BARBOSA

BARBOSA



BARBOSA



BARBOSA



BARBOSA



BARBOSA - Votuporanga




Memorial

BARBOSA
BARBOSA
Votuporanga

Prefeitura Municipal de Barbosa


Rua São João, 220 - Centro
CEP: 16350-000
Fone: (18) 3655-9133
Site: www.barbosa.sp.gov.br
Email: prefeitura@barbosa.sp.gov.br

 

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
Conforme pesquisas realizadas em batistérios, o senhor Joaquim Barboza de Carvalho e Maria Vermarque, de origem portuguesa, tiveram três filhos: Joaquim, José e Josué. O sonhador Joaquim Barboza de Carvalho, então o filho mais velho, casou-se em meados de 1873, em Bananal, com a senhorita  Ricardina Maria de Jesus, filha de José Rego Fossão e Honória Maria de Jesus. A partir daí tem inicio a  saga dos Barbosas, que foi percorrer a trilha de ouro verde, o café, principal economia do país. Bananal guarda até hoje a riqueza desse período, retratada nos casarões dos fazendeiros de café, e era o principal porto escoador do produto da região. Joaquim Barboza de Carvalho trabalhou na lavoura de café e caminhou com a evolução do ciclo da economia, procurando novas terras onde o produto fazia riqueza. A família do nosso sonhador era ligada á velha propriedade escravagista nos tempos do fim do Império, e seus pais chegaram a possuir escravos na região de Ribeirão Preto. Aventuraram-se para o interior de São Paulo, nas imediações de Franca e São José da Bela Vista. Tempos depois, sabedor de terras produtivas no noroeste do Estado, que se adaptavam á lavoura cafeeira e com preço acessível, decidiu comprá-las como forma de aplicar dinheiro. Antes, porém, arrumou comprador para suas propriedades, escondido de familiares, que sempre interferiam nos seus negócios, impedindo-o de sair de São José da Bela Vista. Convidou seu irmão José Barboza de Carvalho para acompanhá-lo na empreitada, o qual não aceitou o convite, por que sua terceira esposa não queria deixar a família. Comprou  propriedade em Bauru, com parte do dinheiro das terras vendidas em São José da Bela Vista, e aí fixou residência com os sete filhos. Como aplicar o restante do dinheiro?

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Dona Ricardina fez promessa a Nossa Senhora Aparecida, sua santa de devoção: se encontrasse uma fazendinha boa, doaria dez alqueires, e faria um Patrimônio com capela. Confiante de que seria atendida em suas preces, incentivava o marido á procura de novos empreendimentos para realizar seus sonhos, e empregar adequadamente o restante do dinheiro. Então Joaquim Barboza de Carvalho, dirige-se ao Salto do Avanhandava, conhecida por sua localização geográfica, e palco das batalhas do Brasil contra o Paraguai. Adquire terras que foi doadas pelo Imperador Dom Pedro Ia um General, devido aos seus atos de bravura, além da obtenção de vários títulos. Na ocasião, os títulos que o General recebeu em face ao seu heroísmo, eram mais valiosos do que as terras, comprovando à  logicidade da doação dessas terras no interior do sertão – os 1.600 alqueires – pouco valorizadas. Era uma região inóspita e de difícil acesso, o que favoreceu vendedor e comprador. Joaquim Barboza de Carvalho comprou 1.000 alqueires por 8.000 réis. O General insistiu para que Joaquim Barboza de Carvalho comprasse o restante das terras, mas este, como homem sério, temendo a dívida, não fechou negócio. Palavra data era palavra honrada... Juntou tudo que possuía para pagar o General. Com medo de ser roubado durante a viagem, colocou numa trouxinha todo o seu capital, e a amarrou na barriga do filho.

PIONEIRISMO – A SAGA DA FAMÍLIA BARBOZA
Joaquim acreditava que ladrão não roubava criança e velho. Desembarcaram em Miguel Calmon (hoje Avanhandava) e, abrindo picadas pela mata, chegaram á terra adquirida. No dia 1° de maio de 1905, junto com o pai, vieram João e Antônio, ambos solteiros, e o futuro genro Pedro Aureliano de Souza, noivo de Amélia Barboza de Carvalho, para conhecer e cultivar as novas terras. Mais tarde, o filho Antônio abandona as terras e se emprega na Ferrovia Noroeste do Brasil como foguista. A mata fechada escondia o Farelo, rio que cortava a propriedade, e de existência ignorada até então, onde a maleita matou a grande maioria dos moradores. A mata nativa dava laranja, e tamanha era a fartura de mamões, jabuticabas, palmito e serralba por aqui. Os nativos contavam que a alimentação não era preocupação. Pela estrada velha transitavam índios... Isto é preciso ser escrito para que todos fiquem sabendo como era esta região aqui... A área era imensa. De repente, Joaquim Barboza de Carvalho percebeu que suas terras foram invadidas pela Companhia Paulista de Força e Luz em início de construção. Joaquim não perdeu tempo. Contratou um Advogado em Bauru, para defender seu patrimônio. Após a demanda julgada, Joaquim procura o profissional para acertar os seus honorários. Este pede pelo serviço um casal de papagaios. Joaquim tira um ninho de papagaios de sua fazenda e paga a dívida. Intensa foi à luta da família Barboza para a colonização das terras. João Barboza de Carvalho, filho de Joaquim Barboza de Carvalho e Ricardina Maria de Jesus, no meio de tantos negócios da região, conheceu Cicília da Conceição, natural de Franca, moradora do Bairro Ranchinho e com apenas 15 anos, filha de José Cristino Borges e Victalina Maria de Jesus, que prontamente aceitaram o pedido de casamento. Em 13 de julho de 1916, João Barboza de Carvalho e Maria Cicília da Conceição deram entrada aos papéis de casamento. A noiva era realmente menor de idade (mais foi declarado que tinha 18 anos para facilitar a tramitação dos proclamas) e não sabia assinar. A mãe perante o oficio do cartório, declarou que sua filha tinha 18 anos, solteira e concordava com o casamento. Foi testemunha do compromisso Luís de Castro e José Ferreira Netto. Aos 29 de julho de 1916, realizou- se o casamento pelo juiz de paz Antônio Paulo do Valle. O assento do matrimônio, bem como o edital encontram-se exarados á folha 145, verso do Livro B 01, onde Maria Cecília da Conceição, mais conhecida como Dona Sinhá, trouxe como dote 10 vacas de cria, e cobertores tecidos habilmente no tear. Após os festejos do casamento, os noivos  rumaram a cavalo para o Farelo, iniciando com muita disposição a formação da fazenda. Ao falecer Dona Victalina Maria de Jesus, sua mãe Dona Sinhá, enquanto todos acompanhavam o enterro, permaneceu na fazenda. Á noite ficou entre a boiada com medo de onça e resguardando-se entre os animais das aflições próprias da idade. Os relatos precisos de Onofre Barboza Pereira revelam que Joaquim Barboza de Carvalho morava na Fazenda Farelo e adoentou-se ao limpar uma área virgem da mata para o plantio de café. Pediu para os filhos João e José o levarem para Avanhandava (antiga Miguel Calmon) cujo trajeto era penoso, a fim de embarcar de trem com destino a Bauru. Satisfazendo a vontade do pai, os filhos atrelaram um carro de boi e rumaram para lá.  Antes de sair, Sinhazinha, mãe de Onofre, sobrinha de Joaquim Barboza de Carvalho, acendeu um cigarro para ele.
- O cigarro na mão tocando fogo.
- O fogo quase queimando o dedo.
- O filho João disse ao pai:
- Está tudo pronto, pai!
Joaquim abaixou-se e pegou no colo seu neto Anahel (Papa),
Com apenas algum meses de idade e beijou-o.
Este acontecimento, ao ser relembrado por Anahel, após quase 80 anos, ainda o emociona, seus olhos denunciam a lembrança do passado, através de uma lágrima furtivaque inutilmente tenta esconder. Da fazenda Farelo até o Córrego da Morada, Joaquim conversa com os filhos e orienta-os:
“Eu vou embora. Se amanhã eu morrer, vocês dividem tudo isso ai, certinho. Eu não quero briga. Façam tudo certinho, amigavelmente. Não quero briga entre família”. Joaquim conhecia muito bem seu filho brigão José (Zeca), e o conselho provavelmente estava predizendo os acontecimentos. A morosidade e a cantilena do carro de boi são acompanhadas por uma chuva intensa, que pressagia maus acontecimentos. Ao percorrerem seiscentos metros, pra lá do Córrego da morada (hoje marco de divisa entre os municípios de Barbosa e Avanhandava), o senhor Joaquim agoniza e pede água aos filhos. Não carregavam vasilhas nenhuma, deram- lhe de beber no próprio “chapéu de pipa”. Ele toma uns goles de água e espira... Crédulos, e seguindo o ritual da época, procuram uma vela e, não a encontrando, riscam palitos de fósforo para formar o lume, símbolo de fé, e colocam na mão do pai. Provavelmente o tenha vitimado à maleita, doença comum neste tempo. Joaquim Barboza de Carvalho, o velho patriarca, faleceu aos 19 de agosto de 1918, e foi sepultado no município de Avanhandava, conforme atestado de óbito n°46 do cartório da mesma cidade. Seu túmulo, depois foi deslocado para a passagem da estrada de ferro. Há pouco tempo à família transladou seus restos mortais para Barbosa. Cumprindo a promessa feita ao pai, foi efetuada a partilha dos bens da família.

A BARBOSA SONHADA
Dona Ricardina não se esqueceu da promessa, e solicitou ao filho João que preparasse dez alqueires de suas terras, sendo (cinco de sua propriedade e cinco do seu filho) para a construção da capela de Nossa Senhora Aparecida, à escola e o cemitério. Em 1929, o sonho começava a se transformar em realidade, com a construção da Igreja, por seu filho Francisco, que era ótimo carpinteiro e também  pedreiro. Surge o embrião do Vilarejo. Aos 8 de setembro de 1932 é então celebrada a Primeira Missa na nova capela e, Dona Ricardina e seus filhos, reviveram momentos de emoção e gratidão pela graça recebida. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi doada pelo Senhor Emilio Fonseca e o padre Affonso Hafiner organizou uma procissão para transladar a imagem até a capela da padroeira de Barbosa. Na área concentrou-se a religião, o lazer, e a educação, e o povoado surgiu. Mais tarde foi contratado o Agrimensor, senhor Raul de Souza Mesquita, para realizar o trabalho de divisão das terras barbosense em quarteirões de 88mx88m. ”Cada quarteirão com oito datas, e cada data com 22mx44m, reservando 14m de rua para a futura Barbosa de hoje.”

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Distrito criado com a denominação de Barbosa, através do Decreto Lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, subordinado ao município de Avanhandava.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 18 de fevereiro de 1959, o Distrito obtém sua emancipação e é elevado à categoria de Município, através do Decreto Lei Estadual nº 5285, desmembrado do município de Avanhandava, com a denominação de Barbosa.
Gentílico: Barbosense
Fonte: Texto extraído parcialmente da obra “BARBOZA DE CARVALHO” - A saga de uma família. 1905/1997.
Organizadoras: Cecilia de Carvalho, Cecilia Cristina Junqueira Caldas e Ineide Barbosa Junqueira de Alencar. A quem Agradecemos.

 

GALERIA DE PREFEITOS

 

DAVID ABDALLA 1960 à 1964
UBIRAJARA BARBOSA DE CARVALHO 1964 à 1969
DAVID ABDALLA 1969 à 1973
UBIRAJARA BARBOSA DE CARVALHO 1973 à 1977
PAULO FAUZER FERRAZ ABDALLA 1977 à 1983
WASHINGTON LUIS DE CARVALHO 1983 à 1988
JORGE BARBOSA DE CARVALHO 1989 à 1992
WASHINGTON LUIS DE CARVALHO 01/01/1993 à 31/12/1996
FERNANDO BARBOSA 01/01/1997 à 11/04/2000
ANTONIO REIS MIRANDA 11/04/2000 à 31/12/2000
JORGE BARBOSA DE CARVALHO 01/01/2001 à 31/12/2004
MARIO DE SOUZA LIMA 01/01/2005 à 31/12/2008
MARIO DE SOUZA LIMA 01/01/2009 à 31/12/2012
JOÃO DOS REIS MARTINS 01/01/2013 à 31/12/2016
PAULO CESAR BALIEIRO 01/01/2017 à 31/12/2020
RODRIGO PRIMO ANTUNES 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Sr. DAVID ABDALLA, foi o primeiro Prefeito de Barbosa.




Acervo Digital

Com a ajuda de vários colaboradores reunimos um acervo de fotos antigas desta cidade. Caso você tenha fotos antigas desta cidade, contribua conosco, enviando-as para o e-mail: contato@memorialdosmunicipios.com.br

Clique nas imagens abaixo para aumentá-las:

Faço parte dessa história
Empresas que fazem parte da história desta cidade.
Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nosso site. Ao navegar pelo site, você autoriza o nosso site a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas , acesse nossa Política de Privacidade.
Entendi.