HISTÓRICO


A ORIGEM
Em 10 de setembro de 1884, na cidade de Ribeirão Preto, nascia Alice da Mata Fontoura, filha do senhor José da Mata Fontoura. Teve somente instrução particular primária. Contraiu núpcias com Aureliano de Araújo, e veio morar no Vale do Rio Grande, onde possuía grande área de terras, denominada Fazenda Bernarda. Teve um único filho de coração que recebeu o nome de José da Mata Fontoura Filho. Alice Fontoura era uma mulher boníssima e muito preocupada com seu semelhante. Achou por bem doar um lote de terra para que aqui fosse construída uma igreja em louvor a Nossa Senhora do Rosário, da qual era devota, sendo esse o marco oficial para que aqui se erguesse uma cidade.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Havia indícios de que a estrada de ferro chegaria até Porto Cemitério, nome que tinha Colômbia no passado. E sendo assim, a senhora Alice Fontoura resolveu lotear um pedaço de terra ás margens do rio Grande, e foi desse loteamento que nasceu a cidade. A primeira casa construída no povoado foi a de Bruno Antônio Prado, sendo ele o primeiro morador de Porto Cemitério. Logo depois de Bruno, vieram Francisco Segundo e João Alves de Macedo. Logo começou a formar-se ali um povoado, a senhora Alice Fontoura além de doar o terreno para a construção da igreja, doou também uma área para a construção da escola, da praça, casa paroquial, cemitério, casa da lavoura e a praça do jardim da ponte, que liga o estado de São Paulo a Minas Gerais. O grupo escolar recebeu seu nome, e ela fez muitas benfeitorias, doando móveis e livros e ajudando na alimentação das crianças. No local onde se erguia a cidade, sendo ás margens do rio grande e tendo um tráfego grande de pessoas que desembarcavam nas balsas vindas de Minas Gerais, era um lugar violento, muita briga causada pelos viajantes, que sempre acabavam em mortes e logo o povoado foi denominado de PORTO CEMITÉRIO, mas com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, o crescimento aumentava consideravelmente o numero de habitantes. A primeira menina a nascer no povoado de Porto Cemitério foi Maria de Lourdes do Prado e o menino foi Nivaldo Prado, filhos de Bruno  Prado e Angelina, mas muito antes disso, nasceram muitas crianças nas fazendas da região. O primeiro registro data de oito de janeiro de 1909, sendo que a criança nasceu no dia quatro do mesmo mês. Vicente nasceu na fazenda Boa Vista, filho do Major Urias Garcia da Silveira e de dona Coleta de Macedo Oliveira. No dia vinte e seis de janeiro de 1909, nasceu Júlia, na fazenda Onça, filha de João Dias dos Santos e de dona Geraldina Paulina dos Santos, todos os registros eram feitos em Laranjeiras, e o responsável pelo cartório na época era o senhor Antônio de Brito. Nesse mesmo cartório foi lavrado o registro dos primeiros óbitos, sendo o de Maria em 25 de janeiro de 1909, filha de Jeronima Rosa de Jesus, residentes na fazenda Córrego dos Cavalos, e em 26 de fevereiro de 1909, o óbito de Pedro, filho de João Gualberto da Silva e Olympia Olívia de Almeida residentes na fazenda Onça. Em 13 de fevereiro de 1909 foi lavrada a primeira certidão de casamento, sendo o noivo DalindoSabiano da Silva, filho de Antônio Sabiano da Silva e Ludovina de Jesus, e a noiva Maria Ignácia de Jesus, filha de Bortholo Alves da Silva e Igydia da Silva.

O ANTIGO DISTRITO DE LARANJEIRAS
Não se pode precisar a idade certa que tem o distrito de Laranjeiras. Os primeiros registros que se tem, datam do ano de 1909, mas presume-se que os primeiros nascimentos sejam bem anteriores a essa data, pois nasciam em fazendas nas mãos de parteiras e ficavam sem registros e sem nenhum documento, coisa que era normal na época, pois a maioria sendo analfabeta não se importava com isso, que era para eles eram um simples detalhe, já que a maioria nascia no meio do mato e por ali ficavam até o fim de suas vidas. O povoado teve vários nomes, goiaba, rancharia e depois laranjeiras, pois na região tinha muita plantação de laranja. Nos primórdios foi pouso de boiadas que vinham de Minas Gerais e Goiás, atravessavam o rio grande a nado e subiam pelo corredor boiadeiro que conduzia até a estrada que levava a laranjeiras. As comitivas chegavam com suas bruacas, penduradas em mulas que pela distância que percorreram, já a muito diminuíram seus passos. Nessas bruacas traziam os mantimentos para alimentarem toda a comitiva que estando agora tão perto de casa começam a sentir o cansaço pelo longo caminho percorrido. Traziam em seus semblantes a poeira das estradas que deixaram para traz e na guaiaca surrada, todos os apetrechos pessoais que se faziam necessários nessas empreitadas. Por ali passavam  muitas horas até descansarem, para prosseguir viajem. Não se envolviam muito com o povo do lugar, o povoado era um tanto violento. Brigas saiam aos montes, e mortes era um acontecimento corriqueiro e natural. Pois sempre aquele que matava, montava em seu cavalo e ia embora, não tinha ordem, lei e nem segurança. Sebastião Alves Moreira, com 82 anos nasceu no povoado, filho de Sírio, que não negando a raça era comerciante e segundo narra senhor Sebastião, tinha até um grande calo nos ombros de tanto carregar sacolas em suas andanças como vendedor ambulante por essas redondezas. O breu que tomava conta do lugar assim que o sol se punha e a noite caía, não permitia que as pessoas deixassem suas casas, pois a única coisa que viam de longe era o flamejar de algumas chamas de lampiões em pontos isolados que davam ainda mais um ar de desolação ao local. Tinha algum movimento ainda nos botequins que ficavam abertos mesmo com a escuridão da noite, e era ai que saiam muitas das brigas que terminavam em mortes, sempre auxiliadas pela bebida que para muitos era uma fuga para espantar as tristezas da vida quase miserável que viviam naquele local.  Com todos os problemas sociais existentes na época, ainda era um local animado, faziam muitos bailes, quermesses e por ser rodeada por fazendas de plantação de laranja, nesse local nunca faltou, para quem queria trabalhar, emprego nas lavouras. Quando Colômbia passou a município, laranjeiras que até então era mais desenvolvida passou a ser um distrito de Colômbia. E com isso Colômbia passou a se desenvolver mais que Laranjeiras.

ORIGEM DO NOME
Historicamente o nome do município de COLÔMBIA deu-se em homenagem ao engenheiro que era de nacionalidade Colombiana, sendo o mesmo, que dirigiu os trabalhos na montagem da Estrada de Ferro (Antiga Companhia Paulista).

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 30 de novembro de 1944, através do Decreto Lei estadual nº 14334, o povoado foi elevado à categoria de Distrito, com a denominação de Colômbia, com terras desmembradas do extinto Distrito de Laranjeiras, e pertencente ao município de Barretos.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO

Em 18 de fevereiro de 1959, através do Decreto Lei Estadual nº 5285, o Distrito foi elevado à categoria de Município, com a denominação de Colômbia, desmembrado do município de Barretos. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1960.

LOCALIZAÇÃO PRIVILEGIADA
O município de Colômbia localiza-se na região norte do estado de São Paulo, divisa com o estado de Minas Gerais, e possui uma extensão territorial de 702 km², com clima muito agradável. A posição geográfica é privilegiada, ás margens do Rio Grande, entre as Usinas Hidrelétricas de Porto Colômbia e Maribondo, formando um imenso lago de águas cristalinas, onde se encontra uma grande variedade de espécies de peixes entre elas: pintado, dourado, corvina, mandi, tucunaré, curimba, piapara, entre outros. Encontramos na região alguns lugares com mata e cerrado, resistindo bravamente ao avanço da cultura canavieira, onde ainda é possível encontrar uma fauna e flora com espécies em vias de extinção: o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, lontra, jaguatirica, capivara, tatu, veado campeiro, algumas espécies de macaco, bem como aves e pássaros entre eles: garça, paturi, tucano, seriema, gavião, canário, coruja, pomba etc. A flora é composta de belos ipês: roxo, amarelo e branco sibipiruna, pau-ferro, paineiras, sucupira, farinhaseca, ingá, palmeiras, angico, aroeira, gravatá, bromélias, orquídeas e outras espécies que deixam com seus suaves matizes, um colorido encantador. O município tem como principal vocação às atividades agropecuárias e pesqueiras. Com produção de pepino, pimentão, soja, sorgo, laranja, cana, látex. Datas Comemorativas: 18 de fevereiro (Aniversário da Cidade) e 16 de julho, dia da Padroeira da Cidade.
Gentílico: Colombiano

GALERIA DE PREFEITOS

JULIO RODRIGUES DE PAULA1960 à 1963
ISAAC THOMÉ1964 à 1968
JURIO MAIBASHI1968 à 1972
ISAAC THOMÉ1973 à 1976
REINALDO JOSÉ CUSTÓDIO1977 à 1982
JURIO MAIBASHI1983 à 1988
AUGUSTINHO NOZAKI1989 à 1992
JOSÉ SALVADOR MARTINS01/01/1993 à 31/12/1996
AUGUSTINHO NOZAKI01/01/1997 à 31/12/2000
JOSÉ SALVADOR MARTINS01/01/2001 à 31/12/2004
FABIO ALEXANDRE BARBOSA01/01/2005 à 31/12/2008
FABIO ALEXANDRE BARBOSA01/01/2009 à 31/12/2012
RODRIGO LUCAS GAMBARATO BERTIN01/01/2013 à 31/12/2016
ENDRIGO LUCAS GAMBARATO BERTIM01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. JULIO RODRIGUES DE PAULA, foi o primeiro Prefeito de Colômbia.