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ALAMBARI - Sete Barras

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Memorial

ALAMBARI
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Sete Barras

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ALAMBARI

Rua Dahyr Rachid, 1245 - Centro
CEP: 18.220-000
Fone: (15) 3274-9000
Site: www.alambari.sp.gov.br


 

HISTÓRICO


A ORIGEM
A origem do município de Alambari começa pelos idos de 1820, quando um major de Itapetininga, Domingos Afonso, fez uma viagem a Guaratinguetá e ao Vale do Paraíba, com sua mulher e seu filho Afonso.
Logo no início da jornada, porém, quando foram atravessar um córrego lajeado, característica bastante comum na região de Itapetininga, o pequeno Afonso caiu da montaria em que viajava, bateu com a cabeça numa pedra, ficando desacordado por horas. Foi quando seus pais em desespero, pediram ajuda divina para a cura de seu filho. Ao que ficou, desde que o menino se salvasse, eles se comprometeram a construir, no local, um pequeno templo; e sob a invocação do Senhor Bom Jesus de Alambari, que era o nome do córrego em que o garoto sofreu o acidente.
E como, enfim, o menino recuperou os sentidos, ficando, logo depois, completamente restabelecido, permitindo assim que que a caravana prosseguisse. Mais tarde os pais de Afonso internaram-no em um colégio no município de Itu, recomendando-o ao Padre Elias do Monte Carmelo.
Concluindo os estudos preparatórios, por volta de 1830, Afonso seguiu para São Paulo, onde matriculou-se no Seminário. Após ser ordenado sacerdote, voltou o jovem Afonso para Itapetininga. Enquanto isso, Domingos Afonso e sua mulher, seus pais, não esqueceram a promessa feita, e davam andamento à construção da capela no lugar onde Afonso caíra.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Desejando que seu filho desempenhasse as funções eclesiásticas na capela em construção, Domingos Afonso e sua mulher construíram uma casa nas proximidades da mesma, onde passaram a residir.
A capela de Alambari só foi construída em 1842, e o branqueamento da parte externa iniciou-se a 7 de janeiro de 1843 pelo mestre Tomé Tadeu Aires, contratado por João de Moura, primeira autoridade policial da já então povoação. Entretanto, por uma fatalidade, o Padre Afonso não chegou a residir em Alambari, pois foi atacado por uma pertinaz moléstia e veio a falecer. Depois disso, o primeiro vigário que chegou a Alambari foi o padre Isidoro de Campos, natural de Porto Feliz, que ali residiu durante alguns anos.

ORIGEM DO NOME
ALAMBARI

(Do Tupy, arambari ‘y) o que significa rio dos lambaris (nome genérico dado a certos peixes fluviais de pequeno porte, da família dos caracídios); ou seja, o termo se comporia de arambari (lambari) e ‘y (rio, água) na língua Tupy Guarani.

CRIAÇÃO DA PARÓQUIA  
Em Provisão datada de 09/09/1846, erige a Capela do Senhor Bom Jesus do Alambari, no município de Itapetininga.
Em 13/07/1848, a capela do Senhor Bom Jesus do Alambari é elevada à categoria de “CURADA”.
Em 12 de abril de 1861, através da Lei nº 7 a Igreja foi elevada à categoria de PARÓQUIA.
O padroeiro da localidade é o Senhor Bom Jesus, cuja comemoração é realizada no dia 6 de agosto.
No início da formação do povoado e na maioria das cidades brasileiras os primeiros registros eram feitos em Livros da Igreja Católica, casamentos, batizados, óbitos e acontecimentos anuais eram devidamente registrados pelos responsáveis da Igreja em cada localidade.
O primeiro termo no livro de óbitos é de 25 de agosto de 1861, “Maria, sepultada dentro da Igreja Matriz, com 1 ano e 9 meses, filha de Manuel Celestino e de Ledorna Maria.

PERÍODO DA ESCRAVIDÃO
Alambari também vivenciou este triste período da história brasileira, as estatísticas oficiais do ano de 1874 registraram que a povoação continha na época 109 escravos, ou seja, 5% (cinco por cento) da população eram constituídas de escravos, com base no Livro Província de São Paulo – Volume 2 de Manuel Eufrásio de Azevedo Marques.
A Diocese de Itapetininga possui no seu acervo um livro de registro de óbitos dos filhos de escravas nascidos desde 28 de setembro de 1871 data da Lei nº 2040, conhecida como a “Lei do Ventre Livre” que declarava livres os filhos de mulher escrava nascidos no Brasil a partir da data da aprovação desta Lei.
O primeiro termo neste livro é de 11 de fevereiro de 1873...””foi do filho da escrava de José Alexandre da  Silva, sepultado neste cemitério.” Vigário José Contisari.

ELEVAÇÃO À FREGUEZIA (no português da época)
Antônio Galvão Junior, no livro Itapetininga e sua História, registrou este acontecimento “com o aumento rápido da população do referido povoado, devido à chegada de famílias vindas de Jacareí, Sorocaba e de outros pontos da Província, as pessoas influente do lugar, trabalhando pela sua prosperidade, requereram e obtiveram da Assembleia Provincial que a povoação de Alambari fosse elevada à categoria de Freguesia, pela Lei nº 7 de 12 de abril de 1861.  

CRIAÇÃO DO DISTRITO  
Em 12 de Dezembro de 1861, através da Lei Provincial nº 7, a Freguesia foi elevada à categoria de Distrito com a denominação de Alambari, pertencente ao município de Itapetininga.

INSTALAÇÃO DO CARTÓRIO
O Ofício de Alambari teve seu início no ano de 1876, o primeiro escrivão responsável pela serventia foi o senhor Rosendo Duarte Lobo, vale destacar que na época, o titular do cartório era denominado “Escrivão de Paz”.
O primeiro ato praticado foi um registro de nascimento com data de 19 de março de 1876 do menino Teotônio, filho de Vicente Alves Pires e de Selestina Maria. O primeiro casamento foi registrado em 24 de junho de 1876, entre Joaquim Pires de Almeida e Florentina Maria da Conceição; já o primeiro óbito foi registrado apenas em04 de janeiro de 1889, do senhor Manoel Lemes Pontes. – João Alberto Pezarini Junior – Oficial.

A EXTRAÇÃO DA PEDRA DE FOGO
O mato de Alambari, outrora existente nas proximidades da Vila, denominou-se durante muitos anos, Mato das Pederneiras, devido à grande quantidade de “pedra de fogo” que era retirada das rochas ali existentes, o que deu motivo a que as pessoas pobres para ali afluíssem, entregando-se à sua extração.
A qualidade das pedras existentes na área da então freguesia impulsionou o comércio e a indústria alambariense, pois havia grande demanda pelo produto. Essa indústria, denominada, DAS PEDERNEIRAS, existiu, ao que parece, por longo tempo, pois há registros da extração das pedras no começo do século XIX. Essa indústria, outrora florescente, foi decaindo, aos poucos, devido ao aparecimento do fósforo.

INÍCIO DAS ATIVIDADES DO FUTEBOL
O Futebol em Alambari, teve início com as atividade por volta de 1925, quando os amigos do Bairro, Francisco de Moraes, Honorato de Moraes “Teixeira”, Pascoal Candera  Ayrenas, João Conceição dos Santos (João Tibúrcio), seu pai  conhecido carinhosamente como Tibúrcio Velho, se interessaram pela brincadeira conhecida naquele tempo, como jogo de bola.
O tempo foi passando e aumentando os interessados em participar do divertimento, quando em 1951, os irmãos Alcindo e Mário Ramos, prepararam um campo na parte mais alta do Bairro. No final
Da década de 1970, foi feito um novo campo em uma área pública (atual luar do sertão), sendo a nova agremiação denominada Alambari Futebol Clube que teve a primeira Diretoria formada pelos jogadores: Paulo Venâncio Rodrigues, José Carlos Candera, José Grando, João Ruivo, Gabriel Medeiros e Flávio Candera. -  Valdir Teixeira (Presidente da AAAlambari).

O INÍCIO DO PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Após um árduo trabalho de conscientização da população e coleta de assinaturas, sob a liderança do vereador Antônio Ruivo Fernandes, no dia 26 de abril de 1990, era protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, pelo Deputado Estadual Luiz Furlan, o abaixo assinado com 174 assinaturas dos moradores do Distrito de Alambari, solicitando a constituição do processo para elevação do referido Distrito à categoria de Município, conforme Projeto de Resolução nº 39 de 1990.

REALIZAÇÃO DO PLEBISCITO
Chegou o dia 19 de maio, o dia mais importante do município, por mais que o sentimento de positividade pela vitória estivesse dentro das lideranças favoráveis ao SIM, a ansiedade era o sentimento que prevalecia durante todo o processo até a divulgação do resultado.
Para a alegria da maioria da população o SIM venceu e a ATA DE PROCLAMAÇÃO registrou:
“Verificou, ainda terem sido 787 votos pelo “SIM”, 183 pela opção “NÃO”, 5 votos em branco e 17 votos nulos”.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICIPIO
Em 30/12/1991, através do Decreto Lei Estadual nº7.644, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de Alambari, desmembrado do município de Itapetininga.
Sua instalação ocorreu em 01/01/1993.

O DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO
O município de Alambari foi por dezenas de anos um dos mais importantes centros produtores do município de Itapetininga. A lavoura, propriamente dita, consistia, na cultura, em grande escala, de algodão, café, cana de açúcar, cereais, legumes, mandioca, fumo, etc.
A cidade hoje é composta por diversos bairros: Tatetú, Cercadinho, Ribeirãozinho, Cerrado, Perobal, Barra, Capoavinha, Aterradinho, Sapezal, Recanto dos Pássaros, Luar do Sertão, Vila Correa e Jardim Brasil.
As principais atividades econômicas no município hoje, são a agricultura e a Pecuária, sendo que, as principais culturas existentes: Hortifrutigranjeiros – feijão, Milho, Mandioca, Laranja e Eucaliptos, bem como, a Pecuária de Corte, de Leite (especialmente de Leite de Búfalas) e também suinocultura.
Segundo dados do IBGE, Alambari possui a maior produção de leite de búfala do Estado de São Paulo.
Gentílico: Alambariense
Fonte:
- Pesquisa - Textos extraídos do Acervo pessoal de (João Paulo Carioca).
Fotos Históricas:
- Gentilmente cedidas do Acervo pessoal de: Sandro Jesus Camargo.
Realização:
- Departamento de Educação, Cultura, Esportes e Turismo.
- Diretor do Departamento – Anderson Iwanezuk Thaezuk.
Apoio:
Prefeitura Municipal de Alambari

GALERIA DE PREFEITOS

 

CEL. HÉLIO IGLESIAS DE LIMA 01/01/1993 Á 31/12/1996
JOÃO BATISTA DE MORAES 01/01/1997 Á 31/12/2000
HUDSON JOSÉ GOMES 01/01/2001 Á 31/12/2004
HUDSON JOSÉ GOMES 01/01/2005 Á 31/12/2008
SANDRO DE JESUS DE CAMARGO 01/01/2009 Á 31/12/2012
HUDSON JOSÉ GOMES 01/01/2013 Á 31/12/2016
HUDSON JOSÉ GOMES 01/01/2017 Á 31/12/2020
JOÃO PAULO DANTAS PINTO 01/01/2021 Á 31/12/2024
OBS.: O CEL. HÉLIO IGLESIAS DE LIMA foi o primeiro Prefeito de ALAMBARI.




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