HISTÓRICO


A ORIGEM
A fundação de Tabatinga está intimamente relacionada à expansão da cultura cafeeira para o oeste paulista, verificada a partir da década de 1850. Entretanto, os Campos de Araraquara já eram conhecidos desde o século XVIII, quando por aqui passaram os bandeirantes que buscavam ouro em Goiás e Mato Grosso, utilizando-se para tanto, o Rio Tietê e o “Picadão de Cuiabá”. Segundo informação do senhor Antônio Amâncio de Souza, testemunha idônea da formação deste núcleo urbano, Tabatinga teve sua origem da seguinte forma: No final do Século XIX existiam nesta zona do Estado de São Paulo grandes núcleos de terras que eram vendidos pelo Governo da Época, através de seus emissários no interior, por importâncias mínimas. Naquela época, havia aqui dois grandes núcleos: a Fazenda Santana e a Fazenda São João das Três Barras. A Fazenda São João das Três Barras era assim denominada por fazer convergência entre três cursos de água: Ribeirão São João, Córrego do Meio e Córrego do Cavalo. Juntamente com a Fazenda Santana, formavam a gleba que hoje é uma grande parte do município de Tabatinga. Os 5.000 alqueires que formavam a Fazenda São João das Três Barras foram adquiridos por Custódio José do Vale, pela quantia irrisória de $900.000 (Novecentos mil réis). Com sua morte a herança passou para seu genro Izaias Xavier do Vale e sua mulher Mariana Antônia de Jesus, e à cunhada Bárbara Lyra da Castidade, que deixou em testamento como seu herdeiro, Izaias Xavier do Vale e em sua falta o sobrinho Francisco Quintino do Vale.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
O senhor Joaquim Pinto Ramalho, outro desbravador de sertões, e parente de Izaias, possuía a margem esquerda do Córrego do Cavalo uma pequena área de 20 alqueires, que doou ao Bispado de São Carlos, em louvor à Nossa senhora do Bom Conselho, que hoje é padroeira de Tabatinga. Esta área formou o Patrimônio em que hoje está situada grande parte da zona urbana de Tabatinga, e cuja escritura de doação foi definitivamente assinada por Izaias Xavier do Vale, em 08 de maio de 1896. Além do Patrimônio de Nossa Senhora do Bom Conselho, outra porção de terra de 10 alqueires foi doada ao Bispado de São Carlos, pela senhora Mariana Antônia de Jesus, esposa do senhor Izaias. Este novo Patrimônio, que passou a denominar-se Santa Cruz, está localizado à margem direita do Córrego do Cavalo. Nessa época, foi construída no Patrimônio de Nossa Senhora do Bom Conselho, quase à margem do Córrego do Cavalo, uma pequena casa, de propriedade do fazendeiro,João Lopes Marins, que residia no sítio Macaia, a três quilômetros  dali. Essa casa foi alugada para o senhor João Satyro que ali instalou uma pequena taberna. Outros casebres foram construídos e formou-se, assim, uma pequena povoação que denominaram São João das Três Barras.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O progresso acentuou-se, e em pouco tempo a lavoura tomou incremento. Em 1908 foi elevada à categoria de Distrito Policial com a denominação de Distrito do Jacaré, em São João das Três Barras. As primeiras autoridades nomeadas para o Distrito Policial foram as seguintes: Antônio Thomaz de Souza, Subdelegado, Carlos Guimarães, 1º Suplente, Antônio Pinto de Mendonça, 2º Suplente e Raphael Mastrocezare, 3º Suplente. Em 04 de novembro de 1911, através do Decreto Lei Estadual nº 1267, o povoado foi elevado à categoria de Distrito, com a denominação de Tabatinga, pertencente ao município de Ibitinga.

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE TABATINGA - (ANTIGA SÃO JOÃO DAS TRÊS BARRAS)
A Estação Ferroviária de Tabatinga foi inaugurada pela Douradense em 15/01/1909. A partir de 1915, também passou a ser ponto de saída do ramal de Itápolis no ano seguinte, passava a ser ponto final do ramal de Tabatinga, da Araraquarense, que vinha desde o seu tronco em Silvânia. Até 1922, os trilhos da Douradense que chegavam a Tabatinga eram os de bitola estreita, somente nesse ano, a Estrada de Ferro Dourado conseguiu terminar o alargamento para a bitola métrica, que o Governo do Estado tanto demorou em autorizar. Da mesma forma o ramal de Itápolis também foi alargado nesse ano. A estação era dividida em duas: no armazém anexo, funcionava a Tabatinga – norte, que era de responsabilidade da Estrada de Ferro Araraquara, e ali chegavam os trens que vinham da Estrada de Ferro Araraquarense. Em 1945, a estação de Tabatinga passou a atender a Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Em 1966, o ramal que vinha de Silvânia foi fechado e em dezembro do mesmo ano, o ramal de Itápolis também foi suprimido. No inicio de 1969 foi a vez da própria estação fechar, juntamente com o último trecho que restava da velha Douradense, até Ibitinga. A estação foi demolida, em meados dos anos de 1980, e em seu lugar se construíram pequenos galpões que hoje estão na entrada da cidade, junto à ponte. “As locomotivas 840 até 844 tracionavam o PB14 entre Novo Horizonte e Tabatinga, e nesta última estação as locomotivas eram substituídas pelas PACIFIC 635, mais possantes e rápidas. Na partida havia sempre a disputa com o trem da Estrada de Ferro Araraquara, que saía da mesma plataforma (lado a lado), com direção a Silvânia. Havia uma disputa por uns 500 metros mais ou menos, entre os dois maquinistas. Era legal à bessa !!! Quem quiser poderá conferir esse lance, é só puxar a memória...”
Cia. Estrada de Ferro Dourado, de 1909 a 1949 - Cia. Paulista de Estradas de Ferro, de 1949 a 1969.

ESTAÇÃO DE CURUPÁ - RAMAL DE TABATINGA
A Estação Ferroviária de Curupá, foi aberta em 01/02/1915, um ano antes de o ramal da Estrada de Ferro Araraquara alcançar a estação de Tabatinga, na Estrada de Ferro Dourado. De Curupá saia o ramal de Itaquerê, particular, e que alcançava a estação de Itaquerê, na Fazenda do mesmo nome ramal este que, segundo alguns, era administrado também pela Estrada de Ferro Araraquara. A estação foi fechada com o ramal, em 1966. Hoje está em estado precário, fechada, ao lado da rua principal do bairro de Curupá.
Estrada de Ferro Araraquara, de 1915 a 1916 - Estrada de Ferro Northern Railway Co. de 1916 a 1919. - Estrada de Ferro Araraquara, de 1919 a 1966.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 18 de dezembro de 1925, através do Decreto Lei Estadual nº 2085, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de Tabatinga, desmembrado do município de Ibitinga. Sua instalação verificou se em 22 de março de 1926.

TABATINGA - CAPITAL NACIONAL DO BICHO DE PELÚCIA, ENXOVAIS E ACESSÓRIOS PARA BEBÊ
Famílias inteiras vivem da indústria desses brinquedos. Consumidores de todo Brasil, e até do exterior, fazem compras no comércio de Tabatinga. Em uma região agrícola, Tabatinga conseguiu mudar o perfil profissional dos seus moradores. A cidade se transformou na Capital Nacional do Bicho de Pelúcia e famílias inteiras trabalham lado a lado nas indústrias. Segundo a empresária Milene Revoreto, o método de produção é muito artesanal. “Agente diz muito assim: é bem na mão. Porque tem que ter muito capricho, qualidade e geralmente é feito por mulheres, que é maioria da nossa mão de obra”. Vem bastante ideia de cliente, mas a gente desenvolve e se adequa ao mercado. Os clientes dão ideias e a gente desenvolve, completa a empresária. São cerca de 40 fábricas, onde são produzidos milhares de bichinhos por dia. O que faz de Tabatinga uma cidade com mais bichinhos de pelúcia do que pessoas. São aproximadamente 14 mil habitantes, e é difícil de encontrar alguém que não trabalhe no ramo. Mas as famílias de Tabatinga não são as únicas que se beneficiam com a indústria da pelúcia. “Também temos algumas cidades que prestam serviço para nós na região”, ressalta Antônio Diniz, representante dos produtores de bichinhos de pelúcia da cidade. Em uma região predominantemente agrícola, Tabatinga foi além das plantações de cana e laranja que sustentam a economia de cidades vizinhas e se firmou com polo industrial respeitável. Trocar as lavouras pelos galpões foi um bom negócio pra cidade e para os trabalhadores. Hoje clientes de todo o país passam pelas lojas diariamente e alguns pedidos vem até do exterior. A fama continua se espalhando e o mercado internacional pode ser o próximo passo da cidade que, abraçada aos bichinhos de pelúcia, investe agora, também, na Produção de Enxovais de Bebê e Acessórios Infantis, que não para de crescer.
Fonte: Portal G1
Gentílico: Tabatinguense

GALERIA DE PREFEITOS

ANTONIO RODRIGUES LOUZADA1926
MANOEL RODRIGUES LOUZADA1930
DR. FRANCISCO DE PAULA MAIA DE CARVALHO1931
ANTONIO CALDEIRA DANTAS1931 à 1932
RAUL GUEDES DE MELO1932
JORGE ABRAÃO KFOURI1933
DR. JONAS NUNES BRIGADÃO1933
CORONEL FIRMINO DE AZEVEDO1935
DR. FRANCISCO DE PAULA MAIA DE CARVALHO1936 à 1942
JOÃO MACHADO1943
JORGE ABRAÃO KFOURI1944
CORONEL FIRMINO DE AZEVEDO1946
ALFREDO BENELI1947
JOÃO PERONI1948 à 1951
SANTO MARCHEZI1952
EDWARD RODRIGUES DE SÁ1956
SANTO MARCHEZI1960
ANGELINO ARMANDO DEL DUCCA1964
BENEDITO DE LIMA PEZZA1968
RUBENS GIANSANTE1969
GERALDO VENCI1973
AURÉLIO DO NASCIMENTO1977
MAUCIR DE BARROS1985
GESUM SGARBI1988
MEIRE IZILDA DO NASCIMENTO MOCHETI01/01/1993 à 31/12/1996
MARIÂNGELA MARQUESI COSTA ROQUE01/01/1997 à 31/12/2000
MEIRE IZILDA DO NASCIMENTO MOCHETI01/01/2001 à 31/12/2004
JOSÉ LUIZ QUARTEIRO01/01/2005 à 31/12/2008
RAFAEL APARECIDO BUSCHIERO01/01/2013 à 09/11/2013
RAFAEL JACOB CAMARGO09/11/2013 à 31/12/2016
EDUARDO PONQUIO MARTINEZ01/01/2017 à 31/12/2020

OBS. O Sr. ANTONIO RODRIGUES LOUZADA, foi o primeiro Prefeito de Tabatinga.

CONFERIMOS UMA MENÇÃO HONROSA AO SR. DARIO RODRIGUES LOUZADA, POR CONSEGUIR A CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO EM 1925, E, QUANDO REGRESSAVA A TABATINGA, FALECEU EM UM ACIDENTE NA ESTRADA.