HISTÓRICO


A ORIGEM
A história de Iepê inicia-se na Comarca de Campos Novos Paulista, num certo local denominado Sertão dos Patos, povoado por volta de 1917, com o nome de São Roque da Boa Esperança - devido às terras terem sido doadas ao santo do mesmo nome. Entre as famílias que moravam em SÃO ROQUE DA BOA ESPERANÇA, estavam a de Francisco Severiano de Almeida (Chico Maria), Francisco Bertholdo Vieira, João Rufino Santana e Antônio de Almeida Prado. Ao longo dos anos, o povoado ia recebendo a cada ano mais pessoas, necessitando assim, de maior infraestrutura como escola, atendimento médico e demais serviços. Foi então, que o senhor Chico Maria, preocupado com a educação das crianças, pretendeu fundar uma escola em São Roque da Boa Esperança. Mas quando foi procurar os responsáveis pelo patrimônio, foi informado de que não poderia instalar uma escola no lugar. O motivo veio à tona alguns dias depois, seria por questões religiosas. A maioria ali era católico e não permitiam que os protestantes fizessem parte de São Roque. Sabendo que era por estes motivos, Chico Maria propôs que os professores da escola fossem católicos. No entanto, mesmo assim lhe foi negado o direito a fundação da Instituição Escolar. A situação ficou ainda mais crítica quando faleceu um protestante e foi enterrado no cemitério de São Roque de Boa Esperança. Por causa de seu credo, foi determinado que fosse feita uma cerca em torno do cemitério, deixando o túmulo do protestante do lado de fora. Com essas brigas, a situação ficou praticamente insustentável. Foi então que em 23 de abril de 1923, Chico Maria procurou o senhor João Santana explicando sua ideia de fundar um novo patrimônio, onde não tivessem barreiras religiosas e vivessem em perfeita liberdade. Foram então a casa de Antônio de Almeida Prado - sobrinho de Chico Maria - que doou uma área de dez alqueires para fundação desse novo povoado, ao qual deram o nome de LIBERDADE.

PIONEIRISMO

Antônio de Almeida Prado, Francisco Severiano de Almeida, José Lino Santana, João Rudino Santana, Tertuliano Machado, Anfrísio Rodrigues, João Antônio Rodrigues. Em meados de 1917, chegam às famílias de Anfrísio Rodrigues e Júlia Coutinho Rodrigues, e dez anos depois as de Antônio Zanoni, e  em 1934, Germano Gonçalves dos Santos e Leônidas Ribeiro Passos, em 1937, Emiliano Salustiano e no ano de 1938, Antônio Francisco da Silva (Antônio Rosa) e José Cândido da Silva.

PIONEIRO - JOÃO FABRÍCIO
Filho de José Fabrício dos Santos e de Rogéria Alexandrina dos Santos, de Macatuba, que pertencia à comarca de Lençóis Paulista, João Fabrício dos Santos, nasceu  em 15 de agosto de 1908. A família chegou à Iepê em 01 de novembro de 1927. De família numerosa, eram em 14 irmãos. “Na época aqui não tinha nada. Havia aqui uma política religiosa”, lembra o senhor João, referindo se auma certa oposição entre católicos e evangélicos. Ele é evangélico da Igreja Presbiteriana Independente. Eu era católico, mas me converti para a religião evangélica. Sou presbítero há 55 anos.O senhor João conta que o sítio de Antônio de Almeida Prado, que cedeu terreno para a criação do patrimônio de São Roque da Boa Esperança, fazia divisa com a fazenda de sua família, em Santa Umbelina no Jaguaretê, onde criavam porcos e plantavam roça de milho e mais tarde, de café. No patrimônio de São Roque, os católicos se negavam a deixar os evangélicos a morarem lá. Então o senhor Antônio fez a doação de uma área onde foi criado o POVOADO DA LIBERDADE, onde morava quem quisesse. Até o cemitério aqui era dividido, de um lado os católicos e do outro os evangélicos, mas isso acabou, comenta o senhor João. Viúvo da senhora Mariana Monteiro dos Santos, o senhor João teve sete filhos. A mais velha, Aparecida Fabrício Pereira, 72, sempre residiu com ele. O sítio, de 20 alqueires, ele doou para os filhos em regime de usos e frutos.
“Na época aqui não havia mais índios, já tinham ido embora. Acho que hoje está melhor, acabou o sertão. Evoluiu muito. Naquele tempo não havia maquinário. Era tudo no braço, na enxada, na foice e no machado. Nosso trabalho era fazer roça e criar porcos e gado. Eu dou graças a Deus, porque nunca passei por dificuldades. Mudei de Jaguaretê, nome do rio, para a cidade de Iepê, em 1945. Daqui ao sítio são 12 quilômetros. Eu tinha um JEEP e ia ao sítio todos os dias, para ver a criação”. O senhor João, apesar da idade, sempre fez questão de continuar exercendo seu poder de cidadão. “Continuarei votando. Vou votar até o dia de eu morrer, costumava dizer”.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em 1924, o POVOADO DA LIBERDADE possuía uma boa quantidade de pessoas. O vilarejo havia crescido e se desenvolvido em pouco tempo. Foi então, que em busca da tão sonhada “liberdade política e administrativa”, houve neste ano a primeira tentativa de se criar o distrito de Liberdade, porém foi malograda. Três anos depois, em 1927, houve uma segunda tentativa. No entanto, não foi possível registrar o distrito com esse nome, porque já havia no Estado de São Paulo um distrito chamado Liberdade. Foi sugerido então pelo senhor Caio Simões que se colocasse o nome de IEPE, que na língua tupi-guarani significa Liberdade. O processo de criação do Distrito de São Roque se encontrava praticamente pronto e embora São Roque tivesse mais chance de criar primeiro o distrito, Liberdade continuava insistindo na luta, mas tinha dificuldades, pois o líder político da região, Deputado Ataliba Leonel, tinha sido adversário político de Chico Maria de Piraju. Através do senhor José Salviano de Almeida, que era amigo do Presidente do Clube Político de Ataliba Leonel, o senhor Chico Maria conseguiu ingressar no grupo, enquanto o deputado se encontrava em São Paulo. Ao regressar de São Paulo, o deputado censurou severamente o Presidente do Clube por permitir o ingresso de Chico Maria na entidade. Mas como existia o lema um por todos e todos por um, trabalhavam unidos com Chico Maria, pois ele já havia ingressado, prestado o devido compromisso e pago a respectiva taxa.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O senhor Chico Maria viajava muito e era dono de muitas ideias que as expunha no Clube, conquistando muito rapidamente a simpatia e a confiança do Deputado Ataliba Leonel. Como São Roque estava com o processo de criação do Distrito muito adiantado, criou se praticamente os dois,  num tempo só. No dia 29 de dezembro de 1927, através do Decreto Lei Estadual nº 9357, o povoado foi elevado à categoria de Distrito de Paz, com a denominação de IEPÊ,pertencente ao município de Conceição do Monte Alegre. Simultaneamente foi criado também o Distrito Policial e a Agência dos Correios, sendo o primeiro Subdelegado o senhor José Cândido de Almeida e o primeiro Estafeta dos Correios, o senhor Bertoldo Marques Pinto.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de novembro de 1944, através do Decreto Lei Estadual nº 14334, o Distrito foi elevado à categoria de Município, com a denominação de Iepê, desmembrado do município de Rancharia. Este ficou constituído de dois Distritos que eram as antigas zonas de Iepê e Ajicê (exAlegria). O Distrito de Ajicê foi criado com partes do município de Iepê e de Conceição do Monte Alegre.
A princípio as construções realizadas no novo município eram de taipa e madeira. Nesta época, como havia chegado o advento das casas de alvenaria, as construções em sua maioria eram feitas já neste novo sistema.
Em meados da década de1940, o senhor Manilho Gobi - que possuía uma máquina de beneficiar café e arroz veio a instalar  uma Casa Bancária no município. O precário Banco tinha sede em Paraguaçu Paulista, e era denominado MANILHO GOBI S/A. No final desta década, vieram também para o município o PRUDENBANCO e o BRASUL S/A. Ao longo dos anos outros bancos instalaram-se na cidade, como o Itaú, Nossa Caixa Nosso Banco, Banco do Brasil, Bradesco, Banespa e Banco do Povo.

PROFISSÃO DE FERREIRO - QUINTA GERAÇÃO
O senhor Antônio Afonso Zago, 92, o filho Agostinho Zago, 47,  e o neto Edgar, um jovem de apenas 21 anos de idade, dão prosseguimento a uma antiga profissão que deu suporte a fazendeiros e sitiantes, desde os primórdios de Iepê. Como não podia acompanhar o pai no trabalho na lavoura, porque o sol forte castigava sua pele muito alva, de descendente de italianos, o senhor Antônio foi aprender o ofício de ferreiro, profissão que exerce desde 1939. “O finado meu avô  pai do meu pai, já trabalhava como ferreiro na fazenda em Santa Cruz da Estrela, que pertencia a Santa Rita do Passa Quatro, no estado de São Paulo. Meu avô mudou-se para cá, mas durou pouco tempo”. Meu pai passou a tomar conta e eu fui aprendendo. Por volta de 1945 apareceu por aqui uma turma de Avaré, plantadores de algodão. Ali tinha um ferreiro que me propôs um negócio. Ele me propôs trabalhar aos sábados para bater “bicos” para ele e para mim. E foi ali que, realmente, aprendi o ofício de ferreiro. Também sempre trabalhei de carpinteiro. Meu filho Natalino também já foi ferreiro, mas preferiu trabalhar com uma perua de aluguel. Hoje é meu filho Agostinho quem toca a oficina com meu neto. Quando começou, o senhor Antônio diz que não faltava serviço, coisa que não ocorre hoje. Naquele tempo tinha  muito serviço. Fazia carroça, ferrava roda, batia bico de arado, ferrava carro, ferragem para porteira. Também fazíamos muito engenho de pau para sitiantes para moer cana. O finado meu pai fazia tudo no torno, que hoje está aí encostado. Os fregueses eram gente como o Nenê, Cornélio Coutinho, que era uma honra de homem. Ele era sitiante, de quem mais tarde, comprei o sítio. Também tinha o Anfrísio e outros, dos quais não me lembro. Mais tarde chegou um companheiro de onde eu morava e se tornou meu freguês. Se fosse viver só de ferreiro hoje, o senhor Antônio diz que não daria. “Não se tem mais  nada de serviço de ferreiro”. Não se usam mais arados e sim tratores. Não se batem mais bicos também. Carroças de ferrar também acabaram. Sinto muita falta. Hoje fazemos serviço mais de carpintaria, mas não é como naquele tempo, quando eu tinha dois carpinteiros efetivos. Se fosse possível, o senhor Antônio, que nasceu em 11 de novembro de 1911, diz que começaria tudo de novo. “Eu teria coragem”. “Eu teria o maior prazer em ser ferreiro novamente,” conclui o senhor Antônio que é avô do exPrefeito de Iepê, Valter Ferreira de Castilho.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
Ao narrar os acontecimentos que marcaram a trajetória de Iepê até esta data, não poderia deixar de citar alguns fatos importantes, como as fatalidades e acidentes ocorridos. Em sua maioria estes fatos aconteceram pela força imponente da natureza, destacando vendavais e fortes enchentes. Destaca-se o caso do vendaval ocorrido no dia 25 de novembro de 1978. Os ventos chegaram a atingir cerca de 150 quilômetros por hora, destelhando mais de 400 casas no distrito de Nantes e retorcendo e atirando ao solo, duas torres de aço que sustentavam os fios de alta tensão na Usina de Capivara. No dia 10 de novembro de 1981, uma forte chuva caiu na região danificando plantações e estradas. Em 1983, as chuvas continuadas no início de janeiro causaram vários danos, inclusive matando três pessoas que moravam próximas ao córrego dos Patos, na Vila Dower. Na noite de 5 de janeiro do mesmo ano, a situação foi ao extremo. O estouro de uma represa - que fica num sítio próximo a cidade, descarregando toda a água no córrego dos Patos, e seguiu em direção a Iepê. O rio transbordou, destruindo a residência do senhor Ataliba Paulino da Silva, que morreu junto de sua esposa Sebastiana Benedita da Silva e a vizinha senhora Aurazina Maria Marques. Além da cidade ter que ficar ilhada pois a água passou por cima das duas pontes que dão acesso à cidade, a enxurrada trouxe lama e entulhos que danificaram o serviço de abastecimento de água, inundando toda a área em torno do poço artesiano e da casa das bombas do município. Durante esta forte chuva, o técnico responsável pelo setor de energia elétrica, Ari Andrade de Freitas, foi chamado para atender um caso de falta de energia do outro lado da cidade. Ao tentar atravessar a ponte da Vila São Jorge, o seu carro, um fusca, foi arrastado pelas águas, e por sorte conseguiu se salvar. Em 15 de fevereiro de 1997, uma chuva continuada desaguou por cerca de duas horas no município. Foram mais de 120 mm. Este fato ocasionou o transbordamento do Córrego dos Patos, que chegou a subir cinco metros acima do normal. O resultado: a maioria da população ficou ilhada. No dia 26 de janeiro de 1989, outra tempestade, com ventos de mais de 100 Km/h sobreveio na cidade, o que provocou queda de árvores e destelhando em mais de 200 casas. Com o vendaval foi arrancada a cobertura do Departamento Técnico da Cooperativa Agrícola Mista de Iepê - COAMI. Outra chuva forte caiu sobre Iepê, no dia 24 de março de 1999. Por conta disto, a cidade ficou ilhada por quase cinco horas, devido ao trasbordamento do Ribeirão dos Patos. Em 15 de setembro de 2002 por volta das 17:30 horas, uma grande chuva de granizo caiu sobre o município. O temporal derrubou parte das paredes do Clube Renascer da Terceira Idade (ainda em construção), destelhou várias casas e a cobertura da gerência do aterro sanitário. Até o barracão do Centro de Triagem do Lixo teve suas telhas perfuradas pela chuva. Um dos reflexos causados por esta chuva foi visto na horta municipal e produtores de ovos de codorna, que sofreram grandes prejuízos.
• Na madrugada do dia 09 de dezembro de 1983, sete presos da cidade de Presidente Prudente recolhidos na Cadeia Pública de Iepê, fugiram. Destes, quatro foram recapturados no mesmo dia.
• No dia 10 de junho de 1992, a juíza do Trabalho Maria MozzelCastellano, determinou o seqüestro da renda da Prefeitura Municipal de Iepê, para pagar a quantia de 78 milhões de cruzeiros ao antigo contador da prefeitura, senhor Aroldo Ramos.
• No mês de abril de 1990, o cantor Enebril da Dupla Brasil e Brasileiro passou a se apresentar, semanalmente, aos domingos, no Clube Recreativo de Iepê. Era um programa musical com a apresentação de calouros, concursos de lambada e danças. Este programa era abrilhantado pelo conjunto Mixto Kent e se intitulava “O Domingo é Nosso”.
• Tatiane Castilho Alves representou Iepê no Concurso Miss Turismo Regional na cidade de Presidente Epitácio. O concurso aconteceu no dia 11 de outubro de 1991.
• No dia 19 de outubro de 1991, Tatiane Castilho Alves representou Iepê, no concurso da Rainha da Primavera na cidade de Paraguaçu Paulista.
• Em 6 de outubro de 1985, dois jovens da cidade de Iepê: Diógenes Zago (Doge) e Nadir Menezes, coordenam um encontro regional na cidade de Presidente Prudente, debatendo temas para elaboração de um documento a ser encaminhado para a Assembleia Nacional Constituinte, representando a Região Sorocabana no Estádio do Pacaembu. O Encontro ocorreu nos dias 26 e 27 de outubro, com a presença de mais de 5.000 jovens de todo o Estado de São Paulo.
• No dia 30 de outubro de 1987, mesmo sem inauguração, entra em funcionamento o primeiro Terminal Rodoviário da cidade, denominado Terminal Rodoviário Guilherme Arruda Santa. O local possui uma área de 3.440 metros quadrados, sendo 440 metros de área coberta.
• Conforme publicado no jornal O Estado de São Paulo, do dia 27 de setembro de 1987, Iepê foi classificada entre as sete cidades de maior potencial turístico da Alta Sorocabana.
• Em 1993 foi realizado, no Dia Nacional de Ação de Graças, um culto ecumênico, que contou com a participação das Igrejas Católica, Presbiteriana Independente e do Evangelho Quadrangular.
• Depois de mais de 30 anos de proibição de pomares de frutas cítricas na região, em 17 de maio de 1988, foi liberado o plantio no município de Iepê e Rancharia.
• Partindo do aeroporto de Presidente Prudente, um avião Cessna 210, da empresa Dimagan, a serviço da Andrade Gutierrez, sumiu no Estado do Pará com cinco passageiros e entre eles estava o senhor Alvino Góes de Oliveira, que era morador de Iepê.
• No dia 31 de agosto de 1977, as Centrais Elétricas de São Paulo – CESP publicaram a concorrência para a venda de três conjuntos habitacionais de casas pré-fabricadas, sendo um no Distrito de Nantes e dois na cidade de Iepê.
• No dia 24 de janeiro de 1982, o Jornal Correio da Sorocabana, de Presidente Prudente, publicou em primeira página o acórdão resumido do processo de impeachment contra o então prefeito municipal de Iepê, Edmundo de Oliveira.
• No dia 22 de abril de 1990, foi realizado no Clube Recreativo de Iepê o FEMUSI - Festival de Música Sertaneja de Iepê. Promovido por Antônio Arthur Pereira da Silva e José Cândido da Silva Filho (Zé Coroinha), teve como vencedores: 1º lugar - Moisés e Messias, 2º lugar Enebril Pinheiro, 3º lugar Antônio Marcos Pereira, 4º lugar Bene e Beninho, e no 5º lugar Paulistinha e Mineirinha.
• Em 14 de abril de 1992, Sueli Aparecida Santana, Maria Aparecida Alves, Márcia Isabel do Carmo Málaque e Rosa de Lima de Alcântara Zakir, requerem com base no artigo 14 da Lei Orgânica do Município de Iepê, o afastamento do prefeito Manoel Batista de Pádua. O motivo principal seria por negligenciar com a saúde pública, fechando o hospital municipal de Iepê, em 28 de novembro de 1991.
• No dia 29 de março de 1996, foi inaugurada em Iepê a 288ª CIRETRAN.
• Em novembro de 2001, os alunos do professor de Matemática Antônio Arthur Pereira da Silva, Murilo da Silva Paiano e Vinícius Braga Trombeta da 6ª série da Escola Almeida Prado, conseguiram medalhas de prata e bronze respectivamente nas Olimpíadas de Matemática em São Paulo, destacando-se entre os 40.000 alunos de 957 escolas públicas.
• A Prefeitura Municipal de Iepê em parceria com o SEBRAE, realizaram no dia 15 de abril de 2002, uma reunião para implantar o Plano de Desenvolvimento Turístico no município.
• Em maio de 2002, a Prefeitura Municipal de Iepê adquire o prédio do Banco Nossa Caixa por 145 mil reais, para instalação e funcionamento da Prefeitura. Isso porque depois que a Agência da Nossa Caixa foi fechada, o prédio estava abandonado há mais de 6 anos.
• No dia 06 de julho de 2002, às 10:00 horas, é realizado no plenário da Câmara Municipal de Iepê, o primeiro Júri Popular para julgamento do réu Elias Ramos Pereira, presidido pelo juiz Dr.Valdir Ricardo Lima Marinho.
• Em  2003 Iepê, comemorando seus 80 anos ganhou espaço na rede mundial de computadores. Os internautas através da página na Internet podem conhecer  uma rica história de fundação, atrativos naturais, culturais e religiosos de um povo hospitaleiro. O site www.iepe.sp.gov.br traz informações sobre a administração municipal, notícias da região e links para outros sites de interesse público.

O EPISÓDIO DA FREIRA
No final do mês de fevereiro de 1997 apareceu no município de Iepê, uma senhora de 69 anos e que dizia ter 59. Seu nome era Maria do Socorro Soares de Oliveira, nascida em Bezerros (PE). Ela ficou hospedada na residência de Angelina Alves de Mira que a conhecera há cerca de dois meses no Terminal Rodoviário de Presidente Prudente. A senhora Maria do Socorro dizia ser religiosa (leiga consagrada) e vestia como tal. Devido a isso ficou logo conhecida como a freira. Disse ela que era de uma família muito rica no Nordeste e que tinha recebido uma grande herança de sua família, na qual pretendia distribuí-la aos necessitados. Diante da generosidade da freira houve uma verdadeira na revolução na cidade e um policial civil chegou a ligar na Delegacia de Polícia da cidade de Bezerros, para confirmar à existência de tal família da freira. Da Delegacia de Bezerros ele recebeu a resposta de que a família realmente existia, mas que também era muito rica e muito reservada, chegando a descrever que a residência da família abrangia um quarteirão inteiro, cercado de muros altos. Diante dessa informação, a cidade aumentou ainda mais a credibilidade na tal freira, que aproveitou o ensejo para angariar a simpatia de várias pessoas de influência na cidade, inclusive do então vigário Padre Agenor. A isso juntou se os casos que ela contava na cidade sobre as famílias lá de Pernambuco, e que eram confirmados por gente que veio de sua cidade natal em Pernambuco. Diante de tantas coincidências, a freira obteve prestígio e credibilidade entre os iepeenses. Por conta disto começou a comprar muitos imóveis e imediatamente doá-los a algumas famílias. Ela se apresentava como promitente compradora e após negociar o imóvel, embora sem dar nenhuma entrada, solicitava o número da conta do vendedor, seu endereço e alegava que o dinheiro seria remetido por sua irmã e depositado diretamente na conta do vendedor no dia 20 de março do ano corrente. Com a notícia das compras e doações que a freira vinha fazendo, houve uma grande aglomeração e tumulto na residência onde ela se hospedava, chegando no dia 17 de março, haver interferência da polícia local. Cumpre ressaltar que ante o tumulto causado pela multidão que ocorria aos préstimos da freira, alguns policiais civis e militares se ofereceram nas horas vagas, para gratuitamente fazer a segurança da freira. Há de se lembrar ainda que, além dos seguranças que serviam a freira houve gente que abandonou o trabalho para se colocar a disposição da freira como motorista. Alguns restaurantes serviam pratos típicos do nordeste gratuitamente para a freira, houve um restaurante que até inventou um prato típico denominado “bacalhau da freira” que era constituído de um polpudo bacalhau com um suculento molho de leite de coco.
No dia anterior ao marcado para chegar o dinheiro, isto é 19 de março de 1997, a freira disse que teve problemas com a liberação do dinheiro, pois a quantia era muito grande, e o dinheiro seria remetido no dia 24 (segunda-feira). Por mais dois dias, 20 e 21, a freira continuou as compras e doações. No sábado dia 22 de março, a freira almoçou na residência de Elisabete Dias (Bete Cearense) e após o almoço a freira fez um balanço das compras e doações e confidenciou que o volume de negociações ultrapassou a casa dos oito milhões de reais. Depois disso a freira dirigiu-se ao sítio mais próximo de Iepê, onde ficaria descansando para viajar no outro dia, e se encontrar com sua irmã no Aruá Hotel na cidade de Presidente Prudente. Dona Angelina acompanhou a freira até Presidente Prudente, mas ela não se dirigiu ao Aruá Hotel e disse que queria ir até a cidade de Pedrinhas Paulista, para se despedir da filha e do genro de Dona Angelina. No domingo dia 23 de março, a freira resolveu voltar para Presidente Prudente, mas desta vez sozinha. Ela avisou que iria encontrar sua irmã que traria o dinheiro e não queria acompanhante. Antes de usar o telefone para falar com sua irmã, fez como sempre, exigindo que todos saíssem de perto. Geraldo, genro de Dona Angelina, desconfiado de tanto mistério resolveu tentar uma escuta. Percebeu então que ela falava sozinha e ao tentar a rediscagem da memória do telefone, ficou sabendo que ela não ligara para lugar nenhum. Quatro pessoas da cidade de Iepê: Bete Cearense, Ailton Gonçalves (Alemão), Rubens Seródio e João Artur Alves de Mira (filho de Dona Angelina), que se encontravam na cidade de Pedrinhas Paulista, deixaram que a freira saísse e tomasse o ônibus. Eles seguiram a freira em um carro particular até Presidente Prudente. No terminal Rodoviário de Presidente Prudente, Ailton Gonçalves (o Alemão) que não era conhecido pela freira, seguiu-a de perto e a viu comprar uma passagem para Aparecida do Norte. Alemão ligou para a polícia que deteve a freira para averiguação. Porém nenhum crime foi constatado e a freira após ser ouvida foi liberada. Dona Angelina que a hospedou sofreu alguns prejuízos, mas acabou compadecendo-se da freira que ao que pareceu sofria das faculdades mentais, embora com facilidade de expressão e de convencer facilmente as pessoas que a vê pela primeira vez. Mesmo sem dar qualquer sinal de entrada a freira agitou o mercado financeiro imobiliário, pois ela adquiriu muita credibilidade e prometia sempre pagar o preço acima do mercado. Na cidade, muita gente, inclusive autoridades e pessoas influentes, esperavam a chegada do dinheiro, pois tinham feitos negócios com a freira. As promessas foram as mais diversas possíveis, desde compra de gado até fazendas, terrenos, veículos, tratores, imóveis residenciais e casas comerciais. Tudo foi comprado e depois doado as mais diversas pessoas de seu círculo de amizades que formou nos 28 dias que permaneceu em Iepê. No outro dia a cidade acordou do pesadelo. Dois poetas populares  registraram o fato em panfletagem.

UM POVO QUE LUTA POR SEUS IDEAIS
Desde a sua fundação a população de Iepê buscava a liberdade, seja ela religiosa, de expressão e até mesmo política. O grito de justiça cultivado pelo sentimento de ser livre caracterizou se  num povo que luta pelos seus ideais, mesmo que para isso tenha que ir às ruas protestar. Uma destas manifestações que marcou a história da cidade foi em favor ao impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello. O ato foi liderado por estudantes principalmente da Escola Antônio Prado, em setembro de 1992. Os “cara pintadas”foram às ruas da cidade com os rostos pintados de verde e amarelo, vestidos de preto pedindo a saída de Collor, da cadeira de Presidente da República. Outro protesto que marcou a história da cidade, foi em 06 de setembro de 1994, quando cerca de 400 alunos da Escola Almeida Prado fizeram uma manifestação liderada pelo presidente do Grêmio Estudantil José Joaquim Damásio Neto. O protesto pedia a realização da Olimpíada Estudantil naquela escola, que tinha sido abolida pelo supervisor de ensino Laércio Boin.
A formação do lago de Usina Capivara interrompeu o fácil acesso da cidade de Iepê, ao Estado do Paraná, que era facilitado pela travessia da ponte sobre o rio Paranapanema, construída na década de1950, até a cidade de Alvorada do Sul. A distância entre as duas cidades saltou de 23 quilômetros para 90 km. Os administradores dos dois municípios vizinhos Iepê, e Alvorada do Sul, no Paraná, implantaram em 1985 um sistema de ferry-boat, navegável pelo lago, para reduzir o percurso em mais de 50 Km. O sistema funcionou poucos meses e logo foi desativado pela Companhia de Navegação alegando que o transporte era financeiramente inviável.

FILHOS ILUSTRES DE IEPÊ
ALBERTO DE CAMARGO TAVEIRA - Filho de Odilon Amâncio Taveira e Dione Camargo Taveira. Foi Presidente da Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB - SP.
AMADO DE LIMA RUELA - Filho de José Ruela e de Conceição, é o inventor da máquina de ralar milho verde.
ANTÔNIO ARTHUR PEREIRA DA SILVA - Filho de Domingos Pereira da Silva Neto e Alice Bonetto da Silva, foiEscrivão de polícia  em  Iepê e Rancharia, e passou em primeiro lugar no concurso de Perito Criminal na Região de Assis. Foi perito criminal em Tupã, Presidente da Comissão Municipal de Educação e Professor de Matemática em Iepê.
ANTÔNIO CÉSAR BARBOSA - Filho de Arlindo Barbosa e Nair Pereira Barbosa destacou se no ramo de Engenharia Elétrica.
APARECIDO ANTUNES SOBRINHO - Filho de Nestor Antunes e Ana Moreira Antunes. Professor em São Paulo foi supervisor e Delegado de Ensino da Delegacia de Ensino de São Paulo.
APARECIDO DA SILVA CHAVES (CID CHAVES) - Destacou-se como Radialista em diversas cidades do Paraná e em Paraguaçu Paulista no Estado de São Paulo.
AUGUSTO DOMINGOS DOS SANTOS - Destacou-se no setor gráfico na região de Presidente Prudente, em 1974. Casou-se com Margarida da Fonseca.
CLAUDINEI SOARES DIAS (NENÊ OU GEADA) - Filho de Antônio Sebastião Dias e Edite Soares Dias, foi Presidente do Conselho Municipal de Turismo. Destacou-se como Engenheiro Civil do Departamento de Estradas de Rodagem - DER - SP.
CLÓVIS RIBEIRO DE CASTRO - Filho de Arnolfo Ribeiro de Castro, foi destaque  como Engenheiro Civil no Departamento de Estradas de Rodagem - DER - SP.
DIÓGENES ZAGO - filho de João Zago e de Enedina. É empresário e representou a região Sorocabana no Encontro Estadual de Jovens Constituintes.
DORIVAL MIGUEL DE OLIVEIRA - Filho de Abílio Miguel de Oliveira. É funcionário da Empresa de Transportes Andorinha e ganhou prêmio destaque como funcionário.
EDSON JOAQUIM DOS SANTOS - Filho de Joaquim Raimundo dos Santos. Cantor e compositor de música popular. Apresentava se no conjunto musical Os Bambas.
ELISABETE DIAS - Filha de Antônio Sebastião Dias e Edite Soares Dias. Diretora de Lot em diversas cidades do Estado de São Paulo. Trabalhou para a Organização das Nações Unidas (ONU), no projeto PRONAGER - Programa Nacional de Geração de Emprego e Renda.
HERALDO NÉLIO CAMBRAIA - Filho de Francisco Cruz Cambraia e Natália Sant'ana Cambraia. Professor da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, Doutorando em Mecânica pela UNICAMP.
IVANICE BESSA DE OLIVEIRA - Filha de Florisvaldo Ribeiro de Bessa e Donária Garms de Bessa. É licenciada em Direito, História e Pedagogia.
JANDERCI BALBINO FERREIRA - Filho de Antônio Balbino Ferreira, destacou se como Diretor em uma grande Companhia de Obras Construtoras de Barragens.
JORGE CERÁVOLO JÚNIOR - É Odontólogo, Administrador Hospitalar e atuou na  Direção do Hospital Universitário - HU na cidade de Presidente Prudente.
JORGE CURY - Filho de Messias Cury e Fádua Ayub Cury. Foi Secretário da Junta de Serviço Militar. Também foi Vereador e chefiou os programas do Governo Estadual Interior na Praia e Redescobrindo o Interior.
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO - Filho de José Augusto da Silva é Presidente da Federação dos Técnicos de Segurança do Trabalho e autor do livro Ciências Sociais e Políticas: na área de segurança, saúde e meio ambiente - editora LTR/SP.
JOSÉ CÂNDIDO DE OLIVEIRA - Cantor e compositor de música popular brasileira. Já gravou dois discos, sendo que o primeiro foi em dezembro de 1999.
JÚLIO CÉSAR RIBEIRO DOS SANTOS - Cantor e compositor de músicas evangélicas, Já gravou vários discos.
LAÉRCIO PEREIRA DO VALE - Filho de Deusdit Pereira do Vale e de Benedita. Formou-se em Administração de Empresas pelo Mackenzie, e foi Auditor das Lojas Brasileiras e mais tarde Auditor do Mappin em São Paulo.
MAURÍCIO MESSIAS - Filho de Antônio Furtado de Souza e de Maria do Carmo de Souza, foiInvestigador de Polícia em Iepê, e passou em primeiro lugar no Concurso de Delegado de Polícia do Estado de Mato Grosso do Sul.
NENÊ - Filho de Zeferino Músico, contrabaixista do conjunto que toca para a famosa dupla sertaneja Gilberto e Gilmar.
NILTON DE OLIVEIRA (NILTINHO) - Diretor de Lot em diversas cidades do Estado de São Paulo. Trabalhou para a Organização das Nações Unidas (ONU), no projeto PRONAGER - Programa Nacional de Geração de Emprego e Renda. É autor do Projeto I Recriança realizado em Iepê.  Cantor e compositor de músicas populares, gravou 2 discos. É idealizador do Projeto Cia Sertão & Festada gravadora MCK.
ODILON PEREIRA BARRETO - (In Memoriam). É formado em Administração e trabalhou no Banco do Brasil. Faleceu em acidente automobilístico em Pato Branco-PR.
OLÍVIO MENDES JÚNIOR - Foi indicado em caráter regional como Comerciário Padrão. Tem a profissão de Engenheiro Civil e Artista Plástico.
OSVALDO GOMES DA SILVA - Formado em Direito. Destacou-se no ramo da pecuária e foi Presidente da COAMI - Cooperativa Agrícola Mista de Iepê.
OSVALDO PEREIRA DE MELLO (BRANQUINHO OU POLACO) - Filho de José Pereira de Mello e Maria Ribeiro de Mello foi Jogador de Futebol Profissional no time Pinheiros do Paraná, foi capa da Revista Placar, com a seguinte manchete “Enquanto Iepê perde terras para a Usina Capivara, o povo fala de Polaco, o Turbina do Clube Pinheiros”.
PAULO MANOEL DE LIMA - (In Memoriam) - Aluno do 4º ano de Medicina da Universidade Federal do Paraná em Curitiba, suicidou-se às 17 horas do dia 19 de setembro de 1981, com um canivete e uma bíblia. Dizendo que a bíblia era uma bomba, sequestrou no dia 7 de setembro de 1981 o avião da VARIG (Boeing 737) que fazia a rota Curitiba - São Paulo querendo desviar a rota para levá-lo a Brasília falar com o Presidente. Prometendo suicidar-se caso não conseguisse pagar a promessa de estar em Jerusalém no dia 7 de setembro, para depositar um cordão de ouro de 77mil cruzeiros no templo de Salomão.
RAQUEL CRISTINA GARCIA - Filha de Nelson Donizetti Garcia e Maria Marques Garcia. É Manequim e Modelo Fotográfico conhecida na Região Sorocabana.
RENATO MONTEIRO - Filho de Antônio Monteiro Neto. É Promotor Público do Estado de São Paulo.
RUY RIOS CARNEIRO - É Advogado e pertence a Central Única dos Trabalhadores de São Bernardo do Campo.
TATIANE CASTILHO ALVES - Filha de José Lino Alves e Regina Célia Castilho Alves é Farmacêutica e representou Iepê, em vários concursos de Miss na Região.
CIDADÃOS IEPEENSES - A Câmara Municipal de Iepê, outorgou através de Decretos Legislativos, vários títulos de cidadãos Iepeenses. São considerados cidadãos iepeenses: Deputado Mauro Bragato, Dr. Raul Silveira Simões, Devaner Masi, Reverendo Jonas Dias Martins, Dr. Severino Batista de Carvalho, Padre Conrado Scherer, Dom José Lázaro Neves, Jorge Dower, Álvaro Coelho, Felipe Aleandro Battilani, Dr. Luiz Agnaldo de Mattos Vaz, Dr. José Luiz Cembranelli, Dr. Alberto Policaro, Raquel Volpato Serbino e João Antônio Rodrigues.
CIDADÃOS HONORÁRIOS - A Câmara de Iepê outorgou também através de Decretos Legislativos vários títulos de Cidadãos Honorários, como: Dr. Joaquim de Jesus Botti Campos, Padre Agenor Cavarçan, Reverendo Paulo José de Carvalho Pires e Jorge Bassil Dower.
Gentílico: Iepeense

GALERIA DE PREFEITOS

AGENOR ROBERTO BARBOSA01/01/1945 à 02/02///1947
JOÃO ANTONIO RODRIGUES03/02/1947 à 24/04/1947
SILVANO DE MELLO25/04/1947 à 06/11/1947
RUBEM RIBEIRO DE CASTRO07/11/1947 à 31/12/1947
ALVARO COELHO01/01/1952 à 31/12/1955
JORGE BASSIL DOWER01/01/1956 à 31/12/1959
ANTONIO ALVEZ LIMA01/01/1960 à 31/12/1963
EDMUNDO DE OLIVEIRA01/01/1964 à 06/11/1968
ANTONIO ALVEZ LIMA07/11/1968 à 21/11/1968
EDMUNDO DE OLIVEIRA22/11/1968 à 31/01/1969
FELIPE ALEANDRO BATTILANE01/02/1969 à 30/01/1973
DR. ARLINDO BARBOSA31/01/1973 à 31/01/1977
EDMUNDO DE OLIVEIRA01/02/1977 à 31/01/1983
DR. ROMEU BELON FERNANDES01/02/1983 à 31/12/1988
MANOEL BATISTA DE PÁDUA01/01/1989 à 31/12/1992
ANTONIO MENOCCI01/01/1993 à 31/12/1996
VALTER FERREIRA DE CASTILHO01/01/1997 à 31/12/2000
VALTER FERREIRA DE CASTILHO01/01/2001 à 31/12/2004
FAIAD HABIB ZAKIR01/01/2005 à 03/06/2007
HUMBERTO MERLIN ZAGO04/06/2007 à 31/12/2008
FRANCISCO CÉLIO DE MELO01/01/2009 à 31/12/2012
ROSA DE LIMA DE ALCANTARA ZAKIR01/01/2013 à 31/12/2016
ANTÔNIO MENOCCI01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. AGENOR ROBERTO BARBOSA, foi o primeiro Prefeito de Iepê.