Ramalho Franco. Seguia em paralela a essa rua, a Anchieta, depois, sucessivamente, Rua Araçatuba (atual, Siqueira Campos), Rua Aracanguá (atual 15 de novembro), Rua Anhangaí (atual, 13 de maio), Rua Birigui, ex-7 de Setembro, atual Giácomo Paro, Rua Itapura, ex-Manuel G. Foz, atual Tiradentes. Do lado direito da Igreja também paralelamente: Rua dos Bandeirantes, ex-rua Bandeirantes, Rua Dr. Elísio (hoje Rua Brasil), Rua Fernando Ribeiro de Barros ex Rua Aguapeí, ex Avenida Brasil e atual Rua Augusto Pereira de Morais. A Rua São Francisco sempre teve a mesma denominação e começa na Avenida Luís Osório, em frente do Santuário de São Francisco e termina na Avenida na Rui Barbosa. Comecemos, em seguida, subindo as travessas dessas ruas que mencionamos a partir da antiga Avenida Avanhandava, atual Adolfo Hecht, pois naquele tempo não existiam as ruas do Bairro de Fátima. Mas, prosseguindo em nosso passeio sentimental, subindo, encontramos as Avenidas: da Estação, atual Rui Barbosa, depois a Avenida Bento da Cruz, a Av. Central, atual Luís Osório, Avenida Olsen, atual expedicionário Diogo Garcia Martins, Avenida Urutágua, atual Dr. Antônio Define e finalmente a Avenida Eduardo de Castilho, havendo somente o traçado nessa planta, porém sem denominação, das Avenidas Dr. Cunha Cintra e Olsen. Havia, então, uma faixa de terreno baldio que se prolongava dos fundos do convento dos frades até os terrenos da Santa Casa, a qual, só foi iniciada em 16 de setembro de 1919, confrontando a referida faixa com as atuais ruas: Dr. Ramalho Franco de um lado e do outro com a dos Bandeirantes. Nesse terreno mais tarde foram traçadas as ruas atuais. A praça Dr. Carlos Sampaio filho se chamou: Praça dos Capuchinhos, onde hoje está o jardim e o edifício do I.E.E. “Dr. Carlos Sampaio Filho”. Também no mesmo terreno estão os prédios do Fórum, “Cine São Joaquim”, organização Cultural Escolas Reunidas, condomínio “Adília”, na Avenida Eduardo de Castilho e subindo mais dois quarteirões está o Educandário “Coração de Maria”. Era este em 1917, o panorama da Cidade Princesa que apresenta a planta levantada pelo Sr. Adolfo Hecth, através da qual foi possível realizar este passeio terno. No inicio do século XX com a descoberta e o uso da imprensa, os comerciantes começaram a utilizar este novo método de mídia. Passou-se a usar a Mídia Impressa para divulgar suas empresas e produtos através de jornais, revistas, folhetos etc... Destacamos nas imagens ao lado, sete anúncios veiculados nos anos de 1920 e 1930 pelos comerciantes da cidade de Penápolis.
Fonte: Informações fornecidas por Orentino Martins.
Gentílico: Penapolense

CENTENÁRIO DOS CAPUCHINHOS
NA REGIÃO NOROESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO

Os primeiros Freis Capuchinhos vieram de Trento (Itália) para São Paulo tendo como destino a cidade de Piracicaba, quando chegaram no dia 16 de abril de 1890. Em 1896 fundaram em Taubaté um Colégio e Seminário, e partiam em missões para os Campos Novos do Paranapanema. A presença deles em Penápolis remonta ao ano de 1906. No ano anterior tivera início, em Bauru, a construção da Estrada de Ferro Noroeste. As terras e campos localizados depois de Bauru constituíam o que chamavam de “zona desconhecida e habitada por índios”. Nos dias 27, 28 e 30 de novembro de 1906, Frei Boaventura de Aldeno celebrava missas em “terras do Avanhandava”. Esse frei deixou documentos escritos sobre seu trabalho na região noroeste são de grande valia para conhecermos a história desta parte do Estado. Segundo seu relato, no dia 9 de outubro 1906, ele partiu de São Paulo para visitar as vastas regiões entre os Rios: Grande, Paraná e Tietê, pertencentes à Paróquia de São José do Rio Preto. Ali chegou no dia 17de outubro, hospedando-se na casa do pároco Padre Antônio Purita. Depois deixando Rio Preto, visitou os povoados de Jataí, “no caminho que leva ao porto Taboado”, Santa Bárbara, Bom Sucesso, Virador, São Jerônimo e o Salto do Avanhandava.
Diz ele:
“Atravessei o Tietê numa canoa pouco segura e, acompanhado de várias pessoas cheguei a um lugar chamado Lajeado, situado a 13 quilômetros da margem esquerda do rio, onde encontrei para minha sorte quatro famílias que ali haviam chegado há pouco. O lugar era perigosíssimo pelas “correrias” de selvagens. Basta dizer que poucos dias antes, haviam assassinado barbaramente três pobres lavradores das vizinhanças. Porém, tirando o perigo, tudo era belo e não apresentava inconveniente algum: ar balsâmico, embora em zona tórrida 21,22 graus de latitude sul água excelente, solo fecundo e enfim, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que se aproximava a passos de gigante, e com ela, muitas famílias de diversas nacionalidades, que viriam à procura de meios de vida, como mais tarde se verificou...”. Tempos depois Frei Boaventura voltou para São Paulo, ali chegando no dia 16 de dezembro. Entre as famílias citadas estavam as de Fernando Paes de Barros e de João de Castilho. O Frei Bernardino de Lavalle, acompanhado de Frei José de Cassana, partiu de São Paulo no dia 10 de dezembro de 1907 para visitar essa região. Celebrou missa no Patrimônio de Nosso Senhor dos Passos, em terras que seriam depois a Fazenda RilIo. Esse patrimônio fora doado ao Nosso Senhor dos Passos, por José Pinto Caldeira e esposa, em 1863. Havia ali uma capelinha que de vez em quando recebia a visita do vigário de Rio Preto. O local foi habitado por algum tempo posteriormente foi vendido, conservando-se apenas o primitivo cemitério e cerca de seis mil metros quadrados, onde havia uma antiga capela, que fora iniciada por Frei Domingos em 1914 e concluída em 1920. Em 1907 Manoel Bento da Cruz - que loteava e vendia terras nesta região - conseguiu de Eduardo José Castilho e de sua esposa, Ana Melvira de Castilho, cem alqueires de terra para os Capuchinhos no local denominado “Maria Chica”, cujo nome verdadeiro era Maria Francisca do Carmo. Era viúva de Alexandre Ferreira de Souza, que tinha ali uma casa de comércio. A escritura da doação foi lavrada no dia 7 de dezembro de 1907 em Rio Preto. No dia 2 de setembro de 1908, Manoel Bento da Cruz escrevia para Frei Bernardino pedindo-lhe urgência na vinda dos Capuchinhos para a região. Dizia: “... a casa está pronta estação obtida o patrimônio povoa-se já temos de 12 a 15 casas com um efetivo de cem almas mais ou menos”. Aos 21 de outubro de 1908 chegaram os Freis: Bernardino, Boaventura, Sigismundo de Canazei e José de Cassana. No dia 25 desse mês, Frei Bernardino celebra a primeira missa da fundação da cidade. Os Freis passaram a residir na conhecida “PRIMEIRA CASA DOS FREIS”, que está localizada na Rua dos Capuchinhos.
 
A CONSTRUÇÃO DA IGREJA, DO PRIMEIRO CONVENTO E DO COLÉGIO
No dia 15 de novembro de 1909, Frei Domingos de Riese, que aqui chegara no dia 10 de setembro, lançou a primeira pedra da nova residência (convento) e da igreja. A obra foi dirigida por frei José de Cassana e inaugurada no dia 4 de junho de 1910. As das classes da Escola fundada pelos freis passaram a funcionar provisoriamente no novo conjunto. Aos 23 de outubro de 1912 o Padre Provincial de Trento, Frei Afonso de Condino, benzia a primeira pedra do novo Colégio que foi inaugurado no dia 29 de julho de 1913. Tendo-se a igreja tornada pequena demais, no de 23 de abril de 1916 o vigário Frei Ricardo de Deno, acompanhado com Frei Bernardo de Vezzano e Frei Domingos de Riese, abençoava a pedra fundamental de um novo templo. Em 1917 foram abertos ao público a Capela-mor e dois altares laterais. Nesse mesmo dia, Frei Ricardo benzia o belo conjunto “São Francisco e Jesus Crucificado”, que está hoje no nicho do altar-mor. Esse conjunto é de madeira, inspirado no original quadro homônimo do pintor espanhol Murilo, que representa São Francisco descendo Jesus da cruz. O conjunto foi talhado na Itália e é obra do artista austríaco Fernando Perathner. Esta obra custou 500 mil réis no tempo. Por falta de fundos, as obras ficaram paralisadas por três anos, sendo retomadas em 1920. A planta da igreja é de Frei Domingos de Riese um projeto do arquiteto Geranio Lorini foi analisado e não aprovado porque era muito “sofisticado” e caro. Com grandes solenidades o novo Templo foi inaugurado no dia 25 de fevereiro, após uma série de palestras para a Comunidade, pronunciada por Frei Luís de Santana, grande orador sacro - que posteriormente foi eleito Bispo de Botucatu. A Missa foi solene, acompanhada por grande orquestra, dirigida pelo músico e compositor Frei Alberto de Stravino. Nesse dia, foi realizada a bênção da grande imagem de Nossa Senhora do Rosário, esculpida em madeira (hoje está na Capela do Santíssimo). Foi doação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. Na ocasião era Vigário da Paróquia Frei Salvador de Cavêdine. Segundo o cronista do Convento, os encarregados da obra da nova igreja demoliram, porém, dois pedaços da construção, explicando que a igreja seria muito grande e ficaria muito cara mas se enganaram - diz o cronista porque a demolição ficou tão cara quanto à construção que deveria ser feita. E os responsáveis perceberam bem depressa o erro que tinham cometido. Nessa mesma solenidade foi proposta a construção de uma torre para a igreja. Coisa realizada bem depois, num período de sete anos. O alicerce da torre foi benzido no dia 10 de agosto de 1947, depois de uma missa campal celebrada pelo vigário Frei Policarpo de Spera. A inauguração deu-se no dia 10 de outubro de 1954, em cerimônia presidida pelo Bispo diocesano, Dom Henrique Gelaim. A grande cruz que fica em cima da torre, mede 4 metros de altura e tem 2,10 m de braços pesa 120 quilos, e foi colocada no dia 11 de fevereiro de l953.
 
O SANTUÁRIO
Diz o historiador da Província, Frei NeIson Berto: “Aos 9 de outubro de 1955, solenizando as festividades do Padroeiro e consagrando todo o desenrolar de Romarias que anualmente demandavam a Penápolis para agradecer e honrar o Santo de Assis, o Bispo diocesano, Dom Henrique Gelaim, conferia o Título de SANTUÁRIO à nossa Matriz. Era Vigário Frei Henrique de Pirassununga. Desde 5 de outubro de 1924, inúmeros romeiros das capelas rurais e das cidades vizinhas (Lins, Glicério, Araçatuba, Barbosa, Birigui, Promissão, Avanhandava e outras), faziam suas romarias até aqui. No citado dia 5 de outubro, cerca de 500 fiéis de Birigui, dirigidos por Frei Vital de Moena, às 9 horas adentravam o templo franciscano para levarem “aos pés de São Francisco de Assis os votos de um povo agradecido por se ter visto livre das “GOADAS”. Desde esses tempos o povo já falava do Santuário de Penápolis. Complementando as obras do templo, em 24 de setembro de 1961, sendo vigário Frei Fulgêncio Tomazella, foram inauguradas as escadarias da Igreja. Em 17 de setembro de 1979, Frei Cirilo Bergamasco, pároco, iniciou profunda reforma no templo e no Convento - uma novidade que descaracterizou o projeto original. As obras foram concluídas em 4 de outubro de 1980. E o conjunto foi inaugurado na noite de Natal desse mesmo ano. Em setembro de 1992 todo o interior do templo foi pintado, como também foram restaurados os artísticos vitrais franciscanos. As antigas fundações da igreja, feitas à base de estacas de aroeira, foram também refeitas com estaqueamento em concreto para reforçá-las. Nesse tempo foi construído o conjunto de salas e salão paroquiais. Era pároco nesse período Frei Saul Perón. Em 1998 foram concluídas as obras do salão paroquial e construída nova e vigorosa escadaria do Santuário, em granito e pedras portuguesas, sendo pároco Frei Alonso Pires. Em 1999 foram feitas a nova Secretaria paroquial e a nova entrada para o Convento. Nesse tempo foram pintados, exteriormente, o Santuário e o Convento.

OUTRAS INFORMAÇÕES HISTÓRICAS
Embora muita coisa tenha desaparecido com a reforma profunda que Frei Cirilo fez na igreja, podemos registrar, para a história, informações sobre o interior do templo antes dessa reforma. Aos 11 de janeiro de 1927, o professor Ceranio Lorini começava a construção dos quatro altares laterais: os de Nossa Senhora do Rosário, Coração de Jesus, São José e Santo Antônio. O trabalho custou 55 contos de réis! A bênção litúrgica dos altares foi feita no dia 3 de julho de 1928. Outro altar foi construído, depois, e dedicado a São Sebastião - cuja imagem foi doada pela União dos Moços Católicos. A planta do altar e a execução foram obras de Frei Alberto de Stravino - músico e engenheiro. Essas imagens são de madeira e de grande valor artístico e histórico. A de Nossa Senhora do Rosário foi entronizada no dia 23 de fevereiro de 1923 as de São José e de Santo Antônio foram abençoadas no dia 16 de março e 13 de junho de 1924, respectivamente. A imagem do Sagrado Coração de Jesus veio da Europa em 1920 foi levada para Birigui, em cuja Matriz se encontra até hoje. A imagem de Santo Antônio é obra do escultor italiano Giácomo Scópoli. Excetuando-se a citada imagem do Sagrado Coração de Jesus, as demais imagens encontram-se hoje na Capela do Santíssimo, no Santuário.

PINTURAS E CAPELA MOR
Em agosto de 1931, sob a orientação de Frei Alberto de Stravino, começaram os trabalhos de retoque do telhado e da abside (a parte central, da abobada, da igreja, o forro). Os trabalhos de pintura dessa parte foram concluídos a 24 de maio de 1932 e aos 28 de novembro concluídos os trabalhos de pintura da capela mor. Esses trabalhos foram executados pelo pintor italiano Ernesto Thomazi. Ele é também autor de tela “Glória de São Francisco”, que está afixada na parede do fundo da igreja, acima do Coro. Originalmente ela fora colocada no grande nicho do altar-mor como coroação do quadro pintado na abóbada e que representa a morte de São Francisco. Por isso o quadro chama-se “Glória de São Francisco”. Por ocasião das reformas feitas por Frei Cirilo, a tela foi substituída pelo citado conjunto em madeira: “São Francisco e o Crucificado”. No dia 30 de novembro de 1932 é colocado o artístico altar-mor em madeira de lei, esculpido pelo escultor João Reindl, da cidade de Pirajuí. A bênção de todo o conjunto foi dada no dia 4 de dezembro. A mesa da comunhão e os balaústres (colunas de madeira torneadas) foram colocados em 1935 por Frei Felicíssimo de Prada. Esse conjunto pertencia à antiga Catedral da Sé, de São Paulo. Em 1936 foi iniciada a campanha para ampliar a igreja, estendendo dois braços laterais à capela mor. O trabalho foi concluído em 1941, juntamente com o antigo salão paroquial. A campanha foi dirigida por Frei Benedito de Campinas, um frei não-sacerdote, poeta, violeiro e grande valor da cultura negra. O vigário nesse período (1936-1941) era Frei Pacífico de Itatiba.
 
A PARÓQUIA
Até 1909 Penápolis era um povoado chamado “Santa Cruz do Avanhandava”. A 17 de novembro de 1909 o povoado torna-se Distrito de Paz e passa a chamar-se Penápolis, em homenagem ao Presidente da República, Afonso Augusto Morais Pena. Até então, a cidade não constituía ainda uma paróquia, isto é, comunidade autônoma, com um pároco. Foi erigida em Paróquia no dia 31 de maio de 1925, por Decreto canônico do Bispo diocesano de Botucatu, Dom Carlos Duarte Costa. Aos 21 de junho, Frei Afonso de Condino tomou posse como vigário, embora Frei Felicíssimo fosse o superior. Até 1909 Penápolis era um povoado chamado “Santa Cruz do Avanhandava”. A paróquia foi á única na cidade até 1997. O Provincial Frei Sermo Dorizotto, autorizou o Bispo diocesano Dom Irineu Danellon a “criar na cidade quantas paróquias quisesse”e assim começou o processo de esquartejamento da paróquia e da cidade. Dom Irineu foi criando uma série de paróquias para abrigar os padres que, sem critério nenhum, ia acolhendo na diocese. No dia 19 de outubro de 1997, por Decreto do Bispo Diocesano de Lins, Dom Irineu Danelon, foi criada a nova Paróquia de Santa Teresinha, no Bairro Santa Teresinha, confiada ao Padre Gilberto Moreno das Neves, diocesano. Posteriormente, no dia 4 de março de 2001, também por Decreto do Bispo Dom Irineu, foi instalada outra Paróquia: a da Sagrada Família, no Bairro Eldorado, popular “Mutirão”, tendo designado como Pároco o Padre Antônio de Souza Carvalho, diocesano. No dia 11 de agosto de 2008, Dom Irineu instituiu a Paróquia Santa Clara, no Jardim Del Rei, assumindo como Pároco o Padre Joaquim de Brito, diocesano. Aos 25 de janeiro de 2011, Dom Irineu assinou o Decreto de Elevação da Paróquia São José, na Cidade Jardim e nomeou como pároco Padre Fábio Alves de Oliveira. E, finalmente, no dia 15 de maio de 2015, contrariando todas as consultas, o Bispo diocesano Dom Irineu Danelon criou a Paróquia Santa Rita, no jardim Pevi, e nomeou como primeiro pároco o Padre Fábio Fabretti. A atuação dos Capuchinhos resume-se em urbanização, evangelização e civilização de um povoamento que se iniciava. Não se conta a história da cidade sem mencionar aos Capuchinhos e à Paróquia. A paróquia São Francisco de Assis, apesar de ter sido desmembrada, atende a mais gente da cidade. Temos 07 comunidades urbanas, as quais são: Santuário São Francisco de Assis, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida, Bom Jesus, São Pedro, São João, São Sebastião. E 03 rurais: Saltinho do Gallinari, Araponga e Paraguai. Na paróquia funcionam 23 pastorais e movimentos em todas as dimensões catequéticas e humanas: Acolhida, Batismo, Bíblica, Carcerária, Catecumenato para adultos, Catequese, Coroinhas, Pastoral da Criança, Crisma, Dízimo, Familiar, Litúrgica, Ministros da Eucaristia, Curso de noivos, Palavra e Exéquias, PASCOM, Juventude, Saúde, Amor exigente, Apostolado da oração, CEB’s, ECC, Legião de Maria, Cursilho, Ordem Franciscana Secular, RCC e os Vicentinos. Todo este trabalho torna a paróquia São Francisco de Assis uma referência para a cidade e a região. Apesar de termos 4 paróquias na cidade, todos acorrem a nós. Pela nossa história na cidade e pela constante disponibilidade. Por isso, a presença dos Franciscanos Capuchinhos na região noroeste do Estado é um fato de fundamental importância para a história e para a religião. Não se pode falar da história de Penápolis sem falar dos Franciscanos Capuchinhos. Os Frades trabalharam na evangelização de toda a região. Por seu trabalho pioneiro foram os fundadores de Lins, Avanhandava, Penápolis, Birigui e Araçatuba. Sua presença apostólica e missionária foi sentida até a cidade de Três Lagoas, e em toda a região dos rios Feio e Paraná. Tiveram grande importância nos contatos com os índios da região. Eles foram os primeiros a criarem escolas nesta distante região. O Colégio São Francisco, que formou gerações e gerações de estudantes, continua até hoje, embora tenha mudado o nome para OCEU Positivo e passado também para as mãos de antigos professores. Os Freis incentivaram os leigos no trabalho da imprensa e fundaram um jornal local, chamado “A Sentinela”. Frei Domingos de Riese, era perito em construções, orientou o primeiro traçado da cidade e elaborou as plantas para construção da igreja e do Convento atuais. Frei Mansueto Valfloriana foi grande missionário entre os índios kaingangs. Elaborou a primeira gramática em língua kaingang e o primeiro dicionário kaingang-português-kaingang. Essas obras, de grande alcance histórico e científico, foram publicadas pelo Instituto Histórico e Geográfico do Brasil. Os Freis preocuparam-se com a saúde da pequena comunidade e por isso incentivaram e orientaram na criação de uma Santa Casa de Misericórdia local, berço da atual. A atuação dos Freis em Penápolis e em toda a região já foi objeto de estudos de vários pesquisadores de História. O último trabalho foi á pesquisa do professor Rodolfo Frank, que elaborou tese sobre a presença dos Capuchinhos na Noroeste. A tese foi defendida na Faculdade de História da UNESP, em Assis. O Santuário, segundo Dom Mauro Moreli, Bispo emérito de Duque de Caxias, é a igreja mãe da diocese de Lins, Araçatuba e Marília.
 
VIGÁRIOS E PÁROCOS DO SANTUÁRIO 1908 - 2011

 

Ano

Vigários e Párocos

Falecido

1

1908

Frei Boaventura de Aldeno

2

1911

Frei Sigismundo de Canazei

3

1911

Frei Felicíssimo de Prada

4

1913

Frei Ricardo de Denno

5

1916

Frei Vital de Moena

6

1919

Frei Vital de Primiero

7

1921

Frei Salvador de Cavêdine

8

1924

Frei Afonso de Condino

9

1926

Frei Tiago de Cavêdine

10

1930

Frei Bernardo de Vezzano

11

1932

Frei Vito de Martignano

12

1933

Frei Felicíssimo de Prada

13

1936

Frei Pacífico de Itatiba

14

1941

Frei Policarpo De Giórgio

15

1948

Frei Tiago de Cavêdine

16

1952

Frei Arcanjo de Monte Santo

17

1952

Frei Casimiro de Antonio Prado

18

1954

Frei Henrique de Pirassununga

19

1957

Frei Martinho Defáveri

20

1960

Frei Fulgêncio Tomazella


21

1963

Frei Afonso Lorenzon

22

1969

Frei Carlos Vendrame

23

1972

Frei Marcelino Correr

24

1975

Frei Epifânio Menegazzo

25

1978

Frei Cirilo Bergamasco

26

1981

Frei Saul Peron


27

1993

Frei Alonso Aparecido Pires


28

1999

Frei Mauro Aristides Strabeli


29

2008

Frei Cícero Araújo da Silva


30

2011

Frei Adalto Antônio


 
GALERIA DE PREFEITOS

PREFEITOS ELEITOS PELA CÂMARA DE VEREADORES


JAMES MELLOR22/05/1914 a 08/09/1915
RAPHAEL CEZÁRIO09/09/1915 a 31/12/1915
JAMES MELLOR01/01/1916 a 15/01/1916
ADOLF HECHT16/01/1916 a 03/07/1917
GUMERCINDO PEREIRA DOS REIS04/07/1917 a 01/04/1919
RENATO DIAS DE AGUIAR02/04/1919 a 15/01/1920
MANOEL BENTO DA CRUZ16/01/1920 a 24/08/1920
ADOLF HECHT06/09/1920 a 16/11/1920
ANTÔNIO WERNECK DOS PASSOS17/11/1920 a 15/01/1921
ADOLF HECHT16/01/1921 a 15/03/1921
ANDRELINO VAZ DE ARRUDA16/03/1921 a 24/01/1924
EUCLIDES DE OLIVEIRA LIMA25/01/1924 a 17/09/1925
FRANCISCO COELHO18/09/1925 a 17/10/1925
JOAQUIM MENDES BRAGA17/01/1928 a 30/04/1928
JOÃO BATISTA DE CARVALHO01/05/1928 a 30/05/1928
JOAQUIM MENDES BRAGA01/06/1928 a 15/01/1930
JOÃO BATISTA DE CARVALHO16/01/1930 a 27/10/1930


PREFEITOS NOMEADOS (CÂMARAS MUNICIPAIS FECHADAS)

RENATO DIAS DE AGUIAR28/10/1930 a 30/10/1933
CARLOS SAMPAIO FILHO31/101933 a 28/07/1936
GRACILIANO DE OLIVEIRA29/07/1936 a 30/04/1938


PREFEITOS NOMEADOS (ESTADO NOVO)

ANTÔNIO PRUDÊNCIO01/05/1938 a 22/08/1938
JOSÉ HENRIQUES WANDERLEY23/08/1938 a 30/01/1939
RENATO DIAS DE AGUIAR31/01/1939 a 04/09/1941
GRACILIANO DE OLIVEIRA04/09/1941 a 14/10/1946
ADELINO PETERS28/10/1946 a 25/03/1947
ALVARO DE CARVALHO26/03/1947 a 21/05/1947
HERMANO DIAS DE AGUIAR22/05/1947 a 13/09/1947
JOSÉ PINTO DE ALMEIDA20/10/1947 a 23/12/1947


PREFEITOS ELEITOS PELO VOTO DIRETO

ÊNIO SOLIANI01/01/1948 a 31/12/1951
JANDIRA TRENCH01/01/1952 a 31/12/1955
JOAQUIM VEIGA DE ARAUJO01/01/1956 a 31/12/1959
NAGIB SABINO01/01/1960 a 20/10/1960
ORLANDO CHRISÓSTOMO DE OLIVEIRA21/10/1960 a 06/12/1963
NAGIB SABINO07/12/1960 a 30/07/1963
ORLANDO CHRISÓSTEMO DE OLIVEIRA31/07/1963 a 02/12/1963
NAGIB SABINO03/12/1963 a 31/12/1963
EDISON JOÃO GERAISSATE01/01/1964 a 31/01/1969
DIRCEU GASTÃO DOS SANTOS PETERS01/02/1969 a 31/01/1973
NAGIB SABINO01/02/1973 a 31/01/1977
RICARDO RODRIGUES DE CASTILHO01/02/1977 a 31/01/1983
JOÃO CARLOS D’ELIA01/02/1983 a 31/12/1988
SINOEL BATISTA01/01/1989 a 31/12/1993
ALIDINO VALTER BONINI01/01/1993 a 31/12/1996
BENONE SOARES DE QUEIROZ01/01/1997 a 05/06/1998
FIRMINO RIBEIRO SAMPAIO06/06/1998 a 31/12/2000
FIRMINO RIBEIRO SAMPAIO01/01/2001 a 31/12/2004
JOÃO LUIS DOS SANTOS01/01/2005 a 31/12/2008
JOÃO LUIS DOS SANTOS01/01/2009 a 31/12/2012
CÉLIO JOSÉ DE OLIVEIRA01/01/2013 a 31/12/2016
RUBENS DE MÉDICE ITO BERTOLINE01/01/2017 a 11/05/2017
CÉLIO JOSÉ DE OLIVEIRA12/05/2017 a 31/12/2020

OBS:
O Senhor James Mellor foi o primeiro Prefeito de Penápolis.