HISTÓRICO


A ORIGEM
A região onde hoje se encontra Rubiácea, está situada no divisor de águas entre os rios Aguapeí e Tietê, ao longo do qual a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil estendeu seus trilhos até o Mato Grosso. E foi essa via férrea que constituiu um dos motivos da formação de sua fundação e povoamento.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Dois proprietários de terras disputaram o privilégio de ter uma parada de ferrovia: o Coronel Francisco Prudente Corrêa, da Fazenda Jandaia, e Afonso Junqueira Franco, que já havia desenvolvido em sua fazenda o povoado de Ouro Verde, desde 1927. Embora, inicialmente, os engenheiros da Noroeste houvessem planejado passá-lo por Ouro Verde, alteraram depois o traçado, para levar os trilhos às terras desmatadas por Francisco Prudente Corrêa. Em 21 de julho de 1930 foi inaugurada a Estação nas terras da Fazenda Jandaia. Outro fator da expansão demográfica e econômica da região foi à cafeicultura, que por constituir grande riqueza acabou por dar o nome à cidade que se formou – Rubiácea.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O povoado foi elevado à condição de Distrito com a denominação de Rubiácea, através do Decreto-Lei Estadual de nº 14334, de 30 de novembro de 1944, com terras desmembradas do Distrito da sede do município de Guararapes. No quadro fixado, pelo referido Decreto-Lei, para vigorar em 1945/1948, o Distrito de Rubiácea figura no município de Guararapes.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 24 de dezembro de 1948, o Distrito é elevado à categoria de Município com a denominação de Rubiácea, através da Lei Estadual nº 233, desmembrado de Guararapes, comarca de Araçatuba. Constituído de dois Distritos: Rubiácea e Caramuru, sua instalação verificou-se no dia 31 de abril de 1949. Assim permanece no quadro fixado pela Lei Estadual nº. 2456, de 30 de dezembro de 1953 para vigorar em 1954/1958, comarca de Guararapes. A Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, e Acórdão do Superior Tribunal Federal, extinguiu do município de Rubiácea o Distrito de Caramuru. Em divisão territorial datada de 01/07/1960, o município de Rubiácea é constituído do Distrito Sede.

FAMÍLIA CAETANO: A FORÇA DA RAIZ PORTUGUESA EM RUBIÁCEA
A formação da cidade de Rubiácea está intimamente ligada à passagem da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil pelas terras do Coronel Francisco Prudente Corrêa e à chegada de imigrantes portugueses. A região onde hoje se encontra Rubiácea está situada no divisor de águas entre os rios Aguapeí e Tietê, ao longo do qual a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil estendeu seus trilhos até Mato Grosso. Tal via férrea constituiu um dos motivos da formação de sua fundação e povoamento. Dentre os primeiros povoadores, estavam às famílias dos portugueses, Manoel de Freitas Menezes e Manoel Caetano de Souza, responsáveis pela construção da primeira e da segunda residência do lugarejo. Provenientes da Ilha da Madeira – ilha principal de um arquipélago português – as famílias chegaram ao Brasil em meados da década de 1920. Ambas instalaram-se inicialmente em Orlândia. Em 1926, Menezes mudou-se para o local onde mais tarde seria a cidade de Rubiácea, juntamente com sua esposa Maria Fernandes e suas filhas. Aproximadamente um ano depois, seu genro Manoel Caetano de Souza também se mudou para a região, com sua esposa Maria e seu filho. Caetano foi um dos principais responsáveis pela construção da linha férrea ao comandar equipes que desbravavam as matas em busca de madeira para esculpir os dormentes da estrada de ferro. Algum tempo depois, seu irmão, Antônio Caetano de Souza, conhecido como “Tunim Caetano”, chegou de Portugal para trabalhar na obra. Os irmãos Caetano adquiriram uma carroça com seis burros para transportar as vigas de madeira até a estrada de ferro. A partir da inauguração da estação ferroviária local, em 21 de julho de 1930, o desenvolvimento do pequeno núcleo tomou impulso, definitivamente, com a introdução da cultura de café nas lavouras da região. No final da década de 1930, a família Caetano construiu o primeiro armazém de secos e molhados da pequena comunidade, chamado de Casa Souza. Após o término da via férrea, Manoel Caetano de Souza passou a fazer fretes com sua carroça de burros, sendo por muito tempo o único carroceiro do povoado.  O nome escolhido refere-se à existência abundante de árvores da família das rubiáceas, plantas floríferas como o café. O desenvolvimento da cidade de Rubiácea está densamente atrelado à história dos imigrantes portugueses, que demonstraram extrema força de vontade e determinação para investir no território brasileiro e recomeçar suas vidas. As raízes lusitanas ainda estão presentes no pequeno município, através dos filhos de Manoel Caetano de Souza e Maria de Freitas Menezes. O casal teve doze filhos, sendo que seis ainda residem em Rubiácea com suas famílias: Maria, Antônio, Amaro, Júlio, Carlos e José. O casal português Maria Fernandes e Manoel de Freitas Menezes foram responsáveis pela construção da primeira casa no centro de Rubiácea. O senhor Manoel Caetano de Souza, sua esposa Maria de Freitas Menezes, e seus filhos: Manoel, João e Maria, são provenientes da Ilha da Madeira, e as famílias chegaram ao Brasil em meados da década de 1920.

A LENDA DOS LADRÕES DE GALINHA
A cidade de Rubiácea possui uma curiosa tradição que consiste em roubar galinhas durante a madrugada da Sexta-feira Santa para preparar um prato típico conhecido como “galinhada”. O costume de roubar aves domésticas em quintais alheios foi uma prática muito comum no Brasil, no início do século passado. Não era delito, mas uma farra. No fim da Quaresma, na madrugada da Sexta-feira da Paixão ou do Sábado de Aleluia, colonos e fazendeiros se reuniam para a brincadeira, invadindo sítios, fazendas e quintais e subtraindo os galináceos que fariam as delícias do banquete do dia seguinte. O povo achava que a morte de Cristo eliminava momentaneamente todos os direitos de autoridade e propriedade, o que justificava as invasões. De qualquer forma, estas aconteciam apenas uma vez no ano e não davam grandes prejuízos, além de fazer reviver uma antiga tradição cultural que unia pessoas de classes e interesses diversos, isto é, os que possuíam galinhas e os que não as tinham. Mesmo tratando-se de uma tradição, é preciso alertar as pessoas que o roubo de galinhas, assim como a invasão de propriedade alheia, é crime. Nesse período, a Polícia Militar de Rubiácea realiza patrulhamento intensivo com a finalidade de coibir a prática de furtos.
Gentílico: Rubiacense

GALERIA DE PREFEITOS

FRANCISCO DE PAULA LEITE NOGUEIRA03/04/1949 à 03/04/1953
SEBASTIÃO THEMISTOCLES DE CARVALHO03/04/1953 à 03/04/1957
FRANCISCO GUIMARÃES SOBRINHO03/04/1957 à 03/04/1961
DANTE JORGE BOMBARDA03/04/1961 à 03/04/1965
MOIZÉS TEIXEIRA VESPERA03/04/1965 à 03/04/1969
HERMANTINO DE MELLO03/04/1969 à 31/01/1973
MOIZÉS TEIXEIRA VESPERA01/02/1973 à 31/01/1977
HERMANTINO DE MELLO01/02/1977 à 31/01/1982
VILSO ESTEVAM BARALDI01/02/1983 à 29/01/1985
WALDOMIRO DESSOTTI29/01/1985 à 31/12/1988
ANDRÉ LUIZ STRINGUETTA01/01/1989 à 31/12/1992
WALDOMIRO DESSOTTI01/01/1993 à 31/12/1996
ANDRÉ LUIZ STRINGUETTA01/01/1997 à 31/12/2000
ANDRÉ LUIZ STRINGUETTA01/01/2001 à 31/12/2004
WILSON NOVAIS01/01/2005 à 31/12/2008
WILSON NOVAIS01/01/2009 à 31/12/2012
EDMILSON BARALDI01/01/2013 à 31/12/2016
LENIRA MARIA SILVA DE NOVAIS01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. FRANCISCO DE PAULA LEITE NOGUEIRA foi o primeiro Prefeito de Rubiácea.