FARTURA

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FARTURA - Jardim São João Campinas




Memorial

FARTURA
FARTURA
Jardim São João Campinas

PREFEITURA MUNICIPAL DE FARTURA

Praça Deocleciano Ribeiro, 444 - Centro
CEP: 18870-000
FONE: (14) 3308-9300
SITE: www.fartura.sp.gov.br
 

HISTÓRICO


OS PRIMEIROS HABITANTES DESSAS TERRAS – OS ÍNDIOS GUARANI – CAIUÁS/KAIOWÁ
A região onde se encontra hoje, o município de Fartura, foi habitada nos antigos tempos pelos índios CAIUÁS, da macro-família Tupi-Guarani. Por toda parte, nos municípios vizinhos, encontra-se ainda hoje, objetos de pedra de uso dos selvícolas, como bacias, mão de pilão, machados (itajes) e outros de uso diversos.
Sendo as matas verdejantes e, formadas em ótimas terras roxas, nelas abundância de caça e frutas de toda espécie, motivo do porquê, a serra vertia para o Ribeirão, tinha a denominação de FARTURA.
Na região de Avaré, que compreendia até as terras de Fartura e seus arredores, de acordo com dados do Boletim da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, editado em 1890, os CAIUÁS/KAIOWÁ viveram aqui em maior número. Podem ser, de fato, os primeiros habitantes desse local, mas que perderam esse sagrado direito por terem sido expulsos de suas terras pelos sertanistas.
Descendentes de grupos dos Tupi do Sul, aqui viviam em paz com a natureza. Caçavam, pescavam e colhiam frutos e raízes, cultivavam o milho e a mandioca em pequenas roças, apenas para o consumo da tribo. As informações que temos sobre esse povo são poucas. A falta de fontes escritas e o próprio processo de dizimação das culturas indígenas, acabaram limitando as possibilidades de estuda-las.
O que se sabe é que os CAIUÁS formavam pequenos agrupamentos. A presença da aldeia era temporária e todo o seu contingente era dividido entre seis a dez casas, sendo que cada uma delas poderia variar de tamanho e comprimento de acordo com suas necessidades materiais e culturais.

A ORIGEM
Localizado entre os rios Paranapanema e Itararé, o atual munícipio de Fartura teve parte de seu primitivo território, tomado pelo reservatório de Chavantes,
A região começou a ser colonizada por volta de 1870, entre a Serra da Fartura e o ribeirão do mesmo nome, desenvolvendo-se rapidamente, e graças às férteis terras farturenses, começaram a atrair colonos no fim do século XIX, época em que grandes aldeamentos foram realizados sob a liderança do Frei Pacífico de Montefalco, e financiamento de João da Silva Machado, o Barão de Antonina.
Os primeiros homens que aqui vieram notaram logo que o rio, que hoje margeia a cidade, estava, por assim dizer, coalhado de peixes, a ponto de, não raro, encontrar-se as mais esquisitas espécies, que só vivem nos grandes rios.
Da fartura, ou abundância de peixes, veio lhe o nome, que mais tarde, se estendeu a todo o local.
Grande é a diferença do antigo Fartura, com o atual. O rio, então, corria cheio e volumoso por entre altas barrancas. As inundações, provocadas por abundantes e contínuas chuvas, fazia com que as águas, saindo do leito costumado, se espraiassem pelas margens alagando tudo e dificultando o trânsito de pedestres e cavaleiros.
Segundo os nossos historiadores, as águas atingiam a hoje rua Cel. Samuel de Oliveira, convertendo toda aquela baixada num vasto lençol de água.
Com o correr dos tempos, porém, o povoamento das margens do rio trouxe como consequência a derrubada impiedosa das matas, o alargamento do primitivo leito, a escassez de peixes e, finalmente, o quase completo extravasamento das águas.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
O grande proprietário de terras nesta região, o pai de Manoel José Viana, o senhor Remígio José Viana, era o dono das terras onde se encontra hoje a cidade, e havia prometido, juntamente com sua ptimeira mulher Constança Maria de Souza, em 1885, doá-las à Nossa Senhora das Dores, conforme consta na escritura de 10.06.1885, nas notas do Tabelião de Itaporanga, para no local, ser construída uma igreja.
Os moradores construíram no local um cruzeiro de madeira onde aos domingos e dias santos iam rezar. Em 1880, começaram as obras de construção da Capela Nossa Senhora das Dores, (1ª capela), foi liderada pelos fundadores Luiz Ribeiro Salgado e Vicente de Oliveira Trindade, no segundo semestre de 1880, sendo o marco inicial da fundação de Fartura.
Lavrada em cartório a doação das terras em 1885, por Manoel Remígio Viana, o pequeno povoado cresceu e transformou-se, já em 1897, em um grande povoado.

ORIGEM DO NOME
Mais uma vez um curso d’água motiva o nome da região por onde passa. O riacho, ribeirão ou rio da Fartura (existem dúvidas quanto à definição deste curso d’água), que se chama assim pela quantidade de peixes outrora encontrável em seu leito, atravessa o município em questão.
Primeiro Nome:
-Capela de Nossa Senhora das Dores da Fartura.
(Nome dado ao povoado antes de se tornar distrito de Itaporanga.)
Segundo Nome:
- Nossa Senhora das Dores de Fartura.
(Em território de São Sebastião do Tijuco Preto (atual Piraju).
Terceiro Nome:
 - FARTURA.
Nome atual, e alterado após a elevação do povoado a Distrito.
Segundo contam, o topônimo Fartura, decorre da abundância de peixes que haviam nos rios da região.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
A recente povoação progrediu rapidamente, com o aumento da população e a multiplicação de pequenas propriedades rurais, resultado de sábia e previdente política de evitar-se a formação de latifúndios, com o processo de retalhar as terras em pequenas glebas, dando em consequência um grande afluxo de agricultores e colonos. Só de Santa Rita do Passa Quatro saíram cerca de 400 famílias que se estabeleceram em Fartura.
Devido a esse impulso progressista, o patrimônio foi elevado a Distrito Policial, para mais tarde, passar a Distrito de Paz, através do Decreto Lei Provincial nº 5, de 7 de fevereiro de 1884, pertencente ao munícipio de Itaporanga (Ex - São João Batista do Rio Verde).

O INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DA IGREJA MATRIZ
Vivemos tempos em que a história parece ser deixada de lado. História essa essencial para o nosso crescimento como boas pessoas e desenvolvimento da sociedade. A mesma história que, lá em tempos de crianças, tínhamos como matéria na escola e, logo depois, já adolescentes, durante o colegial. A mesma história que nos apresentou detalhes incríveis de eras em que sequer sonhávamos com computadores ou celulares.
Graças a um pequeno trecho desta longa e magnífica história da humanidade é que hoje podemos curtir um feriado muito especial para os farturenses, neste 15 de setembro, a celebração de nossa Padroeira Nossa Senhora das Dores.
Conta-se uma certa história de caráter popular e sem registros históricos oficiais, que uma promessa à Nossa Senhora das Dores, foi a responsável pela formalização da Igreja que embeleza o centro de Fartura.
 O casal Remígio José Vianna e Dona Constantina Maria de Jesus, teria feito a promessa de doar uma quantia de terras à Nossa Senhora das Dores, com o objetivo de iniciar a construção de uma capela no local.
A voz popular diz que essa promessa tem como causa o fato de que um de seus filhos estava muito doente. A criança acabou se recuperando da enfermidade, mas a doação das terras, não ocorreu depois da eventual melhora de seu estado de saúde, e os pais acabaram falecendo.
Neste processo até a formalização final da doação das terras, outro trecho contado pelos antigos moradores ganha destaque neste período: diz que um fantasma Passou a assombrar a região, agora associada aos falecidos que seriam doadores, e penava motivado pela não doação das terras prometidas à Santa.
Depois de certa pressão dos moradores vizinhos, e decidido a cumprir a promessa dos pais, Manoel José Vianna – não podemos afirmar que era ele a criança curada -  enfim concretizou a doação e a Igreja Matriz começou a ser erguida no início do segundo semestre de 1880, dando início a um processo de desenvolvimento do município.
- Este Texto é de Autoria do professor Hézion Correa Custódio e Luís Eduardo C. Bortotti –

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 31 de março de 1891, através do Decreto Lei Estadual nº 145, o Distrito é elevado à categoria de Vila (Munícipio), com a denominação de Fartura, desmembrado do munícipio de Itaporanga.
Sua instalação verificou-se solenemente em 10 de abril de 1891.
- A referida Lei acima, transfere a Vila (Freguesia) de Fartura do município de Itaporanga, para o de São Sebastião do Tijuco.
- Em 19 de dezembro de 1906, através do Decreto Lei Estadual nº 1038, a Vila é elevada à categoria de Cidade.
- Em 19 de dezembro de 1911, através do Decreto Lei Estadual nº 1178, cria o Distrito de Ribeirópolis e incorpora ao munícipio de Fartura.
- Em 31 de março de 1938, o munícipio de Fartura, passa a pertencer ao termo judiciário de Piraju, Comarca de Piraju, sendo constituído de dois distritos: Fartura e Taguaí (ex Ribeirópolis).
- Em 18 de fevereiro de 1959, é desmembrado do munícipio de Fartura, o Distrito de Taguaí, que alcança a sua emancipação.

ESTRADA DE FERRO ITARARÉ – FARTURA.
Pouca gente sabe, mas na década de 1920, a zona rural de Itararé era tão ativa que o sonho de construir uma estrada de ferro, ligando a cidade aos bairros do Cerrado e Santa Cruz dos Lopes. Trata-se da Estrada de Ferro Itararé – Fartura, que ligaria estas duas cidades do sudoeste paulista até Fartura e dela por prolongamento até a Estação de Ourinhos. O governo de São Paulo chegou aprovar sua concessão no ano de 1921.
Seu idealizador, José de Sá Fragoso contava com projeto realizado pelo engenheiro Paulo Voigtlander. Outros nomes envolvidos eram os dos engenheiros C. Ladeira Roca, Eduardo Engler, Afonso Samartino, José David e Felix Schenizielow.
Em 1924, os estudos definitivos foram aprovados pelo Presidente do Estado, Sr. Carlos de Campos. Em 28 de março deste ano, houve uma grande comemoração em Fartura, para comemorar “o lançamento das últimas balizas das picadas que vinham sendo abertas para a construção da estrada de ferro. A licença para a sua construção no entanto, somente foi dada no final de junho, como publicou o Jornal O Estado de São Paulo, na edição de 28/06/1924.
As obras, que deveriam começar imediatamente foram sendo postergadas. No início de janeiro de 1925, elas ainda não tinham sido iniciadas e houve de ser emitida sucessivas prorrogações do prazo concedido para o início dos trabalhos. Em fevereiro, o governo assinou o contrato para as obras com o senhor Fragoso.
Porém, somente em 26 de agosto de 1925, finalmente foram iniciadas, com festas, as obras do primeiro trecho da ferrovia que ligaria Itararé com o bairro do Cerrado, no km 15 da ferrovia
Estas obras prosseguiram até novembro de 1926, aparentemente sem grandes percalços. Entretanto a essa altura, os pagamentos para os trabalhadores estava sendo feito pela empresa construtora, a Lafayette, Siqueira e Cia, que, por sua vez não estavam recebendo os repasses contratuais que deveriam estar sendo feitos pela Cia. Estrada de Ferro Itararé-Fartura.
Em abril de 1927, os operários estavam sem receber os quatro últimos salários mensais. Os fornecedores, maioria de Itararé, não suportavam mais manter o fornecimento, que gerou uma quebradeira inesquecível no comércio. No início, a construtora continuou afirmando que não estava recebendo o repasse da empresa proprietária.
Logo depois, porém, desapareceram e a obra foi paralisada. Nesta altura, pelo que se sabe, alguns quilômetros de trilhos tinham sido assentados e a estação inicial estava praticamente pronta, tendo sido feita nos altos da cidade de Itararé (Hoje, uma fazenda do Sr. Gumercindo Ferreira Santos).
Também estava pronto um viaduto de pedras da linha sobre a rua Treze de Maio, no limite da área sul da cidade. Esta estrutura é a única coisa que sobrou desta ferrovia, extinto até os dias de hoje, com mera função decorativa.
Aparentemente a sequência de repasses foi parada no primeiro elo: O Governo do Estado, que era responsável pelo empréstimo de metade do valor do financiamento total da estrada. A empresa proprietária também parece ter parado de pagar sua parte à construtora.
No final de abril de 1927, o Presidente Carlos de Campos, faleceu ainda no cargo. Foi substituído por Dino Bueno em caráter interino, até a posse do novo Presidente, Júlio Prestes, em 14 de julho. Em 16 de maio, Dino ainda assinou um Decreto desapropriando terrenos na comarca de Itararé.
Depois de empossado em julho, Júlio, abandonou de vez qualquer ajuda a nova ferrovia, preferindo investir na EFS (Sorocabana) que já era uma realidade.
Nos anos seguintes, cada vez menos ouviu-se falar da E.F. Itararé-Fartura. Em 1946, a Sorocabana  fez correr a notícia de que poderia reativar as obras da EFIF, o que jamais ocorreria.

MUSEU HISTÓRICO MUNICIPAL – MARIA VEGA FERRERO
Dona Maria Vega Ferrero, nasceu em Ganame, província de Zamora, em 09 de março de 1894, filha de Noberto Vega e Teresa Ferrero, casada com Conrado Blanco Puente, nascido em 09 de março de 1888, em Moral, província de Zamora. Tiveram sete filhos, Manuel, Teresa, Pio Clotilde, Belmiro, Hermínia e Domingos.
Era uma mulher extraordinária, não só como mãe, esposa, mas pelas suas atitudes humanísticas tomando parte em todos os eventos da época. Tinha verdadeira adoração e orgulho pela cidade que a recebeu.
Com sua memória fora do comum, contava as histórias da cidade com tal clareza, emocionando a todos, que com ela conversasse. Seu coração, voltado para os necessitados, num gesto amoroso para com os pobres.
Na década de trinta foi fundada em Fartura a Legião Brasileira de Assistência, tendo ela como uma de suas expoentes que junto outras senhoras, que também fizeram história em Fartura.
A vida traz surpresas difíceis, uma calamidade assolou Fartura com a malária.
Enquanto muitas famílias saíram de Fartura, essas mulheres com seus maridos. Não! Permaneceram aqui, cuidando dos doentes, trabalhando incansavelmente, ajudando a enterrar os mortos.
Contava ela, com certa tristeza da companhia da Estrada de Ferro “Itararé – Fartura” que, mesmo com os trilhos chegando a Fartura, perdeu esse benefício por questões políticas.
Dona Maria Vega Ferrero, enquanto seus pais imigraram para o Brasil, ela ainda ficou na Espanha, com seus avós, até 1910, quando seu pai foi buscá-los.  Conrado e Maria, já namoravam em Espanha e ele em seguida veio também ao Brasil.
Em 1911, Maria e Conrado casaram na Capela que hoje é a Paróquia de Nossa Senhora das Dores, Padroeira da cidade. Inicialmente foram residir no sitio do pai e em pouco tempo mudaram para a cidade, onde compraram uma casa, que, depois venderam ao casal Ida e Chiquito e passaram a residir na antiga casa histórica da Praça da Matriz, ante Escola Feminina de Fartura.
Dona Maria Vega Ferrero era uma historiadora e vivenciou as grandes transformações pelas quais Fartura passou.
NOTA:
O MUSEU MUNICIPAL: “Dona Maria Veja Ferrero”, é um órgão Cultural e localiza-se na cidade de Fartura, na Praça Tenente Cassimiro, 198, Vila Nova, tem por finalidade a preservação do patrimônio cultural local, em especial, a guarda e difusão de objetos, obras de artes e documentos de diversos gêneros que contribuam com o conhecimento, e estudos dos aspectos sociais, artístico, políticos, econômicos, dentre outros da história antiga e recente do povo de Fartura.
O Museu foi criado através da Lei nº1.785/2011, de 25 de maio de 2011 na gestão do Prefeito Paulo Amamura e Vice-Prefeita Maria Therezinha Fernandes Blanco.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
- Em 1897, era um povoado, e já contava com a primeira padaria, dos senhores Batista e Gabriel Bertoni.
- No ano de 1904, estava funcionando uma fábrica de cerveja e gasosa, do senhor José Adriani.
- Em 1906, chegava no povoado, a primeira professora leiga, Dona Inês Pereira.
- Neste mesmo ano, chegava o também professor (este já formado) Odilon de Barros.
- No ano de 1907, chegava, com muita festa, a primeira carroça, de propriedade do senhor Bianchi.
- Ainda em 1907, funcionava o primeiro cinema, de propriedade do senhor Emílio Del Cistia, que funcionava na casa de Nicolau Bruno, onde é a antiga rodoviária.
- Em 1908, Fartura tinha o seu primeiro telefone, em telefônica criada por Joaquim Garcia e o Coronel Marcos Ribeiro.
 - Em 1911, Fartura já tinha 02 Grupos Escolares: Um masculino (que funcionava onde é a residência do senhor Luiz Prestes) e outro feminino (onde foi a residência do senhor Conrado Blanco).
- Em 1912, surgia a primeira fábrica de gelo, do senhor Martins Teixeira.
- Em 1915, foi construída a primeira ponte sobre o rio Itararé, feita com cabos de aça, ligando FARTURA/SP. ao Passo dos Leites, em CARLÓPOLIS/PR.
- Datas Principais de Fartura:
- Ascensão à Freguesia – 07 de fevereiro de 1884.
- Ascensão à Munícipio – 31 de março de 1891.
- Instalação do Munícipio – 10 de abril de 1891
- Elevada à categoria de Comarca – 31 de dezembro 1963.
- Aniversário do Munícipio – 31 de março.
- Dia da Padroeira: Nossa Senhora das Dores – 15 de setembro.

ESTA É A FARTURA QUE VOCÊ NÃO VÊ:
“Fartura de braços abertos, um sorriso em cada lugar, de sua gente contente por lhe abraçar...”

A história de Fartura é diferente, é peculiar. A cidade já nasceu com este nome, com ele ficou conhecida, desde o
Início da sua existência.
Por volta de 1860, já existia uma propriedade denominada Fazenda do Ribeirão Fartura, por causa do curso d’água que cortava o vale, ao pé da serra que tinha a mesma denominação. O nome Fartura vem da abundância de peixes que havia no ribeirão ou da grande fertilidade da terra roxa da região. Até os anos 70, o ribeirão era pródigo em peixes como: cascudo, piava, bagre, lambari e mandi. “Loquear no Fartura” era buscar as locas dos cascudos, que rendiam saborosas sopas e fritadas. Os desbravadores e fundadores, Manoel Remígio Vianna, Luiz Ribeiro Salgado, Vicente de Oliveira Trindade de Mello e Henrique Overton Burton e muitos outros são citados no livro de João Jacques Ribeiro do Vale, também um pioneiro, com sua obra histórica, filho do coronel Marcos Ribeiro e neto de Luiz Ribeiro Salgado, nasceu do lado de lá das barrancas do Rio Itararé, mas criou sua obra em Fartura, oferecendo inestimável contribuição para os filhos da terra.
Ninguém sabe quem batizou o ribeirão com o nome de Fartura, mas é certo que ao fazer isso traçou o destino da cidade e do seu povo.
Desde então, ela cresceu com muita fartura, apesar do que dizem as más línguas e da suposta praga de um padre que teria sido expulso da cidade. Não há porque temer pragas e superstições na terra natal dos Bispos Dom Gorgônio Alves da Encarnação Netto e Dom Mauro Aparecido dos Santos, e também sede, há dezenas de anos, da Congregação dos Padres Teatinos e da Congregação das Irmãs da Divina Vontade.
Fartura deu origem a um povo que sempre honrou este nome, embora a maioria da sua população não tenha percepção disso. Neste vale privilegiado pela natureza, com solo extremamente generoso, cercado por serras verdejantes e águas abundantes, proliferam também a amizade, a cordialidade e a hospitalidade. Muito mais que uma cidade, os desbravadores e fundadores, italianos e espanhóis em sua maioria, moldaram o perfil de um povo criativo, que demonstra muito apego à educação, cultura, artes, esportes e agricultura.
Além da excelente performance das suas escolas, que são ponto de referência na área da educação, Fartura também, pode se orgulhar de possuir uma das mais completas bibliotecas públicas do interior do Estado.
Eleva-se, hoje, a mais de 300 o número de farturenses que frequentam cursos superiores em cidades paulistas e paranaenses. Fartura abriga duas emissoras de rádios, dois jornais e outras publicações, como “Ecos do Silêncio”, da Escola Mons. José Trombi e “Receitas Culinárias”, da Escola Cel. Marcos Ribeiro.
São também exemplos para os farturenses os maestros Atílio Cerri, fundador da banda municipal, e Affonso Pegoraro, criador do Hino a Fartura; as pinturas da artista plástica Mara Camargo; a poesia premiada de Patrícia Bergamasco; o apego ao teatro de Walter Luiz Mazza, fundador do Jornal Sudoeste do Estado, autor, diretor e ator de peças como “Sociedade Submersa” e “Uma Lágrima”; a perseverança de Hiltinho Silva, o Piquilo, que gravou discos, fez filmes, é pai de filhos cantores e exemplo para dezenas de outros músicos farturenses.
O esporte também já deu muitas alegrias a Fartura, que batizou sua primeira Estação Rodoviária com o nome de Celso Lara Barberis, o piloto arrojado que saiu da cidade para fazer história no automobilismo nacional. Outro grande nome nessa área foi o do saudoso Antônio Ribeiro da Silva, o criativo e abnegado “Fofão”, preocupado em proporcionar lazer e alegria às crianças, através dos esportes. O futebol, modalidade mais praticada, teve os seus dias de glória nas décadas de 50 e 60. Em 1965, o Fartura Esporte Clube disputou o título do Campeonato Amador do Estado, contra a equipe do Sertãozinho. O Fartura perdeu a decisão, mas viveu uma jornada gloriosa, nunca esquecida pelos que vivenciaram aquela época.
A história de Fartura reserva um capítulo especial a dezenas de mulheres dedicadas e perseverantes. Além da atenção dada ao lar, convertem-se em empresárias criativas, abnegadas dirigentes de entidades assistenciais e em incansáveis voluntárias nas festas e promoções de caráter beneficente. São mestres na arte culinária, mantendo as tradições dos antepassados com seu deliciosos pratos e ainda desfrutam de grande prestigio na região, por causa da beleza e simpatia.
A vocação do homem de Fartura para a agricultura também é inquestionável. Além da cruz que mostra o seu apego a religião, o brasão da cidade contém figuras de peixes, do vale fértil e do arado, circundados por ramos de milho e café. Os produtores locais ainda se dedicam às culturas tradicionais, herdadas dos seus antepassados, mas enfrentam as adversidades com criatividade, buscando alternativas na suinocultura, plasticultura e piscicultura. O apego ao trabalho na lavoura levou o farturense a criar, em 1967, a sua agora famosa exposição agropecuária, a EXPOFAR, que comemora o aniversário da cidade. É um dos maiores exemplos do pioneirismo dos seus agricultores, constituindo-se em modelo para outras festas que são realizada na região. Com Expofar, surgiu um nome que passou a ser respeitado nacionalmente, um criativo e arrojado tropeiro chamado, Dominguinho Amaro, que virou o “Dominguinho de Fartura,” principal divulgador da cidade e sua gente.
Com o passar dos tempos, Fartura ganhou várias definições. Hoje a “Pérola do Vale” é também “um pedacinho do céu aqui na terra” ou “um lugar de gente feliz”. Mas Fartura continua sendo o Eldorado sonhado pelo seus fundadores e desbravadores. Eles não fundaram apenas uma cidade, forjaram a têmpera de um povo. Um grande povo. Acreditem nisso, farturense.
- Texto de Autoria de:  Sizemar S. Silva – Jornal Sudoeste do Estado. –

Fonte:
- Site da Prefeitura de Fartura.
- Site da Câmara Municipal de Fartura.
- Museu Municipal de Fartura.
- Site Wikipédia, Enciclopédia livre.
Fotos Históricas:
- Extraídas do Acervo do Museu Municipal de Fartura.
- Extraídas do Site Oficial do Município.
- Fotos Extraídas da página – “Fartura, sua história sua gente” – FACEBOOK.
Realização:
- Coordenadoria Municipal de Cultura.
- Bruno Fernando de Souza – Coordenador de Cultura -
Colaboradores do Museu Municipal:
- Leandro Antônio do Prado – Agente Operacional.
- Alaíde Rolin de Camargo – Agente Operacional.
Apoio:
Prefeitura Municipal de Fartura.
Gentílico: Farturense.

GALERIA DE PREFEITOS

HILARIANO NOGUEIRA DE AZEVEDO 01/06/1893 A 09/11/1894
BARNABÉ JOSÉ SOARES 10/11/1894 A 04/01/1896
MARCOS RIBEIRO 01/05/1896 A 14/01/1898
VIRGILIO CASEMIRO DA ROCHA 15/01/1898 A 21/01/1899
PADRE ANTÔNIO CARMELO 23/01/1899 A 03/10/1899
FELISBERTO ANTÔNIO DE OLIVEIRA 03/10/1899 A 06/01/1902
JOÃO EGÍDIO PINTO 07/01/1902 A 02/02/1902
JEHOVAH FERREIRA DIAS 03/02/1902 A 06/01/1903
JOSÉ LEONEL FERREIRA 07/01/1903 A 06/01/1905
JOÃO CARLOS NOGUEIRA RIBEIRO 07/01/1905 A 07/01/1906
JOÃO BATISTA BERTONI 07/01/1906 A 06/01/1907
JOÃO CARLOS NOGUEIRA RIBEIRO 07/01/1907 A 06/01/1909
JEHOVAH FERREIRA DIAS 07/01/1909 A 01/10/1912
JOSÉ BERTONI 02/10/1912 A 14/01/1913
RAUL RIBEIRO 15/01/1913 A 14/01/1914
EMILIO DEL CÍSTIA 15/01/1914 A 14/11/1916
JOSÉ DEOCLECIANO RIBEIRO 15/01/1916 A 14/01/1917
ESTANISLAU ALVES DA SILVA 15/01/1917 A 22/01/1918
ESTANISLAU ALVES DA SILVA 15/01/1919 A 14/01/1920
MARCOS RIBEIRO 15/01/1920 A 14/01/1921
ORLANDO TEIXEIRA NETO 15/01/1921 A 14/01/1922
JOSÉ DEOCLECIANO RIBEIRO 15/01/1922 A 15/06/1922
FELISBERTO ANTÔNIO DE OLIVEIRA 15/01/1923 A 14/01/1925
ORLANDO TEIXEIRA NETO 15/01/1925 A 15/01/1926
MARCOS RIBEIRO 15/01/1926 A 14/01/1927
ANTÔNIO CORRÊA CUSTODIO 15/01/1927 A 14/09/1927
MESIAS DE GOES VIEIRA 15/09/1927 A 14/01/1928
MARCOS VIEIRA 15/01/1928 A 01/01/1929
ANTÔNIO VIEIRA ROCHA 15/01/1919 A 26/01/1930
ARIOVALDO CASELLI DE CARVALHO 31/10/1930 A 07/05/1931
CARLOS GUNDMARO DE SOUZA MEIRELLES 07/11/1932 A 10/08/1934
JOSÉ EMILIO DEL CÍSTIA 20/08/1934 A 16/02/1936
EMÍLIO DEL CÍSTIA 17/02/1936 A 31/12/1936
SEBASTIÃO DE CARVALHO ANDRADE 01/06/1937 A 30/01/1938
LAURO BERTONI 31/01/1938 A 17/06/1938
JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA 18/06/1938 A 15/01/1942
HIPÓLITO DE ALMEIDA MELO 16/11/1942 A 16/03/1944
NICOLAU VERGUEIRO JUNIOR 17/03/1944 A 31/10/1944
MÁRIO MONTEIRO DE FRANÇA 01/11/1944 A 24/03/1947
VICTORIO BERTONI 12/04/1947 A 31/12/1947
MÁRIO MONTEIRO DE FRANÇA 01/01/1948 A 31/12/1951
JOÃO GOBBO SOBRINHO 01/01/1952 A 31/12/1955
LEÔNIDAS DEL CÍSTIA 01/01/1956 A 31/12/1959
SAMUEL CYPRIANO DE OLIVEIRA 01/01/1960 A 31/12/1963
BENEDITO GARCIA RIBEIRO 01/01/1964 A 31/12/1968
ANTÔNIO VIEIRA SOBRINHO 01/01/1969 A 31/12/1972
BENEDITO GARCIA RIBEIRO 01/01/1973 A 31/12/1976
ANTÔNIO VIEIRA SOBRINHO 01/01/1977 A 31/12/1982
ANTÔNIO JURANDI DOGNANI 02/02/1983 A 31/12/1988
BENEDITO GARCIA RIBEIRO 01/01/1989 A 31/12/1992
JOSÉ MANESCO 01/01/1993 A 31/12/1996
ANTÔNIO JURANDI DOGNANI 01/01/1997 A 31/12/2000
JOSÉ DA COSTA 01/01/2001 A 31/12/2004
JOSÉ DA COSTA 01/01/2005 A 31/12/2008
PAULO AMAMURA 01/01/2009 A 31/12/2012
HAMILTON CESAR BORTOTTI 01/01/2013 A 31/12/2016
HAMILTON CESAR BORTOTTI 01/01/2017 A 31/12/2020
LUCIANO FILÉ 01/01/2021 A 31/12/2024

OBS.:
O SENHOR HILARIANO NOGUEIRA DE AZEVEDO FOI O PRIMEIRO PREFEITO DE FARTURA.





Acervo Digital

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