HISTÓRICO


OS PRIMEIROS DONOS DESSAS TERRAS – OS KAINGANGS

Sabe aquela velha pergunta feita na escola “quem descobriu o Brasil”? Pois é, alguns ainda diriam que foi o Cabral, mas sabemos que os primeiros habitantes na verdade foram os índios.   No município de Arealva não foi diferente. Bem antes dos Prestes chegarem e ocuparem essas terras, os índios povoavam essa vasta região.
A região do atual Estado de São Paulo já era habitada por povos indígenas desde aproximadamente 12000 anos A.C. Até aproximadamente o ano 1000, a região do atual estado de São Paulo era ocupada inteiramente por tribos indígenas que falavam línguas pertencentes ao tronco lingüístico-Macro Jê. A partir dessa época, tribos falantes de idiomas do tronco lingüístico-Tupi procedentes do sul da Amazônia começaram a ocupar o litoral brasileiro. Como resultado, quando os navegadores europeus começaram a chegar no litoral paulista, a partir do século xvi, encontraram aqui, somente tribos falantes de idiomas do tronco lingüístico-Tupi: os Carijós (que falavam Guarani), ao sul os Tupiniquins, no litoral central, e os Tupinambás, no litoral norte (estes dois últimos grupos étnicos falavam Tupi).
Partindo das cidades de São Paulo e de São Vicente, os exploradores conhecidos como bandeirantes passaram a desbravar o interior do país, em busca de pedras preciosas e de escravos índios. Nesse processo, foram anexando grande parte do atual território brasileiro, mesmo as regiões que ficavam além da linha do Tratado de Tordesilhas e que, portanto, não pertenciam teoricamente a Portugal.
Como se sabe, Arealva fica localizada na região de Bauru, área central do estado de São Paulo. Toda essa imensidão de terras, antes da chegada dos colonizadores, a partir da segunda metade do século xix, era predominantemente dominada pelos índios da etnia Caingangues, ao lado de outras etnias minoritárias, como os Guaranis, que já povoavam essas terras há milhares de anos atrás.
Ao longo do século xix, o cultivo do café se espalhou pelo vale do Rio Paraíba do Sul e, em seguida, pelo oeste paulista. Nesse processo, foi dizimada a população indígena Caingangues, que ocupava o Oeste do estado. Com a abolição da escravidão, em 13 de maio de 1888, imigrantes europeus assalariados, em sua maior parte procedentes da Itália, passaram a ser trazidos para substituir a mão de obra escrava negra.

VESTÍGIOS DA OCUPAÇÃO DOS ÍNDIOS GUARANI
Não se pode afirmar exatamente qual era o grupo indígena predominante que viveu nas terras arealvenses.  O fato é que existem alguns vestígios deixados por seus primitivos habitantes em épocas pré-coloniais.
O entendimento da ocupação indígena de áreas como a do município de Arealva, no estado de São Paulo, ainda é bastante incompleto e localizado, mesmo com as diversas pesquisas realizadas e em curso. Em todo o estado, estudos arqueológicos têm definido, até o momento, três grandes unidades classificatórias, por tradições: a tradição tupi-guarani, a tradição Itararé e a tradição aratu-sapucaí.
A tradição tupi-guarani é considerada, a partir de uma cronologia de ocorrências, a que aglutina os grupos mais antigos. Essa tradição é subdividida em guarani e tupinambá. Boa parte do território paulista é ocupada por vestígios arqueológicos dessa tradição. Mesmo assim, as pesquisas arqueológicas identificam o território paulista como uma região que se caracteriza por limites fronteiriços de diferentes populações ameríndias.
Peças encontradas em Arealva na década de 1990, em propriedades rurais próximas ao Rio Tietê, constituem materiais líticos e cerâmicos que atestam a existência de vários aldeamentos indígenas.  Através de estudos arqueológicos, o que ficou comprovado é que as populações que habitavam esta região não conheciam, em sua maioria, a técnica da manufatura cerâmica, e que por suas características pertenciam aos povos de tradição tupi-guarani.
Considerando a hipótese de que os índios guarani habitaram essas terras em épocas pré-coloniais, faz-se necessário entender sobre como eles eram organizados socialmente.

O ALDEAMENTO GUARANI
As maiores aldeias eram compostas por um número variável de malocas, dispostas em torno de um pátio central  ou mesmo ao longo do rio principal, possuía uma população de 500 até dois ou três mil índios. Porém, em alguns casos, ocupavam as proximidades dos afluentes, com um número populacional reduzido. Todos os indígenas moravam na aglomeração central, a não ser durante breves períodos de pesca ou guerra, durante os quais a população podia se dividir.
Essas aldeias não constituíam povoados fixos e permanentes, pois, após alguns anos, os grupos tendiam a mudar-se para um novo local. Diversos motivos podiam constituir para o deslocamento de uma aldeia: os desgastes do solo, a diminuição das reservas de caça, a atração de um líder carismático, uma disputa interna entre facções ou a morte de um chefe.
Os vestígios materiais destes povos são sempre encontrados a certa distância dos rios navegáveis, em zonas de matas pluvial litorania tropical ou subtropical, nos grandes vales meridionais ou nas zonas do centro-sul, ou ainda nas matas ciliares.
A busca do local para a instalação da aldeia, em clareiras no meio da floresta, além de uma visão estratégica, visava também ao abastecimento de água e à possibilidade da complementação da subsistência por meio da pesca, caça e várzeas férteis dos rios.
A cultura guarani baseava-se na caça, na pesca, na coleta e, sobretudo, numa agricultura de floresta. Plantavam mandioca, que era utilizada em larga escala por toda a população, principalmente, como farinha, que era consumida com peixe ou caça moqueada, na produção de bebidas alcoólicas (cauim) ou em forma de beiju além de várias qualidades de milho, feijão, batata, cará, amendoim, abóbora, banana, tabaco, algodão, pimenta entre outros.
O impacto da conquista dos colonizadores sobre as populações nativas foi imenso. É certo de que milhares de pessoas morreram por causa do contato direto e indireto com os não-indígenas e as doenças por eles trazidas.
De devoradores dos inimigos pelo ritual antropofágico, esses povos indígenas, foram devorados e destruídos nas guerras de conquista dos colonizadores, em suas bandeiras e em suas missões.
Em menos de dois séculos os numerosos tupi-guaranis foram varridos do território brasileiro. Aqueles que não morreram pela violência, pelas epidemias ou pela fome, fugiram para outras regiões.

A TECNOLOGIA DA CERÂMICA GUARANI

As urnas mortuárias indígenas observadas neste acervo foram encontradas no Bairro Ribeirão Bonito (Arealva), na propriedade da família Cardoso, em 1995, e na propriedade de Geraldo de Freitas, em 1997. Esses vestígios cerâmicos de grupos agricultores pré-coloniais, como estruturas funerárias e marcas de antigas habitações, no estado de São Paulo, são geralmente datados em 1.000 anos atrás.
Essas estruturas cerâmicas encontradas em Arealva, muito se assemelham, embora não existam estudos que comprove que a cerâmica é do grupo da tradição guarani.
Essa cerâmica é marcada, principalmente pelo estilo próprio das vasilhas – pequenas ou grandes, com corpo arredondado, formas abertas ou fechadas, urnas funerárias – pintadas em vermelho e preto, tanto na parte interna como na externa, com linhas formando motivos geométricos sobre uma fina camada de engobo-branco, com diferentes tipos de acabamentos plásticos na superfície externa das vasilhas, como os corrugados, ungulados, nodulados e espatulados, bem como a presença do caco-moído (pequenas partículas de cerâmica triturada e adicionada à massa argilosa como o anti-plástico) e, também, de líticos lascados e polidos.

A ORIGEM
A história do município de Arealva, localizado na região do Médio Vale do Rio Tietê, no estado de São Paulo, pode ter seu início narrado a partir dos poucos vestígios deixados por seus primitivos habitantes em épocas pré-históricas.
Os primeiros estudos arqueológicos realizados nas áreas próximas ao município de Arealva, que compreendem a vasta região do Médio Tietê, ocorreram nos anos de 1970, mas somente na década de 1990, a partir da coleta de materiais líticos e cerâmicos de diversos aldeamentos pré-históricos em toda essa área, inclusive no município, é que se pode constatar que as populações primitivas que habitavam essa região não conheciam, em sua maioria, a técnica da manufatura cerâmica, e que por suas características pertenciam aos povos de tradição Tupi-Guarani. No entanto, esses estudos não tiveram continuidade e, sem o aprofundamento das pesquisas, não se pode chegar a uma definição mais detalhada.
O Tietê, rio que passa pelo município de Arealva, desde os primeiros séculos do Brasil Colônia, figurou como via de acesso dos bandeirantes, que acabaram mutilando as numerosas tribos indígenas do interior paulista, região que ainda não teria sido alcançada por um novo grupo, os caingangues. Até meados do século XIX, a imensa área na direção oeste da Província de São Paulo, situada entre os rios Tietê, Paraná e Paranapanema, era caracterizada nas cartas geográficas da época como “sertão desconhecido” ou “território habitado por índios”, que foi sendo ocupado por diversas correntes do povoamento branco, responsáveis pelo surgimento de numerosos núcleos urbanos.
Embora os primeiros sinais da ocupação branca nesse grande território, também conhecido como “sertão de Bauru”, só apareceram no século XIX, expedições que seguiam o curso do rio Tietê abrindo caminhos até as minas de Cuiabá, no Mato Grosso, já aconteciam desde o século XVIII. A região de Bauru era zona de passagem, sem qualquer sinal de fixação dos conquistadores brancos.
A partir de 1840, com as revoltas liberais de São Paulo e Minas e, posteriormente, com o início da Guerra do Paraguai, em 1864, muitos habitantes dos centros populosos de ambos os estados preferiram correr os riscos de se embrenharem no sertão paulista a se submeterem ao recrutamento. Dessa forma, muitos retirantes desceram pelo rio Tietê, conhecido como “rio das entradas”, atraídos pelas vastas extensões de terra roxa e incidência descontinua de terras arenosas que se prestavam perfeitamente à cultura cafeeira, além da criação de gado e cultivo de outros gêneros.
Até meados do século XIX, grande parte do “sertão de Bauru”, território compreendido entre os vales dos rios Batalha, Bauru, Tietê, Feio-Aguapeí e Peixe, estava sob o domínio dos índios Caingang. Como estes ocupavam posições estratégicas no processo de ocupação dessa região, foram violentamente reprimidos, tendo suas terras tomadas e sendo escravizados, confinados em reservas insuficientes, destruídos e mortos pelos pioneiros, que iam invadindo o sertão.

O FUNDADOR DE SOTURNA
Em meio a esse cenário de conflito entre os pioneiros e os índios Caingangs, que lutavam por suas terras, por volta do ano de 1850, o pioneiro José Prestes saiu de Itapetininga, desceu pelo rio Tietê, acompanhado de dois empregados, embarcados em três canoas, e sem destino. No percurso enfrentaram grandes perigos: índios hostis (provavelmente os Caingangues), feras enormes, corredeiras e cachoeiras que surgiam de súbito. Após meses, aportaram à tarde, próximo a um córrego. Ali passaram a noite temendo um possível ataque de índios, mas nada ocorreu.
Pela manhã, em meio a um silêncio profundo, José Prestes, observando a mata fechada, disse aos seus companheiros: “Mas que lugar soturno, este córrego vai se chamar Córrego de Soturna.” Aqui é o fim de nossa viagem, podem começar a descarregar às canoas. Daqui seguem as medidas de minha posse três léguas rio Tietê abaixo, três léguas rio Tietê acima, e três léguas da barra do córrego de Soturna até virar o espigão, em sua nascente.
Após o desembarque, o senhor José Prestes fez um acordo com os posseiros da região e ficou com uma Sesmaria, às margens do Tietê, na barra do córrego de Soturna. O valente sertanejo, desbravador deste território, que viria a se tornar o município de ARELVA, casou-se com uma moça de Água Limpa, hoje Santelmo. Dessa união nasceram dez filhos, e a cada um José Prestes deu um pedaço de terra, dando origem ao Patrimônio de Soturna. Entre eles João Paulino, Cândido José, Victor Belarmino, Moisés, Messias e Maria Rita.
Fonte: Livre adaptação do trecho narrado por Francisco Juliano Nicolielo.

FUNDAÇÃO DO POVOADO

Anos se passaram ainda para surgir o povoado que ribeirão acima, afluente do Tietê, a margem esquerda, a três quilômetros, os primeiros casebres despontavam a margem direita do ribeirão, por exploradores de peles de animais e garimpeiros, presumivelmente por volta do ano de 1865 a 1870, e entre esses exploradores havia também, algumas famílias interessada na exploração.
Em 1867, ocorreu a fundação do povoado de Soturna formado pelos filhos do pioneiro José Prestes. O vilarejo já contava com proprietários de outras famílias, tais como José Fernandes do Prado e Gasparino Quadros. O nome do povoado além de estar atrelado ao córrego, também era associado a sua proximidade do trecho do rio Tietê, onde havia uma enorme ilha, também chamada Soturna. Nessa época, o povoado pertencia ao município de Pederneiras, comarca de Jaú.
A notícia da existência de terras boas em Soturna, logo se espalhou, chegando até os centros de imigração. Vieram então para Soturna, muitos imigrantes, sendo em sua maioria italianos, portugueses, espanhóis e um pequeno grupo de turcos e libaneses, que chegaram como mascates, e com o passar do tempo se instalaram como comerciantes.
Mais tarde, isto é, no começo do século, o povoado já contava com casas comerciais, típica da época, em uma rua cujo nome denominava-a Rua do Sapo, hoje conhecida por todos como Rua Domingos Marques, em homenagem a um antigo morador. No passado era o centro de toda a atividade comercial do antigo povoado.
Em 1870 membros da Família Prestes fizeram a doação de uma gleba de dez alqueires de terra à Santa Catarina de Alexandria, santa de devoção de José Prestes, que acabou se tornando a Padroeira do povoado. O registro da escritura pública da doação dessas terras só foi feito em 04 de julho de 1904. De acordo com o registro em cartório de Jaú, no dia 26 de agosto de 1907, João Paulino Prestes e Cândido José Prestes oficializaram à doação do Patrimônio de Santa Catarina, para a Diocese de Botucatu.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O progresso do povoado ocorria lentamente, uma característica da época, quando, em 20 de dezembro de 1911, através do Decreto Lei Estadual nº 1284, o povoado foi elevado à categoria de Distrito de Paz de Soturna, vindo incorporar à vila de Iacanga, sob a jurisdição judicial da Comarca de Jaú, mais tarde vindo a passar para a Comarca de Pederneiras.
Ainda pertencendo ao município de Pederneiras, o distrito de paz teve como primeiro Escrivão de Paz e Tabelião, José Pereira de Toledo, e o primeiro Juiz de Paz, o senhor Pedro Pereira Garcia de Almeida.

A CONSTRUÇÃO DA IGREJA

Dois anos depois de criado o distrito de paz de Soturna, em setembro de 1913, teve início à construção da Igreja de Santa Catarina, por meio de doações de um grupo de moradores, entre eles Antônio Vitor Ferreira, cujo contrato da obra foi assinado com a empresa de Nicola Villaros e Alexandre Gutierres.
No dia 25 de novembro de 1915, a obra foi finalizada, quando a imagem da padroeira foi levada à igreja, em procissão solene realizada pelos fiéis.

A CULTURA DO CAFÉ
Contudo, Soturna experimentava um surto de progresso quando iniciava a década de 1920, seu comércio viu-se incrementado com a instalação de pequenas indústrias como: moinhos de fubá, máquinas de café, de arroz, olarias, etc... As fábricas de telhas e tijolos multiplicavam se imigrantes italianos, portugueses e árabes afluíam aqui, pois iniciava em todo o estado de São Paulo a lavoura cafeeira, esteio da nossa economia e suporte do progresso interiorano Soturna, com o seu solo generoso e clima convidativo florescia os cafezais aos quatro cantos do seu território, desenvolvendo simultaneamente, a cultura de vários outros cereais como arroz milho, mamona e fumo, mais em menor escala, pois o café, que firmava o lavrador na terra, chegava a contas na década de 1930, mais de 4 milhões de pés da preciosa rubiácea.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO
Em 27 de dezembro de 1924, data na qual o Distrito de Iacanga, também pertencente ao município de Pederneiras, adquiriu sua autonomia político-administrativa, tornando-se município, o Distrito de Paz de Soturna passa a ser de sua incumbência. A emancipação de Iacanga ocorreu com muita disputa, pois Soturna também estava pleiteando a sua independência, não conseguindo apenas pela intervenção da família Garcia de Almeida e de outros políticos de Iacanga que tinham forte influência no governo do estado e também por ser mais desenvolvida economicamente.
Nesse mesmo ano, foi instalado o telefone no distrito com um ramal ligando até Bariri, cidade mais próxima, servida por dois trens que iam diariamente até Jaú. Toda produção agrícola e a pecuária local era levada para Bariri. Bauru era mais distante e com estradas muito ruins. Por esse motivo, nasceu a Companhia Melhoramentos Bariri Soturna, sendo que alguns dos sócios eram: Nicolau Juliano Nicolielo, Abílio Ferreira Prestes, João Crepaldi, Antônio de Matos e João Viana. A sociedade reformou a estrada de Soturna até Bariri, construiu o porto, possuía uma balsa para a travessia do rio e uma linha de jardineira para o transporte coletivo.
Em 26 de abril de 1928, o município de Pederneiras foi elevado à categoria de Comarca, então, o município de Iacanga, e o Distrito de Soturna, que antes estavam sob a jurisdição de Jaú, passam a ser jurisdicionados por Pederneiras. Nessa época, Soturna era um lugar pacato, porém seus fundadores e imigrantes sonhavam com o seu progresso, tanto que já existiam importantes indústrias, como a serraria do Abílio Ferreira Prestes, a olaria do Nicolau Juliano Nicolielo, a máquina de beneficiar café e arroz de José Matos e a Casa Confiança. Havia também uma Agência dos Correios, um Cinema e o Grupo Escolar. A economia era essencialmente rural e a maioria da população morava no campo, em pequenas propriedades.
Entrementes a esses acontecimentos, que muito mudou o antigo povoado, não tardaram os seus antigos moradores, a manifestarem opiniões de independência econômica e política, visto condicionar a isto, mercê de seu progresso inusitado de uma década para outra, quando então, a 10 de maio de 1935, foi feito comunicação ao então Governador Armando de Salles Oliveira, pedindo a elevação do distrito à categoria de município, o que foi aceito. Os ânimos então avolumavam se, pois o seu povo cheio de esperança, e convicto que a reivindicação fazia-se juz, uniram se todos, em torno de tão nobre ideal quando em 1937, o Brasil passou a ser governado pelo regime ditatorial de Getulio Vargas, ocorrendo grandes anomalias de ordem política, vindo interceptar o processo de elevação de categoria de município.

A CHEGADA DE UM GRANDE POLÍTICO
Em 1944, muda-se com a família para Soturna, o senhor Oliveiro Leutwiler, morador de Bariri. A mudança deu novos rumos a sua vida. O homem que nunca havia pensado em ser político acabou revolucionando a política local.
Nessa época, o país ainda vivia sob a Ditadura de Vargas, ficando o Estado de São Paulo nas mãos do interventor Ademar de Barros, enquanto que Iacanga, que tinha Plínio Meireles como prefeito, possuía três distritos: Soturna, Jacuba e Batalha (atual Reginópolis).
Um ano antes de ser convidado para assumir a Sub-delegacia de Soturna em 1945, o “Seu” Oliveiro realizou como fazendeiro, uma obra que lhe valeu prestígio e liderança. O município de Iacanga não gozava de condições econômicas e braçais, para socorrer seus distritos. Por isso, em  mutirão comandou 130 homens na reparação dos 09 km de estrada que separavam o distrito da sua propriedade de Caetês.
No ano seguinte, foi convidado por uma Comissão de políticos iacanguenses a assumir o comando da Subprefeitura de Soturna. Oliveiro aceitou o desafio na condição de que realizassem uma reforma tributária ampla, ou seja, todo dinheiro arrecadado em Soturna seria empregado no próprio distrito. Com Afid Miguel como secretário das finanças, o então subprefeito realizou melhorias significativas, como pontes e a construção do “campo de aviação”.
Mas seu povo confiante e longe do desânimo, não deixava a luta, procurando todos os meios de cada vez mais concretizar o seu legítimo e insofismável ideal municipalista, que permaneceu ao fio dos anos, no seio de uma comunidade movida de esperança, contando com 10 mil habitantes e mais a tendência de Jacuba, que contava com 3 mil habitantes, de se unir a Soturna, somando já não era 10 mil e sim 13 mil almas a desejar a autonomia ,e a trabalhar juntos numa unidade inquebrantável rumo ao progresso.
Entre 1946 e 1947, aconteceu a realização do plebiscito, do qual os moradores de Soturna decidiram pelo SIM, o que lhes garantia o direito de, em cinco anos transformarem o distrito em município, e isto ocorria simultaneamente também em Jacuba, uma vez que era o desejo de seus habitantes, de se anexar ao futuro município.
Em 1947, haveria eleição para governador e prefeito, o povo foi até a casa de Leutwiler e pediram para que fosse candidato a prefeito de Iacanga, representando Soturna. No dia 9 de novembro acabou vencendo a eleição. Sem subir em palanque ou tribuna para pedir votos, além de se tornar prefeito, carregou consigo oito vereadores de uma chapa de nove. Assim Oliveiro assumiu, tendo garantida a maioria da Câmara de Iacanga.
Como a maioria da Câmara era do Distrito, os vereadores Afid Miguel Aude (comerciante), Dídimo Maulaz da Silva (hoteleiro), Belarmino do Amaral Campos (dentista), Paulo Martins (farmacêutico), Adelino Mendonça (fazendeiro), José Teixeira (celeiro), Ciro Pegoraro (comerciante de Jacuba) e Orlando Moreto (fazendeiro do Quilombo), juntamente com o prefeito Oliveiro, foram os responsáveis pelo trabalho de emancipação político-administrativa do distrito de Soturna.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 24 de Dezembro de 1949, através do Decreto Lei Estadual nº 233, o Distrito de Soturna foi elevado à categoria de Município, desmembrando-se do município de Iacanga, e tendo seu nome alterado para AREALVA. O povoado de Jacuba passou a contar como distrito de Arealva.
Neste dia de festa e conquista, o povo jubiloso recebia a notícia de elevação de município, com o novo nome majestoso e imponente de AREALVA, graças à pitoresca ilha que liga a cidade, com suas árvores frondosas, suas areias alvas e as águas iracundas do Tietê, formam realmente, um quadro contemplado, proporcionado pela natureza majestosa manifestada pelo criador.
No entanto, noventa dias era o prazo permitido pela Justiça Eleitoral para a realização da primeira eleição do novo município. Oliveiro continuou administrando Iacanga, mas exercendo forte influência em Arealva, tanto que lançou o primeiro candidato eleito a prefeito do recém-emancipado município.
No dia primeiro de abril de 1949, tomou posse no novo cargo de Prefeito o senhor Job Garcia de Almeida, juntamente com a primeira Câmara Municipal eleita, composta por 13 vereadores, sendo eles: Adelino Mendonça, Avelino Rodrigues Lago, Belarmino do Amaral Filho, Didimo Maulaz da Silva, Henrique Bonsoni, Ignácio Francisco dos Santos, José Baio, Lázaro Rodrigues, Miguel Aude, Nelson Leutwiler, Otávio Loge, Paulo Genovese e Yolando Furlaneto.
A partir desse feito, outros arealvenses puderam atuar ativamente na vida política do município, deixando seu legado de benfeitorias, sendo que o próprio Oliveiro tornou-se prefeito de Arealva, na segunda legislatura, entre os anos de 1953 a 1957.

ORIGEM DO NOME
Primeiro nome:

SOTURNA - Seu antigo nome está ligado aos antigos Bandeirantes, exploradores de nossos sertões e plantadores de cidades. O Rio Tietê, histórico pelas navegações em direção ao sul do Estado, ainda Colonial, pelas entradas e bandeiras, existindo uma ilha dada as proporções dimensionais do rio, era convidativo a paragem constante, para ali descansarem esses exploradores de riquezas, onde não tardaram de chamar de SOTURNA aquela ilha, ligando mais tarde esse nome a toda região, por ser margeado o rio, por espessas florestas, dando um aspecto sombrio a ilha, pelo silêncio em decorrência de se encontrar distante dos meios civilizados.
Segundo Nome:
AREALVA - O nome atual do município tem origem na pitoresca Ilha que existia no leito do Rio Tietê, hoje coberta pelas águas da represa da CESP, rendendo ao progresso. As paisagens dessa Ilha muito maravilhosas, com seus coqueiros, suas árvores e suas AREIAS ALVAS, inspirou-se daí o nome da cidade, que hoje ostenta tão orgulhosamente.
Assim, uniram o substantivo AREIA, mais o adjetivo ALVA, dando origem ao nome do novo município de AREALVA. Isso aconteceu logo que passou a município, no ano de 1949.

REGISTRO DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO

"Reconstruir, resgatar, investigar fatos importantes da história do município de Arealva é a nossa missão. Alguns cidadãos também se dedicaram a isso, pois se preocupavam com a preservação desta memória, que acreditavam aos poucos estar se perdendo. A saudosa senhora Waldira Ferreira Prestes, muito contribuiu para isso ao longo de sua vida. Nunca deixou morrer as recordações de sua família, os Prestes, através de suas histórias sempre bem-humoradas. A seguir, apresentamos uma carta deixada por ela, na qual relata fatos importantes da história do município. Ela registrava seus escritos através de uma máquina de escrever. Tal carta foi escrita para a professora Maria Ermelinda Nicolielo Bueno, em 12 de abril de 1993, que agora, após ter sido revisada, torna-se pública”.

A seu pedido, vou tentar memorizar e passar para o papel alguma coisa da história de Arealva. Como todos sabem a nossa cidade ficou sem sua formação escrita por alguém. Os dados que tenho na cabeça vou passar para você, que deverá melhorar ou reprovar. Todos estes relatos foram de meus pais, e de alguns antigos que se ligaram aos fatos.
Como tudo na vida tem um início, o Patrimônio de Soturna não podia deixar de ter. Esta região deve ter sido habitada por alguns caboclos fugitivos misturados com os índios, a que tudo indica serem os caingangues e guarani, índios de origem pacífica, mas que não deixaram nada de expressivo. Então temos que partir de quem chegou aqui e deu sinal de alguma coisa, como seja, José Prestes e sua família. Não quero com isso ligar tão somente aos meus bisavós, e sim, ao que aconteceu no passado distante, que já se perdeu e ninguém pode contestar.
O José Prestes e sua família chegaram neste lugar e na verdade não é possível determinar a data e nem o ano. Pelos cálculos, deve ter sido na década de 1860 a 1870, porque a avó Maria Rita Prestes já nasceu aqui, casou-se e teve seu primeiro filho em 1890, o tio Júlio. Por ai é fácil dizer que ela nasceu a partir de 1860.
A história ou fatos são baseados em três famílias que aqui se instalaram quase ao mesmo tempo, em diferentes lugares: JOSÉ PRESTES, que fez sua casa ou rancho onde é propriedade do senhor Roverse CAPITÃO LEME, que arranchou no Ribeirão da Vanglória, onde instalou sua fazenda JOÃO FERNANDES, que se juntou mais tarde com os PRADOS, no Corvo Branco, hoje Marilândia.
Dos três primeiros posseiros, o que mais progrediu foi José Prestes, que logo construiu um grande casarão, servindo de pousada para caçadores e aventureiros que pretendiam descer o Rio Tietê. O formador da nossa família, segundo dizia meu pai, Abílio Ferreira Prestes, veio de Itapetininga, também nos explicando quais os motivos. Se ele fugiu por política ou por crime, não se sabe, a realidade é que ele veio enfrentar uma parada muito dura por estes lados. O que ele colhia tinha que levar em cargueiros para ser vendido em Botucatu, por picadas e de lá trazia o que mais necessitava para o sustento da família. Quando saia nesta viagem, sabia que sua família ficava a mercê dos índios, onças e as doenças. Era mais de um mês de caminhada por picadas, índios e onças.
Com o decorrer dos tempos, este local passou a se chamar Soturna, porque era um lugar triste. Os pescadores achavam que a ilha existente no Rio Tietê era “soturna”. Aqui foi ficando famoso pelas suas inúmeras caças como antas, veados e macucos. Caçadores famosos vinham dos centros mais adiantados, tanto para caçar, como pescar dourados, jaús e piracanjubas. O grande casarão que ele construiu no lugar onde é a propriedade do Roverse, durou muito tempo em pé. Ali criaram ou nasceram todos os filhos de José Prestes, João, Candinho, Belarmino e a avó Maria Rita Prestes, que mais tarde tiveram seus méritos na formação do Patrimônio de Soturna. Portanto, eu considero como troncos de famílias formadoras de Arealva, os PRESTES, os LEMES e os FERNANDES DO PRADO.
Depois da morte de José Prestes e sua mulher e com a devida repartição da fazenda de Soturna, começaram as vendas de glebas e, por consequência, chegaram outras famílias, porque a fama dessas terras atravessaram fronteiras. Então vieram, como eu classifico a “segunda geração”, que já era bem mais extensa: Pedro Pereira dominou o Taquaraçu formador da família Garcia Evaristo Maia, formador da família Maia, na água da Soturninha e adjacências Manoel de Oliveira instalou se no Ribeirão Soturna, e formou a família Oliveira Arthur Robton, na fazenda Ribeirão Bonito, deixou sua grande descendência, era inglês e, quando por aqui chegou, criou problemas porque nada entendia do português (Tudo indica que ele fora um desertor de uma unidade da armada inglesa, que se rebelou em Santos. Nada de positivo!) Domingues Marques, que adquiriu a sede da fazenda e mais tarde desmanchou o casarão construído por José Prestes, deixou descendência na cidade. Daí começou a povoação em massa. Já os primeiros turcos, italianos e espanhóis instalaram suas lojas e padarias, e o comércio começava a se desenvolver. Então começa a idéia de se atravessar o Rio Tietê. Aí, aparece Belarmino Prestes e consegue fazer a primeira travessia por uma balsa precária, pois precisava chegar do outro lado do rio, porque a Vila de Bariri já tinha condições de adquirir os produtos agrícolas de Soturna. Com muito sacrifício construíram à balsa, a estrada e chegaram a Bariri, aonde vendiam e compravam seus produtos. Era o progresso chegando.
O povoado queria ser pelo menos um Patrimônio, com igreja e padroeira para se comemorar o seu dia e rezar missas e terços. O senhor Cândido Prestes, que já era progressista, pois fizera a primeira olaria de tijolos, doou as terras para Santa Catarina e João Prestes tomou a frente para a formação do Patrimônio, que passou a chamar-se Soturna. No local mais ou menos da Igreja, ele com seus companheiros ergueram um cruzeiro de madeira indicando que ali seria o marco do início do Patrimônio. A maioria ajudava, mas o Manoel de Oliveira era contra o progresso, e até criou-se uma pequena lenda na época. “Dizem que ele ia derrubar o cruzeiro e para isso saiu à procura de uma junta de bois para amarrar uma corda e puxar a cruz abaixo, mas que nada foi feito, porque ele encontrou no meio da capoeira os dois bois mortos por uma faísca de raio. Voltou apavorado! Daí por diante foi um grande colaborador do Patrimônio”.
O senhor João Prestes, um homem semi-analfabeto, mas que entendia de agrimensura arrumou e fez na praça a Igreja, e sem contestação, porque ai ela está até hoje como prova de sua capacidade. Começava, então, a construção da pequena Igreja.
Um benemérito de Bica de Pedra, hoje Itapuí, doou a imagem de Santa Catarina, que veio de trole e, como a capela ainda não estava pronta, ela ficou num casarão lá na beira do Córrego Fundo, até o termino da Capela. Todos cooperaram. Pedro Pereira, dono do Taquaruçu, ajudou muito com a madeira e seu carro de bois no transporte de material. Este homem merece um destaque, foi o primeiro a dar início a uma banda de música, contratando um maestro, de nome Angelin Cava. Arrumou o local, criou uma espécie de escola de música, trazia os rapazes, dava comida e não cobrava nada pela aprendizagem. Muito contribuiu para o ensino primário com escolas particulares.
Instalada a Capela com a imagem da Santa Catarina, o povo queria um padre e a visita de um bispo, o que era muito difícil, porque esta região pertencia a Cafelândia. Mas um dia, aquele prelado católico, deu a alegria a este povo e, por volta de 1912, o Bispo Dom  Lúcio chegava de trole, escoltado por um grupo de cavaleiros, que foram acompanhá-lo com sua comitiva, desde Iacanga até Soturna. Um dos cavaleiros era Abílio Ferreira Prestes. Muita festa na sua chegada, e mais uma vez coube a família Prestes, ao casal Antônio Ferreira e Dona Maria Rita Prestes, a grande responsabilidade de dar pousada e comida para ele e toda a sua comitiva, porque ninguém tinha coragem e condição para tal. Foi o maior comentário da época. Todos se crismaram e Santa Catarina teve a sua fixação como Padroeira de Soturna. Tudo era festa e comentários! Os bispos naquele tempo eram considerados “santos” no entender do povo.
O comércio já se expandia e a maior vontade do povo era ter uma ponte sobre o Rio Tietê. Até que um grupo de homens, de boa condição financeira, se reuniu e contrataram um engenheiro, dando início ao empreendimento. Não tiveram sucesso devido à falta de recursos, mão de obra especializada e a extensão do rio. A ponte caiu e os empreendedores se arruinaram nas finanças e não tiveram a quem culpar. Foi mais um desastre para o patrimônio.
O ensino primário chegou por aqui pelos anos de 1920, pois Soturna foi premiada com um casal de irmãos formados em magistério pela Escola Normal de Piracicaba, o senhor Abraão e Dona. Zezé. Trabalhadores e populares, logo alcançaram o carinho do povo. Instalaram aqui a primeira escola pública, em uma casa, e logo ergueram junto com o povo o novo local do Grupo Escolar. Já se via no pequeno povoado os alunos uniformizados, grupos de escoteiros com seus pertences, sendo instruídos pelo casal de professores. Erguido o Grupo Escolar, Soturna já demonstrava bom progresso e se igualava a outros centros.
Isso aconteceu a partir de 1920, ano em que Soturna recebeu a primeira correspondência oficial. Um funcionário dos correios de Bariri veio a cavalo, e o casal de professores foi esperar o estafeta na barca. Os alunos todos uniformizados deram um brilho todo especial ao acontecimento.
Nas décadas de 1920 e 1930, a Vila de Soturna esteve no seu auge do progresso. Também teve muitas lutas políticas acirradas para ver quem ficava como município, e perdeu para Iacanga, não pelos méritos, porque Soturna apresentava melhor progresso, mas Iacanga tinha muitos fazendeiros que moravam em Jaú, e nós aqui éramos fracos. Houve muita discussão, acusações, mas nada adiantou. Na instalação do município de Iacanga, coube a Presidência da Câmara, a Flamínio de Campos Penteado, de Soturna, mas nada mais.
Como já disse, nesta década abriram-se as primeiras estradas de rodagem e linhas de ônibus (jardineira) de Batalha, via Iacanga, Soturna e Pederneiras, sede da Comarca. A linha de jardineira de Batalha e Pederneiras pertencia a Sebastião Mourão, que fora toureiro famoso e trocou a capa pela direção de sua Jardineira. Abriu-se outra linha de jardineira de Quilombo a Bariri, via Iacanga, Soturna, Bariri.
Aqui em Soturna, começava chegar muitos imigrantes italianos, espanhóis e nortistas, e com isso houve muita influência nas lavouras de café, nas olarias de telha francesa, nas máquinas de beneficiar arroz e café. Nas décadas de 1930 a 1940, teve a Revolução Constitucionalista de São Paulo e Soturna não ficou para trás, enviando víveres e nove voluntários, os chamados “Pátria Amada”.
Em 1936, teve uma eleição e houve distúrbios, e o Subdelegado Mamede Pereira pediu um reforço e aqui chegou um cabo e cinco soldados de um Batalhão da Força Pública Paulista. Foi notícia, porque Soturna não tinha visto tantos soldados juntos.
Voltando atrás, em 1924, eclodiu um movimento revolucionário sob o comando do General Izidoro Dias Lopes, e dois filhos daqui, que estavam servindo o Exército, Benedito Bueno de Carvalho e Sebastião Pacheco tomaram parte. Sebastião desligou-se logo, mas o Benedito acompanhou a famosa Coluna Prestes e foi preso no Piauí, depois de vários anos de sofrimento. Seu pai Domingos recebeu uma carta dele dizendo que estava perambulando pelas ruas de Fortaleza e que mandasse dinheiro para ele voltar. Voltou e fizeram festa na sua chegada.
Nas décadas de 1940 e 1950, o fato mais importante foi a Segunda Guerra Mundial, que foi muito comentada. O resto daí por diante todos sabem. Quanto a Segunda Guerra Mundial, em que o Brasil mandou sua Força Expedicionária, dois filhos de Arealva estiveram presentes, os soldados Joaquim Ferreira Prestes e Antônio dos Santos. “Eu Teria condições de encher folhas de papel, mas acho que para um trabalho de pesquisa, isto dá para alguma coisa.
Fonte 01:
Livre adaptação do trecho da carta escrita por WALDIRA FERREIRA PRESTES.
Fonte 02:
Texto do Histórico Extraído da Obra - OLIVEIRO LETWILER Um Político em Arealva- Biografia Autorizada.
Autora: Silvana Ap. Giati Furlaneto.
Apoio: Prefeitura Municipal de Arealva.
Gentílico: Arealvense

GALERIA DE PREFEITOS

JOB GARCIA DE ALMEIDA01/01/1949 A 31/12/1952
OLIVEIRO LEUTEWILLER01/01/1953 A 31/12/1956
ADELINO MENDONÇA01/01/1957 A 31/12/1960
JOSÉ RUIZ01/01/1961 A 31/12/1964
JOB GARCIA DE ALMEIDA01/01/1965 A 31/12/1968
ABÍLIO JULIANO NICOLIELO01/01/1969 A 31/12/1972
JOSÉ RUIZ01/01/1973 A 31/12/1976
JOSÉ ABÍLIO FERREIRA PRESTES01/01/1977 A 31/12/1982
ABÍLIO JULIANO NICOLIELO01/01/1983 A 31/12/1988
ANTÔNIO CARACHO FILHO01/01/1989 A 31/12/1992
JOSÉ ABÍLIO FERREIRA PRESTES01/01/1993 A 31/12/1996
DR. ELSON BANUTH BARRETO01/01/1997 A 31/12/2000
DR. ELSON BANUTH BARRETO01/01/2001 A 31/12/2004
PAULO PADANOSQUE PEREIRA01/01/2005 A 31/12/2008
DR. ELSON BANUTH BARRETO01/01/2009 A 31/12/2012
PAULO PADANOSQUE PEREIRA01/01/2013 A 31/12/2016
DR. ELSON BANUTH BARRETO01/01/2017 A 31/12/2020

OBS:
O senhor Job Garcia de Almeida, foi o primeiro Prefeito de Arealva.