HISTÓRICO


A ORIGEM
Em 1840, dos arredores da cidade de Campanha, no Sul do Estado de Minas Gerais, o então fazendeiro senhor Antônio Joaquim Melchior de Camargo pessoa abastada, cuja fortuna, vinha de sua família e do trabalho em suas terras, com a criação de animais e comercialização de escravos, e em busca de outras paragens, seguiu junto com sua família para a Vila Botucatu, conhecida como a boca do sertão do Estado de São Paulo. A mata, os banhados, os animais silvestres, os índios, etc. compunham o cenário desta viagem que duraram muitos dias. Levava consigo,à família, muitos escravos, grande rebanho, carros de boi, e na veia o sangue desbravador. Em 1871 o senhor Antônio Joaquim Melchior de Camargo, adquiriu no Estado de São Paulo a Fazenda denominada Pouso Alegre, com 22.000 alqueires de terra, do senhor José Teodoro de Souza, mas o documento existente era apenas um cadastro elaborado pela Igreja de Botucatu para fins estatísticos “registro paroquial do vigário”, não reconhecido como documento de propriedade. Estas terras estavam próximas a Campos Novos do Paranapanema (Campos Novos Paulista). O senhor Antônio Joaquim Melchior de Camargo, mineiro, de cor parda, por ser neto de uma escrava e um francês, senhor de engenho e muito rico, sertanista, inteligente e de grande visão, entrou com um requerimento solicitando a medição das terras da Fazenda Pouso Alegre para sua legitimação, junto ao Juiz Comissário na época, senhor Theodoro de Camargo Prado, que era nomeado pelo governo do Estado de São Paulo. Depois de realizada a medição da terra solicitada e verificando que se tratava de morada habitual do senhor Melchior, foi lhe concedido o título de posse, pelo Presidente da Província. Posteriormente a Fazenda Pouso Alegre foi dividida em outras fazendas como: Fazenda Roseta, Fortuna, Agua do Melchior, Cervo, Cardoso de Almeida, Pitangueiras, Capivara, Agua da Pinga e Fazenda Boa Sorte.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Tempos depois o senhor Antônio Joaquim Melchior de Camargo ficou doente, e por ter sido muito religioso, talvez devido à doença e em busca de cura, sentiu o desejo de construir uma Igreja em louvor a sua santa de devoção Nossa Senhora do Patrocínio, quando então, juntamente com sua esposa a senhora Mathilde Maria de Jesus, doou 750 braças em quadra, ou 75 alqueires em terra, para a construção de um  Patrimônio em louvor a Nossa Senhora do Patrocínio das Pitangueiras, cujo lugar é hoje a cidade de Maracaí, que foi desenvolvida dentro do perímetro da Fazenda Pitangueiras. Este Patrimônio foi doado conforme escritura lavrada em 09 de novembro de 1890. Dois anos depois, o senhor o Antônio Joaquim Melchior de Camargo, vem a falecer no dia 10de agosto de 1892, aos 78 anos, vitima de hiisia, e foi sepultado no cemitério de Conceição de Monte Alegre.  Após 15 anos da doação das terras de Melchior, localizada no perímetro da Fazenda Pitangueiras, para construção de um Patrimônio em louvor a Nossa Senhora do Patrocínio, hoje Maracaí, surge à história que em 04 de maio de 1905,supostamente vindo em canoas, os senhores José Gonçalves de Mendonça e Joaquim Gonçalves de Oliveira, desceram o Rio Capivara e  fixaram residência na confluência com o Rio Cervo. Devido às terras da região ser fecundas, levou os a procurar o restante de seus familiares para também se fixarem nelas. O povoado que fundaram foi gradativamente crescendo e se espalhou pelas terras da região. Assim o povoado recebeu o nome de PATROCÍNIO DAS PITANGUEIRAS, depois Distrito Policial do Município de Conceição do Monte Alegre. Em 15 de Agosto, dia este em que se comemora no mundo católico o dia dedicado a Nossa Senhora do Patrocínio, os católicos locais escolheram esta Santa como Padroeira do Povoado.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O povoado de Patrocínio das Pitangueiras foi elevado a Distrito de Paz, do ainda município de Conceição de Monte Alegre, através do Decreto Lei Estadual nº 1650, no dia 11 de setembro de 1919, com a denominação de MARACAHI, e sua instalação verificou se em 17 de janeiro de 1920.

ORIGEM DO NOME
Após a elevação a categoria de Distrito o povoado teve alterado seu nome para MARACAÍ, que em tupi “MARA-AÇÃ-Y” – significa “RIO DA MARACA” (espécie de chocalho), devido o leito do Rio Capivara, ter abundância de seixos rolados, cujo ruído nas aguas lembra um chocalho.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO

Em 19 de dezembro de 1924, através do Decreto Lei Estadual nº 2000, o Distrito foi elevado à categoria de Município, com a denominação de Maracaí, desmembrado de Conceição de Monte Alegre, e sua instalação verificou-se no dia 24 de março de 1925, na comarca de Assis. Segundo este relato, esta é a data da emancipação político-administrativa, o que realmente conta como a data de aniversário da existência do município de Maracaí.

RESUMO - AS ALTERAÇÕES HISTÓRICAS

A data de comemoração do aniversário de Maracaí passou a ser no dia 28 de dezembro, por força de Projeto de Lei, aprovado pela Câmara Municipal, a pedido da A.C.I.M. (Associação Comercial e Industrial de Maracaí) cuja alegação e motivo principal, é que  a comemoração do aniversário no dia 19 de dezembro (feriado) provocaria evasão dos consumidores de Maracaí para outras cidades  da região, em função do pagamento aos trabalhadores do décimo terceiro salário. Brincando com a história de Maracaí, a data de 28 de dezembro, foi novamente alterada, por força do Projeto de Lei, enviado pelo poder executivo ao legislativo, fixando o dia 04 de maio, data esta hipoteticamente noticiada da chegada dos senhores José Gonçalves de Mendonça e Joaquim Gonçalves de Oliveira, na confluência do Rio Cervo, e em terras registradas na comarca de Assis. Ao longo de muitos anos, a data de 19 de dezembro, sempre foi como na maioria dos municípios deste Brasil, comemorada como a data de aniversário da emancipação politica e administrativa do município de Maracaí, quando realmente o distrito de Maracaí passou a ser município. Esta data foi amplamente divulgada, comemorada e ensinada nos bancos escolares ao longo destes anos.
Segundo outros documentos consultados e informações do senhor José Nazareno Anzanello Manella, e fornecidos pela sua Trineta, e também sucessora de Antônio Joaquim Melchior de Camargo, que foi o doador de 75 alqueires de terras, para a cidade de Nossa Senhora do Patrocínio, hoje cidade de Maracaí, o aniversário do município é comemorado no dia 04 de maio por conveniência, pois a “verdadeira data de aniversário da cidade” é em 19 de dezembro, quando Maracaí estaria fazendo nesta ocasião 90 anos de Emancipação Político-administrativa, isto é, quando Maracaí passou a ser município.

ANTÔNIO MARCELINO – (MENINO DA TÁBUA)
Conhecido como Menino da Tábua, Antônio Marcelino é uma personalidade religiosa de devoção popular brasileira que faleceu na cidade de  Maracaí, interior de São Paulo. Vitima de uma doença que o impedia de andar, e restringia seu crescimento, passou a maior parte da sua vida deitado sobre uma tábua de lavar roupa. Para se alimentar, consumia apenas leite e agua, não gostava de usar roupas e não deixava que forrassem sua tábua. Também se diz que, nunca saía de casa e jamais viu a luz do sol. Ainda em vida acredita-se que o Menino da Tábua realizou vários milagres, como a cura de pessoas enfermas, e graças alcançadas por sua misteriosa intercessão. Antônio Marcelino faleceu no ano de 1945, e foi enterrado junto com sua Tábua.

DEVOÇÃO POPULAR
Logo depois da morte de Antônio Marcelino, seu túmulo se tornou o destino de romeiros vindos de todo Brasil que pediam sua ajuda. Uma capela foi construída com a “Sala de Milagres”, onde ficam expostas fotos, objetos e presentes que a ele são dedicados como  forma de agradecimento. Durante todos os dias do ano, centenas de visitantes prestam suas homenagens no Cemitério Municipal de Maracaí, onde é localizada a Capela e, no ultimo domingo do mês de agosto de cada ano, se comemora a data de aniversário de morte do “Santo Popular”. Nesta data em especial, mais de 50 mil romeiros e turistas se dirigem ao município de Maracaí para prestar homenagens a Antônio Marcelino, o Menino da Tábua, em uma das maiores festas turístico-religiosas do Brasil. Parte da popularidade alcançada pelo milagreiro vem das canções gravadas pela dupla sertaneja, Pardinho & Pardal. Em 1978, eles gravaram a música “O Menino da Tábua”, a primeira de uma trilogia que ainda teria outras duas canções: “Os Milagres do Menino da Tábua” e “A Capela do Menino da Tábua”.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Maracaí
Colaboração:
Jornalista - Paulo Gustavo B. Machado.
Fonte: Histórico elaborado por Ireni dos Santos Braga
Gentílico: Maracaiense

GALERIA DE PREFEITOS

CEL. AZARIAS RIBEIRO24/03/1925 à 10/02/1928
ALFREDO GARCIA DUARTE11/02/1928 à 05/11/1928
PEDRO GONÇALVES DA MOTA06/11/1928 à 08/12/1930
JOSÉ SEVERINO DE ALMEIDA10/12/1930 à 08/07/1932
AURELIANO RODRIGUES SIQUEIRA09/07/1932 à 29/07/1932
PEDRO CORREIA RIBEIRO30/07/1932 à 12/08/1936
ANTÔNIO PEREIRA OLIVEIRA12/08/1936 à 05/01/1938
DR. AFONSO FARIA FRAGA06/01/1938 à 10/04/1938
PEDRO CORREIA RIBEIRO11/04/1938 à 30/07/1938
JUVERSINO CUNHA31/07/1938 à 22/11/1945
WILSON SILVEIRA NOGUEIRA23/11/1945 à 29/12/1945
JUVERSINO CUNHA30/12/1945 à 29/09/1946
OTTO RIBEIRO29/09/1946 à 31/03/1947
CACILDA PRESTES01/04/1947 à 29/04/1947
ABILIO COSTA RIBEIRO30/04/1947 à 02/01/1948
OTTO RIBEIRO03/01/1948 à 03/12/1950
CARLOS ALBERTO BERGAMASCO01/01/1951 à 30/12/1955
ANTÔNIO JOSÉ DE CARVALHO01/01/1956 à 31/12/1959
DOUGLAS SIQUEIRA01/01/1960 à 31/12/19643
JAIME AGULHÃO01/01/1964 à 31/01/1969
DOUGLAS SIQUEIRA01/02/1969 à 11/07/1972
ORLANDO BLEFARI12/07/1972 à 31/01/1973
ANTÔNIO SILVA CAVALHEIRO31/01/1973 à 31/01/1977
ELIFAZ DEMANE01/02/1977 à 31/01/1983
ANTÔNIO SILVA CAVALHEIRO01/02/1983 à 31/12/1988
ADEMIO FETTER01/01/1989 à 31/12/1992
DR. JOSÉ ROBERTO BRASIL MACHADO01/01/1993 à 31/12/1996
ANTÔNIO SILVA CAVALHEIRO01/01/1997 à 31/12/2000
ANTÔNIO SILVA CAVALHEIRO01/01/2001 à 31/12/2004
ROBERTO DE ALMEIDA01/01/2005 à 31/12/2008
ELIZABETE DE CARVALHO FETTER01/01/2009 à 31/12/2012
EDUARDO CORREA SOTANA01/01/2013 à 31/12/2016
EDUARDO CORREA SOTANA01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. CEL. AZARIAS RIBEIRO, foi o primeiro Prefeito de Maracaí.