BÁLSAMO

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BÁLSAMO - Turiúba




Memorial

BÁLSAMO
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Turiúba

Prefeitura Municipal de Bálsamo

Rua Rio de Janeiro, 695
CEP: 15140-000
Fones: (17) 3264-1209 | 3264-1468
Email: pbalsamo@terra.com.br
Site: www.balsamo.sp.gov.br

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
O município de Bálsamo tem suas origens por volta da década de 1920. Porém seu nome não se deve ao aroma agradável de algumas plantas, como sugere o dicionário. Na verdade, seu nome se deve ao Córrego do Bálsamo, riacho assim intitulado devido à grande quantidade de pés de bálsamo existentes em sua margem. Este pé é mais conhecido como Cabreúva, árvore de madeira de lei, muito abundante à época e praticamente extinto da região. As terras pertenciam a Lourença Diogo Ayala, e seus filhos, Pedro e Salustiano. Vizinho a eles, o engenheiro José Portugal Freixo, dono de milhares de alqueires de terra na região, pediu a seu sobrinho, Cândido Brasil Estrela, que demarcasse as áreas da fazenda Bálsamo, recentemente comprada pelos irmãos Ayala.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
O senhor Cândido pediu, então, a doação de parte da margem esquerda da cabeceira do córrego para a formação de um patrimônio, o que foi aceito. Uma estrada foi aberta, então, cortando as terras, com o apoio de Feliciano Sales Cunha, e, no ano de 1920, uma garagem foi construída ali. Em 17 de novembro de 1920, foi fundado opovoado “Nova Paz de Bálsamo”, após a doação de uma capela, pela família Ayala, além de outras substanciais contribuições, chamado, em pouco tempo, simplesmente “Garage”, para então, ser nomeada Bálsamo.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Rapidamente o povoado cresceu, devido ao avanço das lavouras de café e a fundação de Mirassol, na década de 1910. Em pouco tempo cresceram o número de casas de alvenaria e o comércio local. Em março de 1923 instalou-se o Distrito Policial.
Em 18 de janeiro de 1925, através do Decreto Lei Estadual nº 2086, Bálsamo é elevado à categoria de Distrito, pertencente ao município de Mirassol.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de dezembro de 1953, através do Decreto Lei Estadual nº 2456, o Distrito de Bálsamo é elevado à categoria de Município, desmembrando se do município de Mirassol. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1955.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
Os pioneiros eram mineiros, mas a eles se juntaram italianos, portugueses, nordestinos e, sobretudo, espanhóis, que eram em maior número e se dedicaram mais ao comércio. Na década de 1950, chegou a Estrada de Ferro, trazendo modernidade e facilitando o transporte do país. Na década de 1960, a rodovia foi asfaltada. Apesar de sua formação agrícola, atualmente a cidade é movimentada pelo comércio e pela prestação de serviços. Bálsamo também é conhecida como “Cidade das Palmeiras”, porém poucos sabem o por quê. Os jardins públicos da cidade foram planejados e construídos na gestão do então Vice Prefeito Yolando Vidigal, no final da década de 1930. O senhor Yolando, que era, além de dentista, fazendeiro e industrial, trocou o Rio de Janeiro por Bálsamo, em 1922, e, por conta dos jardins, decidiu trazer de lá algumas mudas de Palmeiras Imperiais, muito comuns por lá. Devido a seu tamanho e belezas marcantes, conforme cresciam em redor da praça, chamavam a atenção dos moradores, que apelidaram, carinhosamente, o município de “Cidade das Palmeiras”. Hoje, elas podem ser encontradas por toda a cidade, deixando a paisagem mais bonita e agradável.

PARÓQUIA OCTOGENÁRIA
Conheça a história e os números da Paróquia Nossa Senhora da Paz, hoje Santuário, que completou 80 anos.

Em 1923, Bálsamo ainda não contava com luz elétrica. Nenhum médico morava por aqui, e não havia escola na cidade ou na zona rural. Uma das poucas conquistas do povoado era a recente instalação da primeira máquina de benefício de arroz e café. Foi neste cenário que quatro moradores se uniram para construir a primeira capela, no mesmo espaço onde hoje existe a Igreja Matriz. Eram eles: Pedro Navarro, Vicente Alves Vieira, Yolando Vidigal Soares e Floriano Peixoto.  O projeto da obra era do senhor Cândido Brasil Estrela, fundador do município,e o pedreiro Antônio Fernandes ficou encarregado dos trabalhos. A imagem de Nossa Senhora da Paz, trazida para a capelinha, foi doada por dona Lourença Diogo Ayala, também doadora das terras do município. A Santa era a Padroeira da cidade, onde dona Lourença nasceu, na Espanha. Apenas quase dez anos depois da construção da capela, no dia 1º de janeiro de 1933, no entanto, é que foi criada oficialmente a Paróquia de Nossa Senhora da Paz, através de um Decreto de Dom Lafayette Libânio, então bispo de São José Rio Preto. Na mesma ocasião, o padre Manoel Ciríaco de Vale Oliveira, ficou responsável pelos trabalhos da igreja na cidade.

A IGREJA MATRIZ
Em 1937, com o aumento da população e do número de fiéis, a capelinha foi demolida para dar lugar ao prédio da Igreja Matriz. A comissão responsável pelas obras era formada pelos senhores Joaquim Silvio Nogueira, Lúcio Vaccari, Alexandre Piva e pelo padre Izidoro Cordeiro Paranhos, que substituiu Manoel. O projeto foi elaborado por um engenheiro de Jaboticabal, conhecido como Faroh. E o pedreiro contratado foi Eutrópio Ornelas, que já havia trabalhado na Igreja Matriz de Mirassol. Entre os voluntários da construção estava o próprio padre Paranhos, que participava inclusive das tarefas mais pesadas, como descarregar os caminhões de pedra. O templo ficou tão bonito que, em uma das missas que aqui veio celebrar, o bispo Dom Lafayette afirmou que o lugar era um verdadeiro santuário. Os balsamenses ficaram tão felizes com o elogio que decidiram até fazer uma placa com os dizeres do bispo. Mas o título de Santuário Nossa Senhora da Paz, só foi reconhecido oficialmente décadas depois, em dezembro de 2003, na ocasião da reinauguração da Igreja Matriz, após um período de quase cinco anos fechada para reforma. Praticamente tudo foi trocado: piso, telhado, forro, bancos, altar etc. Outra obra importante para os católicos, o Centro de Catequese, está em fase de acabamento. A expectativa é que o primeiro andar, onde ficam as seis salas de aula, logo seja inaugurado. O salão de festas no fundo da construção terá capacidade para 500 pessoas. A Igreja Matriz possui 208 lugares. A comunidade católica de Bálsamo mantém cinco pastorais (da Criança, da Pessoa Idosa, da Liturgia, da Acolhida e do Dízimo), quatro corais e dois grupos, dos acólitos (coroinhas) e de jovens (Jovens Unidos Amigos em Cristo, o JUAC). Há dois conselhos, o Pastoral Paroquial e o de Assuntos Econômicos. E também cinco capelas espalhadas pela cidade: de Nossa Senhora Aparecida, de São Benedito, de São João Batista, de São Geraldo e de São Tiago (essa última fica no Cemitério Municipal).
Texto: Autoria do Jornalista Bruno Xavier.

O FAZ TUDO NO CINEMA
A vida de Jayme Sumaio, 73 anos, se mistura com a do cinema da cidade, que viveu seu auge na década de 1960. Na história do cinema em Bálsamo, o principal ator foi Jayme Sumaio, hoje aposentado e com 73 anos. Por quase duas décadas, ele trabalhou para levar cultura, informação e entretenimento à população. No Cine São José, e mais tarde no Cine Bálsamo, foi auxiliar de limpeza, porteiro, revisor de filmes, propagandista e operador de filmes. O Sr. Jayme foi convidado a trabalhar no estabelecimento quando tinha 12 anos. O cinema teve dois endereços. O “cinema velho”, que ficava em um barracão onde hoje está construída a casa do ex-prefeito e atual vereador, senhor Ressu, na avenida Brasil. Já o “cinema novo”, com 270 cadeiras, foi instalado praticamente em frente, no espaço hoje ocupado pelo salão do Toninho Barbeiro, pela locadora do Jhony e pela farmácia Vida & Saúde (do Rogério). A tarefa que exigia mais trabalho era a de revisar os rolos de filmes, que sempre vinham danificados de outras cidades. As emendas eram feitas com acetona. “Teve um dia que o motorista da distribuidora não me encontrou e jogou o rolo sobre a calçada, quebrando toda a fita. Precisei de dois dias e meio de serviço para fazer mais de 500 emendas”, diz. Havia dois aparelhos cinematográficos, para que as sessões não precisassem ser interrompidas para a troca de rolos. Para se ter ideia, o filme “10 Mandamentos”, com quatro horas de duração, tinha 14 rolos. Só não havia sessões às quartas e sextas. A única exceção era na Sexta-feira Santa, quando os moradores lotavam o cinema para acompanhar o filme “A Paixão de Cristo”. Aos domingos eram duas exibições: a matinê, às duas da tarde, e a tradicional, às oito da noite. Na terça havia a “sessão das moças”, quando só os namorados e maridos pagavam ingresso. “As sessões mais disputadas eram as dos filmes do Mazzaropi. Quando ele estava em cartaz tinha que fazer sessão dupla, uma as sete, e outra às nove da noite. Ele era fantástico. Outros comediantes brasileiros, como Grande Otelo e Ronald Golias, também eram muito queridos. E ainda tinha o Gordo e o Magro, que eram tão bons que faziam as pessoas rirem sem falar uma palavra”, lembra. As produções americanas já chamavam atenção desde aquela época. “Assim caminha a humanidade”, “Terra sempre Terra”, “Escravo da Ambição”, “Cangaceiro” e “Bem-Hur”, entre outros títulos, fizeram muito sucesso em Bálsamo, de acordo com Jayme. O cinema mexicano também tinha espaço, com destaque para as interpretações do humorista Cantinflas.

JORNAL E TRAILERS
Antes de cada filme eram exibidos um noticiário e trailers. O jornal, com conteúdo semanal, era produzido pelo Canal 100, e tinha como apresentador Cid Moreira. O esporte tinha destaque nas matérias, mas também havia lugar para notícias de outras áreas. Da cabine de projeção, ao final de cada trailer, Jayme anunciava os dias de exibição. A propaganda também era feita com cartazes, pregados na entrada do prédio. Em média, os filmes demoravam um mês e meio para saírem de Rio Preto e estrear em Bálsamo. Apesar disso, mesmo quem tinha condições, não ia a Rio Preto para curtir um filminho. Prestigiar o Cine São José, mais tarde Cine Bálsamo, era uma das principais formas de lazer da população.

DO CINEMA À PIPOCA
Com a popularização dos aparelhos de TV, o cinema foi perdendo cada vez mais público. Foi aí que o Sr. Jayme decidiu trocar os rolos de filmes por tijolos e pipoca. Isso mesmo: durante o dia ele descarregava tijolos em construções, e à noite vendia pipoca com seu carrinho na praça. Assim, o Jayme do Cinema se tornou o Jayme dos Tijolos, e principalmente o Jayme Pipoqueiro. “Construí minha casa vendendo pipoca. Nas Festas do Peão vendia muito bem, até 600 saquinhos por noite”, conta. Hoje, ele é o Jayme da Igreja, apelido que ganhou por ser cooperador na Congregação Cristã do Brasil. É ele o responsável pelos cultos as quintas, sábados e domingos à noite. Além da religião, a vida agora também é dedicada à extensa família. O namoro com a Senhora Eugênia Diogo Sumaio começou no cinema, e da união vieram seis filhos: Isaías, Josué (Lê), Ananias, Elizeu (Kid), Jônatas (Tuti) e Zélia Rosana. Jayme tem ainda 13 netos e três bisnetos. Nunca mais assistiu aos filmes, mas exibe com carinho os registros na carteira de trabalho, e fala com orgulho da época do cinema em Bálsamo.

Gentílico: Balsamense
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

DEMIR ZAMARIOLLI 1955 à 1957
JOSÉ BENTO GERALDES 1958
ARISTIDES ANTÔNIO ARANTES 1959  à 1962
JOÃO SOARES GERALDES 1963 à 1966
VENERANDO VINHA 1965 à 1966
JOÃO RUIZ LOURENÇO 1966
JESUS SOLER RODRIGUES 1967 à 1970
LEONIDIO DE FREITAS 1970 à 1972
JESUS SOLER RODRIGUES 1973 à 1976
OSWALDO NOGUEIRA 1977 à 1982
LUIZ STEQUE RODRIGUES 1983 à 1988
JESUS SOLER RODRIGUES 1989 à 1992
JOÃO ALVES DE PAULA 01/01/1993 à 31/12/1996
LUIZ STEQUE RODRIGUES 01/01/1997 à 31/12/2000
IDES HONORATO ALVES 01/01/2001 à 31/12/2001
JULIO MARTINES PARRA 01/01/2002 à 31/01/2002
IDES HONORATO ALVES 01/02/2002 à 31/12/2004
JOSÉ SOLER PANTANO 01/01/2005 à 31/12/2008
ELISANGELA CATIA LORIJOLA MELATO 01/01/2006 à 30/01/2006
ELISANGELA CATIA LORIJOLA MELATO 01/01/2007 à 30/01/2007
ELISANGELA CATIA LORIJOLA MELATO 01/01/2008 à 30/01/2008
JOSÉ SOLER PANTANO 01/01/2009 à 31/12/2012
ELISANGELA CATIA LORIJOLA MELATO 01/01/2013 à 31/12/2016
CARLOS EDUARDO CARMONA LOURENÇO 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. DEMIR ZAMARIOLLI, foi o primeiro Prefeito de Bálsamo.




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