HISTÓRICO


A ORIGEM
O município de Brejo Alegre teve sua origem em 1927, quando chegaram os primeiros habitantes, o senhor Kenji Osawa de origem japonesa, Manoel Celestain de origem portuguesa, e o sertanista José Antônio Alegre, e, construíram suas habitações, atraídos pela terra fértil da região nas proximidades do Rio Córrego Seco, o que deu origem ao nome do município, sendo” Brejo” pela proximidade do rio, e “Alegre”em homenagem ao sertanista.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
A colônia japonesa construiu em 1929, a Associação das Nações do Oriente, local para suas festividades e lazer, sendo seu primeiro presidente Takeshi Hashimoto. Em 1943, ocorreu à instalação da primeira farmácia, e em 1948, foi construída a primeira Igreja do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro do município, cuja comemoração se dá em 28 de junho. O primeiro padre foi (Frei Higino), em 1959, e visando a segurança pública, providenciou-se, a vinda do primeiro policial, o Sargento Godoberto Madeira. No ano de 1968, houve a locação de um prédio para o início das atividades escolares. O primeiro Diretor foi o professor Michel Jorge. Em 1969, iniciou-se a construção da Escola Agostinho Grigoleto, sendo a primeira Diretora a professora Ana Maria Ferracini. Em janeiro de 1985, instalou-se um PAS, Posto de Assistência a Saúde, cujo atendimento era realizado por dois profissionais: Dr. Paulo Roberto Sanches e Dr. Adib Antônio Junior, com carga horária de 20 horas semanais. Em 1986, instalou-se um Posto de Serviços dos Correios, e no início de 1988, inaugurou-se a creche municipal Santa Rita.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 30 de novembro de 1944, com a edição do Decreto Lei Estadual nº 14334, o povoado de Brejo Alegre foi elevado à condição de Distrito, com a mesma denominação e pertencente ao município de Coroados.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em fevereiro de 1990, foi realizada uma reunião, com os segmentos da sociedade, e entre os presentes, ocorreu uma eleição com direito a votar e ser votado. Os seis membros mais votados constituíram a Comissão de Emancipação, com o objetivo de representar a comunidade, postular perante a Assembleia Legislativa, o direito do Distrito de ganhar a condição de município, conforme a Lei 651/90 do Deputado Estadual, Edinho Araújo. O município foi emancipado pela Lei estadual nº 8.550 de 30de dezembro de1993. Em 03 de outubro de1996 ocorreu a primeira eleição, elegendo o senhor José Antônio Salvador, primeiro Prefeito, que veio à falecer 10 meses após ser empossado, sendo portanto, substituído pelo seu Vice-prefeito, Orquicenso Silva, até o final do ano 2000. Durante o período de 2001/2004, o município foi administrado pelo Prefeito Manoel Antônio Leitão, e por Pedro de Paula Castilho, Vice-prefeito. Com a emancipação política de Brejo Alegre, a comunidade passou a se beneficiar com envio direto de recursos nas áreas da educação, saúde, esporte, trabalho e transporte, aplicados em seu próprio desenvolvimento.

O DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Brejo Alegre possui cinco aglomerados rurais que são: Assentamento Salvador, Área de Reserva do Assentamento Salvador, Assentamento São José, Olaria São Sebastião e Acampamento, tendo ocorrido à primeira invasão de terra em 1985, com 200 famílias, porém permaneceram apenas 32. Somente após dez anos conseguiram assentar as famílias e receberam 32 lotes com 8 alqueires por família. A segunda invasão ocorreu em 1990, na beira da estrada vicinal, com 150 famílias acampadas permanecendo até 1998, quando apenas 20 famílias conseguiram assentar-se nas terras. Em setembro de 1998, houve uma terceira invasão de terras, com 180 famílias, pleiteando a posse da fazenda da família Abdala, vindas de todos os lugares da região. Hoje, aproximadamente 27 famílias estão acampadas às margens da vicinal Massaharu Sakai. A população caracteriza-se por trabalhadores rurais, não existindo quase em sua totalidade mão-de-obra especializada. O nível de capacitação profissional é prejudicado pelo índice de analfabetismo, inexistência de cursos profissionalizantes, e para os que já se profissionalizaram há dificuldade de inserção no mercado de trabalho. O município não possui cinema nem teatro, cabe ressaltar que o nível cultural da população é baixo, devido ao alto índice de analfabetismo, necessitando assim de atenção e dedicação na área social. São muito carentes em área de lazer, contando apenas com um campo de futebol e um ginásio poli esportivo, as atividades festivas são realizadas na mais recente obra inaugurada, o Centro Comunitário, como bailes, atividades culturais recreativas, quermesses e diversas festividades. A economia do município tem como a principal atividade a agricultura, como a soja, milho, pimentão e tomate, porém, desenvolve-se atividade de pecuária de leite e corte, caracterizando-se assim como município essencialmente agrícola e está sendo introduzido no município o cultivo da cana, com a instalação de uma Usina de Açúcar e Álcool, no ano de 2007, que foi responsável por um aumento significativo na arrecadação do município, grande oferta de emprego, maior geração de renda para os habitantes e contribuindo muito para o desenvolvimento do município. A população sofre com problemas de empregos esporádicos, oscilação no campo e ausência de vínculo empregatício. Diante dessa caracterização é perceptível que a população se constitui basicamente dos trabalhadores rurais. Aproximadamente 35% da população ativa é absorvida pelas atividades rurais produtivas, enquanto que 5% são funcionários públicos, 5% empregados domésticos, 5% comerciantes, 10% são retireiros, 10% proprietários rurais, 15% de economia informal, aproximadamente 15% dos trabalhadores deslocam-se diariamente para as cidades vizinhas como Birigui e Araçatuba. O índice de desemprego chega aproximadamente a 21% da população. As principais áreas de atuação de maior repercussão no atendimento dos Habitantes estão diretamente envolvidas na área de educação, serviço social e saúde. O ensino Infantil e Fundamental foi municipalizado pela Lei 70/1999. A Prefeitura de Brejo Alegre é responsável pelo ensino do Jardim I a 4ª série, tendo sua Escola do Ensino Fundamental E.M.E.F. JOSÉ JOÃO ABDALLA, inaugurada em 11 de Fevereiro de 2003, e a E.M.E.I. Parque do Cebolinha. O ensino da 5ª série ao 3º colegial é de responsabilidade do Estado com a Escola de Ensino Fundamental e Médio “Agostinho Grigoleto” que se modernizou e ganhou inclusive quadra coberta, e a partir de fevereiro de 2003, com a inauguração da EMEF, 220 crianças foram para a escola municipal, contribuindo assim para melhorar o atendimento às crianças e adolescentes que ficaram sob sua responsabilidade. Fazem parte da grade escolar do ensino municipal aulas de informática. A educação conta com uma nutricionista e uma dentista, com atendimento exclusivo para as crianças da E.M.E.I.e da E.M.E.F.  O serviço social tem como responsável uma Assistente Social e é mantido pela prefeitura municipal de Brejo Alegre e por convênios. Atende-se mensalmente 8% da população com doação de cestas básicas, remédios e óculos para as famílias carentes. Com o intuito de tirar crianças de 7 a 14 anos da rua, foi criado o projeto municipal: Projeto Espaço Amigo, com aproximadamente 200 crianças e adolescentes, nele desenvolvem-se os trabalhos juntamente com as famílias, aos cuidados de psicóloga e de pedagoga, com pinturas e cantinho da leitura. Há o Projeto Criança e Adolescente que é formado pela Escolinha de Futebol com 60 meninos, Aulas de Dança com 60 meninas. Apenas a equipe do P.S.F., atende 97% da população mensalmente, enquanto que a U.B.S.III com seus profissionais em suas especialidades atendem mensalmente o equivalente a 43% da população. Sendo assim, o serviço na área da saúde no município é considerado como ótimo para os munícipes. O atendimento é quase que imediato. A partir da implantação da U.B.S.III e do P.S.F., não houve mortes por falta de atendimento e também diminuiu a locomoção de pacientes para as cidades vizinhas. Enfim, a inovação do departamento de saúde é um ponto positivo para o município de Brejo Alegre. No município de Brejo Alegre foram implantados recentemente um Centro de Fisioterapia, Delegacia de Polícia Civil e Militar, Conselho Tutelar e CONDICA, e conclusão e entrega das obras do Ginásio de Esportes.

A CIDADE QUE NASCEU AO SOM DA VIOLA
Dois imigrantes - um japonês e um português - e um brasileiro, sertanista e bom de viola, nos remotos anos 20, foram unidos pelo destino às margens do rio Tietê. Foi o encontro mais que perfeito de três homens que viveram em nome de um sonho: encontrar uma terra bastante fértil, “à espera mesmo de quem jogasse a semente”. E a terra encontrada, às margens do Tietê, foi mesmo bastante generosa: dava muito tomate, milho, soja, algodão e amendoim. Os três pioneiros se animaram tanto que ali formaram um povoado. A vida e seus sonhos tiraram Manoel Celestino de seu amado Portugal e afastou Kenji Ozawa do sol nascente. Ávida e seus mistérios provocaram o inusitado encontro dos dois com um brasileiro que trazia a alegria na identificação: José Antônio Alegre. Bom de viola, José Antônio animava os dias e as noites dos desbravadores, daqueles que, sol a sol, cultivavam a terra e o sonho de nela plantar a aventura de uma vida. A terra era boa e ficava perto do rio, onde normalmente os terrenos são alagadiços, brejos. O homem que cantava aquela aventura toda tinha alegria nas atitudes e no nome. Era um lugar bom, alegre. Era, de verdade, um brejo alegre. E, assim, batizou-se a pequena vila que se formou nos idos de 1.927, e que se transformou em distrito de Coroados, a partir de 30 de novembro 1944, com a edição do Decreto-Lei nº 14.334. Mais de sessenta anos depois da formação da pequena vila, os habitantes de Brejo Alegre decidem que é chegada a hora de conquistar sua autonomia. É hora de começar a lutar pela emancipação. E assim, nas primeiras horas da manhã do dia 4 de fevereiro de 1.990, um grupo de 25 moradores de Brejo Alegre se reúne para discutir a transformação do distrito em município. Decide-se pela formação de uma comissão com seis integrantes, para organizar e levar adiante a luta pela emancipação de Brejo Alegre. A escolha foi secreta, e os membros indicados foram: José Antônio Salvador (presidente), Gilson das Neves Andrade (vice), Orquicenso Silva (primeiro-tesoureiro), José Rodrigues dos Santos (segundo-tesoureiro), João Nilson Neves de Andrade (primeiro-secretário) e Rivaldo Gomes de Souza (segundo secretário). A luta durou três anos, embalada pela grande adesão popular. A emancipação significava, nas palavras de um dos líderes do movimento e prefeito de Brejo Alegre, José Antônio Salvador, “sair do segundo plano, da dependência. A emancipação representava nossa libertação”. Depois do plebiscito vitorioso, em 1993, e da criação do Município por lei no final daquele ano, foi feita a primeira eleição, em 1996, para escolha do prefeito, vice-prefeito e dos nove vereadores da nova cidade. O primeiro prefeito de Brejo Alegre, José Antônio Salvador, é um advogado que tem no sangue a tradição pela batalha municipalista - é sobrinho do agropecuarista Jorge Fernandes, já falecido, que foi militante político e candidato a prefeito de Coroados. Apesar de sempre ter tido uma razoável infraestrutura Brejo Alegre, como todo distrito em crescimento, queria mesmo ter autonomia - poder para decidir onde aplicar os seus recursos. Mas se Brejo Alegre, enquanto distrito, já tinha farmácia, posto policial, uma extensa rede de água e esgoto - que cobria quase toda a cidade - uma escola de primeiro e segundo graus, uma boa frota de veículos públicos, uma creche, um centro de saúde com duas ambulâncias, um trator para a coleta de lixo e um ônibus para transportar trabalhadores para Birigui, para que, afinal, se emancipar? Não era preciso muito tempo, para logo descobrir as inúmeras necessidades daquela população. Aliás, é o próprio Prefeito quem diz: “a frota estava sucateada as duas ambulâncias e o trator que recolhia o lixo estavam com os motores fundidos. O ônibus que transportava trabalhadores para Birigui tinha problemas na direção e falta de pneus. O prédio do posto de saúde estava sendo atacado por cupins e dos seis banheiros, quatro não funcionavam. Contratamos uma firma dedetizadora, consertamos os banheiros e dividimos o prédio entre o posto de saúde e a prefeitura”. Em praticamente seis meses de administração, o prefeito já tem uma longa história de realizações para contar: “já conseguimos fazer mais dezessete mil metros de asfalto a um preço baixo - sete reais e trinta centavos o metro quadrado - e quatro mil metros de guias e sarjetas. Montamos a Delegacia de Polícia, reformamos o prédio da Polícia Militar, colocamos noventa placas de identificação de ruas, reformamos o prédio da escola e alugamos um prédio para a Agência dos Correios”. Ora, sob a administração do prefeito Orquicenso Silva, Brejo Alegre vem dia-a-dia comprovando que a luta pela emancipação valeu, assim como valeu todo o trabalho realizado pelo saudoso Zezinho, cuja guerra e determinação jamais serão esquecidas.
Os Primeiros Representantes - eleitos em 1996
PREFEITO MUNICIPAL: José Antônio Salvador (falecido em 28/10/1997) casado com a Sra. Márcia Severino da Silva.
VICE - PREFEITO: Orquicenso Silva (que assumiu o cargo de prefeito em 29/10/1997), casado com a Sra. Marilda Aparecida Pereira da Silva
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – João Nilson Neves de Andrade, Osmar da Cunha Santos, Daniel Pereira dos Santos, Tadayoshi Kawasse, Antenor Leopoldo, Evanilde Aparecida Alves dos Santos, Horaci Albano Misaka, Marcos Francisco Pereira e Nelson Leopoldo.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Brejo Alegrense

GALERIA DE PREFEITOS

JOSÉ ANTÔNIO SALVADOR01/01/1997 à 08/1997
ORQUICENSO SILVA08/1997 à 31/12/2000
MANOEL ANTÔNIO LEITÃO01/01/2001 à 31/12/2004
PEDRO DE PAULA CASTILHO01/01/2005 à 31/12/2008
PEDRO DE PAULA CASTILHO01/01/2009 à 31/12/2012
ADRIANO MARCELO BONILHA01/01/2013 à 31/12/2016
ADRIANO MARCELO BONILHA01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. JOSÉ ANTÔNIO SALVADOR foi o primeiro Prefeito de Brejo Alegre