HISTÓRICO


A ORIGEM

OS DESBRAVADORES - VERDADEIROS CONQUISTADORES

Nos fins do século XIX, princípio do século XX, começou aparecer compradores interessados por essas terras. Eles atravessavam o Rio Grande e ficavam fascinados com tanta riqueza a serem conquistadas. Um deles definiu esta região como sendo o Coração de São Paulo. Abriram se as portas do sertão. Os desbravadores ou conquistadores foram chegando. Vieram de Minas Gerais, na sua maioria do Triângulo Mineiro. Outros chegaram, vindos de outras paragens. Era quase impossível atingir essa região pelo Estado de São Paulo. Para chegarem aqui, eles atravessaram o Rio Grande pelos Portos: Espigão Alto, Brejaúba, Mandioca e Mansinho. Na sua maioria vinham abrindo picadas, até chegarem na suas glebas. Escolhiam o melhor lugar, sempre perto de um córrego onde pudessem fazer açude para tirar um rego d'água que viesse tocar o monjolo, o moinho e outras necessidades. Preferiam o calabouço do monjolo bem grande, onde gostavam de tomar banho. Abriam uma clareira, construíam um ranchão de pau-a-pique, piso de chão batido, coberto com folhas de bacuri ou sapé. Em lugar bem próximo à casa, levantavam um cruzeiro. Depositavam toda confiança na proteção desse símbolo da Fé Cristã: a Cruz.
Trabalhavam a terra com seus filhos maiores e alguns braçais que vinham juntos. A maioria desses trabalhadores braçais ficou no esquecimento. São desbravadores anônimos. Os conquistadores ficavam num lugar durante uma grande temporada davam-lhe traços de civilização, depois iam buscar suas famílias. Consta que o pioneiro e desbravador senhor Peregrino Benelli, era entendido no assunto de cura, possuía um livro de orientação e remédios em sua casa para casos de emergência, isto é, uma espécie de botica. As pessoas sabendo disso, quando ficavam doentes, corriam em busca de socorro. Acampavam próximos à sua residência e ficando aí até sararem. Outros porém preferiam continuar próximas do recurso e ali fixavam residência. Com o passar dos tempos foi-se formando um aglomerado de abrigos no Benelli. Esse local passou a ser conhecido como AGLOMERADO BENELLI.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
As primeiras mudanças foram feitas em lombo de burro, mulas, cavalos e outros animais de carga. Eram as mudanças de cargueiros. Não havia estradas propriamente ditas. Eram apenas picadas, trilhas, caminhos, veredas... O trânsito era feito a pé, a cavalo ou em outro animal de sela. Por volta de 1904, tinha início nestas terras, um núcleo de moradores, que mais tarde, iriam denominar esta parte de “Arraial dos Patos”. Tal fato (nome do arraial) ocorreu devido às histórias contadas por moradores que, quando os engenheiros encarregados da colocação de marcos para a abertura de estradas nesta região, acompanhavam nas proximidades de um riacho, onde banhavam se numerosos patos, provindo daí o nome desta localidade. O povoado nascente sempre foi denominado de Patos, pois situava se dentro da gleba cujo nome era Patos. O povoado ia crescendo e requerendo, dia a dia, um chefe único para nortear o seu destino administrativo. Em 28 de setembro de 1911, houve a fundação oficial do povoado, feita por Peregrino Benelli e sua esposa Dona Antônia Correia da Silva, através da Escritura de Doação de 30 alqueires de terra, para a formação da FREGUESIA DOS PATOS, onde se tem registros do inicio da história. Primeiramente, a freguesia de Patos pertenceu ao município de Barretos, mais tarde à de Olímpia e depois ao de Nova Granada.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Um grupo de pessoas resolveu nomear o senhor Vicente Luiz Costa, para chefiar, proteger, orientar e administrar o destino da Freguesia de Patos. Com  muita dedicação e trabalho ele conseguiu:
Distrito Policial:
Através do Decreto Lei Estadual, de 14 de outubro de 1913, a criação do Distrito Policial, sendo ele o primeiro Chefe Policial da Freguesia de Patos. Posteriormente o Distrito Policial passou a pertencer ao município de Olímpia.
Confirmação do Nome:
Em 1917, Vicente Luiz Costa conseguiu a confirmação do nome de Arraial dos Patos. Criado o Foro de Vila, construíram igreja, cadeia pública, escolas e casas.
Distrito de Paz:
Em 29 de Novembro de 1921, através do Decreto Lei Estadual nº 1801, o povoado foi elevado à categoria de Distrito de Paz. Criado o Distrito de Paz, o senhor Vicente traz de Barretos, José Correia Primo com escrivão de paz. Nessa época deixou o cargo de chefe de policia (suplente ou subdelegado) para assumir o de Juiz, para o qual foi nomeado. Com a instalação do Cartório de Paz, houve grande desenvolvimento no Arraial dos Patos. No dia 30 de dezembro de 1931, faleceu aos 61 anos de idade, o pioneiro Vicente Luiz Costa. Nesses vinte anos ele foi visto como um chefe e grande administrador.

ORIGEM DO NOME
O primitivo nome desta localidade foi AGLOMERADO BENELLI, pois os habitantes que aqui chegavam aglomeravam se em torno da residência do senhor Peregrino Benelli, desbravador e doador destas terras. O que importa nisso tudo é que, do embrião dessa localidade nasceu o ARRAIAL DOS PATOS, à margem do Córrego das Pontes. Em 28 de setembro de 1911, quando foi lavrada a escritura de doação destas terras, foi sugerido mudar a denominação para NOVA OLYMPIA, pois  as terras foram outorgadas do Senhor Bom Jesus para o adquirente A Fábrica da Paróquia de Vila Olympia que pertencia ao Bispado de São Carlos. Não aceitaram a sugestão e o Arraial dos Patos passou a ser denominado de FREGUESIA DO SENHOR BOM JESUS DOS PATOS.
Por ocasião da criação do município, foi exigida da Comissão que tratava da documentação, a troca do nome, pois existiam outras cidades mais antigas com o mesmo nome. Uma em Minas Gerais e outra na Paraíba. Convocou-se então uma reunião para escolher um novo nome. Muitos sugeriram nomes conservando sempre o original Patos, ou seja, Patos Paulista, Patos do Rio Grande, Patos da Interjacente, Bovinópolis, Invernópolis, Patópolis, Luizópolis, Entre Rios e outros. Desses nomes foram escolhidos três, que fossem levados ao governador e este escolhesse um deles. Os escolhidos foram: Patos do Rio Grande, Patos Paulista e Invernópolis. Definidos os nomes, a Comissão partiu para a Capital para levar os nomes sugeridos. Em lá chegando, foram recebidos pelo então Interventor do Estado, Dr. Ademar de Barros que, ao recebê-los foi logo anunciando: o município de vocês está criado, e o nome escolhido para o novo município vai ser PAULO DE FARIA, para homenagear meu amigo e companheiro, morto em desastre de avião. A Comissão, diante deste fato, nada pode contestar, pois a meta estava atingida, criar o município.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de Novembro de 1938, através do Decreto Lei nº 9755, o Distrito foi elevado à categoria de Município, desmembrado do município de Olímpia. Por força deste mesmo Decreto, o município teve seu nome alterado de PATOS para PAULO DE FARIA. Sua instalação ocorreu em 14 de Abril de 1939, tendo por Distritos, Orindiúva e Veadinho, hoje Riolândia. Nesta ocasião foi nomeado, pelo Governo do Estado, o primeiro Prefeito Municipal, Othenevil Luiz Arantes. Em 18 de Novembro de 1945, foi criada a Comarca de Paulo de Faria.

BIOGRAFIA – PAULO DE FARIA
O cidadão que emprestou seu nome ao município de Paulo de Faria nasceu na cidade de Franca, aos 25 de fevereiro de 1826. Era filho do Dr. João Faria, Deputado Federal pelo Partido Republicano Paulista (PRP), e Dona Maria Andrade Vilela. O seu nome foi dado ao município em atendimento à solicitação do então governador, Dr. Ademar de Barros, na época da emancipação do município. Paulo de Faria era Secretário de Estado deste governo, e na ocasião, havia morrido em um acidente aéreo.

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE PAULO DE FARIA
A Estação Ecológica de Paulo de Faria foi à primeira do gênero no Estado de São Paulo, criada pelo Decreto Lei Estadual n° 17.724, de 23 de setembro de 1981. Originou-se da desapropriação pela Companhia Energética de São Paulo (CESP), em março de 1979, para oferecer refúgio á fauna e flora da região, e o reassentamento de animais oriundos das áreas utilizadas para a formação do Reservatório Hidrelétrico de Água Vermelha. A criação foi instituída em função de ser um dos poucos remanescentes da floresta estacional Semidecidua, localizada na bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande, e de seu grande valor cultural e científico, sendo de inestimável contribuição para a realização de pesquisas básicas e aplicadas do meio ambiente, e ao desenvolvimento da educação conservacionista, bem como para a preservação do ecossistema representativo da região.
O que é uma Estação Ecológica?
É uma área geográfica delimitada em função de sua relevância ambiental, tendo como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. Nessa categoria, a visitação pública é permitida apenas quando o objetivo é educacional.
Vegetação:
A vegetação da Estação Ecológica de Paulo de Faria é classificada com Floresta Estacional Semidecidua. A Estação é constituída por aproximadamente 170 espécies arbóreas e arbustivas distribuídas em 42 famílias, sendo que as espécies mais abundantemente encontradas são o ipê branco, aroeira, angico, jequitibá-branco, ingá, cedro-do-brejo e espeteiro.
Fauna:
São encontrados, na Estação Ecológica, vários mamíferos em perigo, vulneráveis ou ameaçados de extinção, tais como o bugio, mico-estrela, sagüi, macaco-prego, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, jaguatirica, onça-parda, lobo-guará, cateto, cotia, paca, gato-mourisco e guaxinim. As aves encontradas na Estação são tovacuçu-malandro, balança-rabo-branco, ema, jaó, arara-vermelha, arara-canindé e a arara-azul.

REGISTRO DO HISTORIADOR - LINHA DO TEMPO

DESTAQUE DO FUTEBOL BRASILEIRO

Marco Antônio Ribeiro, popularmente conhecido como “Boiadeiro” nasceu no município de Paulo de Faria, em 13 de junho de 1965, e foi revelado no Botafogo de Ribeirão Preto, no ano de 1985, quando jogou ao lado de Raí ídolo do São Paulo no início dos anos de 1990. Por sua vez, Boiadeiro também acabou traçando uma bela carreira no futebol conquistando títulos importantes pelos clubes em que passou. O primeiro grande clube que apostou no talento de Boiadeiro foi o Guarani, que contratou o jogador em 1986. Naquele mesmo ano, o Guarani chegou até a final do Campeonato Brasileiro, perdendo o título para o São Paulo na disputa de pênaltis. Três anos mais tarde, já vestindo a camisa do Vasco da Gama, “Boiadeiro” deu o troco no São Paulo, conquistando o título de Campeão Brasileiro de 1989, em cima do tricolor paulista. Depois do Vasco, Boiadeiro foi jogar no Cruzeiro, aonde veio a participar das conquistas de duas Supercopas e de uma Copa do Brasil. Neste período em que passou no Cruzeiro, Boiadeiro viveu possivelmente sua melhor fase técnica, tanto que chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira, pela qual disputou a Copa América de 1993.  Infelizmente, acabou perdendo a vaga na Seleção, quando o Brasil foi eliminado pela Argentina nas quartas-de-final do torneio, depois de desperdiçar sua cobrança na disputa por pênaltis, em que a Argentina venceu por 6 a 5. Em 1994, após três anos defendendo o Cruzeiro, Boiadeiro teve uma rápida passagem pelo Flamengo e, em seguida, transferiu-se para o Corinthians. Marco Antônio Boiadeiro, já proporcionou jogos amistosos beneficentes às entidades do município. Em 2003, em Paulo de Faria, o então prefeito da época realizou uma homenagem ao jogador, denominando de “Marco Antônio Boiadeiro” a Quadra Poliesportiva que foi construída no Bairro Patrimônio Novo.

OUTROS JOGADORES DE DESTAQUE
- Oscar Ribeiro Filho (in memoriam): América Futebol Clube de São José do Rio Preto.
- Paulo Luiz de Almeida Filho: Jogou pelo Botafogo de Ribeirão Preto, e outros times paulistas.
- Oscar Ribeiro Filho - Atuou pelo América de Rio Preto e também pelo Fluminense do Rio de Janeiro.
- Alaor Francelino - Atuou pelo Tanabi Esporte Clube, da cidade de Tanabi.

O BERÇO DAS MONTARIAS EM TOUROS NO BRASIL
Paulo de Faria sediou a Segunda Festa do Peão de Boiadeiro no Brasil. A primeira Festa foi realizada na cidade de Barretos. A cidade que ficou conhecida como “Berço dos Cowboys da Montaria em Touro” mantém a tradição há mais de 50 anos. Por ter sido a primeira cidade brasileira a realizar rodeio nessa categoria, por volta de 1962, a cidade é, também, berço de nomes consagrados do rodeio como: Esnar Ribeiro, Dener Barbosa, Eurípedes Rosa, Milton Célio Rosa, Salustiano Ribeiro, Tião Procópio, Vilmar Felipe, sendo que, os quatro últimos já foram campeões da Festa do Peão de Barretos e já participaram, em anos diferentes, do Desafio do Bem em Barretos, arrecadando um total de quatro milhões de reais, que foram destinados ao Hospital de Câncer

GRANDES NOMES DO RODEIO NACIONAL

SEBASTIÃO PROCÓPIO:

Neto e filho de fazendeiro, Sebastião Procópio, mais conhecido como “Tião Procópio”, é natural de Paulo de Faria. Mentiu para os pais dizendo que queria estudar nos Estados Unidos. Na verdade, o objetivo era se aventurar no esporte em touros. De lá, trouxe todos os equipamentos (corda, espora, luva), montou uma boiada, e com ela realizou o primeiro rodeio em touros no Brasil. Tião se apresentou em inúmeras arenas brasileiras, e também nos Estados Unidos, onde foi consagrado campeão por diversas vezes. Mas, também sofreu muitas contusões, e no ano de 1990, se afastou das montarias, mas não das arenas. O lendário virou juiz, profissão que ele exerce até os dias atuais, na qual foi premiado por cinco vezes melhor juiz de rodeio pelo troféu “Arena de Ouro”, em São Paulo. Tião ainda serviu de inspiração para o personagem de mesmo nome na novela “AMÉRICA” (2005), da Rede Globo, escrita por Glória Peres.

VILMAR FELIPE:
Considerado uma lenda viva, Vilmar é sem dúvidas um dos melhores atletas que o esporte já teve. Campeão dos maiores eventos do Brasil como: Barretos, Jaguariúna, Americana e Colorado, Vilmar ganhou vinte e cinco carros, vinte e cinco motos e uma camionete. Todos esses prêmios revertidos na moeda atual ultrapassariam o valor de um milhão de reais. Vilmar também já montou nos EUA, e se saiu muito bem. Deixou a missão de abrir as portas do país para os brasileiros. Vilmar Felipe se aposentou em 2000. Em quase vinte anos de carreira profissional, esse homem fez história no esporte mais radical do planeta.

SALUSTIANO PROCÓPIO RIBEIRO:
O jovem “Salu”, como era conhecido nos rodeios, começou a montar aos 18 anos, e competiu por cerca de dez anos, ganhava tudo o que disputava, é irmão do ex-jogador de futebol Marco Antônio Boiadeiro e primo de Tião Procópio. Salu ganhou todos os rodeios num raio de 200 quilômetros de São José do Rio Preto, e parou sem sofrer contusões sérias. Nascido e criado em Paulo de Faria, começou a montar aos 21 anos de idade. Em torno de sua carreira foi campeão em Barretos em 1990, sendo também campeão em mais de 50 rodeios pelo Brasil, acumulando um total de 4 carros e 51 motos. Milton Célio Rosa foi seu dublê na novela Ana Raia e Zé Trovão.

EURÍPEDES FRANCISCO ROSA FILHO:
Também filho de Paulo de Faria, começou a montar com 14 anos. Irmão de Milton Célio Rosa, Eurípedes Rosa ganhou nos rodeios, 38 motos e 5 carros, foi obrigado a mudar seu nome para Pim Rosa porque os locutores americanos não conseguiam falar seu nome. “Pim Rosa” com muito orgulho levou o nome de nossa cidade para os Estados Unidos, onde residiu por vários anos, e até hoje é convidado para temporadas de rodeios.

DENER BARBOSA:
Dener tomou gosto pelo rodeio quando tinha só 13 anos. Logo na estreia, ganhou o título de campeão. Desde então, ele vem se destacando no cenário do rodeio brasileiro. Como competidor, ele recebeu o título de “Neymar” da montaria em touro.

ESNAR RIBEIRO FILHO:
Apresentador de TV e comentarista de rodeio, filho do saudoso Professor Esnar Ribeiro, “Esnarzinho,” foi o precursor do Rodeio em Touros no Brasil

OUTROS PEÕES FAMOSOS DE PAULO DE FARIA:
Carlos Manoel Ribeiro Mello, Milton Célio Rosa Junior, Neném, Edão Junior (in memoriam),  Juciamar Cotrim (Mazinho), Alexandro Jaques e Sabará (Peão de Cavalos). A cidade de Paulo de Faria, também possui um campeão de “laço em bezerro”, “Nolbeto Bobeda”, campeão em Barretos, Jaguariúna, Americana, Paulo de Faria, e outras cidades brasileiras, além de participar de várias competições nos Estados Unidos onde trouxe para nós vários prêmios.

HISTÓRICO DA “LINGUIÇA CUIABANA”
A história da linguiça cuiabana é bem antiga. Remete ao início da década de 1950, com o fazendeiro Zenha Ribeiro. A neta dele, Regina Maria Ribeiro Aziz Martins, conta que o avô viajava por todo o País. Certa vez, foi convidado por um fazendeiro matogrossense para um churrasco em Uberaba, Minas Gerais. Por lá, provou um tipo de linguiça diferente, receita da mulher do fazendeiro. O senhor Zenha se apaixonou pelo sabor, e tratou de aprender as técnicas e ingredientes para produzir na própria fazenda. Na primeira oportunidade, mostrou aos seus convidados, e todos aprovaram e quiseram saber o nome da iguaria. Como não sabia, disse que era a linguiça feita “pelas cuiabanas”, apelido dado na época, a todos os nascidos em Mato Grosso. O nome pegou e se espalhou. O curioso é que nem no Mato Grosso, nem em Uberaba, a linguiça é tradicional. “Tenho parentes em Cuiabá que dizem não ter por lá,” afirma Regina. O sucesso começou mesmo em Paulo de Faria, pois o senhor Zenha fazia churrascos na fazenda, e pessoas de toda a região compareciam. A fama da linguiça extrapolou os limites da cidade. O fazendeiro Zenha morreu em 1977, mas a receita permaneceu com parentes, amigos e conhecidos. A família nunca produziu para vender. Era apenas para consumo próprio. E até hoje ainda faz para ocasiões especiais, como o aniversário de uma das filhas de Zenha, dona Durvalina, 91 anos, mãe de Regina. “Aí chamamos um cozinheiro de Paulo de Faria que prepara a linguiça da mesma forma que meu avô a preparava,” conta Regina. Hoje em Paulo de Faria, essa receita está na linguiça SNAKE CUIABANA, que é embalada e vendida em todo o território nacional e também exportada. O empresário que aprendeu a fazer a receita, diz que realmente à linguiça é um sucesso, e quer participar das ações de turismo gastronômicos da cidade.
Fonte:
Texto Extraído da Obra – A SAGA DE UM POVO.
Autora – Maria Noêmia de Moura Rezende.
Revisor - Professor Dr. José Vasconcelos Rezende.
Gentílico: Paulofariense

GALERIA DE PREFEITOS NOMEADOS
PERÍODO DITATORIAL


OTHENEVIL LUIZ ARANTES11/04/1930 à 05/06/1940
CLARISMINO LUIZ PEREIRA05/06/1940 à 11/11/1942
DR. LUIZ ANTÔNIO PENTEADO DE CASTRO (substituto)1942 à 1945
DR. OTÁVIO HELENE (substituto)
CLARISMINO LUIZ PEREIRA29/09/1945 à 24/03/1947
VIRGILIO BRAIDA (substituto)28/03/1941 e 1944
ADEMAR RODRIGUES DA CUNHA20/04/1947 à 31/12/1948


GALERIA DE PREFEITOS ELEITOS
PERÍODO DEMOCRÁTICO


LOURIVAL RIBEIRO DE MENDONÇA11/11/1948 à 11/06/1949
DR. NEY COUTINHO DE SOUZA01/06/1949 à 31/12/1951
ADEMAR RODRIGUES DA CUNHA01/01/1952 à 25/12/1954
CLARISMINO LUIZ PEREIRA26/12/1954 à 31/12/1954
ADELOR BORGES01/01/1956 à 31/12/1959
QUEID TUFAILE HUAIXAN1/01/1960 à 31/12/1963
ARY FLORIANO DE ATHAYDES01/01/1964 à 31/11/1969
SALUSTIANO RIBEIRO01/12/1969 à 31/01/1973
ARY FLORIANO DE ATHAYDES01/02/1973 à 31/01/1977
DR. OSCAR ROBERTO FILHO01/02/1977 à 31/12/1982
DR. ENIS FONSECA01/01/1983 à 31/12/1988
DR. LUIZ DESIDÉRIO BORGES01/01/1989 à 31/12/1992
DR. ENIS FONSECA01/01/1993 à 31/12/1996
DR. LUIZ DESIDÉRIO BORGES01/01/1997 à 31/12/1999
DOUGLAS DE LIMA RIBEIRO01/01/2000 à 31/12/2004
DR. LUIZ DESIDÉRIO BORGES01/01/2005 à 31/12/2008
HERLEY TORRES ROSSI01/01/2009 à 01/10/2012
SÔNIA MARIA LEAL QUEIROZ DE PAULA04/10/2012 à 31/12/2012
HERLEY TORRES ROSSI01/01/2013 a 26/11/2014
ANTÔNIO PAULO MOREIRA DA SILVA27/11/2014 à 12/05/2015
MÁRIO DE FELÍCIO NETO12/05/2015 à 31/12/2016
MARLON JOSÉ BERNARDES PEREIRA01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.:
O Sr. Othenevil Luiz Arantes foi o primeiro Prefeito de Paulo de Faria (Nomeado).
O Sr. Lourival Ribeiro de Mendonça foi o primeiro Prefeito de Paulo de Faria (Eleito).