HISTÓRICO


A ORIGEM
Em 1908, o navio Kasato Maru atracou no porto de Santos trazendo os primeiros 793 imigrantes japoneses. Com 50 milhões de habitantes na virada do século, o Japão enfrentava problemas econômicos e excesso de mão-de-obra. O Brasil, sem escravos desde 1888, necessitava de trabalhadores, principalmente para as plantações de café - para onde vieram também os imigrantes italianos.
Entre 1908 e 1914, vieram dez navios com imigrantes das regiões de Okinawa, Kumamoto, Fukuoka, Hokkaido e Fukushima. Mas a chegada às fazendas de café no Estado de São Paulo foi decepcionante: as áreas precisavam ser desmatadas, a jornada de trabalho ia do clarear do dia até à noite, as casas eram de pau-a-pique e terra batida, sem móveis e sem banheiro. Alimentos básicos e desconhecidos, como feijão e carne seca, eram comprados nas fazendas a preços elevados não havia verdura nem peixe - a base da alimentação oriental.
A partir de 1910, surgem colônias de pequenos agricultores dedicados ao cultivo de produtos variados. Com o dinheiro que tinham conseguido guardar, compraram terras em várias regiões do interior paulista.
Foi assim, e como já é do conhecimentos de muitas pessoas, a colonização de Bastos se iniciou em 1928. Um ano antes, porém, no dia 1º de agosto de 1927, foi criada a Confederação das Cooperativas de Emigração Ultramarina e nesse mesmo ano, seu diretor executivo, senhor Mitsusada Umetani, chegou ao Brasil e nomeou o senhor Senjiro Hatanaka, funcionário do setor de Imigração do Consulado Japonês, e o senhor Tokuya Koseki técnico do setor de saneamento, para efetuarem pesquisa sobre sobre a escolha do terreno para fundar a colônia de imigração.
As condições para escolha do terreno eram as seguintes: que fosse localizado no Estado de São Paulo ou Paraná, com área superior a 10.000 alqueires, sem doenças endêmicas (maleita) e cujo valor do alqueire não fosse superior a 250 mil réis. Parece que o senhor Hatanaka e o senhor Koseki tiveram muitas dificuldades para encontrar o terreno nessas condições. Contudo, ainda que não fosse o ideal, a Fazenda Bastos, com 12.000 alqueires, atendia parcialmente às condições propostas.
O nome do proprietário dessa terra era Henrique Bastos Thompson, de onde se originou o nome da cidade. Em 18 de junho de 1928 foi assinado contrato de compra e venda com o senhor Henrique, sendo essa data estabelecida como data de fundação da Colônia Bastos. O senhor Senjiro   Hatanaka foi nomeado seu administrador geral, e imediatamente, fez aquisição de um veículo para transporte de cargas, máquinas de serraria e outros artigos de primeira necessidade, a fim de preparar a colônia para receber os primeiros imigrantes. Além disso, lotou dois caminhões com trabalhadores braçais para atuar na primeira linha de desbravamento e desmatamento, e deixou para trás seu antigo endereço na Colônia Hirano, em Cafelândia.
Nessa época, a rota para chegar da Estrada de Ferro Noroeste para a Estrada de Ferro Sorocabana, era através da estrada de acesso a Quatá, ponto inicial de construção da estrada para Bastos. Segundo dados existentes, consta que foram gastos três meses nessa construção, cuja distância até o centro da cidade era de 14,5 km. 

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em terras da Fazenda Bastos, na vertente direita do Rio do Peixe, entre o Ribeirão Copaiba, córrego da Fartura ou córrego da Sede e seus afluentes, córregos da Colônia e da Cascata, numa gleba de 12.000 alqueires, em 18 de junho de 1928, foi implantado um loteamento sob a administração da Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda - BRATAK.
Nessa ocasião, eram seus responsáveis, Senjiro Hatanaka, (enviado pelo governo japonês para procurar terras para receber as levas de imigrantes japoneses, que aqui aportariam), Carlos Kato, Kunito Miyasaka, Elpídio Alves, Henrique Ronget Pelegrini e Aníbal Viana, considerados os fundadores de Bastos.
Tão logo chegou a Bastos, o senhor Hatanaka passou a tomar providências para receber os imigrantes. Fez o desmatamento de 40 alqueires de mata virgem, e antes do final do mesmo ano, concluiu a construção da residência anexa ao escritório e quatro galpões para alojamento dos funcionários. Participaram desse grupo de pioneirismo, o agrimensor Seisuke Takashima, o auxiliar Kawano, os irmãos Ono, o pai e o filho Otsuki, Hirao, casal Imai, o secretário e tesoureiro Kenzo Higuchi. De Bauru vieram o engenheiro civil Murayama, Komatsu e o auxiliar de agrimensor Yoshio Kishida. Além dessas pessoas juntaram-se ao grupo os funcionários Shin Sonoda, Yoshio Mizobe, Takabata e Gonkichi Yamanaka.
Com o batalhão formado, havia muito serviço a ser feito. Para começar, teria que se dividir toda a colônia em dez secões e construir estradas principais, alojamento para acomodação temporária dos imigrantes e infra-estrutura. Era tarefa hercúlea, tendo em vista que nessa época todo o serviço era feito com força braçal dos homens.
No primeiro ano de colonização, já havia sido assentado na colônia 79 famílias, e a maior parte dos pequenos lotes foi vendida a imigrantes japoneses, que se dedicaram à agricultura, principalmente as lavouras de café.

AS GRANDES LAVOURAS DE CAFÉ
Uma vida nova começava, em forma de cidade.  Imigrantes japoneses vestiam a pele dura de pioneiros e, desbravadores fundavam Bastos. Para eles, sinônimo de vida nova. Haviam deixado seu milenar Japão para aventurarem-se num jovem, promissor, mas muito difícil país. O Brasil, de línguas e costumes tão diferentes, era para os japoneses imigrantes, como a terra prometida, que tudo daria em suas terras tidas como as mais férteis do mundo, à época. Época do café, sinônimo de ouro puro.
Não demorou muito para que estes valorosos pioneiros vissem que o verdadeiro ouro, era à força de trabalho e a determinação que traziam em seus corpos e almas, herança forjada em centenas de gerações de seu povo.
Com a derrocada do café, na profunda crise de 1929, acabou-se o sonho de fazer ouro com as lavouras. Mas sobreviver era preciso, e os imigrantes foram buscando alternativas para manter o sonho de vencer do outro lado do mundo.
 A partir daí, dedicaram-se à criação do Bicho da Seda, chegando a constituir-se no maior centro brasileiro da sericultura. Se por um lado, essa última atividade foi responsável pelo rápido desenvolvimento da localidade, por outro lado provocou, com a introdução da seda artificial no mercado, a evasão da população na década de 1950.

BIOGRAFIA DO FUNDADOR - SENJIRO HATANAKA
O senhor Senjiro Hatanaka nasceu em 1888, na província de Hyogo e se formou no curso de espanhol na Faculdade de Linguas Estrangeiras de Tóquio. De 1912 até 1914, residiu em Guatapará, Estado de São Paulo, acumulando as funções de intérprete e superintendente. No mesmo ano de 1914, transferiu-se para Peroba, na linha Estrada de Ferro Mogiana, levando 31 familias, onde permaneceu por três anos exercendo as mesmas funções.
Posteriormente, influenciado pelo senhor Umpei Hirano participou como companheiro na construção da Colônia Hirano, e após muita luta e privações, se tornou proprietário de 40.000 pés de café e um terreno de 70 alqueires. Mais tarde, foi contratado pelo Setor de Imigração do Consulado Geral do Japão em São Paulo, e assumiu o posto de Administrador Geral da Colônia Bastos.
Em 1962, recebeu o título de cidadão honorário de Bastos e em 1963, a Comenda de 5º grau da Ordem do Sagrado Tesouro, do Governo Japonês. Faleceu em 30 de dezembro de 1965, aos 77 anos.

ORIGEM DO NOME
O município tem seu nome originário da Fazenda Bastos, que pertencia a Henrique Bastos Thompsom, pai de Charles Bastos. A propriedade foi escolhida pelo fundador do município, Senjiro Hatanaka, que escolheu as terras para adequação dos imigrantes no Estado de São Paulo.

A COLÔNIA VARPA - LETÔNIA
Varpa pode ser considerada uma colônia sui generis, tendo sido fundada em 1922, pelo grupo de imigrantes da Letônia. Comumente é interpretada como um grupo de refugiados russos da época da Revolução Russa, mas na realidade existe um convênio de imigração assinado entre a Rússia e o Brasil. É um povo glorioso, de uma civilização bastante avançada, demonstrando uma técnica apurada também no campo agrícola.
A colonização estava à frente, na época, de Bastos. Sua localização próxima a Bastos (a cerca de 30 quilômetros da Seção Cascata) propiciava aos imigrantes japoneses, se mirar no exemplo de Varpa em tudo. Dizem que na época havia a expressão Visita a Varpa (Varpa mairi). 

INÍCIO DA SERICULTURA EM BASTOS
Em 1930, dois anos após a fundação, quatro agricultores proeminentes de Bastos plantaram amoreiras. Naquele tempo, o preço do casulo era 4.200 réis por quilo. Sentindo que poderia apostar nisso, a Bratak importou as mudas de amoreira e ovos de bicho-da-seda de Campinas, e plantou cerca de 10.000 pés de amora, além de construir quatro ranchos para criação de bicho-da-seda. Assim, 40 familias começaram a criar bicho-da-seda. Os casulos produzidos eram enviados para a Empresa Matarazzo, de Rancharia, em substituição à fiaçao de seda de Campinas.
Em 1932, a Bratak fundou a fábrica de fiação de seda em Bastos. Esta foi a origem da atual Fiação de Seda Bratac S/A.
Uma das pessoas depositárias de maior esperança  no seio da Bratak e que contribuiu para a fundação do Banco América do Sul, foi o senhor  Osamu Ikubo, que faleceu repentinamente em 1953, aos 46 anos. As partes dos títulos da Fiação de Seda Bratac Ltda. dos três senhores - Miyasaka, Kato e Ikubo - foram totalmente cedidas em 1956, para os senhores Kenji Amano e Akira Taniguchi, ambos depositários  da confiança absoluta do líder da Bratak, senhor Miyasaka. Assim, a Fiação de  Seda Bratac transformou-se em Sociedade Anônima.
Nessa época a Fiação de Seda Bratac recebeu muitos lotes não vendidos da Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda., além de terrenos abandonados pelos vitoristas que sairam de Bastos, tornando-se a maior proprietária de terras da cidade.
Após passar por diversos percalsos, e com o fim, em 1953, da Segunda Guerra Mundial, especialmente louvável é o fato de que dentre as colônias da Bratak, a de Bastos aproveitou a desvantagem da baixa qualidade do solo (proveniente de diversas práticas de monoculturas, como o algodão), a seu favor, e teve êxito em se tornar o maior produtor de ovos, não somente do Estado de São Paulo, mas de todo o Brasil. Acrecente-se o fato de que a empresa Fiação de Seda Bratac progrediu e se transformou na maior fábrica de seda do mundo, comprando casulos dos sericultores de outras localidades além de Bastos.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 14 de janeiro de 1936, através do Decreto Lei Estadual nº 2620, o povoado é elevado à categoria de Distrito, com a denominação de Bastos, pertencente ao município de Marilia.
Em 30 de novembro de 1938, através do Decreto Lei Estadual nº 9775, o Distrito de Bastos deixa de pertencer ao município de Marilia, para ser anexado ao município de Tupã.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de novembro de 1944, através do Decreto Lei Estadual nº 14334, o Distrito é elevado à categoria de município, com a denominação de Bastos, desmembrando se do município de Tupã. Sua instalação ocorreu solenemente em 01 de janeiro de 1945.

PIONEIROS DA AVICULTURA DE BASTOS
Se pergutarem quem foi o precursor da avicultura em Bastos, o primeiro nome a ser lembrado é Kisuke Watanabe. Mas, não é possivel discutir  quem foi o precursor, se o senhor Kiyohara, da Seção Alto, que em torno de 1935 construiu um galpão especial para aves e começou a criar 100 galinhas da raça Leghorn branca ou se foi o senhor Watanabe, que dizem ter começado a avicultura por volta de 1935. Entretanto, quem consolidou a administração da avicultura como atividade secundária e a legou para a posteridade, mostrando exemplo de uma atividade secundária estabilizada, foi o senhor Watanabe.
Segundo uma carta escrita em 1938, pela Dona Kiwa, esposa do senhor Kisuke Watanabe, eles chegaram ao Brasil em julho de 1927, trabalharam como colonos em uma fazenda na Mogiana durante seis anos, periodo pelo qual acumularam capital e, em 1933, compraram 20 alqueires de terras em Monte Alegre, atual Seção Cascata, onde se assentaram. Esta carta encontra-se hoje no Museu da Imigração de Bastos, onde descreve ainda,  com muita vivacidade a vida nova em Bastos e o aspecto da cidade daquela época, possibilitando visualizar o grau de dinamismo da colônia, o que torna a carta realmente interessante.
Na mesma  subseção de Cascata morava o senhor Kazuo Aoyama. Este era plantador de algodão, mas já percebera  a exaustão do solo causada pela monocultura, e começava a pressentir o perigo.
Nessa ocasião, estimulado pelo trabalho do senhor Watanabe, também iniciou a avicultura. Isso foi em 1941. Aoyama não se deixou  levar pela onda da sericultura que começava a crescer rapidamente nessa época, se concentrando tão somente na avicultura e, por volta de 1946, passou a se dedicar exclusivamente à criação de galinhas. Entre os anos de 1952 e 1953 criava 7.000 galinhas, não havendo concorrentes à altura, sendo chamado de o grande avicultor daquela época. Ele serviu de exemplo para a avicultura bastense, que estava em franca ascensão, dando grande estímulo às pessoas que procuravam o mesmo ramo.

BASTOS - A CAPITAL DO OVO
Do café passou-se ao algodão, fruticultura, sericicultura, aprendeu-se à fabricar o fio da seda. Alguns, cansados de lutar com a terra de difícil cultivo na gleba de Bastos, arriscaram a criar galinhas.
A partir de 1957, o município descobriu sua vocação econômica: a avicultura de postura. Estava dado o passo mais importante para o futuro do município: foi encontrada a vocação que faria de Bastos uma capital - a Capital do Ovo.
O município tem hoje o maior plantel de galinhas de postura do país, sendo assim, o município com a maior produção de ovos do Brasil, por isso à cidade foi intitulada de CAPITAL DO OVO. Bastos também é o município brasileiro sede da FESTA DO OVO.
Tal festival reúne não só uma exposição com inovações e produtos utilizados no setor aviário, como também shows e entretenimento em geral, para a população da cidade e região.
Com isso, Bastos foi deixando, ao longo dos anos, de ser vista como uma restrita colônia japonesa, para ser encarada como uma cidade de negócios, onde a avicultura cresce, a fiação de seda é a melhor do mundo, e a mais produtora do Brasil, o mercado imobiliário é aquecido e em constante expansão, o mercado de trabalho é constante, o povo é forte, o futuro é promissor.
Como imaginavam os pioneiros ao chegarem em 1928, aqui tem mesmo ouro puro: um povo capaz, digno e persistente.
Da primeira granja, com galinha criada solta, a mais nova delas, inteiramente mecanizada e com manejo de primeiro mundo, uma história inteira se fez. E é continuada agora, todos os dias, pelos descendentes dos pioneiros, e por milhares de outros brasileiros que acreditaram no potencial de Bastos.

O FIM DA IMIGRAÇÃO
O último navio a transportar imigrantes para o Brasil, chegou à Santos em 1973. Nessa época, a grande expansão da economia japonesa já tornava a saída do Japão pouco atrativa.

MUSEU HISTÓRICO REGIONAL - SABURO YAMANAKA
O Museu Histórico Regional Saburo Yamanaka da cidade de Bastos é um dos mais importantes museus de acervos culturais da imigração japonesa do Brasil. Sendo referência nacional para quem quer conhecer sobre a história da Imigração do Brasil e de Bastos.
Fundado em 1975, recebeu o nome do saudoso pioneiro bastense, Saburo Yamanaka. Ele foi um dos idealizadores e uma das figuras atuantes na estruturação e organização dos materiais a serem expostos no Museu. Em sua homenagem, foi erigido um busto ao lado do Museu, que está localizado na Avenida 18 de junho, em frente a Praça Kunito Miyasaka.
O Museu é referência Postal da cidade, devido ao belíssimo Jardim oriental, o Jardim da Amizade que ornamenta a entrada do Museu e dá um colorido especial registrando a amizade Brasil-Japão. A arquitetura do prédio, ou seja, o prédio do museu já é um acervo histórico de Bastos, pois na época da sua fundação esse local foi o primeiro hospital da cidade e da região.
O Museu mantém acervos sobre a trajetória do desenvolvimento de Bastos, desde o início da colonização em 18 de junho de 1928, com documentos, fotografias, impressos, recortes de jornal, móveis, utensílios domésticos, peças tipicamente orientais, maquinários em geral, etc. O Museu de Bastos foi escolhido, em 1976, para abrigar o stand da Petrobrás. O visitante pode conhecer melhor o processo de extração do petróleo em alto mar através de maquetes e miniaturas de estações petrolíficas e diversas fotos.
Os ciclos produtivos do município de Bastos estão registrados em imagens fotográficas interessantes. De 1930 a 1940, cultivo de algodão, mostrando que Bastos já foi a capital do algodão. A partir do pós-guerra, a sericicultura de 1950 até hoje, a avicultura punjante. Toda a história da Fiação de Seda Bratac, desde o início das instalações da maior fábrica em unidade fabril do mundo, está registrada em fotos e documentos. A máquina pioneira de lavagem de ovos foi produzida em Bastos, pela empresa Ishibashi no final dos anos de 1950, e está exposta como a vedete na seção de maquinários antigos.
Além de todos esses acervos riquíssimos, na parte central do museu, na sessão marítima, destaca-se a ossada de uma baleia da espécie Balenóptero, popularmente conhecida por Minke. O mamífero, capturado já adulto a 50 milhas da orla litorânea da Paraíba, media 9,50m de comprimento, 6,65m de diâmetro, 2m de altura e pesava cerca de 11 toneladas. A ossada foi montada e doada pelo Departamento de Oceanografia e Linologia do Instituto de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Em outra sessão, a de fósseis e pedras, encontra-se fósseis de várias espécies e belíssimas pedras que faziam parte da coleção de Tamizo Okuda. Todas elas cientificamente catalogadas pelo Departamento de Paleontologia da Universidade de São Paulo (USP).
Na sessão de vestimentas e peças típicas orientais, pode-se apreciar kimonos antigos, sandálias, espada de samurai, samisem (instrumento de cordas), panelas e belíssimos ornamentos japonês, além das roupas utilizadas pelo primeiro grupo de Teatro Japonês do Brasil, e de uma farda utilizada por um Coronel Japonês na época da 2ª Guerra Mundial.
Na parte central do prédio está exposta um altar de bonecas japonesas, simbolizando a família real, e uma homenagem ao Dia das Meninas. Peça doada por uma família do Japão, especialmente para ser guardada no Museu de Bastos.

GOLFE - MILAGRE EM BASTOS
O Golfe é um esporte misterioso. Quando começa a praticá-lo, o jogador fica apaixonado e em seguida torna-se fanático. Há até os que afirmam, em tom de exagero, que a vida mudou graças ao golfe. Existem muitos praticantes que frequentam diariamente o campo de golfe. Na década de 1970, havia um grupo de dez amigos. Por acaso, os membros desse grupo se depararam com a oportunidade de tomar umas aulas de golfe no Golf Clube de Arujá, em São Paulo. Todos ficaram completamente encantados com esse esporte e surgiu a idéia de construir um clube em Bastos. Eles eram os irmãos Nelson e Tetsuo Yoshiura, Tamotsu Maki, Yoshinori Assakawa, Toshio Gohara, Yukio Higashi, Tohoru Nishi, Shigueru Kobayashi, Yoshiharu Morishita e Jiro Shiguehara. A conversa avançou rapidamente e todos concordaram em construir um campo de treino, para começar. Todos eram chefes de familia trabalhadores e agricultores.
Para jogar golfe, em primeiro lugar, é necessária uma área extensa e os equipamentos são muito caros. Os jogadores precisam de recurso financeiro para praticá-lo. Em resumo, é um esporte caro. Portanto, falar em um clube de golfe aqui em Bastos parecia ser um disparate. Logo começou a procura pelo terreno. Felizmente, ao lado do tereno do senhor Maki e distante um quilômetro da cidade, havia um terreno vago que o grupo resolveu arrendar.
Enquanto treinavam nesse campo, o grupo dava prosseguimento à procura de terreno para construir o campo de golfe propriamente dito. Em pouco tempo adquiriu-se o terreno na Seção Glória, às margens do Ribeirão da Seda, próximo à cidade, e logo começaram as obras. Na construção do campo de golfe, admiravelmente, foram gastos pouquíssimos recursos, uma vez que contou com máquinas e trabalho voluntário dos interessados. Havia ainda a questão organizacional do clube. Para administrá-lo seriam necessários pelo menos 300 associados ou títulos. A empresa Fiação de Seda Bratac colaborou com 50 títulos. O restante foi conseguido, principalmente, entre o grupo de 10 nikkeis fundadores que se dedicaram à construção. Assim nasceu o clube de golfe.
Na década de 1970, a maioria dos jogadores era issei, mas a partir da década seguinte, os nisseis começaram a praticar o golfe. Por muito tempo o campo de Bastos dispunha de 9 buracos, hoje conta com 18 buracos, e é considerado um excelente campos por muitos golfistas que aqui visitaram. Atualmente são os nisseis que centralizam a administração do clube.
O Clube de Golfe de Bastos realiza torneios em todos os finais de semana e em ocasiões especiais, entre os quais os mais importantes são o Torneio Aberto, o Torneio da Festa do Ovo e o Torneio Akira Tanigushi & Kenji Amano, certames dos quais participam jogadores de Bauru, São Paulo, Londrina e muitas outras cidades.
Pela sua beleza peculiar dos campos de golfe, o clube de Bastos destaca-se como cartão de visita e ponto turístico da cidade.
OBS: Resumo da Pesquisa e Texto elaborado pelo senhor Soichi Usami.

Fonte:
- Texto extraído da Obra:
- Livro Histórico de 80 anos de Imigração Nikkei de Bastos - 1928-2008.
- Autor: Yoshimaro Sakita.
- Publicação: Associaçõa Cultural e Esportiva Nikkei de Bastos.
NOTA DO EDITOR
- BRATAK - Filial brasileira da Confederação das Cooperativas de Emigração Ultramarina do Japão ou Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda. - Escrita com K.
- BRATAC - Fiação de Seda Bratac - Escrita com C.
Realização:
- Secretaria Municipal do Turismo, Desenvolvimento Econômico e Trabalho.
- Secretária - Camila Regina Pascotto.
Apoio:
- Departamento de Comunicação da Prefeitura de Bastos.
 - Jornalista  Lucas Batista - Assessor.
- Prefeitura Municipal de Bastos.
Gentílico: bastense

GALERIA DE PREFEITOS

PREFEITOS NOMEADOS À PARTIR DE 1944

MARCILIANO AYRES JUNIOR1944 à 1946
JOÃO BATISTA NOGUEIRA1947 à 1948

 
PREFEITOS ELEITOS À PARTIR DE 1948

DIMAS DA SILVA ROCHA1948 à 1951
LINO DE LORENA PEIXOTO1952 à 1955
TADAO HATANAKA1956 à 1959
TOHORO NISHI1960 à 1963
PAULO SEIZI ZAKIMI1964 à 1968
MASSAHARU MATSUBARA1969 à 1972
YASUHIKO YAMANAKA1973 à 1976
SHIGEYUKY TOYOSHIMA1977 à 1982
TAKEO KIMURA1983 à 1988
NATALINO CHAGAS1989 à 1992
TAKEO KIMURA01/01/1993 á 31/12/1996
DANIEL APARECIDO LÉO FERNANDES01/01/1997 á 31/12/2000
NATALINO CHAGAS01/01/2001 à 31/12/2004
NATALINO CHAGAS01/01/2005 á 31/12/2008
VIRGINIA PEREIRA DA SILVA FERNANDES01/01/2009 à 31/12/2012
VIRGINIA PEREIRA DA SILVA FERNANDES01/01/2013 á 19/08/2013
CLÓVIS DE ANDRADE PESSOA20/08/2013 à 29/08/2013
VIRGINIA PEREIRA DA SILVA FERNANDES30/08/2013 à 31/12/2016
MANOEL IRONIDES ROSA01/01/2017 á 31/12/2020

OBS:
O senhor DIMAS DA SILVA ROCHA, foi o primeiro Prefeito de BASTOS.