RINCÃO

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RINCÃO - Guaíra




Memorial

RINCÃO
RINCÃO
Guaíra

Prefeitura Municipal de Rincão

Rua 21 de Novembro, 256 - Centro
CEP: 14830-000
Fone: (16) 3395-9100
Email: rincao@rincao.sp.gov.br
Site: www.rincao.sp.gov.br

 

 

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
OS PRIMEIROS HABITANTES: OS ÍNDIOS

Os arredores de Rincão, assim como a maior parte da região que o circunda, teve como primeiros habitantes índios, provavelmente da etnia Guaianás, mas estudiosos não conseguiram provar até hoje a real identidade dos primitivos moradores desta região do Estado de São Paulo. Muitos historiadores, antropólogos, etc., ainda divergem sobre as tribos que habitavam a região, a maioria afirmando que eram Guaianazes, outros que eram Caiapós, e uma minoria que eram Kaingangues. Mesmo com a identidade indefinida, pode-se afirmar que os índios aqui construíram sua aldeia, já que foram encontrados vestígios desses antigos habitantes em algumas fazendas da região. Como exemplo, podemos citar a URNA FUNERÁRIA indígena, chamada de Igaçaba, encontrada (ainda com os ossos em seu interior), na fazenda do senhor João Rapatone, quando a terra era preparada para a lavoura. O artefato encontra-se atualmente no laboratório do Colégio Estadual de Rincão. Com o passar do tempo, as tribos foram dizimadas por doenças, (em sua maioria, trazidas por europeus), e massacres, fator que obrigou os índios a deixarem suas terras para os brancos, que chegaram a eliminar tribos inteiras. Infelizmente, não existem registros que possam comprovar o destino dos índios que habitaram a região de Rincão, mas pressupõe-se que, tendo entrado em contato com o homem branco, a população indígena tenha sido quase que totalmente exterminada.

AS SESMARIAS
As Sesmarias que formaram o atual município de Rincão foram: Almas, Rancho Queimado, Anhumas, Bonfim e Simão (atual Motuca) todos resultantes da divisão de terras levada a efeito por Pedro José Neto, fundador de Araraquara.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Por volta de 1880 existia em “Paciência”, apenas três casebres feitos de taipa e barro. Em 1884, corria rumores de que a Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF) iria estender seus trilhos até o “Rincón”. A notícia da vinda da estrada de ferro estimulou os proprietários de terras, principalmente os proprietários da Fazenda São José da Cachoeira, (os irmãos João Caetano Sampaio, Luiz Caetano Sampaio e Francisco Caetano Sampaio) que, inteirando-se do local exato por onde passariam os trilhos, fundaram em PACIÊNCIA uma Vila, construindo uma capela e dando ao local a denominação de RINCÃO. A população conforme assinalado, concentrava-se à margem direita do córrego da Paciência, continuando a fazenda a conservar o primitivo nome até hoje existente, de São José da Cachoeira. Em primeiro de abril de 1892, a Companhia Paulista concluiu a instalação dos trilhos até Hammond, (uma estação próxima a Motuca), e a estação Ferroviária foi inaugurada, influindo em motivos especiais, como a atividade agrícola. O primeiro Chefe de Estação foi o senhor Gastão Vieira. É bastante provável que em 1892 já tivesse sido criada a “Freguezia de Rincão”, segundo informes colhidos e depoimentos prestados por pessoas que habitavam esta localidade. Ainda segundo relatos, quinzenalmente o padre Antônio Cesarino, vigário da Paróquia de Araraquara, vinha a Rincão celebrar missas. Os irmãos Caetano Sampaio são considerados os fundadores da cidade de Rincão.

A ORIGEM DO NOME RINCÃO
Na linguagem comum, rincão é um lugar qualquer, mas o aspecto geográfico a que se refere o vocabulário colhido em tempos remotos, tem características próprias. No século XIX, tropeiros gaúchos conduziam animais de carga para serem comercializados na região, e montavam seu acampamento em um local que denominavam Rincón, cujo significado aproximado é: um lugar naturalmente abrigado, tanto por matas, rios, morros, arroios, capões ou qualquer outro lugar que oferecesse boas condições de abrigo. A criação de gado exigia o uso de lugares apropriados para manter o rebanho, sendo as águas dos rios um dos obstáculos naturais, como também os morros e capões de mata. Rincão era a curva do rio que permitia manter reunido o gado ou tropas, porque fechada por três lados, o quarto lado ficava com os peões, que encurralavam o gado, evitando, assim, fugas. O local escolhido para o acampamento dos tropeiros era rodeado por morros e matas, por um córrego de cada lado e situava-se nas proximidades da Fazenda São José da Cachoeira, próxima à povoação de Paciência, que mais tarde daria início à cidade de Rincão.

AS FAMÍLIAS PIONEIRAS
As mais antigas famílias residentes nesta região, ou que aqui tiveram propriedade, segundo inventários feitos à época foram: Antônio Pedro Alves (1848), José Alves Victorino (1852), Pedro Pires (1854), José Alves do Vale (1856), Luiz Caetano Sampaio (1859), Manuel José do Amaral (1860), José Domingues (1846),  João Serafim da Silva (1865), José Joaquim Esteves (1865),  Severino José do Vale (1867), José Gonçalves de Amorim (1868), Manuel Martins de Aguiar (1869), Joaquim Teixeira do Amaral (1870), Luiz Bernardo Pinto Ferraz (1875), Germano Xavier de Mendonça (1878), sendo que  na  propriedade destes dois últimos, existiam muitos escravos libertados,todavia, muito antes da publicação da Lei Áurea.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O Distrito de Paz de Rincão foi criado pelo Decreto Lei nº 1914, de 24 de dezembro de 1909, e a 11 de maio de 1910, o Distrito foi instalado, sendo nomeado o primeiro escrivão da cidade o senhor Joaquim Vieira de Moura.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 1928, surgiu o primeiro grupo de moradores que pleiteava a emancipação de Rincão. Esse grupo formou uma comissão chefiada pelo Dr. Joaquim Duarte Pinto Ferraz e era composta por: Dr. Camilo Gavião de Souza Neves, Joaquim Antônio Vieira, José Gomes Bonfim, Manoel Olímpio dos Santos, Januário Colesanti, Ângelo Tozzo, Dr. Carlos Luís Malferrari, Sebastião Teixeira do Amaral, Antônio Ferreira Valente, Rosário Servidoni e Augusto Freire. A comissão realizou grandes esforços a fim de obter a emancipação do Distrito, que era subordinado à Araraquara, mas o senhor Plinio de Carvalho, prefeito, e o senhor Bento de Abreu Sampaio Vidal (o plantador de cidades, destaque para os municípios de Bento de Abreu e Marilia) na ocasião presidente da Câmara Municipal de Araraquara, vetaram a emancipação de Rincão, por julgá-la prejudicial aos interesses daquele município. A luta pela emancipação da cidade durou cerca de vinte anos e, em 1948, outra comissão, (apoiada pela Lei Orgânica dos Municípios), foi formada pelos senhores: Alfeu Palone, Álvaro Faria, Antônio Ferreira Valente, Artur Urbano, Fidellis Ranalli, Honório Tonucci, Lázaro Teixeira de Camargo, Paschoal Colesanti e outros. Essa comissão, acompanhada pelo Deputado Nelson Fernandes, em 19 de abril de 1948, deu entrada aos documentos necessários na Comissão de Geografia e Estatísticas da Câmara dos Deputados de São Paulo, cujo presidente era o Deputado Silvio da Cunha Bueno e o relator da matéria foi o Deputado Aristides de Castro Carvalho. Para que a cidade fosse finalmente emancipada, a Mesa da Assembleia Legislativa determinou que, de acordo com a resolução nº 39, de 20/08/1948, fosse realizado um plebiscito para que os habitantes votassem ou não pela emancipação. O Tribunal Regional Eleitoral realizou o plebiscito em 17/10/1948, e o resultado foi de 1.930 votos pró e 33 contra a elevação de Rincão a município.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 24 de dezembro de 1948, foi sancionada a Lei que criou 64 novos Municípios e, entre estes, estava o de Rincão, também beneficiado pelo Decreto Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, com a denominação de Rincão, desmembrado do município de Araraquara. Sua instalação verificou se em 26 de março de 1949. A primeira eleição para escolha do Prefeito e da Câmara dos Vereadores do novo município foi realizada em 13 de março de 1949, e os vereadores eleitos foram: Fausto Teixeira do Amaral (Presidente), Antônio Lollato (Vice Presidente) Serafim Ignácio (Primeiro Secretário), Natale Chierice (Segundo Secretário), Álvaro Faria, Antônio Costa, Antônio Sperafico, Artur Urbano, Cesar Minto, Euclides Alves Ferreira de Campos, Fidellis Ranalli, José Matias e Sebastião Bueno. O primeiro Prefeito eleito foi o senhor Joaquim Vieira Moura Filho, e todos foram empossados em 26/12/1949, e a seguir instalaram-se as demais repartições municipais e estaduais.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
Ano de 1884 – Fundação de Fundação de Rincão.
Fundadores: João Caetano Sampaio, Luiz Caetano Sampaio, Francisco Caetano Sampaio. Antigos lavradores, provenientes da cidade de Campinas.
Em 01/04/1892 – Conclusão das obras de assentamento dos trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro – Inaugurada a Estação de Rincão.
Em 1903 – Inaugurada a Cia. Paulista de Transportes Fluviais, trafegando pelo Rio Mogi-Guaçu até Porto Ferreira.
Em 1908 – Inaugurada a Cadeia Pública e a Delegacia de Policia de Vila Rincão.
Em 24/12/1909 – A Vila de Rincão, através do Decreto número 1.194, é elevada a categoria de Distrito de Paz.
Em Agosto de 1912 – O padroeiro do Distrito, São Luiz Gonzaga foi elevado a curato. O primeiro vigário foi o padre José Antônio Monteiro Felippe.
Em 1914 – Inaugurado o serviço de Luz elétrica, abrangendo de uma só vez, vias públicas e domicílios. O trabalho foi da então Companhia de Eletricidade de Araraquara S.A., pois o sistema antigo de iluminação interna e externa, era de lampiões a carbureto, sempre apagados às 21:00 Horas.
Em 1919 – Foram iniciadas as obras de construção do prédio destinado ao Grupo Escolar de Rincão.
Em 01/09/1920 – Foi lançada a pedra fundamental, e iniciada as obras de construção da Igreja Matriz. O seu idealizador foi o Padre José Massei.
Em 1948 – Era realizado o plebiscito (consulta à população através do voto).
Em 1948 – Era sancionada a Lei que criava o município de Rincão.
Em 13/03/1949 – Foi realizada a primeira eleição para escolha do Prefeito e Vereadores do município.
Em 26/12/1949 – Deu-se a instalação do município e a posse dos eleitos.
Em 1950 – É inaugurado o serviço de abastecimento de água, com a abertura do primeiro poço artesiano. O projeto foi idealizado pelo padre José Frutuoso da Costa, juntamente com o médico Dr. Carlos Luiz Malferrari.
Em 1950 – Instalação da Agência Bancária da Caixa Econômica Estadual.
Em 1952 – È inaugurado o sistema de esgotos do município.
Em 1953 – È instalado o Ginásio Estadual “Comendador Pedro Morganti”.
Em 1961 – Instalação da Agência Bancária, do hoje extinto Banco COMIND.
Em 1967 – È instalado no município, os aparelhos repetidores de sinal dos canais de Televisão.
Em 1969 – È instalada a Escola de Segundo Grau Municipal “Izaltina Borba Moura”.
Em 1974 – Tem início o serviço de automatização dos aparelhos telefônicos da cidade.
Em 1983 – È inaugurado o Terminal Rodoviário de Rincão.
Fontes:
Jornal O Imparcial de Araraquara – Edição de 20/08/1981.
Texto extraído do trabalho desenvolvido por Camila Corsi – Relações Públicas.
Biblioteca Municipal “Ruy Barbosa” de Rincão.
Gentílico: Rinconense
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

JOAQUIM VIEIRA MOURA FILHO 26/03/1949 à 26/03/1953
ANTÔNIO QUIRINO DE OLIVEIRA 27/03/1953 à 26/03/1957
NATALE CHIERICI 27/03/1957 à 26/03/1961
ANTÔNIO QUIRINO DE OLIVEIRA 27/03/1961 à 26/03/1965
JOAQUIM VIEIRA MOURA FILHO 27/03/1965 à 26/03/1969
ARTHUR URBANO 27/03/1969 à 30/01/1973
EDMUNDO FERREIRA VALENTE 31/01/1973 à 31/01/1977
ANTÔNIO PINTO 01/02/1977 à 31/01/1983
JARDIEL LORETTO 01/02/1983 à 31/12/1989
JOSÉ SERVIDONI 01/01/1989 à 31/12/1992
JARDIEL LORETTO 01/01/1993 à 31/12/1996
ANTÔNIO BENEDITO BALESTERE 01/01/1997 à 31/12/2000
AMARILDO DUDU BOLITO 01/01/2001 à 31/12/2004
THEREZINHA IGNEZ SERVIDONI 01/01/2005 à 31/12/2008
THEREZINHA IGNEZ SERVIDONI 01/01/2009 à 31/12/2012
AMARILDO DUDU BOLITO 01/01/2013 à 31/12/2016
THEREZINHA IGNEZ SERVIDONI 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS: O Sr. JOAQUIM VIEIRA MOURA FILHO, foi o primeiro prefeito de RINCÃO.

 





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