HISTÓRICO


A ORIGEM
Araçatuba era à entrada do sertão. Dali para adiante havia um mundo diferente. A vida a enfrentar era dura, áspera, incerta. Mas sentiam-se fortes e dispostos à luta. Estavam prontos para a realidade ainda desconhecida. Dispostos a enfrentar as derrubadas da mata na terra virgem que prometia dar ao braço que a trabalhasse aquela fartura que outros solos não lhes concederam. Eram todos imigrantes cheios de coragem para novas lutas, empolgados pela esperança da propriedade futura. Estavam entrando na boca do sertão que se estendia a partir dali até a barranca do Rio Paraná. Era a esperança de um dia, embora distante, virem a serem os senhores desta terra. Era a chama do ideal, de coragem e decisão a jogá-los na luta que teriam de enfrentar. Muitos iriam enriquecer, certamente. Outros, se não a maioria, ficariam apodrecendo na terra nova, tombados como valentes, olhos comidos pelo tracoma, chupados pela disenteria, marcados pela ferida brava. Esses valentes pioneiros de Valparaíso irradiavam felicidade e sonho. Estavam entrando na variante. Zona nova se abrindo além de Araçatuba.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Partiram de Araçatuba palmilhando trilhos em lombo de animal. Da mata desprendia o cheiro penetrante e vivo do pau-d’alho, padrão de terra boa. Essa mata toda seria derrubada e coberta de café, a riqueza do País, já na década de1920. Foram vários pioneiros, porém destacamos como fundadores: Francisco de Paula Carvalho Sobrinho, Dr. Francisco Vieira Leite, João Rodrigues Gomes, João Máximo de Carvalho, Francisco Fernandes Filho, Jorge Brandine, Jorge Pupo, Pedro Victor e Oliver Rodrigues. Em 1915, Cantidiano Vieira,tio de Dr. Leite, recebeu do Estado à concessão desta área. Em 1919 iniciou a venda das glebas. A mata já sendo derrubada para o plantio do café.
Oficialmente em 1927 ficou estabelecido o perímetro para a instalação doPatrimônio. A derrubada da mata se iniciou ao leste da cidade, na altura da antiga Estação Rodoviária, chegando até a Praça Oscar de Arruda. A região de Araçatuba era habitada pelos índios Caingangs, porém nesta área, não havia tribos e não houve problemas com os índios. A Estrada de Ferro Noroeste inaugurada em Bauru em 27/09/1906chegou a Araçatuba em 02 de dezembro de 1908. Breve os trilhos romperiam em frente, era o progresso. Em primeiro de outubro de 1932, inaugura-se a Estação Ferroviária.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 10 de Julho de 1934, o povoado é elevado à categoria de Distrito de Paz, através do Decreto Lei Estadual n° 6.546, pertencente ao município e comarca de Araçatuba. Para que Valparaiso fosse elevado a Distrito, devemos ao empenho e trabalho dos senhores: Dr. Dario Guarita, dono de Cartório em Araçatuba e Dr. José Coelho Junior, advogado também de Araçatuba e ao nosso Dr. Leite. Todos continuaram no esforço de municipalizar Valparaiso.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 08 de Janeiro de 1937, através do Decreto Lei Estadual n° 2859, Valparaiso é elevado à categoria de Município, desmembrado do município de Araçatuba. Em 30 de março de 1937 é instalada a Comarca de Valparaíso pelo Decreto n° 9775, e o senhor Benedito de Mello foi o primeiro Prefeito, não eleito pelo povo, mas sim pela primeira Câmara de Vereadores, constituída no mesmo dia - 30 de Maio de 1937. O primeiro Presidente da Câmara foi o Dr. Francisco Vieira Leite.

O DESENVOLVIMENTO E A CRISE MUNDIAL DO CAFÉ

O município de Valparaíso entra em plena fase de desenvolvimento. A década de 1940 foi de ouro para a cidade. Estávamos caminhando para ser uma segunda Araçatuba. Em 1945 a população vivia na zona rural. Nosso progresso, nossa riqueza estava nos cafezais floridos, produzindo. Seis estabelecimentos bancários instalam-se na cidade. Já tem inicio os trabalhos nos setores da educação, da saúde e do saneamento básico. De barriga cheia todos trabalhavam, sobrava trabalho, faltava mão de obra. Esta terra era o Eldorado causando admiração a todos. Em 1955 aparece o fenômeno sócio econômico, pela nova política econômica do Governo Federal. O café despenca nas Bolsas de Valores, caem vertiginosamente às exportações. A crise mundial do café se instala.

BENEDITO DE MELLO –O PRIMEIRO PREFEITO
A 08 de janeiro de 1937, pelo Decreto n° 2859, Valparaíso se torna Município, tendo sido instalado em 30 de maio do mesmo ano, quando tomaram posse o Prefeito e a Câmara Municipal. Foram nossos primeiros Vereadores escolhidos: Dr. Francisco Vieira Leite como Presidente da Câmara, Heitor Serapião como Vice-Presidente, e Apolon Denys, António Jorge Ayub, Alziro Barbosa da Silveira e Oliver Rodrigues. Eram dois candidatos á Prefeitura: Alziro Barbosa da Silveira e Benedito de Mello. Dr. Leite e Antônio Ayub empenharam-se para que fosse Alziro Barbosa da Silveira. Outros vereadores não cederam e Benedito de Mello, foi eleito por esta Câmara como primeiro Prefeito de Valparaíso. Deu-se a instalação da Comarca em 30 de maio de 1938, pelo Decreto n° 9775 - Valparaíso estava elevado à categoria de comarca. Benedito de Mello era de Araçatuba, fiscal dessa Prefeitura. Veio para Valparaíso bancando jogo de bicho e carteado, tornando-se popular e não deixando de ser bom homem. Aqui se casou com Anna, filha de Cícero Rodrigues. O mandato de Benedito de Mellofoi iniciado em 30 de maio de 1937, e terminado em 16 de agosto de 1938. Dentro do possível  sua curta gestão, de um ano, dois meses e oito dias foi profícua. A Lei n° 1 do Prefeito Benedito de Mello, não a encontramos nos arquivos da Prefeitura. Passamos aos leitores os principais atos do Prefeito Benedito de Mello. O Prefeito Benedito de Mello e outros que se seguiram, muito devem ao secretário Henrique Bonilha de Oliveira, rapaz inteligente, culto, gabaritado como secretário e outras funções.

DESMEMBRAM-SE OS DISTRITOS
No dia 1° de janeiro de 1945, foram instalados os municípios de Mirandópolis, Lavínia e Lucélia. Nossa extensão territorial diminui, nossa arrecadação financeira cai. Até 31 de Dezembro de 1944esses municípios foram Distritos de Valparaiso. O senhor Oscar de Arruda então Prefeito Municipal de Valparaiso, deu posse aos novos prefeitos por determinação do Governo do Estado.

REGISTROS DO HISTORIADOR - LINHA DO TEMPO
Na década de 1940 tudo indicava - estávamos na rota certa para chegar ao porto seguro. Em a Memória para Valparaiso, anotamos suscintamente algumas datas ou notas relevantes, extraídas dos arquivos do Jornal O Valparaiso, cedidos gentilmente pelo senhor Clóvis Massaroto. O assunto de várias notas, está citado noutros tópicosou mesmo nas “Raízes”mas é gratificante ler “O ACONTECEU EM VALPARAISO”.
Em 1928 - Surge a primeira Padaria, de Joaquim Padeiro - o forno ficava na rua.
Em 1933 - Chega à Valparaiso o farmacêutico Armando Fusaro, sua grande farmácia era onde está a Farmácia Aguapeí dos Irmãos Tanabe.
Em Julho de 1933 – Ocorre a inauguração do Cemitério.
Em 1934 - é instalado o telefone em Valparaiso, através da Cia. Telefónica  Rio Preto. O pioneiro da instalação foi João Cernach.
Em 1941 – Falece o Dr. António de Areia Leão, primeiro médico de Valparaiso, seu corpo foi sepultado, na sepultura n°98, no cemitério local.
Em 1941 – Falece o Dr. Carvalho Neto, grande causidico e colaborador assíduo do Jornal O Valparaiso.
Em 1941 - Francisco José de Souza é o redator de “O Valparaíso”.
Em 07 de Dezembro de 1941 - Estamos no 4° ano do jornal “O Valparaíso”, n° 193 e notícia é a primeira calçada construída na cidade, em frente ao prédio Hotel Gomes, de António Rodrigues Gomes. Nesta época falta mão-de-obra, e sobram empregos. Dois milhões de tijolos espalhados nas ruas, não há quem assentá-los.
Em 04 de Janeiro de 1942 - Criação da Coletoria Federal, instalada em 09 de março de1942. Inaugurada com solenidade em 24 de março de1942. O primeiro Coletor - Arsênio Romero Gimenez.
Em 19 de Abril de 1942 - Inauguração da agencia do Banco do Brasil, e Inauguração da Luz Elétrica, às 19 horas, pelo  Prefeito Oscar de Arruda.
Em 26 de Abril de 1942 - Criação do Posto de Saúde, por Dr. Horácio Figueiredo, Secretário da Saúde.
Em 03 de Maio de 1942 - Falece em Lins, no Colégio Diocesano, aos 13 anos, Osvaldo Fernandes, com o registro de nº 02 de Valparaíso. Era filho de Francisco Fernandes Filho, o Chico Magro.
Em 20 de Setembro de 1942 - Proibição do desmatamento desordenado para a preservação da natureza. OBS: Há 51 anos Valparaíso já possuía censo ecológico!
Em 20 de Setembro de 1942 - Aterrissa pela primeira vez um avião em Valparaíso, pilotado por Ernesto Batelli e Isair Pereira.
Em 15 de Outubro de 1942 - Instalação do Posto de Saúde, e o primeiro médico: Dr. Ubaldo Barbante.
Em 15 de Outubro de 1942 -Instalação da L.B.A. - Toda a sociedade local presente, secretariada por Heitor Serapião. Não consta a hora da instalação.
Em 20 de Novembro de 1942 - A sericicultura se desenvolvendo a passos rápidos por orientação do agrônomo Dr. Nivaldo Bonilha.
Em 22 de Novembro de 1942 - Estudos para a criação da Associação Comercial de Valparaiso.
Em Dezembro de 1942 - Entrega de Diploma com “festa suntuosa” aos alunos que concluíram a quarta série do Grupo Escolar. Pela manhã Missa na Matriz, celebrada pelo Padre Mauro Eduardo. À noite no “Cine São José” comparecendo Valparaíso em peso, solene entrega de Diplomas. Formada a mesa com as autoridades os diplomas foram entregues,pelo Dr. Nelson Carvalho Pinto, Juiz de Direito da Comarca local. Logo após, foi realizada sessão cívica – literária pelos formandos.
Em 1943 - Criação do Ginásio Municipal.
Em 20 de junho de 1943 - Todo estrangeiro das nações que formam o “eixo” não podem viajar, só com salvo-conduto expedido pela Delegacia. OBS: A Delegacia se negava a dar.
Em 27 de junho de 1943 –Foi realizado o primeiro baile a rigor (longo) nos salões do Valparaíso Clube, com “Pedrinho e sua Orquestra”.
Em 19 de Dezembro de 1943 – Foi realizadaa primeira exposição de Pintura pelo paisagista Guedes. A exposição foi na Biblioteca, e todos os 20quadros expostos foram vendidos.
Em 05 de Março de 1944 - Épublicado no Jornal O Valparaíso a primeira propaganda de escritório: “Técnico Comercial” de Tramonte S. Santos, à Av. Noroeste n°65.
Em 24 de Janeiro de 1946 – O Dr. Fernando Costa morre em acidente. Era Presidente do PDS. Foi incansável batalhador pró meio ambiente. Como Governador de São Paulo usou a política ruralista e de amparo aos municípios, beneficiando o homem do campo.
Em 19 de Maio de 1946 - Valparaíso hospeda o Governador Dr. Ademar de Barros. Chegou em 18/05/1946, houve banquete, dormiu, e regressou no dia seguinte, após almoço.
Em 01 de Outubro de 1932, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi inaugurada, dividindo a cidade em “cidade de baixo e cidade de cima”.

HISTÓRIA DA VIDA REAL
O senhor Gregório Prates - Figura marcante, só que, não se pode inclui-lo entre os fundadores e benfeitores da terra. Nunca residiu neste chão. Jamais doou um palmo de terra para a cidade nascente, razão de não termos única rua com seu nome. Não se tem conhecimento de haver contribuído com um tostão para a construção de um melhoramento. Em 1937, nosso primeiro prefeito Benedito de Mello propôs a compra de terreno para o cemitério. Gregório Prates não vendeu. Benedito de Mello desapropriou à bem da comunidade e cercou o terreno. Durante a noite, o ilustre senhor destruiu a cerca com seus empregados (dizia-se jagunços), invadiu o local, destruiu a cerca. Esse lamentável incidente, várias vezes se repetiu, até que, judicialmente o terreno se tornou o campo santo. Assim mesmo, o povo temia nova invasão. Era preciso inaugurar o cemitério para que, Gregório Prates o respeitasse, mas ninguém morria. Fato verídico em Valparaíso. Houve dois ou três óbitos a distância, a precariedade das estradas, a falta de transporte, não dava condições para a inauguração. Bem mais tarde, na série levada pela TV Globo, Odorico Paraguaçu, interpretado com sucesso pelo ator Paulo Gracindo, representou esse episódio. Só que, em Valparaíso foi realidade. Pasmem. Afinal o cemitério foi inaugurado com o falecimento de uma velhinha residente na Fazenda Fortaleza, do Dr. Leite. O povo se acalmou naturalmente. Em 1956, era Prefeito o senhor Rezende Neri Santana, o cemitério precisou ser ampliado. Nova polêmica. Não vendeu, não doou. O terreno foi judicialmente desapropriado. Levantou-se o muro. À noite Gregório Prates, já com trator derrubava o muro. A justiça obrigou-o a levantar.

A CHEGADA DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA
No início do desenvolvimento deste município e região, os meios de iluminação era precária, obtida através de lamparinas abastecidas com o famoso querosene marca Jacaré, ou então com o apetrecho denominado candeia, abastecida principalmente com azeite de mamonas. Ambos os processos produziam uma pequena chama amarelada, de pouco poder de iluminação e grande produção de fuligem. Esses artefatos precisavam de cuidados especiais no abastecimento e limpezas diárias. Era um verdadeiro sacrifício, porém, necessária e inevitável. Ás famílias mais abastadas, fazendas, ou estabelecimentos comerciais, logo trataram de obter um sistema melhor para iluminação, adquirindo os famosos lampiões PETROMAX. Esse tipo de lampião produzia uma luz bastante clara e de grande capacidade de iluminação, porém, era muito perigoso, pois era alimentado à gasolina mantida sob alta pressão, o que provocava certo temor entre os presentes. Posteriormente, surgiram os famosos lampiões ALADIN, que produzia excelente chama para iluminação, alimentado a querosene, e o mais importante, não era preciso nenhuma pressão para funcionasse. Era eficiente, silencioso e sem nenhum perigo. Usavase também lampiões ou lâmpadas a carbureto. É importante notar que apesar da falta total de energia elétrica, logo pudemos contar com um cinema para a alegria dos Valparaisenses. Devido à iniciativa pioneira do Sr. José de Almeida Nogueira, montando o primeiro cinema e um conjunto gerador próprio, tudo funcionava perfeitamente, onde se assistia a excelentes filmes. Terminada essa exibição, desligava-se o conjunto gerador, apagavam-se as luzes, e tudo voltava à escuridão encerrando-se aí a noitada de todos. O primeiro cinema foi inaugurado e funcionou nos anos de 1930 em um prédio construído em madeira, localizado onde hoje é o n° 668 da Avenida9 de Julho - Daí foi transferido nos anos de 1940 para o prédio n° 57 da Rua Borba Gato, onde funcionou até a inauguração do cine TheatroPedutti, a Rua de Juca de Castro n° 530. Finalmente, em meados do ano de 1942, começaram surgir às viaturas e funcionários da CPFL, fincando postes de aroeira, esticando sob estes os cabos, foi quando os Valparaisenses tiveram certeza de que nosso município seria finalmente beneficiado com a força e luz, tão necessária para o desenvolvimento e conforto de todos. Assim, no ano de 1942, com a posse do Sr. José Arimathea Pereira, primeiro gerente da força e luz a assumir esse cargo, a energia elétrica foi definitivamente instalada em nosso município. A Energia que abastecia nossa região era oriunda da saudosa Usina de Avanhandava, sendo dispensada posteriormente, com a construção do complexo Jupiá - Ilha Solteira - na divisa de Mato Grosso.

A PRIMEIRA CHARRETE
Entre os anos de 1940/1950, um jovem de nossa cidade com sobrenome Buzeli, adquiriu e encaminhou para cá, uma charrete e um animal para puxá-la. A Charrete novinha em folha, animal bem cuidado formavam um conjunto harmonioso, que chamava a atenção de todos, quando passavam pelas nossas ruas. Inicialmente, o Buzeli, transportava gratuitamente, os colegas e coleguinhas, pois dar uma volta naquela charrete era novidade. Passado algum tempoos interessados em dar uma voltinha foi aumentando, foi quando o Buzeliresolveu cobrar uma taxa, para a manutenção do veículo e animal. Passado mais algum tempo, o Buzeli, resolveu fazer essas corridas esportivas somente aos domingos, pois durante a semana, ele resolveu empregar aquele veículo para o transporte de pequenas cargas e passageiros, naturalmente, cobrando. E aquela atividade ia às mil maravilhas. A charretinha de Buzeli, não parava. Percorria os vários pontos de nossa cidade sempre lotada, e no final do dia, o Buzeli, contava com bom lucro. Outras pessoas, no entanto, após considerável período de observação, concluíram que, aquele tipo de atividade, era realmente rendosa, sem haver necessidades de grande emprego de capital. Assim, trataram de adquirir também suas charretes o mais rápido possível, a fim de engrená-lo na rendosa profissão de charreteiro. Uns adquiriram as charretes em outras praças outros encomendaram na oficina do Sr. Francisco Batista, e as charretes foram aumentando, aumentando, que chegou ao ponto de contarmos com base de cinquenta unidades em nossa cidade, distribuídas em vários pontos. E assim, de aproximadamente 50 charretes que havia, hoje, temos somente seis, onde dois estacionam-se nas proximidades da estação rodoviária. Outras estão em pontos indeterminados, todas em busca de passageiros, os quais estão cada vez mais escassos.

A IMPRENSA EM VALPARAISO
“Quando da abertura da Variante da Noroeste nossas cidades surgiam no mapa de São Paulo, com a densa mata virgem que vestia a região, repleta de madeira-de-lei, cedendo lugar à uma lavoura pungente de café e cereais, permitindo o desenvolvimento de povoações cheias de vida, dentre essas povoações estava em primeira linha Valparaiso ensaiando seus primeiros passos”. Em, 1936 é fundado o nosso primeiro Jornal O Tempo, pelo jornalista Luiz Franceschini, funcionando em oficina tipográfica de Luiz Augusto de Arruda - seu Diretor Proprietário. O Jornal circulou até 1938 com esse título, passando em seguida a chamar-se O Valparaiso, com os mesmos proprietários, tendo como redator Francisco José de Souza que era o guarda-livros do Dr. Leite e Jamil D'Antônio com excelentes reportagens, com idealismo vibrante, com aquela coragem! Por onde andará Jamil D'Antônio?. Hoje em Valparaiso temos Lázaro seguindo os passos de Jamil. Nos arquivos da gráfica de Clóvis Massarotto, não ficaram exemplares anteriores ao n° 139 com data de 07 de dezembro de 1941. Nesse número já encontramos Dr. Carvalho Neto como colaborador assíduo. Carvalho Neto brilhante causídico engrandeceu a família Forence de Valparaiso como pioneiro na balança da Justiça. Vários advogados na década de1940 por aqui passaram, não podemos esquecê-los como por exemplo Dr. Plinio Noronha, à todos esses, nossos louvores, esses também colaboraram nas páginas de O Valparaiso. A missão do jornalista cumprindo sua nobre tarefa de criticar, rebater, animar, construir - todos que, por Valparaiso passaram, trabalharam apenas pela grandeza da terra em que circulava e ainda circula a folha do jornal. Jornalismo é sem duvida, uma profissão nobre, entre tantas profissões existentes, ele informa, é o orientador da opinião pública esobretudo a guarda avançada da coletividade. Há 50 anos os repórteres que militavam em Valparaiso, classificavam a imprensa exercida por eles com ”Imprensa Cabocla”, porque acima de tudo estavam os interesses da terra em que viviam e que amavam. Era uma imprensa limpa. O Valparaiso fazia questão de mostrar que este jornal fora criado para chamar a atenção dos administradores orientando-os para censurá-los quando não administrassem direito o dinheiro do povo. Também para registrar a vida social, notas pitorescas do dia-a-dia. Trazia em suas páginas poemas, crónicas, artigos defendendo a preservação da natureza, e, olhe lá - há cinquenta anos! Nos primeiros anos da década de 1940, auge de nosso progresso e desenvolvimento, Getúlio Vargas era o ditador do país, fazendo cerrada campanha contra a imprensa, havendo censura e sabotagem organizada, mas, O Valparaiso caminhava, todos os domingos batia a porta de seus assinantes. Era lido com avidez, com comentários. Nossos colaboradores, a inesquecível poetiza Arlinda Pessoa Morbeck - tão querida e admirada pelo povo. A senhoraNicácia Garcia Gil, a professora dissertando sobre assuntos pedagógicos, ainda hoje atualizados e Álvaro de Almeida com seus versos líricos. Em 15 de abril de 1944, o jornal fala de atos de bravura dos Expedicionários, estávamos com cinco jovens no front. Em 29 de setembro de 1944, O Valparaíso em matéria, já prenunciava a queda do café, antecedendo sua falência, confirmada anos depois. Os anos avançam e nosso jornal vencendo as pedras do caminho. Em 07 de novembro de 1947, acontece trágico acidente de avião, vitimando Luiz Augusto de Arruda, o Diretor Proprietário de O Valparaíso. Pilotava o avião o jovem instrutor do aeroclube, Norival Capote Valente. A cidade chora e entra em luto. O panegírico às vitimas, feito por Dr. Eurípedes Leite Bastos, está no n° 435 com data de 23 de novembro de 1947. O jornal de Luiz Franceschini continua trazendo o nome de seu primeiro Diretor (1938/7-11-1947). Em 20 de março de 1956, vindo de Araçatuba, o Sr. Clóvis Massaroto reativa o jornal, e Clóvischega com o idealismo e a coragem. Levanta o Valparaíso, que circula semanalmente atualizado, denso. Em 1964 Clóvis já como proprietário, solta a Nova Fase n° 1. O Valparaíso nas mãos de Clóvis circulou por 23 anos. Nosso autêntico jornalista, proprietário, diretor, redator, tira as mangas pra fora, mergulha fundo, revela-nos mais ainda o indivíduo culto, preparado jornalisticamente, um autodidata vivendo um ideal e por esse ideal se batendo, solta o primeiro número em 1° de janeiro de 1964. É dia da posse de Agostinho Pugina como prefeito e Valdivino de Souza Pacheco como vice. Escreve carta-aberta ao prefeito, carta plena de sabedoria, que deveria ser marco-zero de todo o político. Mostra-nos também o agradecimento de TaketoshiHiguchi pelos seus oito anos de vereança. Meus amigos e colegas, termino o meu mandato de vereador, mas isto não quer dizer que nós ficaremos alheios a tudo, estaremos sim, atentos e prontos para prestar qualquer serviço ao município e a população dentro de nossa modesta possibilidade. Taketoshi - Filho ilustre de Valparaíso continuou atento e prestando inúmeros serviços à coletividade. Foi nosso operoso prefeito de 01/02/1973 a 31/01/1977. Na sua gestão foi implantada a UNIVALEM em Valparaíso, a redenção de nossa terra. “O Valparaíso” prosseguindo, contando tudo de relevante sobre a cidade, como a instalação do SESI em fevereiro de 1966, tudo como baluarte da campanha o saudoso Padre Victor Assuite. A cassação do prefeito Agostinho Pugina, e a eleição deTaketoshipor aclamação entre os clubes Rotários do Distrito 451 - Governador do Distrito. Esses 23 anos de jornalismo de Clóvis Massaroto, foram férteis, saborosos, pelo idealismo. Militou nessa profissão nobre, mas ingrata, em qualquer outro ramo de atividade que teria ganhado dinheiro, seu saber é grande. Em dezembro de 1983, Clóvis de mansinho - desativa “O Valparaíso” amadurecido, sabia que o jornalismo no interior não dá camisa pra ninguém. A gráfica o esperava com muito trabalho. Em 15 de março de 1985, o corajoso idealista jornalista Waldeck de Moraes Neves cria o Semanário A Voz da Noroeste, como órgão informador da opinião pública e informante de acontecimentos, tanto na cidade, como da região. Tem recebido amplo apoio do comércio, da indústria, dos prestadores de serviços e dos leitores de Valparaíso e região. Há oito anos Waldeck e sua esposa Mércia, também jornalista, faz chegar às nossas mãos “A Voz da Noroeste”, jornal feito com carinho e gabarito. Não é fácil, não é mole, mas Waldeck e Mércia labutam com seu Semanário, lutam pelos interesses de sua terra muito amada.

AGÊNCIA DOS CORREIOS - “ATA DA INAUGURAÇÃO DA AGÊNCIA POSTAL DE VALPARAISO”
Aos vinte dias do mês de maio do ano de 1934, realizado no prédio onde deve funcionar a Agência Postal de Valparaíso, o senhor Aristarche de Azevedo Souza, Agente Postal Telegráfico de Araçatuba, pessoas representativas desta localidade cumprindo e determinado pelo Diretor Regional dos Correios e Telégrafos, deu-se por inaugurada a Agência Postal desta localidade. Sendo à presente Ata por todos assinada:Aristarche de Azevedo Souza, António Jorge Ayub, Carlos Tresderf, Dr. Dionísio Figueiredo Neto, Appolon Denys, ilegível, Ondina Figueiredo, João Prates Villas Boas, João Pereira, Cícero Rodrigues da Silva, Zenas Rodrigues, João Pucci, Joaquim Fernandes D'Alves, Vinício Villas Boas, Benedito de Mello, Andreia de Almeida Ayub, Laura Gomes Rodrigues, Argemiro Lima, ilegível, João Dias da Silva, M. Aparecida Rodrigues, ilegível e José Osório de Almeida. A primeira inspeção se deu dia 25 de agosto de 1935. O primeiroagente foi António Jorge Ayub. Esta primeira agência funcionou em prédio alugado à Rua (não consegui registro). Termo de inauguração das novas instalações da Agência Postal de Valparaíso. Aos vinte e seis dias do mês de julho de mil novecentos e quarenta e quatro, no prédio da Rua Aguapeí (atual Luís Augusto de Arruda n° 116), desta cidade, especialmente construído para funcionar a Agência Postal, presentes os senhores: Gerânio Gonçalves Gallise e Gentil de Castro, chefe de tráfego Postal da Diretoria Regional dos Correios e Telégrafos de Botucatu e os senhores Oscar de Arruda, Prefeito Municipal, autoridades aqui constituídas, representantes das associações de classes, imprensa, pessoas (ilegível) e grande massa popular, foram solenemente inauguradas às novas e luxuosas instalações desta agência postal, feitas com o concurso da prefeitura local e doadas à União por intermédio da D.R. de Botucatu, de acordo com que consta no processo n° 1.567/1947. Foram passados pelo senhorprefeito municipal telegramas de congratulações aos ExcelentíssimosSrs: Presidente da República, Ministro da Viação e Obras Públicas - Diretor Geral de Departamento dos Correios e Telégrafos e Diretor do Departamento das Municipalidades de São Paulo, em sinal de reconhecimento e grande regozijo do povo desta cidade pela inauguração das novas instalações da agência postal. Em fevereiro de 1967, assume a Agência dos Correios em Valparaíso, transferida da cidade de Andradina, a Agente Postal Sra. IRACEMA MORAES, pessoa que foi muito querida e estimada por todos em nossa cidade. Sua equipe era composta pela conferente postal, Sra. TEREZA REGINA GONFINETTI, vinda da cidade de Lavínia, e do agente de tráfego LÁZARO SAMUEL DA SILVA, já falecido, que juntos por mais de uma década atenderam com dedicação a população Valparaisense.
Em 1978, dona IRACEMA aposenta-se do serviço público federal, transferindo-se em seguida para Araçatuba, aonde anos mais tarde veio a falecer. O correio funcionou à Rua Luiz Augusto de Arruda, esquina com a Rua Juca de Castro até 1980, neste local, é a residência e ateliê de costura da prendada e admirada por todos a Sra. Dirce Cavacam (viúva de Lupércio José Ferreira). O atual prédio foi construído na gestão do Prefeito José Maria de Barros Arruda, pela CIA de Correios e Telégrafos, razão de não constar nas realizações desse prefeito. Concluída a construção, sem nenhuma inauguração oficial, o correio passou a funcionar no atual prédio. Atualmente às inspeções Federais que eram realizadas mensalmentecomo constatamos no livro de “termos de inspeção”, depois são realizadas anualmente, e com tempo mais prolongado, às vezes demoravam dois anos. O terreno para o nosso correio, foi adquirido pela prefeitura, na gestão de Antônio Jorge Ayub em 1972. Está localizado à Av. Manuel Parada de Carvalho n°11. Segue o estilo padrão dos correios, com 180m2 aproximadamente, categoria cinco. Executa todos os serviços próprios ao correio. Valparaíso sempre foi privilegiado com funcionários do correio, que por aqui passaram. Foram íntegros, competentes em suas funções e muito educados. Assim continuam nossos amigos, aqui na agência. Estamos com sete funcionários. Nosso Gerente Postal é João Botasse Filho, com 15 anos de direção, sempre na cidade. António Martins, igualmente 15 (quinze) anos de trabalho como cargo de Executante, nossos bondosos carteiros Walter José Broim, José Baldo e Pedro Santiago Neto. Como seus auxiliaresJoão de Souza e Carlos Cherigato. A estes magníficos funcionários o reconhecimento de Valparaíso pelo trabalho relevante.

UNIVALEM S/A - ÁLCOOL E AÇÚCAR - RODOVIA SP-541 - DR. PLÁCIDO ROCHA, KM39+600M -VALPARAÍSO/SP

Fundada no dia 03 (três) de agosto de 1976, foi a primeira Destilaria de álcool a ser implantada na região Oeste Paulista, e a terceira a ser aprovada pelo Programa Nacional do Álcool, criada por Decreto Presidencial em 14/11/1975, pelo então Presidente da República, Ernesto Geisel. O projeto da implantação da Destilaria foi aprovado pelo CENAL a 09/07/1976, e talvez tenha sido o projeto de mais longa tramitação, tanto no Ministério das Minas e Energia como no Banco do Brasil,cujo financiamento foi aprovado em 30/05/1977. Isso se deu em função das caraterísticas próprias de seu empreendimento: uma associação de 55 (cinquenta e cinco acionistas. com a limitação para cada sócio em 6% (seis por cento). Esse tipo de empresa não estava previsto pelo Proálcool, e isso fez com que o projeto se tornasse mais complexo, mas por outro ladocom enorme vantagem, pois iria possibilitar uma perfeita distribuição de venda entre os produtores do município, e serviu de modelo na criação de outras empresas no setor. A partir de 1985, o setor sucroalcooleiro, cuja atividade é completamente controlada pelo Governo Federal, passou a receber, principalmente por parte das autoridades da área econômica, tratamento inadequado, quanto ao preço e ás condições de comercialização. Incompreensivelmente, os derivados de petróleo importado passaram a ser mais importantes que o produto nacional. O alcance social do programa, que já então oferecia mais de 1000 (mil) empregos diretos, os tributos que recolhia, e toda sua gama de serviços assistenciais, além da fixação do homem no campo, contendo o êxodo rural e interiorizando riquezas, nada disso foi considerada e às empresas do setor levadas inexoravelmente à uma crise estrutural nunca pensada. Para se ter a dimensão desse alvitre, é só considerar que os preços do álcool carburante, que vigoraram em 1990, corresponderam a apenas 42% (quarenta e dois por cento) dos preços praticados para o mesmo produto em 1980. Buscando alternativas para escapar da hecatombe que se anunciava, a empresa adquiriu a cota e todo o equipamento de fabricação de açúcar da Usina São Bento, de Capivari (SP), cujas atividades estavam sendo absorvidas por usinas vizinhas, pertencentes ao mesmo grupo econômico. Como o mercado de açúcar oferecia condições diferenciadas de comercialização esperava-se, a partir do inicio da produção, alterar-se o fluxo das receitas, com expectativa de reflexos extremamente positivas nos resultados da empresa. Tem início aqui, o desenvolvimento do setor sucroalcooleiro na nossa região. Hoje a UNIVALEM S/A pertence ao grupo COSAN S/A.

OS FUNDADORES DA UNIVALEM S/A
UNIVALEM  - sigla provinda dos dizeres – UNIÃO VALPARAISENSE DE EMPRESÁRIOS, teve como fundadores, os senhores: 01- Odair Sampaio - 02 Adhemar Sanches Casitas - 03 Agostinho Barbosa - 04 Alberto Benez - 05 Alcindo José Benez - 06 AlcyrCanesin -07 Alfeu Benez - 08  Álvaro Giordano - 09 Ângelo Spegiorin - 10 António Gomes Barbosa - 11 António Sonego – 12Bernardo Gomes Barbosa - 13 Euclydes Benez - 14 Garibaldi Arantes - 15 Geraldo Maximiano Leite - 16 Glauco Vicente Faleiros de Almeida - 17 Ivan Ferreira - 18 João Cornacini - 19 João Francisco de Arruda Soares - 20 João Gato - 21 João Gomes Barbosa - 22 João Reichel Vicente - 23 José Luiz Gottardi - 25 José Maria de Barros Arruda - 26 José Pereira Neto - 27 José Sonego - 28  Kaoru Nomura - 29 Luiz Augusto Gomes Barbosa - 30 Luiz Roberto Barrancos - 31 Mário Chichi- 32 Mauro Frazilli - 33 Mauro Gomes Barbosa - 34 Max Marim Wirth - 35 Natal Breda Neto - 36 Natalino Cornacini - 37 NildemarRapacci - 38 Oswaldo Luiz Benez - 39 Oswaldo Sanches - 40  Paschoal Cornacini - 41  Raimundo Joaquim de Souza - 42  Ricardo Camargo Rocha - 43 Saul Sampaio Leite - 44 Sérgio de Souza Carvalho - 45 Silvio Camargo Rocha - 46 TadaoHiguchi - 47 TaketoshiHiguchi - 48 Teimo Spínola Cirne - 49  Tsuguo Eguchi - 50 Vicente Antônio Cornacini - 51 YassunagaShidomi - 52 YassuoHiguchi - 53 Waldemar Alves - 54  Waldemar Breda Júnior - 55 Waldir Vicente. A capacidade nominal inicial foi de 120.000 (cento e vinte mil) litros de álcool por dia, sendo duplicada já no segundo ano de operação. Ao longo dos anos, principalmente com a fase dois do Programa Nacional do Álcool, essa capacidade foi expandida, até chegar à atual, de 650.000 (seiscentos e cinquenta mil) litros dia.
Gentílico: Valparaisense

GALERIA DE PREFEITOS

BENEDITO DE MELLO30/05/1937 à 30/05/1938
JOSÉ GARCIA MACHADO17/08/1938 à 19/04/1939
JAIME WAT LONGO19/04/1939 à 29/09/1939
OSVALDO SAMPAIO29/09/1939 à 11/06/1940
HENRIQUE BONILHA OLIVEIRA14/06/1940 à 10/08/1940
OSCAR DE ARRUDA01/08/1940 à 21/03/1947
MANOEL CASTRO NOGUEIRA21/03/1947 à 13/05/1947
ADEMAR FERNANDES10/06/1947 à 16/10/1947
FLORENTINO DE OLIVEIRA15/10/1947 à 31/12/1947
SINVAL ROCHA31/01/1948 à 31/12/1951
ARSÊNIO ROMERO GIMENEZ01/01/1952 à 31/12/1955
RESENDE NERI SANTANA31/01/1956 à 31/12/1959
MANOEL OSÓRIO DA CRUZ31/01/1960 à 31/12/1963
AGOSTINHO PUGINA31/01/1964 à 15/04/1966
VALDIVINO DE SOUZA PACHECO16/04/1966 à 31/12/1968
ANTÔNIO JORGE AYUB01/01/1969 à 31/01/1973
TAKETOSHI HIGUCHI01/02/1973 à 31/01/1977
JOSÉ MARIA BARROS ARRUDA01/02/1977 à 31/11/1983
ANTÔNIO JORGE AYUB01/02/1983 à 31/12/1988
ANTÔNIO GOMES BARBOSA01/01/1989 à 31/12/1992
JOÃO APARECIDO SALESSI01/01/1993 à 31/12/1996
MARIA DE LOURDES M. MELO01/01/1997 à 31/12/2004
ANTÔNIO GOMES BARBOSA01/01/2005 à 31/12/2008
MARCOS YUKIO HIGUCHI01/01/2009 à 31/12/2012
MARCOS YUKIO HIGUCHI01/01/2013 à 31/12/2016
RONI CLAUDIO BERNARDI FERRAREZE01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. BENEDITO DE MELLO foi o primeiro Prefeito de  Valparaíso.