ILHA SOLTEIRA

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ILHA SOLTEIRA - Murutinga do Sul




Memorial

Ilha Solteira
Ilha Solteira
Murutinga do Sul

Prefeitura  da Estância Turística de Ilha Solteira

Praça dos Paiaguas, 86
CEP: 15385-000
Fone: (18) 3743-6033
Email: paulo.nobrega@ilhasolteira.sp.gov.br
Site: www.ilhasolteira.sp.gov.br

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM   
A cidade de Ilha Solteira começou a receber seus primeiros moradores, no dia 15 de outubro de 1968, surgindo em razão do enorme contingente de mão de obra necessária a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Em reunião realizada no dia 09 de outubro de 1968 a Diretoria da CESP - Centrais Elétricas de São Paulo S/A, criou uma administração especial para Ilha Solteira, à AEIS, a quem caberia planejar, coordenar, executar, controlar e avaliar as atividades necessárias à implantação e administração da cidade, de acordo com as diretrizes da Diretoria da CESP. Em 03 de fevereiro de 1969, o então Governador Dr. Abreu Sodré, oficializou a decisão da Diretoria da CESP, assinando o Decreto Lei Estadual nº. 51352, com base na Lei Orgânica dos Municípios, instituindo o regime de administração especial para a cidade. Em 17 de fevereiro de 1970, através da Lei Municipal nº. 812, o município de Pereira Barreto, celebra convênio, que delega a AEIS, o exercício das atribuições constantes dos artigos três e quatro da Lei Orgânica Municipal, dentro da área de propriedade da CESP, e estabelece ainda os procedimentos relativos à tributação, retorno do ICMS, cobrança de taxas e serviços, plano urbano, normas de edificação, expedição de atos e alvarás. O planejamento urbano e sua estrutura física ficaram a cargo do escritório técnico CARVALHO MONGE E ARIAK KATO. Construída pela CESP, a cidade foi resultado de um planejamento urbano e manteve seu traçado pouco modificado, enquanto permaneceu sob a administração da referida empresa. Em outubro de 1970, a nomenclatura das vias e logradouros da cidade foi estabelecida de acordo com o mapa do Brasil, onde cada alameda corresponde ao nome de um Estado, e cada quadra, chamada de “Passeio”, recebeu o nome de uma cidade do Estado à que se refere à alameda.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 30 de dezembro de 1971, a sede do Distrito de Bela Floresta, foi transferida para Ilha Solteira, pois desde 1968, o núcleo urbano pertencia ao Aglomerado Rural de Bela Floresta, localizado no município de Pereira Barreto.

A LUTA PELA CONQUISTA DA LIBERDADE
Em 1987, teve início à movimentação pela emancipação. Os membros da Comissão de Emancipação, durante a campanha do plebiscito, receberam o apoio de importantes personalidades e políticos, como o Deputado Ulysses Guimarães, o Governador Orestes Quércia, Deputado Edinho Araújo, Deputado Hélio Rosa e muitos outros (emancipacionistas), que estavam comprometidos com a causa da emancipação também em outros Distritos. Em visita a Ilha Solteira, o então Governador Orestes Quércia, manifestou ser favorável a emancipação do município, porém, mesmo com esse expressivo apoio não foi possível à realização do plebiscito naquela ocasião. Porém os Ilheenses sentiram que não estavam sozinhos nesta luta, e já não aceitavam mais, serem tutelados por uma empresa ou por outra cidade. No mês de maio, atendendo convocação da administração, centenas de pessoas estiveram em Assembleia Geral, realizada na Casa da Cultura, para constituição da Comissão Pró Emancipação de Ilha Solteira. Após dezenas de viagens à Brasília, e a certeza que a Constituição de 1988, daria condições para a emancipação, tem inicio a negociação com a Assembleia Legislativa em São Paulo. O processo para emancipação foi aprovado e encaminhado para o Tribunal Regional Eleitoral. Foi marcado o Plebiscito. Um importante passo estava dado, à cidade ficou em festa, outdoors conclamavam a população a votar dizendo SIM. Entretanto, a cidade de Pereira Barreto, não admitia na ocasião, perder o Distrito, e através de Liminar da Justiça, obteve a suspensão do plebiscito. A frustração foi geral. Á população é negado o Direito Básico da Democracia. Em 1990, uma nova Comissão é formada em Ilha Solteira, e em reunião com outra Comissão formada em Pereira Barreto, reinicia-se o processo de renegociação, visando à emancipação da cidade graças também ao projeto de Lei Complementar em tramitação, á época, na Assembleia Legislativa, que regulamentava e normalizava o poder no município, quanto às divisas, criação e extinção dos Distritos, conforme prevê a Constituição. Do acordo, entre as partes envolvidas, resultou: a Usina de Três Irmãos passou para Pereira Barreto, e o Distrito de Ilha Solteira teve sua área ampliada em aproximadamente 61km². Por ter tido uma área maior, inundada com a formação do Lago, Ilha Solteira obteve um percentual significativo na divisão dos Royalties, proporcionando assim uma melhor arrecadação para o município.  Ilha Solteira sonhava com sua liberdade, não podia mais ficar vinculada ao município de Pereira Barreto. A luta pela emancipação passou a tomar forma em 1984.  Em maio de 1987, foi constituída a Comissão de Emancipação que começou uma árdua luta. O Presidente da Comissão de Emancipação, Alcides de Aquino Garcia (Cidinho da Padaria), teve seu nome registrado na história de Ilha Solteira como líder do Movimento da Emancipação. Os demais componentes eram: Antônio de Almeida, Antônio C. da Silva, Adilson F. do Nascimento, Daniel Yokoyama, Demival Vasques, Francisco Albano Gomes, George Antônio Méllios, Jair Gomes, Karim Miguel, Nélson Cândido (in memoriam), Orides E. Sobrinho, Paulo Rosa, Walmir Geralde e Walmir Garcia Dias.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de dezembro de 1991, o Governador Dr. Luiz Antônio Fleury Filho, cria o Município de Ilha Solteira através do Decreto Lei Estadual nº. 7664, quando então, o núcleo urbano de Ilha Solteira, deixa de ser um aglomerado rural do Distrito de Bela Floresta, conquistando sua emancipação político-administrativa. No dia 03 de março de 1992, o povo elegeu o primeiro Prefeito, Dr. Edson Gomes e o Vice Prefeito Professor Vinício Martins do Nascimento. O candidato a Vereador João de Oliveira Machado foi o mais votado nesta eleição. Passou a ter identidade própria, com mudanças significativas, assumindo sua autonomia. Em 13 de abril de 2000 é elevada à categoria de ESTÂNCIA TURÍSTICA. Em 29 de junho de 2001, através do Decreto Lei Estadual nº22, é decretada ILHA CAPITAL DA CULTURA. Em 29 de abril de 2005, através da Lei Complementar nº 877/2000, Ilha Solteira foi elevada a condição de Comarca.

CIDADE PLANEJADA PARA SER AUTÔNOMA
Ilha Solteira tem peculiaridades que a destacam dos demais municípios emancipados: é uma cidade jovem, fundada em 1968, que já nasceu com todas as condições para oferecer uma boa qualidade de vida à sua população. Seu território, então localizado no Distrito de Bela Floresta, no município de Pereira Barreto, se originou da desapropriação de 700 alqueires da Fazenda Caçula, destinados à implantação do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Como não havia qualquer infraestrutura urbana próxima ao local que pudesse dar apoio aos seus trabalhadores, durante o longo período previsto para a execução da obra, a cidade foi construída, especialmente para abrigar esse enorme contingente de mão de obra. Seus primeiros habitantes vieram de Jupiá - a Vila Piloto - transferidos pela CESP e empreiteiras. Quando a primeira família chegou, no dia 15 de outubro de 1968, o núcleo, embora ainda um acampamento em construção, já dispunha de mais de 500 casas e um completo sistema de infraestrutura sanitária, elétrica e de comunicações. A “Cidade Satélite”, como era conhecida, a princípio aquele núcleo populacional, foi batizado pelos trabalhadores locais de “Ilha Solteira”, por causa de uma ilha solitária no Rio Paraná, à jusante da construção da barragem. Aliás por força do costume, seus habitantes são denominados “ilhenses”, e não “ilhasolteirenses” como se poderia imaginar. Tendo em vista a situação peculiar de Ilha Solteira, misto de cidade e acampamento de obras da CESP, foi criada a Administração Especial de Ilha Solteira - AEIS, pelo Decreto nº 51352, de 03/02/1969. Com base no convênio celebrado entre a CESP e a Prefeitura de Pereira Barreto, a AEIS passou a exercer a administração local, através de um Administrador nomeado por aquela empresa. Quando foi inaugurada oficialmente a Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, em 16 de janeiro de 1974, a cidade, planejada para uma população em torno de 35.000 habitantes, já contava com mais de 20.000 habitantes, áreas urbanizadas, diversas casas comercias e inúmeros estabelecimentos de ensino, dentre outros serviços públicos. Enquanto as obras prosseguiam, anunciando cada dia mais a proximidade do final da construção da usina - cujo último grupo gerador entrou em funcionamento em 28 de dezembro de 1978, crescia na população, com o total apoio da CESP, o legítimo anseio de se tornar uma cidade independente, desvinculando-se de Pereira Barreto. Foi em 1984, que o movimento pela emancipação de Ilha Solteira começou a tomar forma. Mas essa luta só veio a se consolidar, em 1987, quando foi constituída a Comissão de Emancipação, presidida por Alcides de Aquino Garcia, o Cidinho da padaria, um dos primeiros moradores de Ilha Solteira. A luta não foi fácil, pois a oposição do município, que resistia à perda daquela importante área, obrigou suas lideranças a inúmeras tentativas de acordo, para que o processo de emancipação, que inclusive teve o plebiscito sustado nas vésperas de sua realização, pudesse alcançar êxito. Somente em 1990, quando se chegou a um acordo sobre as divisas do novo município, é que Ilha Solteira, atendendo aos requisitos estabelecidos na Lei Complementar 651/90, pode finalmente conquistar sua almejada autonomia. Assumindo identidade e administração próprias, Ilha Solteira desenvolve cada dia mais sua economia, com a expansão do comércio e a instalação de novas indústrias. Ademais, o seu potencial turístico, com recursos naturais e artificiais, tem atraído visitantes de todos os lugares, que desfrutam de suas praias artificiais – Marina e Catarina, da pesca em seus rios e de suas atrações culturais e técnico científicas.
Os Primeiros Representantes – eleitos em 1992
PREFEITO MUNICIPAL: Edson Gomes, casado comOdília Gomes.
VICE-PREFEITO: Professor Vinício Martins do Nascimento
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – João de Oliveira Machado, Marco Antônio de Paula, Joaquim Cardoso Lemos, Paulo Sérgio Botacio, Dr. Wilfredo Rodrigues Silva Martins, Lutério Alves Rosseto, Adalberto Casali, Dr. Dilson Cesar Moreira Jacobucci e Antônio Menegasso.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.

ORIGEM DO NOME
Descrição do atrativo: É uma ilha fluvial situada a 800m da jusante da UHE, batizada assim, devido à existência à 12 quilômetros dela, de um arquipélago fluvial com cinco ilhas, cujo nome é Cinco Ilhas. Desta forma, a ilha em questão, por estar sozinha, foi denominada Ilha Solteira. A Ilha é repleta de espécies nativas da fauna e da flora regional, possui 2.000 metros de comprimento por cerca de 300 metros de largura. A Lei nº 1125, de 06 de fevereiro de 2004, declara Área de Proteção Ambiental, a Ilha Fluvial denominada Ilha Solteira, localizada entre a divisa do município de Ilha Solteira, Estado de São Paulo e o município de Selvíria, Estado do Mato Grosso do Sul. Seu acesso se faz pelo Porto de Navegação, situado à margem esquerda do rio Paraná.

LENDA - A VELHA BARRAGEIRA
Parte das terras necessárias para a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira pertencia a uma senhora que não queria vende-las. No entanto, as mesmas foram alagadas e a senhora foi remanejada das suas terras. Passado certo tempo, a senhora faleceu e tornou-se um problema impressionante. Diz à lenda que caminhoneiros davam carona para a velha, e quando chegava à rotatória da cidade, ela não mais se encontrava na cabine. Esse fato por muito tempo assustou os caminhoneiros que passavam pelo município de Ilha Solteira.

EXPRESSÃO: “BARRAGEIRO”
A construção da cidade teve seu inicio em 1966, e seu término em 1968, foi quando vieram para cá as primeiras famílias para trabalharem na barragem, na Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Muitos foram os operários “Barrageiros” que aqui trabalharam construindo o que hoje é um município forte. Acostumamo-nos com o termo “Barrageiro”, em vez de operários, o qual passou a ser parte da nossa rotina e vocabulário. A Rodovia SP-595, que liga à SP-300 à Santa Fé do Sul, passando por Ilha Solteira, recebeu também o nome de Rodovia dos Barrageiros. Atualmente recebe esse nome, de Ilha Solteira à Santa Fé do Sul, pois o trecho compreendido entre a SP-300 e Ilha Solteira, foi denominada de Rodovia Gerson Dourado, em homenagem ao ex Prefeito de Itapura, já falecido.

TURISMO
A identidade desta terra rica e famosa caracteriza-se pela soma da cultura, tradições e costumes dos diversos povos que a compõem, e dos atrativos de rara e grande beleza que a diferenciam dos municípios de toda à região dos Grandes Lagos.
Ilha Solteira é única, e todos que a visitam, encantam-se com tudo o que oferece: desde a infraestrutura básica, constituída de todos os benefícios para a sua população, como suas belezas incomparáveis como é o caso da UHE Ilha Solteira, suas magníficas praias, o Centro de Conservação da Fauna Silvestre, a pesca e outros tantos que a tornam um centro diversificado de serviços e atrativos só encontrados em polos turísticos de determinada complexidade.

FESTIVAL NACIONAL DE MPB DE ILHA SOLTEIRA - DA COR DA BAHIA À VELHA BARRAGEIRA
11.000 formas de se contar uma história:

Quantas histórias no mundo têm o privilégio de ter a sua própria trilha sonora? A história do Festival MPB de Ilha Solteira é uma das raras que podem ser contadas única e exclusivamente através da música. Cada uma das notas, melodias e interpretações executadas ao longo dos últimos 33 anos, são responsáveis pela ressonância que o Festival tem hoje em todo o território nacional.
São pelo menos 10.500 ângulos diferentes para se cantar uma mesma história, como se cada uma das mais de 1.000 canções inscritas até hoje, fossem o testemunho da evolução e da maturidade deste evento. Da Cor da Bahia a Mira, e “Velha Barrageira”, ambas as canções premiadas no Festival, a um tempo de 35 anos, entre rimas, versos, aspirações, lutas e paixões. Mas é para isso que são feitos os espaços. Para serem preenchidos, de preferência com música de primeiríssima qualidade.
Afinado com os grandes festivais de música popular brasileira, como os promovidos pela TV Excelsior e Record, o Festival de Ilha Solteira teve seu primeiro eco em 1971, com a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, a cidade recebia migrantes vindos de todas as partes do país em busca de melhores condições de vida e de trabalho, e a política local era a de avalizar este sonho dourado, criando oportunidades de desenvolvimento para todos na área da educação e cultura. Dentre as iniciativas, a mais notória foi o Curso de Educação para Adultos. Coordenado por professores visionários, o curso rapidamente viria a se tornar a pauta musical necessária, sobre a qual se escreviam as futuras notas do Festival MPB de Ilha Solteira. Tão logo a ideia de se fazer um festival de música tomou forma e ganhou a opinião pública, o 1° Festival Estudantil da Música Brasileira de Ilha Solteira, finalmente se oficializou, ganhando como palco as antigas instalações do Cine Brasil. Desde então o Festival MPB de Ilha Solteira nunca mais perdeu o compasso. A partir do segundo Festival, o evento começa a ganhar maior projeção com a abertura de inscrições para candidatos de todo o país. Dois anos depois, em 1974, é definitivamente incorporado ao calendário de eventos de Ilha Solteira, como parte das comemorações do aniversário da cidade. Nem mesmo a crise que atravessou o Festival, entre 1980 e 1982, por ocasião do desligamento da Administração da CESP de Ilha Solteira na organização do evento, foi capaz de silenciar as torcidas organizadas. Seguindo uma carreira solo, e com o apoio de empresários locais, o evento decolou. Com suas faixas decorativas, a plateia se multiplicava em progressão geométrica, assim com centenas de canções, os assobios histéricos e o ideal da música a mais livre e artística forma de expressão da juventude. De 1983 até chegarmos aos dias de hoje, passaram pelos palcos do Festival, shows como: Kiko Zambianchi, Premeditando o Breque, Arrigo Barnabé, Almir Sater, Jane Duboc, Toquinho, Belchior, Zé Geraldo, Sá e Guarabira, Boca Livre, MPB-4, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Guilherme Arantes, Oswaldo Montenegro, Jorge Vercílo, Chico César, Geraldo Azevedo, entre dezenas de cantores e compositores brasileiros, cuja verve artística e politizada, se identifica com o verdadeiro propósito de um festival: dar voz ao Brasil de cada Brasil, nas suas múltiplas manifestações, acordes e ritmos. Os palcos também mudaram ao longo do tempo.
Deixando o salão do Cine Brasil, o Festival passou pelas areias da Praia Catarina e se instalou definitivamente a partir de 1986, na Casa da Cultura de Ilha Solteira, ex-Cine Ilha. Por esses palcos, muitos intérpretes obtiveram o êxito necessário e o respaldo do público para gravarem seus discos e serem reconhecidos pela mídia de muitas regiões do país. Nomes como Renato Motha, Paulo Padilha, Rafael Altério, Paulo César Pinheiro, André Tiso, Zé Geraldo, Tato Fisher, Eudes Fraga, Beto Santos, Sérgio Augusto, Bráulio Tavares, Zé Alexandre, Thironi, Tavinho Lima, Nilson Chaves, Milton Edilberto, Celso Viáfora e Jota Maranhão engrossam a lista. Mas se os artistas e os palcos passaram, a energia e a comunhão gerada pelo festival é um estribilho sem fim. No total dos 35 festivais realizados, mais de 100 mil pessoas compareceram, entre compositores, intérpretes, músicos e afins, além da população em geral, oriundos das mais diversas localidades. Em média, a cada ano a cidade de pouco mais de 25 mil habitantes, é arrebatada por um público no evento de mais de quatro mil pessoas.
Tudo isso, para apenas quatro dias de festival, muito embora esse apenas simplifique, na verdade, uma cuidadosa e complexa operação de eventos. Abandonando o malabarismo característico de épocas em que terminologias como marketing estavam longe ainda de aportar no cenário musical brasileiro, o Festival MPB de Ilha Solteira foi seu próprio regente na concepção de toda a estratégia e realização do evento. Assim o Festival acontece anualmente em duas etapas. Na primeira, é feita uma triagem das músicas inscritas por um júri composto de músicos, professores de língua portuguesa e de música, além de expoentes do universo da Música Popular Brasileira.
Através do julgamento deles, são selecionadas 30 composições que participarão da segunda etapa. É chegada a hora do Festival. As 30 canções são apresentadas nos três primeiros dias. A “Noite Ilhense” é realizada as eliminatórias da Fase Nacional. Destas, apenas 14 participam da grande final no quarto dia, e então são conferidas as premiações. Do 1° lugar ao 5º lugar. Do 6° ao 14° lugares, melhor letra, melhor intérprete, melhor de Ilha Solteira e aclamação popular. Tradicionalmente o festival apresenta sempre uma grande atração como show de encerramento com artistas de repercussão nacional.
Nos últimos anos, cantores como Almir Sater, Chico César, Geraldo Azevedo e Luiza Possi fizeram o show de encerramento. Para dar movimento a toda essa música com maestria, o Festival MPB de Ilha Solteira usa como instrumento de divulgação as mídias regionais, como jornais, emissoras de rádio e televisão, além de propaganda veiculada em cartazes e outdoors, propagando também o evento nas escolas de primeiro e segundo graus, e nas Universidades e Faculdades. Além disso, envia, a partir de um banco de dados próprio, o material publicitário do festival e regulamento para participantes em todo Brasil.
Tudo isso com o claro objetivo de fazer o evento com a melhor qualidade possível e projetar Ilha Solteira como um verdadeiro centro cultural e turístico. Mas... E o que fica dessa história toda? (O que fica é o ímpeto de realizar a cada ano um festival) à altura da nossa música popular brasileira. Fica o desejo de fazer com que a nossa MPB assuma as suas mais variadas vozes, independente do tom, da cor, do sexo, do arranjo. O resto? O resto é canção. Daqui uns tempos, a gente canta a mesma história com outras onze mil e quinhentas canções.

ATRATIVOS NATURAIS
RIO PARANÁ:
O rio Paraná é formado pelo encontro das águas dos rios Grande e Paranaíba, a aproximadamente 60 quilômetros da montante da UHE Ilha Solteira. Possui a maior potência instalada de energia elétrica, destacando-se em sua bacia grandes usinas, tais como: UHE Eng. Souza Dias, UHE Ilha Solteira, UHE Itaipu, entre outras. Forma com o Rio Tietê a maior hidrovia da América do Sul, a Hidrovia Tietê-Paraná, que no futuro unir-se-á à Hidrovia Paraná-Paraguai.
RIO TIETÊ: O Rio Tietê possui 1.100km de extensão. Nasce no município de Salezópolis, numa altitude de 1.030m, a 22 km do Oceano Atlântico e desemboca no Rio Paraná no município de Itapura. É um rio histórico que permitiu as entradas e bandeiras, e o desenvolvimento da cafeicultura e da industrialização. Na sua margem direita, na desembocadura no rio Paraná, foi construída no governo de Dom Pedro II, a Vila Militar de Itapura, durante o período da Guerra do Paraguai. A vila localizava-se logo após os Saltos de Itapura. Hoje o rio está ligado ao Rio São José dos Dourados, pelo canal de Pereira Barreto, incorporando os 400 km do tramo norte da Hidrovia Tietê-Paraná, ligando São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
RIO SÃO JOSÉ DOS DOURADOS: O rio São José dos Dourados nasce no município de Mirassol, desaguando no rio Paraná. Corta o município de Ilha Solteira e hoje está ligado ao rio Tietê pelo Canal de Pereira Barreto, que incorporou os 400 km do tramo norte da Hidrovia Tietê-Paraná. Sua bacia é constituída de aproximadamente 35 afluentes, e 25 municípios em toda a sua extensão. Por ser um rio de corredeiras, favorecia a piracema do dourado, peixe que lhe empresta o nome, que entrava através do rio Paraná, procurando a cabeceira do rio São José dos Dourados para a desova.

PRAIAS ARTIFICIAIS
PRAIA CATARINA: Local de lazer destinado às comunidades local e regional. Possui infraestrutura de acesso pavimentado, com iluminação, duchas, lanchonetes, restaurantes, quadras poliesportivas, estacionamento para ônibus e carros, calçadão iluminado, telefone público, ancoradouro, área para camping e área gramada com floreiras, 26 quiosques, três sanitários (masculino e feminino).
PRAIA MARINA: Atualmente o local contém infraestrutura voltada para a prática do windsurfe, jet-ski, prancha à vela, motor e canchas, ainda tem um bar e lanchonete com todos os serviços de petiscos e bebidas, sanitários (feminino e masculino), área para embarque e desembarque, barracão, telefone público, acesso pavimentado com iluminação e campos de futebol.
RESERVATÓRIO DE ILHA SOLTEIRA: Com o represamento do Rio Paraná pela UHE Ilha Solteira, formou-se um imenso reservatório de água com 21 bilhões de metros cúbicos de água, correspondente a seis ou sete vezes o volume de água da Baía de Guanabara. Esse reservatório se estende até a UHE São Simão, no rio Paranaíba e até a UHE Água Vermelha, no rio Grande. Ele está entre os três maiores reservatórios do Brasil, sendo superado por Tucuruí (45 bilhões de m3) e Itaipu (29 bilhões de m3).

ZOOLÓGICO
O Centro de Conservação da Fauna Silvestre, zoológico, foi construído em 1979, pela administração da CESP, com a finalidade de melhor abrigar alguns animais provenientes do enchimento dos reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira.
É reconhecido pela comunidade Zoológica Nacional, com as quais mantêm intercâmbio, pelos trabalhos de alto nível na preservação, reprodução e criação em cativeiro de espécies como o jacaré-de-papo amarelo, arara canindé, tamanduá-bandeira, bugio vermelho, cervo-do-pantanal, lobo-guará, jaguatirica, cachorro-do-mato-vinagre, entre outros, sendo pioneiros em alguns deles, como no caso do aleitamento artificial de cervos do pantanal.
O zoológico serve como núcleo para trabalhos de educação ambiental, realizado pela Divisão de Programas Físicos e Bióticos da Diretoria de Meio Ambiente da CESP. Possui 48 espécies, numa área de 18 hectares. O zoológico é um dos lugares mais procurados pelas famílias nos fins de semana e feriados.
Gentílico: Ilhense

 

GALERIA DOS ADMINISTRADORES

 

EDSEL UDUVALDO BRITO VILA PILOTO
GENERAL JOÃO DA ROCHA FRAGOSO 02/1968 à 02/1969
GUILHERME MONTEIRO JUNQUEIRA 02/1969 à 02/1972
SAUL MATHEUS BERTOLACINI 02/1972 à 06/1972
SÉRGIO SAMPAIO LAFFRANCHI 06/1972 à 06/1976
CEL. ANTONIO LEPIANI 06/1976 à 09/1978
HÉLIO SILVA 10/1978 à 05/1981
SAUL MATHEUS BERTOLACINI 06/1981 à 08/1982
TELÉSFORO DE PAULA PRATA 06/1983 à 06/1987
FELÍCIO YUNES JÚNIOR 06/1987 à 04/1991
JOAQUIM CARDOSO LEMOS 04/1991 à 10/1991
MAURÍCIO ESTEVAN 10/1991 à 01/1993
 

 

GALERIA DE PREFEITOS

 

DR. EDSON GOMES 01/01/1993 à 31/12/1996
SEBASTIÃO DE PAULA 01/01/1997 à 31/12/2000
DR. DILSON CÉSAR M. JACOBUCCI 01/01/2001 à 31/12/2004
ODILIA GIANTOMASSI GOMES 01/01/2005 à 03//2008
DR. BENTO CARLOS SGARBOZA 04/2008 à 31/12/2008
DR. EDSON GOMES 01/01/2009 à 31/12/2012
BENTO CARLOS SGARBOZA 01/01/2013 à 31/12/2016
MANUEL ZINEZI 01/01/2017 à 31/12/2020
OTÁVIO AUGUSTO GIANTOMASSI GOMES 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Dr. EDSON GOMES, foi o primeiro Prefeito de Ilha Solteira.

 





Acervo Digital

Com a ajuda de vários colaboradores reunimos um acervo de fotos antigas desta cidade. Caso você tenha fotos antigas desta cidade, contribua conosco, enviando-as para o e-mail: contato@memorialdosmunicipios.com.br

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