HISTÓRICO


OS PRIMITIVOS HABITANTES DESTA TERRA - ÍNDIOS KAINGANG

Segundo Júlio Cesar Mellati, havia vários grupos de índios kaingang neste território. Cada grupo tinha um chefe: o REKAKÊ. Os kaingang pertencem ao tronco MACRO-JÊ, família JÊ e língua kaingang. O CAINGUÈ equivale ao nosso parente, mas só até certo grau de consanguinidade. O homem é alto e quase imberbe. Tem os bigodes finos e são mais robustos que a mulher, que, por sua vez tem a testa muito curta e coberta de penugem. São bronzeados, com mãos e pés pequenos, possuem olhos pretos e rasgados, maçãs do rosto, pouco salientes, nariz achatado e grosso, lábios grossos, dentes curtos e conservados. Tem uma vasta cabeleira, cortada à moda inglesa, daí serem conhecidos como COROADOS. Os meninos tinham sempre a cabeça raspada, conservando-se uma faixa de cabelos em volta do crânio ou três madeixas, duas na frente e a outra atrás. Adoram o fogo e cultuam os mortos. Dão alguma atenção ao sol e à lua. Os demais astros (CRIN) e o trovão não têm significados para eles. O trovão é apenas um acontecimento da natureza. Não possuem médicos ou feiticeiros. Os doentes são tratados  pela família com sangrias na testa. Há mulheres videntes que adivinham o futuro, pelo sonho provocado por um pó fino obtido das folhas de um vegetal. Mas a tribo não dá importância a elas. As casas são de uma ou duas águas e cobertas de folhas de coqueiros. As camas são feitas sobre o chão, forrado com folhas de coqueiros. Os membros da tribo trabalham para prover a subsistência da família. O jovem kaingang só pode se casar quando souber usar o CÁ ou GUARANTÃ (porrete), o arco e a flecha. Mas, só se casa com jovens de outro grupo, pois é proibido o casamento entre tios e sobrinhos e entre primos e primas. São monógamos, mas podem ter duas mulheres. Quem não cumpria a lei era punido com a pena de morte. Quando nasce um filho, o casamento torna-se indissolúvel. O casal só pode se separar enquanto não tiverem filhos. Os maridos são carinhosos com as esposas e filhos, e à autoridade dos pais estende-se até depois do casamento. O filho mais velho não podia contrair matrimônio antes da irmã esta só se casava quando atingia à puberdade, os pais entregavam-na a um de seus Caingué, que se incumbia de cuidar de sua manutenção, até o dia de seu casamento. As mulheres dão à luz sem assistência, isoladas e em plena mata. Acompanham os maridos por toda a parte, até na guerra. Conduzem os filhos pequenos às costas, enlaçados por uma cinta de casca de cipó Imbé, Guembé ou Guaimbé. Tratam os filhotes de pássaros, anta, macaco, porco do mato com se fossem membros da família. Amamentam os filhotes de antas, macacos e porcos do mato. Consideram um canibalismo comer uma ave doméstica. Não se vangloriam de seus feitos de guerra. Não matam as mulheres e as crianças prisioneiras de guerra: tratam do mesmo modo que seus familiares. Não são bons pescadores. Mas gostam de pescar. Alimentam-se de frutos e peixes. Plantam suas roças: abóboras (perrô), fava branca (rangró) e milho (inherê). Fazem do milho: pães (iamin) e uma bebida (kiki) que tomam somente em dias de festa. Gostam da carne da anta (rorô), mas não comem onça e veado. Gostam de carnes bem cozidas. As fogueiras são conservadas sempre acessas. O fogo é produzido rolando-se, entre as palmas das  mãos, uma vareta, em cima de um pedaço seco de pedúnculo de um cacho de coco, que inflama, depois de algumas horas de trabalho. Fabricam balaios, pinças de madeira, tecidos com fibras de taquara, pilões, vasos de barro, fios de fibra de Gragoatã, para confecção de tangas e panos de agasalhos para o frio. Fazem colares de sementes de certos vegetais ou dentes de macaco, entremeados com presas e garras de onças e de outros animais. As suas cintas são feitas de cascas de cipó imbé. Fabricam ainda arcos e flechas de vários tipos e enfeites de penas. Quando morre um kaingang, ele é homenageado durante vários dias pelos homens e mulheres da tribo, que cobrem suas cabeças com longos panos (curiss). Choram e cantam tristemente. Dois homens ficam de cócoras, um de cada lado da cabeça, soprando nos ouvidos do morto, chorando, tangendo maracás e cantando tristemente. Os parentes ficam agrupados à cabeceira do defunto, em silêncio. Para enterrá-lo, amarram as pernas dobradas sobre a barriga e levam-no ao cemitério, onde o enterram numa cova forrada com folhas de palmeira, e presentes dos amigos. Seus pertences e seus animais domésticos são queimados. A viúva recolhe-se para um lugar solitário, por vários dias, pois não pode olhar para  ninguém, porque pode causar malefícios. Depois desse recolhimento, ela tem de se disfarçar para enganar o espírito do marido, caso ele a viesse procurar para ir morar com ele na sepultura: raspa as sobrancelhas e pinta o rosto, os braços e o tronco com pó de carvão, misturado com leite de cipó.

A ORIGEM
O município de Gália surgiu em meio ao sertão desconhecido. Em 1897, com a chegada do Coronel Eduardo Porto, Pedro Alves Pacheco e mais nove camaradas, homens que tinham como intuito localizar e tomar posse das terras que haviam comprado, tendo a intenção de serem pioneiros, desbravadores do sertão, criando suas próprias raízes e estilos de vida, eles conseguiram enxergar aqui, o que os outros não conseguiram ver: uma terra abastada de riquezas e com um futuro promissor. Assim, de acordo com os historiadores Pontes e Barnezi, o Coronel Eduardo Porto, acreditava no potencial da região, que fora comprado do Dr. Ângelo Tavares, médico e habitante de São Manuel do Paraíso, e que por causa de sua profissão, não tinha intenção de sair de sua localidade, e por tal fato, acabou vendendo as terras que mais tarde seriam conhecidas por GÁLIA. Como os antigos bandeirantes, o Coronel Eduardo Porto, e Pedro Alves Pacheco seguiram o curso dos rios a cavalo e fazendo as “picadas”, aberturas de trechos dentro da mata fechada, abriram caminho entre São Manuel do Paraíso até o Morro Redondo (que atualmente é conhecido como a cidade de Piratininga), que se localizava na fazenda de seu amigo, João Pereira. De lá, seguiram a pé, margeando o Rio Alambarí, até encontrarem a embocadura do Rio das Antas. Continuaram a pé, margeando este mesmo rio, no sentido de sua nascente, até encontrarem a barra de um riacho, que hoje teria o nome de Eduardo de Souza Porto, famoso coronel da época, margearam este riacho e encontraram a gleba tão procurada. Derrubaram o matagal ao redor e construíram ranchos de pau a pique.Logo depois, voltaram para São Manuel do Paraíso com o intuito de se prepararem e adquirirem condições necessárias que lhes dessem a possibilidade para formar suas plantações. Em 1898, retornaram ao local (que mais tarde seria conhecido como Gália) para formar lavouras de canadeaçúcar,e também a primeira lavoura de café na região, cujo grão, que já era conhecido na capital da província, mostrava a importância que o “ouro verde” teve para São Paulo. Este trouxe a abertura de uma sociedade com perspectivas econômicas que até então não foram vistas, abrindo novos horizontes de desenvolvimento e que foram contemplados graças ao surgimento das ferrovias, sendo este um dos principais elementos de ligação entre o ideal progressista vigente nas zonas urbanas, e a vida de “barbárie” vista nos sertões de nosso Estado. Por essa perspectiva, e justamente por causa deste cenário, que o Coronel Eduardo Porto, acreditava na agricultura, e obteve êxito nas suas plantações, juntamente com seu companheiro de empreitada, o senhor Pedro Alves Pacheco, que recebeu como pagamento do Coronel, por ajudar no processo de desbravamento dessa área, a Fazenda Boa Ventura, local onde também iniciou o processo de formação de sua lavoura. O senhor Pedro Alves Pacheco morou por muito tempo com sua esposa, dona Maria Gertrudes, em uma casa de coqueiro, onde a mata era a divisa de sua fazenda. Além de plantações, criava porcos e galinhas que serviam como alimento para o sustento de sua família. Na região de sua fazenda, havia índios Caingangues, que se mostravam hostis a qualquer contato com a civilização, uma vez que suas terras estavam sendo invadidas pelos construtores da Estrada de Ferro. Mas o senhor Pedro Alves Pacheco conseguiu acalmá-los e conquistou a amizade dos mesmos.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em 1902, foi construída a primeira Igreja, localizada às margens do Rio das Antas. Esta fora feita de madeira, e erguida pelos primeiros homens a habitar a cidade de Gália. Em 1905, inicia-se, não somente na região de Gália, mas também em outras regiões do interior do Estado de São Paulo, o que hoje consideramos como um processo de extermínio da população indígena Caingangue. Em 1926, Pedro Alves Pacheco, fazendeiro abastado, definitivamente fixou sua residência nessa localidade. Construiu sua casa, sendo esta uma das melhores do povoado. Sujeito sociável e de amizade com todos, era uma pessoa bem quista, um bom marido e religioso, além de contribuir em constância para melhoria do município. Suas doações, que ficaram escritas nos bancos do jardim da Praça da Matriz – (bancos que hoje não mais existem, sendo trocados por outros), eram direcionadas às obras religiosas, que tinham como objetivo ajudar a população mais carente. Por esse e por outros motivos, o senhor Pacheco foi tido como uma pessoa de grande exemplo para a cidade. Os políticos nunca se esqueceram da importância de Pedro Alves Pacheco para o processo de formação e desenvolvimento de Gália.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 28 de dezembro de 1926, através do Decreto Lei Estadual nº 2176, o povoado é elevado à categoria de Distrito, com a denominação de ANTA, pertencente ao município de Duartina.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 20 de dezembro de 1927, através do Decreto Lei Estadual nº 2229, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de GÁLIA, desmembrado do município de Duartina. Sua instalação verificou se no dia 14 de abril de 1928.

COMPANHIA INGLESA – A FAZENDA DOS INGLESES
Com o passar do tempo à população só veio a aumentar, pessoas de todo os cantos, até mesmo estrangeiros, se aventuraram rumo ao desconhecido para que tivessem a oportunidade de uma nova vida. Junto a esses novos aventureiros veio um grupo de mineiros da Inglaterra que compraram uma gleba de terra de aproximadamente 5.000 hectares, lá pelos lados do Rio do Peixe, e se propuseram a instalar uma fazenda que produzisse café, cereais e algodão, colocando o nome então de Companhia Agrícola do Rio Tibiriçá. Para os galienses, o local era conhecido como a “Fazenda dos Ingleses”. A ideia dos mineiros era a de montar uma estrutura independente, que tivesse igreja, cinema, armazém, farmácia, clube, serraria, selaria, máquina de beneficiamento, entre outros aparatos que auxiliassem na execução das tarefas do dia-a-dia, bem como, também pudessem lhes proporcionar um bem-estar elevado. O intuito destes proprietários era de construir um lugar para a socialização dos indivíduos de Gália e região. A fazenda dos ingleses era bastante conhecida pela produção da lavoura de café, de algodão e cereais, plantados e colhidos ali mesmo, entre tantas outras ações que poderiam aqui ser destacadas, há a construção de um armazém na cidade de Gália, para catação, escoamento, e despacho do café para seu destino.Este mesmo armazém, anos mais tarde, seria conhecido como a Indústria de Sedas Beraldim. Passado alguns anos, a Fazenda dos Ingleses se desfez. Estes acabaram vendendo suas terras e se retirando da região de Gália.

A CHEGADA DO “BICHO DA SEDA”
Com o passar do tempo, os cenários que eram tidos como prósperos, mudaram no Estado de São Paulo. Para a região de Gália isso não foi diferente. As cidades que viviam do café, como nos faz lembrar o escritor Monteiro Lobato, em “Cidades Mortas”, morreram quando este procurou outras trajetórias de desenvolvimento. Em busca de outro cenário que guiasse seu desenvolvimento, os cidadãos de Gália, acolheram, com todas as esperanças por um futuro próspero, a chegada do “Bicho da Seda”. A seda para a cidade de Gália foi, e continua sendo, muito importante. Afinal, graças a uma “larva”, este município conseguiu manter o ritmo de sua economia. Afinal de contas, hoje a seda é um tecido considerado um dos mais finos do mercado, sendo esta uma realidade, não apenas brasileira, mas  também de outros países ocidentais. O inicio da criação do Bicho da Seda em Gália, aconteceu por volta de 1960. O pioneiro a trazê-la para o município de Gália, descobrindo que este seria um grande investimento, foi o senhor Luciano Rivaben. Este personagem teve ao seu favor uma região que era propicia para criação, manutenção e propagação desse tipo de produção, já que existe todo um processo minucioso, que precisa ser respeitado para podermos chegar ao fio da seda. Apostando nesta nova produção, surge uma fábrica que até hoje é vista em tal localidade. Por causa de tais atividades, sua região é conhecida como a “Princesinha da Seda”.

CIDADÃO ILUSTRE - BENEDITO RUY BARBOSA
Aurora casou-se no dia 10 de julho de 1930, com apenas 15 anos, com Octávio Barbosa proveniente de Americana, que aqui arranjou trabalho na tipografia. Residiram em Gália até 1934. Tiveram os filhos Benedito Ruy, Renato, Ely, Roberto e Octávio. Octávio Barbosa era gráfico e filho de Antônio Elias Barbosa e Maria Leitão. Para alegria das Famílias Barbosa e Medeiros, Aurora, com apenas dezesseis anos dá à luz o seu primogênito BENEDITO RUY BARBOSA, aos 17 de abril de 1931, às 14 horas e 30minutos, em domicílio, na cidade de Gália. Nasceu, assim, esse grande nome, que seria conhecido nacional e internacionalmente. Foram testemunhas na declaração da certidão de nascimento os doutores Luiz Antônio de Alvarenga e João Baptista de Lima Rodrigues. O escrevente Silvio Cesarino, foi o Oficial de Registro Civil.  Com mostras de grande espírito religioso o jovem casal escolhe o dia máximo da humanidade para batizar o filho Ruy, assim, no dia 25 de dezembro de 1931, foi levado a Pia Batismal, para receber o primeiro sacramento cristão, sendo batizado pelo jovem e atuante Padre Celso Diogo Ferreira. Como prova de família unida, são convidados para padrinhos os familiares Gil e Maria Benedicta Pellegrini. Gil era sitiante, Coletor Estadual e cunhado dos pais de Ruy e Maria Benedicta, irmã de Aurora. O casal Octávio e Aurora permaneceu em Gália até o ano de 1934, mudando-se para Marilia, com mais um filho galiense de nome Renato. No Diário de Marilia, famoso jornal da cidade, Octávio trabalhou até 1936, quando mudou com a família para a vizinha cidade de Vera Cruz, onde montou uma oficina e fundou o jornal “A Voz de Vera Cruz”, em 1937. Nessa cidade nasceram os outros três filhos: Ely, Roberto e Octávio Jr. O filho, Benedito Ruy, com tenra idade já começa a trabalhar fazendo entregas de jornais. Mais tarde, conseguiu ser auxiliar em um escritório. Em 14 de dezembro de 1941, Octávio morre em Campinas. Por esse motivo, Aurora vendeu o jornal e a tipografia para o Padre Florentino Santamaria. Dois anos após a morte de meu pai, eu já com catorze anos de idade  passei a ser o principal arrimo da nossa família. Vim para São Paulo sozinho, em 1947 e, já no ano seguinte, trouxe para cá a minha mãe Aurora e os meus irmãos. Saímos de uma casa enorme, com nove quartos (tinha sido um hotel antes de meu pai comprá-la) e viemos morar num cortiço, numa “casa” de apenas um quarto e uma cozinha, que inclusive ficava do lado de fora. O banheiro era um só, para uma dezena de famílias. “Esse cortiço eu retratei tal como era, na novela “Vida Nova”, que escrevi para a TV Globo.” Em São Paulo, no início, cheguei a lavar o chão de um banco, nas madrugadas, e a trabalhar numa banca de feira livre. “Mas tudo valeu como experiência de vida e que só me enriqueceu”, relatou Benedito Ruy Barbosa. Com a sua saga jornalística, Benedito Ruy Barbosa, inicia seu trabalho em rádio, chegando a ser repórter esportivo de seis veículos de comunicação: Última Hora, Gazeta Esportiva, Correio Paulistano, Esporte News, Mundo Esportivo e Sucursal da Manchete. Outra grande paixão de Ruy é o futebol. São Paulino aguerrido ocupa a função de Conselheiro do São Paulo Futebol Clube, há mais de 30 anos. Além de trabalhar em rádio como cronista esportivo, também foi repórter publicitário, contador, comprador de café, até tornar-se um tele novelista famoso. Sua primeira novela: Somos Todos Irmãos, foi levada ao ar em 1964, pela extinta TV Tupi. Daí em diante, suas novelas passaram a ter sucessos e mais sucessos.
Na Rede Record - Inaugurou a programação de novelas com “A Última Testemunha”.
Na Rede Globo - Escreveu: O Feijão e o Sonho, À Sombra dos Laranjais, Cabocla, Paraíso, Voltei pra Você, Sinhá Moça e Vida Nova.
Na TV Bandeirantes - Escreveu: Pé de Vento e Os Imigrantes.
Na TV Manchete - Em 1990, a Tv. Manchete é campeã de audiência com PANTANAL, considerada uma obra prima.
De volta a TV Globo -  Apresentou outros grandes sucessos: Renascer, O Rei do Gado, Terra Nostra e Esperança.
Fontes:
Arquivos do Cartório de Registro Civil e Igreja Católica de Gália, Jornal Folha de São Paulo de 17/08/1995, Jornal O Estado de São Paulo de 07/03/1993 e relatos do tio Alberto Medeiros e Benedito Ruy Barbosa.
Fonte do Histórico:
Texto extraído da Obra - DOCES LEMBRANÇAS DE OUTRORA.
Autores: Maria Zeila Sellani Pontes e Rosemari Gattás Barnesi.
Gentílico: Galiense

GALERIA DE PREFEITOS

JORGE FRAY JUNIOR14/04/1928 à 15/01/1929
GALDINO MANOEL RIBEIRO16/01/1929 à 30/10/1930
ARACY CESAR SOARES31/10/1930 à 31/12/1930
O. G. PUPO01/04/1931 à 30/09/1932
O. G. PUPO01/10/1932 à 01/10/1933
ARACY CESAR SOARES30/10/1933 à 27/07/1938
JOSÉ RODRIGUES DE MIRANDA28/07/1938 à 24/08/1942
ANTÔNIO NORA24/08/1942 à 31/12/1947
CUSTÓDIO DE ARAÚJO RIBEIRO01/01/1948 à 31/121951
ANTÔNIO NORA01/01/1952 à 31/12/1955
CUSTÓDIO DE ARAÚJO RIBEIRO01/01/1956 à 25/05/1959
JOÃO OTTONICAR26/05/1959 à 31/12/1959
JOÃO FERREIRA01/01/1960 à 31/12/1963
ROMEU SCARAMUCCI01/01/1964 à 31/01/1969
OSWALDO FERREIRA01/02/1969 à 31/01/1973
DR. CELSO BONINI01/02/1973 à 30/01/1977
SINGI YAMAZACHI01/02/1977 à 31/01/1983
ALIATO SASSO01/02/1983 à 31/12/1988
NEWTON RODRIGUES FREIRE01/01/1989 à 31/12/1992
ERMANO PIOVESAN01/01/1993 à 31/12/1996
SIDRACHI PIRES DE ALMEIDA01/01/1997 à 31/12/2000
ERMANO PIOVESAN01/01/2001 à 31/12/2004
ERMANO PIOVESAN01/01/2005 à 31/12/2008
RENATO INÁCIO GONÇALVES01/01/2009 à 31/12/2012
NEWTON RODRIGUES FREIRE01/01/2013 à 31/12/2016
RENATO INÁCIO GONÇALVES01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. JORGE FRAY JUNIOR, foi o primeiro Prefeito de Gália.