HISTÓRICO


A ORIGEM
Em meados da segunda metade do século XIX, por volta de 1880, até o início do século XX, as terras que vieram formar o município de Cafelândia, ainda pertenciam ao grande município de Pirajuí, desmembrado de Bauru. O coronel Beraldo de Toledo Arruda e a firma J. Zucchi e Irmãos, grandes proprietários nestas paragens, pretendendo expandir a colonização de suas terras, pois já possuíam grandes plantações de café, doaram terrenos aos povoadores que aí chegassem, dando origem as povoações: primeiro a de “Cafelândia,” à margem direita do córrego Saltinho (doados pelo coronel Beraldo de Toledo Arruda, proprietário da Fazenda Carlota) depois a de “Presidente Penna”, à sua margem esquerda (doados pelos irmãos José e Jacob Zucchi, proprietários das Fazendas Santa Isabel e Paredão).

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em 1908, Cafelândia, ainda uma pequena povoação, já servida pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil desde 1906, que agora atingia Avanhandava, cuja estação, após a inauguração, passou a chamar-se “Miguel Calmon”, em homenagem ao então Ministro da Viação. Aqui, o trem fazia parada numa rústica e pequena estação de madeira, denominada “MONJOLO” em virtude da existência no local de um protótipo desse rudimentar instrumento de madeira, movido à água, para beneficiar cereais. A estação Monjolo estava localizada no quilômetro 124 da ferrovia, na fazenda Santa Isabel de propriedade da família Zucchi, tendo à sua frente um rústico restaurante, também de madeira, onde o senhor Oscar Capella servia refeições aos passageiros. Para a inauguração da estação “Miguel Calmon”, no dia 16/02/1908, fora convidado o então Presidente da República, Afonso Moreira Penna, grande incentivador da construção da estratégica ferrovia, que partido de Bauru ligaria o Estado de São Paulo, aos confins do Mato Grosso, na divisa da Bolívia. Voltando daquele evento, o Presidente e sua comitiva: Conde Dr. Paulo de Frontin (Inspetor Geral das Estradas Federais), Miguel Calmon Du Pin e Almeida (Ministro da Viação, o homenageado) e Eugênio Lafon, representante do banqueiro francês Dr. Hector Legru (o financiador da ferrovia), Dr. Jorge Tibiriçá, Dr. Albuquerque Lins (presidente do Estado de São Paulo), Cel. Tavares da Fonseca, Dr. Edmundo Fonseca, Conselheiro Dr. Antônio Prado, Dr. Marcelino Magalhães e Dr. Álvaro de Sá, aproveitaram a parada na estação Monjolo, em “Cafelândia”, para almoçarem no seu pequeno restaurante e, para que ficasse perpetuado o importante acontecimento ocorrido naquele local – pois um dia um Presidente da República ali almoçara – foi decidida por unanimidade da comitiva presidencial, a troca do nome da estação Monjolo, para Presidente Penna. Aí também, foram mudados os nomes de outras estações, tais como: de Santo Antônio do Campestre para Albuquerque Lins (atualmente somente Lins) e de Promissão para Hector Legru (hoje novamente Promissão). No início de 1916, após um incêndio, que quase destruiu a primitiva estação de madeira “Monjolo” (depois Presidente Penna), a família Zucchi doou o terreno e em parceria com a ferrovia, construíram rapidamente, uma nova estação (a segunda), agora grande e de alvenaria, situada a uns quinhentos metros antes da primeira. Em sua inauguração no final daquele ano, compareceram alguns pioneiros: José Zucchi, Cel. Maurício Gonçalves Moreira, Pedro Theodoro Raposo dos Santos, José de Oliveira Guedes, (dono do primeiro sítio de café da região, iniciado com apenas 10.000 pés) e outros convidados. Apesar de mais próxima, a nova estação “Presidente Penna” ainda ficou isolada e distante (quase dois quilômetros) dá então povoado de Cafelândia, que reivindicava a construção a estação junto de si (mais antiga e já bem desenvolvida), chegando para tal a preparar uma esplanada. Esse fato gerou o descontentamento de todos os moradores da povoação distante, que nessa época, era contornada pela ferrovia com bastante proximidade, uns 50 metros. O interesse da família Zucchi em manter a estação próxima à sua propriedade era o de facilitar o escoamento de sua grande produção de café, algodão, gado e de madeira traçada (talvez as maiores da região). Nessa época, a devastação de florestas, além de ser incentivada, significava riqueza, desenvolvimento e muito progresso, pois ainda não existia a cultura ecológica da preservação ambiental. Os principais madeireiros pioneiros cafelandenses foram os senhores Américo Damião Salzedas, Joaquim Gigueira e Manuel Joaquim Antunes de Oliveira. Pra tentar minimizar o problema da distância em que a estação ficara do povoado de Cafelândia, a firma J. Zucchi e Irmãos trouxe um engenheiro de São Paulo para planejar uma povoação moderna e funcional para ser implantada de fronte à nova estação “Presidente Penna”. Nessa povoação com ruas largas e quadras simétricas, construiu por conta própria um bairro inteiro com dezenas de casas de alvenaria destinada aos trabalhadores, denominando-a de Vila Operária, que eram alugadas ou vendidas aos interessados com muitas facilidades. Em cada quadra de 10.000 metros quadrados (100mx100m) da nova povoação, que recebeu o nome de Presidente Penna, havia um poço com bomba elétrica e uma caixa d’água que abastecia com água encanada, as casas nela existentes. Os lotes de 1250m (25mx50m) eram doados ou vendidos a preços módicos, a quem desejasse construir a sua casa. Com isso, surgiu a rivalidade entre as duas povoações, Cafelândia, mais antiga, e Presidente Penna, nova e moderna. Essa disputa, num certo sentido propiciou o progresso e o desenvolvimento individual de ambas, apesar do atraso conjuntural.

DOIS LADOS - DOIS POVOADOS
De ambos os lados do Córrego Saltinho, surgiram dois povoados. O povoado de Penna, à margem esquerda e o povoado de Cafelândia, à margem direita. Com o progresso de ambos os lados, o bairrismo e as rixas tornaram-se inevitáveis, o que muitas vezes de um lado era lamentável, de outro era compensado pelo progresso que ambos buscavam para superar um ao outro. Que, na parte alta da cidade, ainda hoje denominada de “Penna” foram construídos edifícios, para a época suntuosa, como o do antigo Colégio do Sagrado Coração de Jesus, o prédio de Betânia (residência das primeiras freiras aposentadas) e mais abaixo a Escola Técnica de Comércio. Na Penna também foi construída a Catedral Diocesana de Santa Isabel, em estilo Gótico (semelhante à Igreja de Santa Cecilia em São Paulo), e que foi sede do Bispado da Noroeste. Foi ainda construído na parte denominada Penna, os edifícios do Fórum, da antiga Escola do Colégio Estadual e Escola Normal “Valdomiro Silveira”, e o prédio do antigo Grupo Escolar “Presidente Afonso Penna”, é nessa parte da cidade ainda, que está localizado o Estádio de Futebol do “Glória Futebol Clube”, presente na memória dos antigos esportistas, pelas suas brilhantes conquistas. Na chamada parte baixa da cidade, conhecida por Cafelândia, o traçado de ruas e avenidas, foi efetuado de maneira semelhante as cidades como Paris, na França, com suas avenidas e ruas saindo das Praças. O principal exemplo disto é onde está localizada a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, denominada Praça Beraldo Arruda. A Praça Quintino Bocaiúva, no centro comercial, onde se localiza a antiga Estação Ferroviária, e a extinta Praça Campos Sales, rebatizada de Praça Dr. Péricles Ferraz do Amaral, são grandes exemplos de como foram projetadas, seguindo este traçado de modelo europeu. Ainda hoje, Cafelândia, continua a se comportar como se fosse duas cidades, com o povo costumeiramente dizendo “Vou para Cafelândia, ou Vou para Penna”, principalmente os moradores mais antigos.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Cafelândia, no início do século passado ainda apenas um lugarejo, através de sua pujante lavoura cafeeira e seu vigoroso comércio já vislumbrava seu futuro promissor, pois seu desenvolvimento era tal que deslumbrava os viajantes que a conheceram em seus primeiros dias. Em 1906, com a chegada da Estrada de Ferro Noroeste, o primeiro silvo da locomotiva na chegada dessa primeira estação, atestava a garantia do desenvolvimento e o progresso do lugarejo. A povoação de Cafelândia foi elevada a categoria de Vila e Distrito de Pirajuí, através do Decreto Lei Estadual nº 1663, publicada pela Secretaria de Estado dos Negócios do Interior, em 27de novembro de 1919, ocorrendo sua instalação em 11de abril de 1920. Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1920, a Vila e o Distrito de Cafelândia ainda eram subordinados, não só ao município, como também a Comarca de Pirajuí. Após a criação do Distrito de Paz, com Cartório de Registro Civil em funcionamento, as duas povoações já um tanto desenvolvidas uniram-se, constituindo-se, oficialmente, numa única vila, Cafelândia dando seu primeiro e importante passo em direção à sua tão sonhada emancipação política e administrativa.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
A Vila e o Distrito de Cafelândia em formação administrativa, através do Decreto Lei Estadual nº 2113, foi elevado à categoria de Município, em 30 de julho de 1925, desmembrado do município de Pirajuí. Mas sua instalação verificou-se somente em 28 de fevereiro de 1926, constituído apenas do Distrito Sede. Sua primeira Câmara Municipal foi instalada no dia 11 de abril de 1926, com apenas quatro dos cinco vereadores eleitos, senhores: Coronel Maurício Gonçalves Moreira, Ajax Furquim Leite, Juvêncio de Oliveira, Augusto Amaral Muniz e Manuel Fernandes Sobreiro Filho (ausente). O vereador mais votado nessa eleição foi o senhor Ajax Furquim Leite, o mais idoso, Juvêncio de Oliveira e o mais jovem Augusto Amaral Muniz. O dia 11 de abril de 1926, foi o marco inicial dos anos subsequentes da emancipação política e administrativa do município, passando seu aniversário a ser comemorado nessa data. Assumiu a prefeitura do novo município, o senhor Cel. Maurício Gonçalves Moreira, empenhando assim toda sua atividade enérgica na administração pública. Segundo a divisão administrativa ocorrida em 1933, Cafelândia compunha-se apenas do Distrito Sede, pois perdera no final de 1928, o Distrito de Alto Cafezal, que passara a Município com o nome de Marilia (homenagem à personagem principal do romance de Thomás Antônio Gonzaga “Marilia de Dirceu”).

ORIGEM DO NOME
Cafelândia deve seu nome à grande quantidade de pés de café que aqui foram plantados nos seus primeiros anos de existência, chegando a atingir 23.000.000 (vinte e três milhões) em 1928. Por muitos anos Cafelândia viveu sob a monocultura do café, que foi o grande propulsor de seu desenvolvimento e a grande riqueza de São Paulo e do Brasil. O café, até as décadas de 1930 e 1940, representava aproximadamente 70% de nossas exportações. Era tão importante na economia do país que foi cognominado na época de “O General Café”. Até o ano de 1940, Cafelândia com mais de quarenta mil habitantes, deu com sua extraordinária produção de café, inestimável contribuição às exportações do país e, portanto, à riqueza do Brasil. É bom lembrar de que nesse período, quando nossa safra superava a dos municípios vizinhos, sustentávamos o honroso título de o “maior centro produtor de café do mundo”.

A “ORIGEM DO CAFÉ”
Conta à lenda que no século III D.C., um pastor de cabras de nome Kaldi observou o comportamento estranho em seus animais que ficavam cheios de energia e saltitantes continuamente, sem explicação plausível. Ficou atento ao comportamento do rebanho e verificou que as cabras ficavam daquela maneira depois de mastigarem umas frutinhas vermelhas de arbustos nativos naquele terreno. Experimentou as frutinhas e ficou, ele também cheio de força e vigor. Colheu  uma boa porção dos frutos e levou-os para o mosteiro local. Como os monges não tivessem se interessados por elas, Kaldi ateou fogo as mesmas. Um dos monges, porém, observou que os pequenos frutos queimados exalavam um agradável e sedutor aroma. Pediu então, que colhessem os frutos e os esmagassem em água fervente para ver que tipo de infusão daria. Para surpresa de todos os monges, a infusão, além de aromática e deliciosa, uma vez ingerida, mantinha-os acordados em suas prolongadas rezas. Assim de mosteiro em mosteiro, o café espalhou-se pelo mundo. Mas afinal, como o café chegou ao Brasil, a São Paulo e a Cafelândia? Outra lenda nos conta que no ano de 1727, o então governador do Pará, tomando conhecimento das prodigiosas frutinhas vermelhas, enviou um jovem sargento de nome Francisco de Mello Palheta, à vizinha Guiana Francesa para solicitar ao governador M. D’Oliviers sementes dos cobiçados frutos, para que fossem plantados também no Brasil. As sementes solicitadas por Palheta foram, categoricamente, negadas pelo governador. Aconteceu, entretanto, que a esposa do governador, senhora D’Oliviers encantou-se por Palheta e quando este já estava para regressar ao Brasil, recebeu dela um ramo de flores que trazia oculto uma boa quantidade de sementes de café. Assim, o café entrou no Brasil, veio para o Estado de São Paulo e no futuro, por extensão, para Cafelândia. É provável que o êxito que o café teve no Brasil, deveu-se ao fato de que as primeiras sementes que aqui chegaram foram decorrentes de um inquestionável gesto de amor.

REGISTROS DO HISTORIADOR - LINHA DO TEMPO

A Lei Estadual 2161, de 22 de dezembro de 1926,cria o Distrito de Paz de Marília, no município de Cafelândia, comarca de Pirajuy. O Doutor Carlos de Campos, Presidente do Estado de São Paulo. Faço saber que o Congresso Legislativo Decretou e eu promulgo a seguinte Lei:
ARTIGO 1 – Fica criado o Distrito de Paz de Marília, no município de Cafelândia, Comarca de Pirajuy.
ARTIGO 2 – As suas divisas são as seguintes:
Começam na margem esquerda do rio Presidente Tibiriçá, onde faz barra o córrego do Macuco, sobem pelo rio Presidente Tibiriçá até a sua cabeceira principal e continuam pelo divisor que deixa à direita as águas do rio Presidente Tibiriçá e Ribeirão dos Índios e a esquerda as do rio do Peixe e córrego do Macuco, até a barra do córrego do Macuco, no rio Presidente Tibiriçá, onde tiveram começo.
ARTIGO 3 – Revogam-se as disposições em contrário. O Secretário de Estado dos Negócios do Interior, assim a faça executar. Palácio do Governo do Estado de São Paulo, 22 de dezembro de 1926. Publicado no Diário Oficial do Estado em 27 de dezembro de 1926. O município de Cafelândia chegou a possuir área de 982 quilômetros quadrados, e hoje possui 919,86 quilômetros quadrados, devido a territórios que foram alagados pelo Lago da Usina Hidrelétrica de Promissão. O município é banhado e cortado por três rios: Tietê, Dourado e Feio. Em 19/05/1934, através do Decreto Lei 6.447, Cafelândia é elevada a categoria de Comarca. Sua instalação ocorreu no dia 24/08/1934. O primeiro Juiz de Direito da Comarca foi o Dr. Arnaldo Ferreira Lima (falecido no exercício do cargo). O primeiro Promotor foi o Dr. Luís de Mello Kujawski. Com a criação da Comarca, também foram instalados os primeiros cartórios, sendo o senhor Jaime Martins Parreira, o primeiro Escrivão de Paz, e o senhor José de Paula e Silva o primeiro Oficial do Registro Civil. O senhor Antônio do Amaral, foi o primeiro Oficial do Segundo Ofício. No período de 1944 a 1945, Cafelândia foi considerada a maior produtora de café do mundo. Em 01/01/2001, toma posse o Prefeito Luís Otávio de Carvalho, com apenas 29 anos, e considerado na ocasião o mais jovem prefeito no Estado de São Paulo. Em 1933, no sistema de mutirão, foi construído o primeiro Templo Budista, que se encontra no Bairro das Três Barras. Foi o primeiro Templo Budista construído no Brasil. O prédio resiste até hoje. Em 1955, tendo em vista a pequena dimensão do templo existente, um segundo foi construído, maior e mais suntuoso, orgulho de todos os cafelandenses. O senhor Umpeí Hirano, foi o fundador em Cafelândia do PRIMEIRO NÚCLEO DE COLONIZAÇÃO NIPO BRASILEIRA NO BRASIL. O senhor Umpeí Hirano merece com muitos louvores, ter em sua homenagem uma de nossas Avenidas perpetuada com o seu nome, registrando a epopeia que foi sua vida, de passagem por Cafelândia. O senhor Umpei Hirano (falecido no dia 06/02/1919 aos 34 anos de idade) foi também homenageado com uma praça no bairro da Liberdade, em São Paulo, pelo então Prefeito Olavo Setúbal.
 
CRIAÇÃO DA DIOCESE DE CAFELÂNDIA
Em 21/06/1926, foi criada por Bula Papal da Santa Sé, editada pelo Papa Pio XI e instalado em oito de setembro do mesmo ano, o primeiro Bispado da região Noroeste, com sede em Cafelândia, tendo como primeiro administrador apostólico Dom Carlos Duarte da Costa, Bispo de Botucatu, de cuja diocese foi desmembrada a de Cafelândia. Em 09/06/1928, tomou posse o seu primeiro bispo titular, Dom Ático Euzébio da Rocha (período 09/06/1928 a 28/02/1936), tendo como sucessores: Dom Henrique César Fernandes Mourão (período 10/03/1936 a 28/03/1945), tendo falecido nesse exercício, foi aqui sepultado defronte ao altar-mor da Catedral Diocesana de Santa Isabel da Hungria. O monsenhor Victor Ribeiro Mazzei respondeu interinamente pelo Bispado (29/03/1945 a 21/08/1948), quando assumiu o terceiro e último Bispo de Cafelândia, Dom Henrique Gelaim (período 22/08/1948 a 30/08/1950), data em que o nosso Bispado foi transferido definitivamente para Lins. A Diocese de Cafelândia abrangia toda a região da Noroeste e da Alta Paulista, destinada a atender, no final da década de 1950, os quase dois milhões de católicos existentes.

JOSÉ DANTRINO - O “PROFETA GENTILEZA”
O senhor José Dantrino, nasceu em Cafelândia em 1917, exatamente, no dia 11 de abril, coincidentemente, data em que se comemora o aniversário da cidade. Pela sua pregação, inicialmente, na cidade de Niterói e Rio de Janeiro, ficou conhecido no Brasil pela alcunha de “Profeta Gentileza”. Em determinado momento de sua vida, chocado com a morte de centenas de crianças no incêndio de um circo na cidade de Niterói, entrou em crise existencial que viria mudar completamente sua vida. Afirmava ter recebido mensagem astral para que abandonasse seus afazeres materiais e cumprisse a missão espiritual que lhe estava reservada na Terra. Comunicou a seus familiares sua missão, soltou os passarinhos das gaiolas, foi ao fundo do quintal, cobriu seu corpo de lama e, simbolicamente, dizia aos seus mais próximos estar esculpindo um novo homem. No dia seguinte, envergando uma bata branca e um estandarte nas mãos com mensagens de fé e amor, nascia o cafelandense “Profeta Gentileza”. Largou tudo na vida, iniciou uma peregrinação pelas ruas do Rio de Janeiro, e depois por todo o Brasil, que perdurou por 35 anos, divulgando mensagens de boa convivência, com a infalível âncora da amizade e gentileza. Tendo em vista seu visual de barbas compridas e brancas, vestimenta exótica e estandarte na mão, não tardou em ser alvo de chacotas dos transeuntes, aos quais pacientemente respondia: a alguns dizia: - “Amor palavra que liberta”, à outros “Gentileza gera gentileza” e aos que o chamavam de maluco ou louco, respondia: - “Maluco para te amar, louco para te salvar”. O profeta deixou escrito, em cinquenta e cinco pilastras do viaduto do Caju (RJ), mensagens inspirativas, na esperança de sensibilizar os passantes à prática da gentileza como alternativa de convivência para ordenamento de um mundo melhor. Graças à mobilização do Filósofo e Professor Leonardo Guelman (Universidade Federal Fluminense), os murais inscritos no viaduto do Caju, autêntico livro urbano, foram restaurados, tombados e, hoje, considerados Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.
Gentílico: Cafelandense

GALERIA DE PREFEITOS

CEL. MAURICIO GONÇALVES MOREIRA1926
LÁZARO DE TOLEDO ARRUDA1930
DR. OSVALDO BRANDI FARIA1931
JUVÊNCIO DE OLIVEIRA1931
PÉRICLES FERRAZ DO AMARAL1932
MAURICIO GONÇALVES MOREIRA1933
JOSÉ GARCEZ NOVAES1933
MARCOS NOGUEIRA COBRA1938
LUIS SIQUEIRA MATHEUS1942
JOSÉ EDUARDO COELHO DE PAULA1945
MAURICIO GONÇALVES MOREIRA1945
JOÃO SAMPAIO DE ALMEIDA PACHECO1947
ALVARO GONÇALVES HEHL GLETTE1947
ADOLFO MESQUITA1948
JUSTINO FRANCO JUNIOR1952
WALDEMAR SANCHES1956
ADOLFO MESQUITA1960
ELIAS ANUTH1963
JAIME DE LIMA1964
ZILDO BORTOLIERO1968
JAIME DE LIMA1968
DIOGO MARTINES1969
JOÃO MARTINS INHESTA1972
JAIME DE LIMA1973
AURÉLIO MORALES1977
JAIME DE LIMA1983
CARLOS COLI BADINI1983
JAIME DE LIMA1984
FÁBIO JERONYMO OLHER1989
ORIVALDO GAZOTTO01/01/1993 à 31/12/1996
AMBRÓSIO LUIS CONTRERA01/01/1997 à 31/12/2000
ROQUE WALTER POLI JUNIOR1997
LUIS OTAVIO CONCEIÇÃO DE CARVALHO01/01/2001 à 31/12/2004
HUMBERTO JOSÉ VENTURA PARRA2004
ORIVALDO GAZOTTO01/01/2005 à 31/12/2008
ORIVALDO GAZOTTO01/01/2009 à 31/12/2012
LUIS OTAVIO CONCEIÇÃO DE CARVALHO01/01/2013 à 31/12/2016
ADILSON CIRILO DE PAULA01/01/2017 à 31/12/2020

OBS. O Sr. CEL. MAURICIO GONÇALVES MOREIRA foi o primeiro Prefeito de Cafelândia.