PARAÍSO

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PARAÍSO - Roseira




Memorial

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Roseira

Prefeitura Municipal de Paraíso

Rua do Café, 649
CEP: 15825-000
Fones: (17) 3567-9510 | 3567-9516
Email: pmparaiso@uol.com.br
Site: www.paraiso.sp.gov.br

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
No começo, ainda da guerra do Paraguai em 1865, já existia um povoado com o nome de São Sebastião do Turvo. Esse povoado pertencia ao município de Jaboticabal, e os quarenta e sete alqueires de terra do povoado, pertencia à Diocese de São Carlos. Já em 1891, São Sebastião do Turvo, possuía cerca de sessenta casas e três igrejas, a do Padroeiro São Sebastião, a de Nossa Senhora Mãe dos Homens e a de São Benedito. Foi então transformado em Distrito de Paz, pela Lei nº 663, de 06 de setembro de 1899, quando, o então Coronel Prestes de Albuquerque, Presidente do Estado de São Paulo, promulgou mencionada Lei, que havia sido aprovada pelo Congresso Legislativo do Estado.
O então Distrito estava jurisdicionado ao município e comarca de Jaboticabal. Na ocasião foi instalado o Cartório de Registro Civil e Anexos, sendo que já existia ali, o posto de Correios e Telégrafos. No dia 29 de dezembro de 1915, através da Lei nº 1493, no seu artigo primeiro, São Sebastião do Turvo, passava para a história com o nome de YRUPI. Era então uma cidade esparramada, com cerca de duzentas casas, e apenas no centro da cidade, ao redor da praça central, umas sessenta casas se acumulavam. A população de então era estimada e dez mil habitantes. Em determinada época a Diocese vendeu todo o Patrimônio do Distrito, e para a Cúria Diocesana, foi reservada apenas uma pequena área onde estava construída a Igreja, em louvor a São Sebastião, e a área do cemitério, que se encontra hoje em ruínas. Existia o prédio da cadeia pública, Correios e Telégrafos, uma padaria, uma serraria, um Cartório de Registro Civil, uma farmácia, uma máquina de beneficiamento de arroz, uma máquina de beneficiamento de café, vários estabelecimentos comerciais ou casas de secos e molhados, e uma fábrica de refrigerantes. Com o crescimento havido, chegaram a Yrupi, elementos indesejáveis e ali inclusive se formou uma grande quadrilha de ladrões de cavalos, que ficou conhecida em toda a região do estado. Era a década de 1915 a 1925.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Nas glebas de Andrelino Vicente Bravo, lugar de terras férteis, e em virtude da salubridade, de uma altitude de 500 metros acima do nível do mar, onde havia uma igreja com um cruzeiro ao lado, e o simples e belo coreto de madeira na frente, surgia assim, timidamente uma cidade, à qual seu fundador deu o nome de São Benedito do Paraíso. A propaganda feita pelos viajantes que, por aqui passavam, e  que sentiam, a cada vez que aqui vinham, como a cidade crescia. São Benedito do Paraíso ficou conhecido regionalmente como VILA NOVA.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 1930, dois anos apenas de sua fundação, o senhor José Catalino já liderava um movimento, para elevar o povoado, que acabava de surgir,  à categoria de Distrito. Foi assim que, no dia 17 de agosto de 1933, através do Decreto Lei Estadual nº 6034, assinado pelo então Governador do Estado, Dr. Armando de Sales Oliveira, São Benedito do Paraíso era elevado à categoria de Distrito, no município e comarca de Jaboticabal. Ainda em 1930 foi instalada em Paraíso, a primeira máquina de benefício de arroz. A primeira casa comercial,foi instalada logo após a fundação da cidade ou do povoado, e o pioneiro foi o senhor Sylvio Casarini, que a construiu na esquina da Rua São João, com a rua XV de Agosto.A  primeira máquina de benefício de café, era de  propriedade do senhor Onésimo da Costa. Retornando a 1928, vale lembrar que, com a fundação do nosso então povoado, foi instalada uma padaria. O povoado começou a ganhar vida e prosperava. A zona rural era constituída por famílias que até hoje mantém o seu vínculo nessas terras. Somos sabedores de que a luta incansável de cada um, unida ao esforço de todos, conseguiram criar uma cidade acolhedora, orgulho de todos nós. Em 1932 mudou-se para São Benedito do Paraíso, o senhor Antônio Atab, que havia comprado a máquina de café, e o armazém de secos e molhados de Sylvio Casarini. O senhor Antônio Atab, foi o primeiro a adquirir um motor para produção de energia elétrica, e inclusive iluminou com essa energia,  a quermesse  da Igreja Matriz,  e também iluminou o circo dos Irmãos Elias. Já em 1933, Vila Paraíso, já possuía uma rede particular de energia elétrica, com cerca de 50 postes, que levavam energia através dos fios às casas que então existiam. A energia de então era produzida através de vapor com caldeira, que por sua vez acionava um dínamo.

A INSTALAÇÃO DA REDE ELÉTRICA
No ano de 1948, foi criada uma Comissão de moradores da cidade de Paraíso,  para pleitearem junto ao governo do Estado, e ao Governo Federal, a autorização para a extensão da rede que se encontrava já no município de Pirangi. A comissão indo para a Capital do Estado, foi recebida pelo então Governador Ademar de Barros, em audiência. A Comissão recebeu uma verba de cem mil cruzeiros, do Governador do Estado, Ademar de Barros, e  tudo ficava mais fácil, pois o dinheiro estava conseguido. Elementos da comissão tiveram então que pelo menos por dez vezes se dirigirem ao Rio de Janeiro, então Capital da República, para conseguirem a autorização. Finalmente no mesmo ano a autorização foi conseguida, e assinada pelo Presidente da República, Eurico Gaspar Dutra. A rede que traria a energia para Paraíso estava praticamente pronta. Porém, novos postes precisavam ser comprados, bem como fios, e transformadores, para se colocar a rede na cidade. Nova campanha foi feita e inclusive Pirangi, sede do nosso distrito, doou trinta mil cruzeiros, para ajudar na compra do material faltante. Foram ainda compradas as luminárias para a iluminação das ruas da cidade. O dia da inauguração era ansiosamente esperado, não só pela comissão, que agora via que o esforço conjunto, o trabalho unido, mas todo o povo estava ansioso. Paraíso estava passando para o futuro. A história começaria dali para frente, o progresso começaria a chegar e a vida seria mais amena.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
Durante oito anos, de 1937 a 1945, o Brasil e todo seu território viveu sobre a Ditadura de Getúlio Vargas. Era o poder discricionário. Não houve eleições a nível Federal, Estadual e Municipal. Durante esse período, Pirangi, nossa vizinha cidade, foi à categoria de município e Paraíso, então Distrito, ficou jurisdicionado àquele município e à comarca de Monte Alto. Até o ano de 1946, o Sub Prefeito de Paraíso, era indicado pelo Prefeito nomeado de Pirangi. Resgatado o poder político com o fim da ditadura, todo o país teve eleições livres e diretas. Paraíso começou pela primeira vez sua militância política. Era necessário que tão importante distrito, pertencente ao município de Pirangi, tivesse ali alguns representantes, para defenderem os interesses de Paraíso. Assim foi que em 1946, Paraíso conquistou cinco cadeiras, das onze disponíveis na Câmara de Pirangi. Os primeiros vereadores de nossa história foram os senhores: Gustavo Belchior, Antônio Stefano Nascimbém, Moacir Carneiro Magalhães, Jorge Felício Casseb e João Carósio. À bancada de vereadores de Paraíso, coube á indicação do Sub Prefeito, que durante um ano, o senhor Nicolino Mascaro exerceu, e foi substituído por Paulino Alberguini. Os vereadores naquela época tinham um campo muito limitado de atuação, no que diz respeito a Paraíso, pois eram minoria na Câmara, e Pirangi, sempre conseguia impor sua vontade. As estradas na medida do possível eram mantidas em condições aceitáveis. No ano de 1950, era novamente ano eleitoral, e Paraíso conseguiu eleger, como da outra vez, cinco vereadores. Porém, antes dessa eleição, em 1948, os cinco vereadores primeiramente eleitos, começaram um sério e grande movimento para se conseguir a emancipação política de Paraíso. Além dos cinco primeiros vereadores eleitos, João da Silva Bruno, Paulino Alberguini e Dr. Vicente Buchianeri, integraram tão importante comissão, e tudo fizeram pela grande causa que parecia distante, pois o município de Pirangi não era favorável ao movimento, e queria Paraíso submisso, e integrado a seu território. Não desanimaram mesmo assim. As esperanças estavam vivas e a vitória viria. Uma Lei federal regulamentava as condições para que um distrito pudesse ser emancipado, como hoje ainda o temos porem, o nosso distrito se enquadrava nessa lei, e tudo então ficaria mais fácil. A comissão pró-emancipação de Paraíso elaborou um Memorial solicitando à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que concedesse a nossa tão almejada política. O memorial foi então entregue ao Deputado Pedro Faganelo, que mantinha compromissos com nossa região, onde recebera votos. Uma audiência foi marcada com o Governador Ademar de Barros. Nessa audiência o governador solicitou que a comissão passasse o memorial ao Deputado Paulo Teixeira Camargo, do PSP, partido do Governador, pois se isso não ocorresse, Paraíso poderia ficar fora do projeto original do governo, que criaria vários municípios. Soube-se assim que o então Deputado Pedro Faganelo, não estava de acordo com nossa emancipação política, pois Pirangi mais uma vez, estava pressionando para que Paraíso não fosse desmembrado de seu território. Em 1953, foi finalmente aprovado o projeto do Deputado Paulo Teixeira Camargo, que apresentado ao plenário da Assembleia Legislativa, recebeu pareceres favoráveis das comissões daquela egrégia casa, e depois de votada, a matéria foi aprovada. Com a lei aprovada, a constituição exigia que se realizasse um plebiscito, que foi marcado. Dentre todos os eleitores de Paraíso que votaram favoráveis à criação do município, apenas sete votos foram contrários. Assim mesmo, uma grande vitória fora conseguida.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Paraíso era mais um município do Estado de São Paulo. Em 30 de dezembro de 1953, através do Decreto Lei Estadual nº 2456, o Distrito é elevado à categoria de Município, promulgada pelo então Governador, Ademar de Barros. Desmembrado do município de Pirangi, sua instalação verificou se em 1º de janeiro de 1954. Paraíso era livre. De hora em diante, o povo escolheria seus governantes. Não mais dependeriam dos mesquinhos favores de Pirangi, não implorariam por um pouco de atenção, poderiam conseguir tudo, e transformar a cidade no sonho de seus fundadores. Era 15 de novembro de 1954. A primeira eleição de Paraíso estava acontecendo, os sonhos se transformaram em realidade. O enorme trabalho da comissão, em prol da emancipação política, chegava ao fim. Os vereadores e demais membros da comissão, viram a colheita da semente que plantara que de ora em diante floresceriam. Foi assim eleito o primeiro Prefeito, o primeiro Vice-Prefeito e nove Vereadores, que juntos lutariam com todas as forças e sacrifícios, para vencerem os desafios que se apresentavam.

A QUADRILHA DE LADRÕES DE CAVALOS
O povoado de Yrupi e todas as pequenas cidades do interior do estado, não possuíam policiamento próprio. Todas as vezes que se fizessem necessárias, o Sub Delegado chamava a polícia de Araraquara, que pertencia ao Departamento de Vigilância e Capturas do Estado de São Paulo. Formou-se uma quadrilha de ladrões de cavalos que aterrorizava a região. Vale aqui lembrar aos leitores, que na época dos fatos ocorridos, o cavalo era um dom precioso e praticamente o único meio de transporte existente. A policia de capturas, como era conhecida, esteve inúmeras vezes em nosso povoado e nada descobriu de concreto. Vinha de caminhão toldado, e requisitava, quando preciso, animais e arreamentos para diligências policiais nos arredores. Mais um crime grave havia acontecido. A quadrilha que era comandada por Domingos Ferreira, conhecido popularmente como “Dominguinhos” e seu irmão Ovídio Ferreira, também conhecido pelo apelido de “Vidinho”, determinaram a seus membros que matassem o senhor Antônio Facho de Abreu. Esse elemento era já inconveniente para a quadrilha, pois segundo constava, a quadrilha havia sido denunciada, e o delator, apuraram os chefes, era Antônio Facho de Abreu. Portanto, sua morte foi decretada e antes dela muitas outras, pois a quadrilha possuía também pistoleiros de aluguel, que por dinheiro, matavam. Dias antes, houve outro crime, na cidade de Monte Azul Paulista, onde Dominguinhos matou seu concorrente, um tal de “Sebastiãozinho” que estava organizando uma outra quadrilha. O crime ocorreu numa casa de tolerância, em Monte Azul Paulista, e o autor do mesmo Dominguinhos, fugiu e não foi encontrado pelas autoridades. Era necessário um basta a tantos crimes, e a tantas impunidades. Fazia necessário, uma ação fulminante da policia, para desbaratar a quadrilha de ladrões e assassinos que aterrorizavam a região. Foi assim que surgiu na cidade um dia, o próprio Delegado Regional de Capturas, acompanhado de dois investigadores. Era necessário começar o serviço. Precisava de alguma forma conquistar a confiança dos membros da quadrilha. Foi assim que o Dr. Benedito da Costa Neto, intimando os menos envolvidos na quadrilha, ouvindo-os e dispensando-os logo a seguir, com a promessa de que tudo faria para não incriminá-los nos processos, e que a uma nova intimação deveriam ali comparecerem com a mesma certeza de que seriam novamente ouvidos e liberados.  Assim foi, que dentro de quinze dias, mais de vinte pessoas envolvidas nos crimes, e furtos de cavalos, foram ouvidas. O Delegado jogava uns contra os outros, e os resultados eram brilhantes. Tudo estava concluído, os mandantes e os executores dos crimes estavam identificados. Era preciso armar a arapuca e pegá-los todos de uma só vez. O comentário correu e toda a cidade ficou sabendo que o Dr. Benedito intimaria novamente todos os envolvidos e os soltariam em seguida. Quando os oito mais envolvidos receberam as intimações, não vacilaram em atender o Delegado, e foram os oito de uma só vez para a delegacia. Quando lá chegaram, foram recebidos pelo Delegado Dr. Benedito e convidados a entrarem em uma das salas. Assim que todos entraram, os investigadores de arma em punho, prenderam à todos os oito, pois as prisões haviam sido decretadas e os elementos seriam removidos para a cadeia de Monte Azul Paulista. Dentre os oito presos, estavam: Dominguinhos, Vidinho, José Joana e Arlindo Costa. Soube se mais tarde, que  Dominguinhos conseguiu fugir da prisão. Os outros sete elementos, e dentre eles, Vidinho, foram condenados e cumpriram pena na cadeia de Bebedouro. A quadrilha de Yrupi estava desmantelada. O trabalho cansativo e corajoso, do Dr. Benedito da Costa Neto, estava terminado, e Yrupi não mais viu o tão valoroso e destemido homem. O Jornal O Estado de São Paulo, publicou matéria a respeito e a população estava livre de mais um pesadelo. Yrupi já não mais existia. A cidade estava morta. A malária grassava.
Fonte: “PARAÍSO DE ONTEM AO AMANHÔ - Livro de Autoria, de Luiz Carlos Rosa
Gentílico: Paraisense

GALERIA DE PREFEITOS
 

ANTÔNIO STÉFANO NASCIMBÉM 1955 à 1958
JOÃO CAROSIO 1959 à 1962
ANTÔNIO VILELA ROSA 1963 à 1966
OLINDO LOPES DE CASTRO 1967 à 1969
JOÃO CAROSIO 1970 à 1972
ALEXANDRE BOTTO’S NETO 1973 à 1976
PROF. JOSE DA FONSECA BRANDÃO 1977 à 1982
WILSON FARID CASSEB 1983 à 1988
JOSE SGOBI 1989 à 1992
OLIVIO DOMINGOS PORCIONATO 01/01/1993 à 31/12/1996
GERALDO BORATTO 01/01/1997 à 31/12/2000
WALDOMIRO ANTÔNIO SGOBI 01/01/2001 à 31/12/2004
GILBERTO GALBEIRO 01/01/2005 à 31/12/2008
GILBERTO GALBEIRO 01/01/2009 à 31/12/2012
SILVIA DENISE GOMES 01/01/2013 à 31/12/2016
WILSON FARID CASSEB 01/01/2017 à 31/12/2020
WALDOMIRO ANTÔNIO SGOBI 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Sr. ANTÔNIO STÉFANO NASCIMBÉM, foi o primeiro Prefeito de Paraíso.

 

 

 

 

 





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