CAMPOS NOVOS PAULISTA

CAMPOS NOVOS PAULISTA



CAMPOS NOVOS PAULISTA



CAMPOS NOVOS PAULISTA



CAMPOS NOVOS PAULISTA



CAMPOS NOVOS PAULISTA

CAMPOS NOVOS PAULISTA




Memorial

CAMPOS NOVOS PAULISTA
CAMPOS NOVOS PAULISTA

PREFEITURA DA ESTÂNCIA CLIMÁTICA DE CAMPOS NOVOS PAULISTA

Rua Edgard Bonini, 492 - Centro
CEP: 19960-000
Fone: (14) 3476-1144
Email: contato@camposnovospaulista.sp.gov.br


 

HISTÓRICO


OS PRIMEIROS HABITANTES DESTAS TERRAS - OS INDIOS CAINGANGS “COROADOS”
No sertão do Paranapanema, as terras eram boas e com muita água para as plantações.
Os primeiros habitantes foram os índios da etnia Guarani, que eram divididos em três tribos: Caiuás, Xavantes e Caingangs (também conhecidos como Coroados, devido ao corte de cabelo que usavam).
Com a invasão das terras pelos homens brancos, os povos indígenas iniciaram muitas lutas para defende-las, mas foram sendo derrotados e as tribos forçadas a recuar para o Mato Grosso e norte do Paraná.
Alguns até foram aprisionados, vindo a trabalhar nas fazendas dos primeiros colonizadores e outros catequizados. No geral suas terras foram então ocupadas por posseiros.
Nessas terras havia, além das densas matas, muitos rios com diversidades de peixes, e vários animais da fauna brasileira, tais como:  onças, capivaras, antas, veados, macaco-prego, tucano, araras e outros, que foram sendo caçados e mortos até que desapareceram quase que totalmente.

MISSÃO INDÍGENA
No final do século XIX, houve a tentativa, por parte do Estado, de organizar uma sociedade destinada a “civilizar” e “proteger” os silvícolas, encarregando da missão os Capuchinhos.
No dia 07 de maio de 1888 chegaram a Campos Novos do Paranapanema, os freis Capuchinhos Mariano de Bagnaia e Francisco de Alatri, para as primeiras negociações quanto a instalação de uma Missão Catequizadora no lugar.
Os padres chegaram para a fundação do Aldeamento de Proteção ao Índio, em uma região de muitos conflitos, estimando-se a população indígena selvagem entre o Rio do Peixe e Rio Paranapanema, a partir de Campos Novos Paulista até as proximidades da Cachoeira dos Padres no atual município de Teodoro Sampaio, numa área estimada entre oito e dez mil habitantes, considerando as presenças flutuantes de tribos dos vales Aguapeí, Santo Anastácio e Paraná.
A morte inesperada de Frei Mariano de Bagnaia, pouco depois de chegar a Campos Novos, fez cessar o aldeamento no local, retornando os poucos índios aldeados para a vida nômade nas florestas, com o homem branco novamente em seu encalço.
Em 23 de julho de 1901, na época em que os Caingangues se defendiam dos constantes ataques dos grupos armados a serviço das frentes expansionistas, chegou a região o capuchinho Bernardino de Lavalle para reinstalar o aldeamento de Campos Novos, ajudado pelo padre Claro Monteiro do Amaral.

A ORIGEM
Um dos mais antigos lugarejos dos sertões do Paranapanema, a atual Campos Novos Paulista nasceu na década de 1860, na beira esquerda do rio Novo, com o nome de São José do Rio Novo.
Não se conhece a data precisa de sua fundação, mas se sabe que José Theodoro de Souza, vindo de Pouso Alegre, já havia estabelecido no lugar em 1864, organizando sua família e seus agregados em um povoado cujo nome primitivo teria tudo a ver com o santo padroeiro de seu fundador.
As terras pertenciam aos índios Puris, mediam 16 léguas, e lhes foram tomadas em 1850, quando José Theodoro, explorando a região de São Pedro do Turvo, deparou-se com uma área que, aparentemente não tinha dono, o que foi confirmado, bem à maneira de quase todos os tempos no Brasil, em 1856, as autoridades de Botucatu, onde se localizava o cartório mais próximo, lhe deram direito de posse. O povoado de São José cresceu rapidamente. E, com a Guerra do Paraguai, o afluxo de gente aumentaria ainda mais.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Por volta de 1852, José Theodoro de Souza, mineiro de Pouso Alegre, acompanhado da família e amigos, chegou a região, onde construiu diversas casas e iniciou as primeira plantações.
A história de Campos Novos, pode dividir-se em quatro períodos: 1º período, “origem e crescimento”, de 1868 a 1890, inicia-se com a fundação de Campos Novos, ou melhor, com a lavratura da escritura da doação do terreno para a construção de uma capela em São José do Rio Novo, às margens do Rio Novo. A escritura, de 27 de novembro de 1868, foi lavrada em Santa Bárbara do Rio Pardo, tendo como transmitente José Theodoro de Souza e sua mulher, Francisca Leite da Silva, lavradores e residentes na Freguesia de São Domingos, cidadezinha hoje desaparecida mas outrora florescente e situada na região de Agudos.
Ora, segundo o historiador, Adriano Campanhole, em 1872 a população do Vale do Paranapanema era de 57.406 habitantes e, em 1886, de 89.840, sem falar nos que transitavam por esta região. Conclusão: na época, cerca de um terço da população do Vale do Paranapanema morava em Campos Novos.

O FUNDADOR DE CAMPOS NOVOS - BANDEIRANTE DO SÉCULO XIX
O senhor José Theodoro de Souza nasceu no Rio de Janeiro, filho legítimo de José Ignácio de Souza Teixeira e de Magdalena Serpa. Autores respeitados dizem que José Theodoro de Souza é mineiro; porém nos arquivos da Igreja de Pouso Alegre se lê: “Aos trinta de janeiro de mil e oitocentos e trinta e oito, pela seis horas da tarde em minha presença e das testemunhas abaixo declaradas... se receberam em matrimônio José Theodoro de Souza, natural do Rio de Janeiro, com Maria José”. Quando criança, os pais de José Theodoro transferiram-se para Pouso Alegre no Estado de Minas Gerais, onde aos 24 anos, no dia 30 de janeiro de 1838, casou-se com Maria José, filha natural de Izabel Claudina de Jesus, natural de Pouso Alegre.
Tido como “Mineiro Típico” de sua época, José Theodoro de Souza era inteligente, corajoso e resolveu deixar a Província de Minas Gerais e partir em busca de novas terras.
O mineiro antigo tinha o hábito de viajar a cavalo ou de mula, seguindo muita vez o caminho dos índios, quando não o trilho dos animais que iam ao bebedouro ou a um lugar de terra de sal. O mineiro raramente avança de canoa pelos rios como costumava fazer o bandeirante paulista; seguro como sempre, prefere a solidez da terra que a interrogação de deslizar sobre as águas de um rio; por isso em sua fazenda ou sítio veem-se mulas e bois mas raramente canoas e remos. Assim sendo, José Theodoro, um pouco antes da metade do século XIX, parte de Pouso Alegre, em sua marchadeira rumo ao Paranapanema. Em Botucatu para a fim de ouvir um mineiro, amigo seu, Capitão Tito Correia de Melo, o conhecido Capitão Tito, que lhe explica não mais haver na região terras devolutas, podendo estas serem encontradas para além da Serra de Botucatu, rumo ao Vale do Paranapanema. Todavia, prossegue o Capitão Tito dizendo a José Theodor que, em virtude da Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850, não mais, era possível a ninguém apossar-se pura e simplesmente de terras devolutas, como sempre fora feito no Brasil. Havia, contudo, possibilidade de se dar um jeito na lei: registrar, com data anterior a 18 de setembro de 1850, terras descobertas após a mesma lei. Assim informado, depois da época das chuvas, José Theodoro ruma para o sertão. Em 1856, voltando de uma de suas incursões, registra em Botucatu, mas com data de1847, uma gleba de terras de 10 léguas.
De sua infância trouxe, porém, grave deficiência, o analfabetismo, que vai lhe custar caro, fazendo-o perder muito das imensas terras que sua ousadia e bandeirantismo lhe conquistarão, deixando-o numa tal pobreza que acabará falecendo na miséria, ao ponto de hoje em dia não se saber onde se encontra o túmulo do maior pioneiro e latifundiário do Oeste do Estado de São Paulo. Autores e a tradição oral dizem ter ele falecido em São Pedro do Turvo (as margens da Águas das Morte, atravessado pela flecha homicida dos índios que depois o esquartejaram); contudo, apesar dos esforços e pesquisas de várias pessoas, nada foi até hoje localizado.
Padre Luís Tibiriçá em 1980, Vigário de São Pedro do Turvo, e estudioso do assunto, contou ser voz corrente do povo de sua cidade que, ao falecer, estava José Theodoro tão pobre e abandonado que a população local teve que se cotizar para angariar dinheiro a fim de que se conseguisse roupa e caixão para enterrar aquele que fora dono de toda a Alta Sorocabana e Alta Paulista juntas.
Com o tempo e com a conquista de novas terras, inclusive com a fundação de cidades como São Pedro do Turvo, Campos Novos Paulista e Conceição de Monte Alegre, veio a merecer o título de maior “Bandeirante do século XIX”.

A CONSTRUÇÃO DA IGREJA
A igreja de Campos Novos Paulista que hoje abriga a Paróquia de São José, foi fundada com base em uma doação de terras feita por José Theodoro de Souza e sua mulher Francisca Leite de Souza, no ano de 1868, lavrando-se a escritura pública de doação no Cartório de Santa Bárbara do Rio Pardo.
O terreno tinha sido doado para nele ser erguida uma capela em homenagem a São José dos Campos Novos.
A Paróquia foi criada em 13 de abril de 1880, tendo por orago São José, sendo seu primeiro Pároco o Padre Paulo de Mayo, que tomou posse no dia 26 de junho de 1898, deixando a Paróquia em 22 de fevereiro de 1911.
A Paróquia formou duas comunidades com capela na Zona Rural e mais três comunidades em formação. Na Zona Urbana possui cinco capelas: Macaquinho, Rui Barbo, Nossa Senhora do Carmo, Palmeiras e Água Santa Rosa e ainda as comunidades de Santa Cruz, Capão Seco, Fazenda Velha e Rio Novo, preparando-se para a formação de CEBs.
Tem um Conselho Administrativo atuante, para o bom andamento da Paróquia. Surgiram desta paróquia as vocações: Uma Noviça para a Congregação das Missionárias da Imaculada e Um postulante para a Congregação das Pastorinhas.

O DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONÔMICO
No segundo período de sua história, de 1890 à 1914, no curto tempo de 24 anos, Campos Novos prossegue desenvolvendo-se e atinge o auge, projetando-se em âmbito de toda a Província de São Paulo. Doutores do Brasil e do exterior frequentavam suas ruas e faziam sua história; boca do sertão, daí partiam expedições científicas como as “dadas” contra os índios, ou então, caravanas que demandavam as “terras desconhecidas”, de que falavam os mapas de então.
A condição de Comarca, em certa época, a maior comarca do Estado de São Paulo, sede de grandes extensões de terras como hoje em dia se pode ver através dos raros números dos jornais de Campos Novos, como a “Folha de Campos Novos” e “O Paranapanema” assim como de “O Relâmpago” e “O Sudoeste”, esses dois últimos de Conceição de Monte Alegre.
Em 1908, residiam em Campos Novos: Cinco Advogados – Um Engenheiro civil -Três Agrimensores – Dois Dentistas -  e Um Fotógrafo. Ainda nesta época, residiam na cidade pessoas de renome no mundo cultural como: Olavo A. Hummel, Otto Meusser e Bruno Giovannetti.

A CHEGADA DOS IMIGRANTES
Na segunda metade do século XIX pressentia-se próximo o desaparecimentos da escravidão; em decorrência disso, o governo provincial já havia resolutamente partido para a consecução de trabalho assalariado que, na dificuldade de ser encontrado no Brasil, foi ser procurado no exterior, isto é, na Europa. Dos países de fora, a Itália e praticamente só a Itália é que envia imigrantes para Campos Novos, influenciando lhe a história e vindo a se constituir, com o paulista e o mineiro, nas três etnias básicas da História de Campos Novos do Paranapanema até hoje em dia, destacando-se entre outras famílias: Mayo (da nobreza italiana), Bonini, Giovannetti e Bertoncini. O elemento de cor é raro e diminuto, sendo na prática inexistente a influência do japonês.

ORIGEM DO NOME
1º nome: São José do Rio Novo.
2º nome: São José do Rio Novo dos Campos Novos.
3º nome: São José dos Campos Novos do Paranapanema.
4º nome: Nuretama.
5º nome: Campos Novos Paulista
6º nome: Estância Climática de Campos Novos Paulista.
O nome Campos Novos, deve-se justamente ao fato de sua colonização ter se dado, tardiamente, em relação a capital, o litoral e a outros pontos do interior paulista, como o Vale do Paraíba, por exemplo; e foi usado, pela primeira vez, na lei que criou a vila de Campos Novos de Paranapanema, em 1885. Em1938, a vila foi rebaixada a distrito de Bela Vista (hoje Echaporã), quando ficou conhecida, simplesmente, como Campos Novos.
Em 1944, teve sua denominação traduzida para o tupi, pela Assembleia Legislativa de São Paulo, que transferiu o distrito de Bela Vista (a qual pertencia) para o município de Ibirarema, e alterou seu nome para Nuretama, que em tupi significa terra, lugar (r-etama) de campos, campinas (nhu). Mais tarde, voltaria a se chamar Campos Novos, desta vez, “do Paranapanema”, por causa do rio, que é afluente do rio Novo.
O topônimo atual nasceu em 1948, por ocasião de sua segunda emancipação política, de Santa Cruz do Rio Pardo, sendo o gentílico acrescentado para diferenciá-lo de outras localidades com o mesmo nome no País.

ALTERAÇÕES TOPONÍMICAS MUNICIPAIS
Em 21 de dezembro de 1921, por força da Lei Estadual nº1828, Campos Novos do Paranapanema, teve sua denominação alterada para Campos Novos.
Em 24 de dezembro de 1948, por força da Lei Estadual nº 233, Campos Novos, teve sua denominação alterada para Campos Novos Paulista, nome atual do município.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
- Em 06 de abril de 1878, através da Lei Provincial nº 15, o povoado é elevado à categoria de Freguesia.
- Em 24 de junho de 1878, a freguesia é elevada à categoria de Distrito Policial
- Em 13 de abril de 1880, através da Lei Provincial nº 62, o povoado é elevado à categoria de Distrito de Paz, com a denominação de Campos Novos do Paranapanema pertencente ao município de Santa Cruz do Rio Pardo.
- Em 13 de agosto de 1883, por ato Eclesiástico, o distrito é elevado à categoria de Paróquia.
- Em 30 de novembro de1938, através do Decreto Lei nº9775, reconduz o Município de Campos Novos a categoria de Distrito, incorporando-o ao município de Echaporã (Ex. Bela Vista).
- Através do Decreto Lei Estadual nº 14334, o Distrito de Campos Novos é transferido do município de Echaporã para o município de Ibirarema, com a denominação de NURETAMA.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 10 de março de 1885, através da Lei Provincial nº 25, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de Campos Novos do Paranapanema, desmembrado do município de Santa Cruz do Rio Pardo.
- Em 01 de março de 1890, através de Lei Provincial, o município é elevado à categoria de Comarca, com a respectiva instalação em 1892.
- Em 19 de dezembro de 1906, através da Lei Estadual nº 1038, recebe o título de Cidade.
- Em 21 de dezembro de 1921, através da Lei Estadual nº1828, o município tem seu nome alterado e passa a denominar-se Campos Novos.
- Em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei nº 233, o Distrito é reconduzido novamente à categoria de Município, com a denominação de Campos Novos Paulista, (Ex Nuretama), sendo desmembrado do município de Ibirarema. Sua instalação ocorreu solenemente em 01 de janeiro de 1949.

A TRADICIONAL FAZENDA NOSSA SENHORA APARECIDA
A Fazenda Nossa Senhora Aparecida é uma verdadeira referência histórica em Campos Novos Paulista, a mais antiga cidade do Sertão do Paranapanema, no oeste do estado.
Conhecida antigamente como Fazenda Lagarto, em tempos memoriais contava com uma grande extensão de terras, onde José Guimarães era o proprietário em um tempo que só havia mato fechado e nos campos se criava gado.
A propriedade passou depois para as mãos de um italiano que tinha plantações de milho. Logo após, Luiz Clini, moradora de São Manoel, adquiriu parte das terras, onde trabalhava com pasto/invernada.
Finalmente a fazenda foi adquirida pelo fazendeiro José Aguilera Serrano, descendentes de espanhóis com residência em Palmital. Ele já possuía terras na Água da Onça, entre Campos Novos e Palmital, e era conhecido por andar a cavalo pelas terras comprando gado.
Comprou assim, 100 alqueires da Fazenda Lagarto, contendo sua sede, consolidando a fazenda construindo outras benfeitorias.
Após o falecimento de José Aguilera, houve uma divisão familiar, ficando a área da sede antiga, cerca de 20 alqueires, com um dos herdeiros, estando a propriedade há mais de 30 anos em família.
Das fazendas do município de Campos Novos, é a única que mantem sua sede antiga em pé, e muito bem conservada. Conhecida na região como “Casa de Pedra”, a sede da fazenda tem cerca de 80 anos e é toda construída de pedras, inclusive o piso e a cobertura, que antigamente era somente de laje, também de pedras, possuindo sete cômodos.
O Rio Novo banha os limites da fazenda que hoje é produtora de pecuária leiteira e tem lavoura de soja e milho.
Há alguns anos, a “Casa de Pedra” era passagem obrigatória para os turistas que visitavam a região e ficavam hospedados no antigo Hotel Climático de Campos Novos, hoje desativado, havendo passeios a cavalo e com charretes.
A gruta capela, toda em pedras, também chama a atenção e o local já recebeu e recebe fiéis em festas religiosas.

A ESTRADA DE FERRO DO CORONEL SANCHES
O Coronel Francisco Sanches de Figueiredo, nascido em 1858 e assassinado em 1912, a maior figura da história de Campos Novos, fazendeiro, caçador de índios, fundador de Platina, um dos líderes da construção da Estrada Boiadeira, em 1897 levou à Câmara Municipal da Comarca de Campos Novos do Paranapanema, solicitação para conseguir apoio legal em vista da construção de uma lei que lhe autorizasse o privilégio para a construção e uso de uma estrada de ferro.
Em nome do Coronel Francisco Sanches de Figueiredo e do Major Azarias Gomes Ferreira, o Projeto foi oficialmente apresentado à Câmara, sendo na sessão do dia 07 de abril de 1897 nomeada uma Comissão de Redação para se pronunciar sobre a “proposta e pedido de privilégio” da construção de uma estrada de ferro.
A Comissão, depois de bem examinado e considerado sobre o pedido e as condições expostas, entendido que traz benefícios ao município sem cause o menor prejuízo a municipalidade, é de parecer que seja aprovado o seguinte projeto:
1º - de ser-lhes concedido ou a empresa que organizarem, privilégio de gozo por vinte anos a contar desta, para a construção, uso e domínio de uma linha férrea que partindo desta Vila vá entroncar-se a estrada de rodagem de Mato Grosso concedida ao cidadão Octaviano Mascarenhas no Rio Paraná, no ponto mais conveniente; 2º - ser-lhes igualmente concedido uma feira de gado vacum nas proximidades desta Vila; 3º -...4º....- ser-lhes igualmente concedido o trânsito pela estrada do Alto Paraná ao Porto XV de Novembro até que a Via Férrea Sorocabana em tráfego, chegue até o ponto de partida mais conveniente da linha projetada.
Colocado em discussão, foi aprovado o Projeto nº 10. Contudo, de acordo com o Regulamento da Câmara Municipal de Campos Novos, o Projeto tinha que ser traduzido, discutido e aprovado em mais duas sessões seguintes, o que realmente aconteceu, conforme Livro 14 das Atas da Câmara.
A segunda sessão foi no dia 09 de abril de 1897; a ordem do dia tinha um único assunto: o Projeto nº 10, que foi por isso logo colocado em discussão e, “ninguém pedindo a palavra foi posto a votos e aprovado por unanimidade”. A terceira e última sessão, do dia 10 de abril de 1897, contava, como aliás também as duas primeiras sessões, com os mesmos quatro vereadores: Capitão Manoel Bernardino Martins – Presidente; Major Thomé José de Souza, Major João Gizzi e Tenente João Vieira Júnior. O senhor Presidente, ao pôr o Projeto nº 10 em discussão, lembrou que o referido Projeto tinha que ser discutido artigo por artigo, o que foi feito. E posto a votos foi unanimemente aprovado, pelo que o senhor Presidente, em virtude do Artigo Vinte e Oito do Regimento Interno da Municipalidade, fez em voz alta a seguinte declaração: Foi aprovado o Projeto número dez por unanimidade de votos. Foi em seguida mandado que fosse remetido ao Intendente para ser cumprido.
Através de seis artigos, o Intendente Municipal transformou o Projeto nº 10 em Lei de nº 10, que foi promulgada no dia 11 de abril de 1897, e foi registrada e publicada no dia seguinte, 12 de abril de 1897.

A ESTRADA DE FERRO SOROCABANA
Quando a Sorocabana, cumprindo ordens de sua diretoria, decidiu enviar seus engenheiros a Campos Novos para tratar in loco da passagem e prolongamento da estrada de ferro pela cidade, por certo não sabia que, desde 11 de abril de 1897, já vigorava uma lei solenemente dando privilégios de construção, uso e domínio de uma estrada de ferro de Campos Novos ao Rio Paraná, ao Coronel Francisco Sanches de Figueiredo e ao Major Azarias Gomes Ferreira.
Já fora previsto até o entroncamento com a Sorocabana que, por isso, era benvinda contanto que parasse onde determinava a Lei nº 10 da Câmara Municipal e da Prefeitura de São José do Rio Novo do Paranapanema e contanto, por outro lado, que não viesse para substituir a estrada de ferro do Coronel Sanches e do Major Azarias, destruindo-a assim para sempre, conforme já previa a lei.
Ora, em sua região e em sua cidade, Campos Novos, o Coronel Sanches era coronel, era rei e por isso venceu sempre tanto contra os políticos e o povo simples, quanto contra os brancos e os índios porque dominava a política, os tribunais, os advogados, as pendências e os processos de divisão de terras. Mas agora seu inimigo era diferente: A Estrada de Ferro Sorocabana, que estava acima e fora da política local, era mais poderosa, tinha domínio na política estadual, e gozava de larga experiência de lida com outros coronéis em pendência semelhantes; fatores esses que o Coronel Sanches, residente numa boca de sertão, a 600 km da capital, não podia ter, preso que estava a uma política interiorana e a Tribunais de Campos Novos.
Consequência: o Coronel Sanches perde a disputa, ainda mais que é assassinado em 1912; sua estrada de ferro não foi além da Lei nº10 e por isso também ele – não na teoria, mas sim na prática – sentiu o amargor da lei sociológica que ele mesmo criou.
Conclusão:
Assim, pois, na história de Campos Novos, cremos ter-se explicado historicamente – através de uma das causas, talvez a principal – tanto o episódio da ausência da Estrada de Ferro Sorocabana quanto a decadência de São José do Rio Novo do Paranapanema que são, por isso, dois aspectos de uma só e mesma realidade: o Ciclo da Estrada de Ferro, que ficou para sempre ausente da cidade e do município de Campos Novos Paulista.

ESTÂNCIA CLIMÁTICA
A cidade de Campos Novos Paulista é um dos 12 municípios paulista considerados Estâncias Climáticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual.
Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial, quanto pelas referências estaduais.
O município possuí muitos atrativos naturais, clima ameno e muita área verde, com rios e cachoeiras.

Fonte:
Texto parcialmente extraído da Obra – HISTÓRIA DE CAMPOS NOVOS PAULISTA
(Capítulos da Boca de Sertão do Paranapanema).
Autor:
José Antônio Tobias
Texto parcialmente extraído da Obra – Antigas Fazendas da Alta Sorocabana.
Autor:
Luiz Carlos de Barros
Fotos Históricas:
Fotos - extraída da página do Facebook – História de Campos Novos Paulista.
Realização:
Diretoria de Cultura.
Eduarda Rosa Maio Carneiro – Diretora de Cultura.
Apoio:
Prefeitura Municipal da Estância Climática de Campos Novos Paulista.
Gentílico: Campos-novense

                                                                                                       GALERIA DE PREFEITOS

ARTHUR SPINELLI 06/1953 À 05/1957
EDGAR BONINI 06/1957 À 12/1960
ANTÔNIO BASILIO PASCHUINO BERTONCINI 01/1961 À 05/1965
JOÃO ALEXANDRE DA SILVA FILHO 06/1965 À 04/1969
JOÃO DE OLIVEIRA 05/1969 À 03/1970
VIVALDO DE SOUZA 12/1970 À 09/1971
JOSÉ OCTAVIANO DE OLIVEIRA BONINI 10/1971 À 03/1972
SEBASTIÃO BENEDITO FRANCO 04/1972 À 01/1973
BENTO DOS SANTOS 1973 À 1976
FRANCISCO RUIZ MARTINS 1977 À 1982
FRANCISCO SALVADOR (INTERINO) 1983
LAUDELINO SOUZA 1984 À 1988
FRANCISCO RUIZ MARTINS 1989 À 1992
VALTER OLIVIER  DE MORAES FRANCO 01/01/1993 À 31/12/1996
VALDOMIRO PAES (INTERINO) 12/1994
SEBASTIÃO LUIZ WAISS 01/01/1997 Á 31/12/2000
VALTER OLIVIER DE MORAES FRANCO 01/01/2001 Á 31/12/2004
CARMEN APARECIDA GIOVANI RUIZ 01/01/2005 A 31/12/2008
CARMEN APARECIDA GIOVANI RUIZ 01/01/2009 A 31/12/2012
VERÔNICA BARTONCINI DE MORAES DE MORAES FRANCO 01/01/2013 A 31/12/2016
JULIO CESAR DO CARMO 01/01/2017 A 31/12/2020
FLAVIO FERMINO EUFLAUZINO 01/01/2021 A 31/12/2024

OBS.: O SENHOR ARTHUR SPINELLI FOI O PRIMEIRO PREFEITO DE CAMPOS NOVOS PAULISTA.



Faço parte dessa história
Empresas que fazem parte da história desta cidade.
Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nosso site. Ao navegar pelo site, você autoriza o nosso site a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas , acesse nossa Política de Privacidade.
Entendi.