EMBAÚBA


Histórico:


No local onde hoje está situada Embaúba não havia casas, igrejas, jardins; aqui era como a grande maioria das regiões afastadas da capital paulista, somente mato.

Por localizar-se distante da cidade de São Paulo, e por ficar distante da faixa litorânea, a sua fundação se deu somente no início do século vinte (séc. XX).

Ao redor de Embaúba ,existiam várias propriedades rurais onde nesta época não se dava valor à terra, pois ela era utilizada somente como meio de subsistência; só se plantava o necessário à sobrevivência.

Para sobreviver nesta região não era difícil, bastava ter um pouco de esfôrço para o plantio, que a sua sobrevivência estava garantida. Os produtos agrícolas aqui plantados eram o arroz, o feijão, o milho e outros em pequenas quantidades.

A fundação de Embaúba não é tão comum como a fundação da maioria das cidades, que em geral são fundadas para o escoamento da produção agrícola, de recursos minerais, a fim de servir de elo entre uma cidade e outra.

A sua fundação deu-se devido a necessidade das pessoas das propriedades ao redor de se encontrarem para bater papo, jogar, tomar uma cachaça,e de levar uma vida mais comunitária.

Esta região era bastante isolada em relação às outras regiões, como as que ficavam perto dos grandes centros comerciais do nosso Estado. O único meio de transporte era a carroça, e as estradas eram simples picadas feitas no meio do mato. As vilas e cidades mais perto eram Iurupi que mais tarde, acabou devido a maleita (doença muito comum na época) e passou a se chamar Paraíso e a Vila Fonte, que depois da fundação de Embaúba, seus habitantes para cá vieram morar; e Cajobi que até 1990 foi o município de Embaúba.

Vindo da cidade de Cajobi, um senhor e seus filhos que moravam nos arredores da atual Embaúba ,avistaram uma parte de terra, e conversando entre eles resolveram ali fundar uma venda, para que nos finais de semana e dias santos, as pessoas do lugar viessem até lá para tomar uma cachaça e “jogar conversa fora”. Isto se deu num sábado à tarde e, no domingo logo de manhã pegaram a foice, o machado e foram fazer o roçado para ser construída a venda. Este homem foi o fundador de Embaúba e o seu nome está hoje na rua principal da cidade, Sr. Balbino Rodrigues Coelho, e seus filhos José, João e Joaquim, que se tornaram grandes proprietários de terras nesta região.

Com a ajuda de outras pessoas e seus amigos, fizeram um roçado e ergueram ali um pequeno barraco de quatro cômodos, feitos de tijolos e madeira, e mais à frente construíram um tablado de pau-a-pique, e a partir daí, todo o primeiro domingo do mês se fazia uma festa onde todos ajudavam com prendas (frangos, leitoas, cabritos) e em dinheiro, onde a renda que se arrecadava, era para a construção da capela.

Essas festas que ocorriam todo primeiro domingo do mês, era acompanhada de terço e com o passar dos meses ela foi pegando uma certa popularidade, e as pessoas de toda a redondeza vinham participar desta festividade, e em pouco tempo conseguiram arrecadar dinheiro para a construção da capela, e ao seu redor foram construídos pequenos barracos feitos de madeira que em pouco tempo, de simples barracos e boteco, estava nascendo um pequeno povoado que teve o seu primeiro nome de Vila Coelho, devido ao seu fundador Sr. Balbino Rodrigues Coelho. Este nome ficou por pouco tempo, passando depois, a se chamar Vila Albuquerque, em homenagem ao Prefeito de Jaboticabal, o Senhor Bento Vieira Albuquerque que teve seu mandato iniciado em 1912.

As pessoas que vinham para as festividades tinham que trazer até água, pois o povoado localizava-se em uma parte alta e não havia nascentes, onde fora iniciada a sua construção.

Desde a sua fundação, nos primeiros anos do século (XX), este lugarejo veio crescendo, e com o passar dos anos passou a ser interessante para Jaboticabal, pois com o aumento do número de habitantes e com a abertura de casas comerciais, via-se aí a oportunidade de cobrança de impostos.

Já em 1924, a dificuldade para comprar terrenos em Vila Albuquerque era tão grande que, para instalarem seus negócios, nesta que ainda era um povoado, era preciso pagarem 3 contos de réis por suas datas, como foi o caso do comerciante José Salomão e do comerciante Mario Brighente que pagaram 900$ (Novecentos contos de reis) por uma data.

O crescimento da Vila foi tanto que no dia 16 de abril de 1934, pelo Decreto Lei nº. 6.607, o povoado de Albuquerque foi levado a categoria de Vila, passando a ter como Comarca e Distrito, o município de Jaboticabal.

No ano seguinte, em 07 de março de 1935, devido a grande distância do município de Jaboticabal, a Vila, através do Decreto Lei nº. 6.997 de 07/03/1935, passou a ser Distrito de Pirangi, que tinha como Comarca Jaboticabal.

Em 1938, através do Decreto Lei nº. 9.775 de 30/11/1938, Vila Albuquerque deixa de ser Distrito de Pirangi, passando a ser Distrito de Cajobi. Esta transferência ocorreu devido à distância entre Vila Albuquerque e Pirangi, que nesta época era de aproximadamente 45 km, enquanto que a distância de Vila Albuquerque até Cajobi, era de aproximadamente dezesseis quilômetros.

Em 30/11/1944, através do Decreto Lei nº. 14.338 o nome de Vila Albuquerque deixa de existir, passando a ser Embaúba (devido à arvore EMBAÚBA).

Em 09/01/1990, através da Lei Estadual nº. 6.645, EMBAÚBA deixa de ser Distrito de Cajobi, passando a ser município independente, pertencendo a Comarca de Olímpia.

ATIVIDADE ECONÔMICA:

Quando da fundação da Vila Coelho, no início do século XX , a atividade econômica era basicamente a agricultura e a pecuária, tendo como principais produtos o arroz, feijão, algodão e café, que foi a mola propulsora, levando rapidamente o desenvolvimento da Vila Coelho e futura Vila Albuquerque. A cultura do café foi tão intensa no início da década de 1920,que chegou até a haver um plano de construção de uma ferrovia que sairia de Jaboticabal passando por Taiaçú, Taiúva, Iurupi, Embaúba, Novais, chegando até São Domingos.

Com a decadência da cultura do Café, no final da década de 1920 e meados de 1930, Vila Albuquerque, como a grande maioria dos povoados, passou a enfrentar grave crise econômica, havendo o fechamento de casas comerciais.

De 1930 até 1970 a economia de Embaúba, transformou-se numa economia quase que de subsistência, onde se exercia a pecuária em pequena escala e o cultivo de gêneros de primeira necessidade.

A partir de 1970, com a introdução da citricultura (laranja) na nossa região, Embaúba que havia se tornado uma cidade, até então, sem perspectiva de melhora, começa outra vez a se desenvolver economicamente, ocorrendo com isto, uma melhora de vida para a população local, na volta das melhorias que haviam se acabado com a decadência da cafeicultura em nosso Estado.

Após o ano de 2003, a economia Embaúbense, sustenta-se principalmente nas atividades agrícolas e correlatas existentes, não constando ainda, indústrias, e possui um comércio em expansão.

Os principais produtos agrícolas são: laranja, cuja colheita vai de julho à dezembro, e a cana-de-açúcar, sendo a sua safra ,de maio à dezembro, nas entre safras os trabalhadores sobrevivem de suas economias e de alguns trabalhos eventuais.

TURISMO:

A cidade tem modesta infraestrutura nessa área, a única coisa que possui é um local adequado para quem quer fugir da correria das grandes cidades. Possui vários bares e uma pizzaria.

ECOLÓGICO:

Rio Turvo e Rio da Onça.

RELIGIOSO:

Festa da Padroeira Nossa Senhora Aparecida.

Festa de Coroação de Nossa Senhora.

Festa da Igreja São Miguel;

Semana Santa em Abril.

FESTEJO:

Carnaval e Festa do Peão.


Gentílico:   Embaúbense



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