ITAJU

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ITAJU - Votuporanga




Memorial

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Votuporanga

Prefeitura Municipal de Itaju

Rua João Batista Módolo, 248 - Centro
CEP: 17260-000
Fone:  (14) 3667-1109 | 3667-1148
Email: itaju@itaju.sp.gov.br
Site: www.itaju.sp.gov.br

 

 

 

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
Em meados do século XIX, o nome Itaju, ainda era inexistente, pois as terras do atual município eram propriedade da Fazenda Boa Vista dos Buenos, assim denominada em virtude do grande número de habitantes com o nome Bueno.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Sabe-se que por volta de 1898 essas terras desmembraram-se e quatro alqueires foram doados pelos senhores Joaquim Negrão e Bento Cardoso para a constituição  de um Patrimônio, onde deveria ser construída uma capela, de pau a pique, com a invocação de São Sebastião, que até hoje é o padroeiro da igreja desta cidade. Os demais terrenos foram loteados pela igreja.

ORIGEM DO NOME
ITAJU – É uma palavra de origem indígena
ITA = Pedra
JU = Pedra  Pontuda
Este nome é porque existia muita pedra deste tipo na região, segundo o escritor Theodoro Sampaio em “O Tupi na Geografia Nacional”.

A CRIAÇÃO DO DISTRITO POLICIAL E DE PAZ
Este povoado não apresentava grande desenvolvimento, foi se estruturando aos poucos e, aos 21 de outubro de 1909, foi criado o
Distrito Policial de Buenópolis, cuja área calculada era de 81,814 alqueires. Em 1910, vários moradores na época, reivindicaram junto a Câmara Municipal de Bariri, a intervenção da municipalidade junto ao Congresso do Estado, afim de que fosse o povoado elevado a categoria de Distrito de Paz.
A reivindicação efetivou-se três anos mais tarde, através do Decreto Lei Estadual nº 1380, publicada no dia 14 de agosto de 1913.
Segundo depoimentos, com a criação do Distrito de Paz, a primeira pessoa a ser registrada em Itaju, foi Sebastiana de Brito.
Em 21 de novembro de 1921, através da Lei nº 1828, alterou-se o nome para Distrito de Paz de Itaju, pertencendo ao município de Bariri. Conforme relatos escritos do senhor Lázaro Duarte, ex morador da cidade, por volta de 1930, o Distrito de Itaju, era subordinado ao município de Bariri e havia três funcionários fixos: um fiscal arrecadador – Francisco Ferreira Duarte, um zelador do cemitério – João Celestino dos Santos, que tinha a função acumulativa de recolher o lixo das casas e um seviçal de limpeza – José Mendes.
O Distrito abrangia a mesma área do atual município, e era segundo o depoimento, muito mais populoso que o atual município, apesar da sede ter muito menos habitantes que hoje. A zona rural era totalmente habitada, com cerca de cinco mil e quinhentos habitantes já a zona urbana, denominada sede, abrangia cerca de seiscentos habitantes, totalizando em seis mil e cem habitantes. A economia na zona rural estava voltada basicamente para o setor agrícola e a pecuária. Plantava-se arroz, feijão, algodão, mamona e o café era produto predominante. Esse fato refletiu a economia do país, pois nesta época o café continuava a ser o eixo da economia brasileira.

O DESENVOLVIMENTO COMERCIAL
Na zona urbana havia várias casas comerciais, entre elas, uma fábrica de charretes, carroças, móveis, de propriedade de Vicente Fogueteiro, que também fabricava fogos de artifícios. Havia também um ferreiro com grandes atividades em aparelhos agrícolas como arado, plaina, carpideira e outros.
Ainda na cidade, denominada na época de sede, havia  cinco máquinas de beneficiamento de café, duas cerâmicas sendo que uma fabricava tijolos e telhas, e a outra somente de tijolos. Possuía ainda, diversas costureiras, quatro oficinas de alfaiate, dois dentistas – Dr. Juca Dias e Dr. Valêncio. No que diz respeito a saúde pública, o depoimento confirmou a existência de duas farmácias, uma de propriedade de Domingos e outra de Antônio Fraes. O senhor Antônio Mendes, mais tarde, foi o responsável por uma delas, e ele se encarregava de diagnosticar os pacientes.
Um artigo publicado no ano de 1930, ilustra e confirma a existência deste estabelecimento comercial:

“No próximo dia 14, será inaugurada na próspera Itaju, uma nova pharmácia de propriedade da Viúva Artioli e Filho. Trata-se de um estabelecimento de primeira ordem, rigorosamente instalado em prédio adaptado para esse fim e que corresponderá satisfatoriamente as exigências do meio, sendo mais um índice de progresso da florececente Vila. Em comemoração ao fato, os proprietários da Pharmácia Artioli oferecerão um jantar no Hoel Internacional, seguindo-se um grande baile na Sociedade Italiana
desta cidade...”


No total, segundo depoimentos, existia mais ou menos vinte e cinco casas comerciais, o que representava um alto índice comercial e um forte dinamismo na economia da época.
O comércio não se restringia apenas à sede, pois os comerciantes circulavam na zona rural, trocando mercadorias. Trocavam produtos manufaturados como peças de roupas, sal, querosene, por produtos alimentícios, como porco, frango, milho e outros.
Este comércio realizava-se em charretes, e comerciantes de outras cidades também movimentavam-se por essas redondezas.
É importante salientar que embora existisse essa troca comercial, havia nos  sítios, no mínimo uma venda, que supria as necessidades dos moradores.

A CONSTRUÇÃO DA IGREJA MATRIZ
Com relação a religião, o distrito contava com duas religiões – a Católica Apostólica Romana e a Presbiteriana. Esta última era muito frequentada pelas famílias Garcia, Pereira Barboza, Pereira dos Santos e outras.
A Igreja Católica possuía maior número de fiéis, funcionava quase sempre com a presença de um pároco e com algumas irmandades, ou seja, Mariana, Filhos de Maria, Cruzadinha, Apoatolado da Oração, São José, São Benedito, Sagrado Coração de Jesus e outras. A Igreja teve sua construção iniciada em 1922, dirigida por uma comissão composta dos senhores  Francisco Vanucchi, Luis Foloni, GermanoFerreira Cardin, Antônio Soares Coelho, José Ribeiro de Carvalho e Francisco Vieira da Costa. Por circunstâncias razoáveis as obras deveriam ter um andamento mais rápido. Para tal finalidade organizou-se uma nova comissão composta dos senhores João Zamboni Asparetto, Guerino Borin, José Ribeiro Filho, Emílio Barbieri, Antônio SoaresCoelho, Pedro Deriz, Antônio Bueno de Souza e AlbinoLenotti, os quais levaram a construção até o fim. Os construtores foram Luiz Monari, até o respalde dos alicerces e daí, até o seu término, por Emílio Blanc.
A sua inauguração deu-se no dia 13 de agosto de 1927 e foi entregue ao povo de Itaju com uma grande festa. A Igreja Matriz teve como  padroeiro São Sebastião.
Antes de ser criada a paróquia, quem celebrava as missas era o Padre Francisco Serra (irmão de Dom Rui Serra). Itaju teve como primeiros párocos: Padre Antônio de Ângelo, Padre José Hais (alemão), Padre Antônio Aquino de Souza, Padre Francisco Korner e Padre Carlos Wasser.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
O Distrito de Itaju caminhou portanto, para obter sua emancipação política. Os itajuenses jogavam com argumentos precisos: baseavam-se primeiramente na Lei número 01 de 18 de setembro de1947, segundo a qual o distrito que apresentasse uma população de 4.000 pessoas e renda mínima de duzentos mil cruzeiros, na época poderia pleitear sua emancipação política. O distrito de Itaju, de fato, pelo recenseamento realizado em meados do ano de 1952, se enquadrava nas condições estabelecidas pela lei.
Os demais argumentos eram de ordem econômica e moral. Os itajuenses diziam fornecer uma quantia significativa para os cofres  municipais, e no entanto não recebiam as atenções necessárias por parte do município de Bariri, pois era considerado, segundo consta, como um acidente geográfico nas vastas  extensões de terras baririenses.
As opiniões se divergiam na época, e ainda hoje os argumentos, com relação a emancipação política, são diferenciados. Os depoimentos de Lázaro Duarte e de Avelino Modolim (vereador pela primeira vez de Itaju no ano de 1954) confirmavam as diferenças existentes. Lázaro Duarte assim se refere ao momento em questão: “Eu estava com o prefeito José Masson na cidade de Bariri, quando se realizou o plebiscito em Itaju. O prefeito disse que era um direito do povo ele não foi contra o plebiscito”. O povo itajuense, de fato se uniu para que o plebiscito se realizasse. Não se sabe ao certo, o dia e o mês em que se realizou o plebiscito, o que se sabe é que deve ter ocorrido entre os meses de outubro, novembro ou dezembro de 1953. Todos os moradores, domiciliados no distrito há mais de dois anos, foram relacionados como votantes. A soma dos votos, resultou na elevação do Distrito, a categoria de Município, através do Decreto Lei Estadual nº 2.456, no dia 30 de dezembro de 1953.
Com relação à data do plebiscito, há um fato que merece destaque. A cidade passou a comemorar sua emancipação política no dia 20 de janeiro, dia do padroeiro São Sebastião. No entanto, o dia 15 de agosto é feriado no município e dizem os antigos que este, seria o dia em comemoração ao plebiscito. Averiguado foi pois, por meio de entrevistas e documentos, que o plebiscito ocorreu após o mês de agosto. O fato foi esclarecido pelo morador Vitório Dimas Barsi, funcionário da prefeitura municipal.
Segundo ele, o dia 15 de agosto, foi escolhido na época como feriado, por comemorar a Assunção de Nossa Senhora, não tendo portanto nada a ver com o dia do plebiscito. O novo município passou a ser dirigido na época por João Batista de Melo (funcionário da Prefeitura de Bariri) por um acordo determinado entre os dois municípios, até que as futuras eleições municipais decidissem o futuro da cidade.
No ano de 1954 tivemos como candidatos a prefeito: José Pedroso e Pedro Cardoso de Campos e a vice-prefeito Renato Dal Poz e Antônio Desidério Moreto.
Em 10 de outubro de 1954, o jornal  A Tribuna de Bariri, publicou o resultado das eleições: o candidato  José Pedroso obteve a maioria dos votos, (353 no total), elegendo-se prefeito e os primeiros Vereadores eleitos foram: Antônio Romero, Osório Pereira Garcia, Orestes Cara, Aristides Raineri, Walter Fodra, Nadir Antônio Pinheiro, Arvelino Modolim, José Carmezine Neto  e José Braz Arroteia.
A posse do prefeito José Pedroso e dos respectivos candidatos eleitos, deu-se no dia Primeiro de janeiro de 1955. A cerimônia foi dirigida pelo Juiz de Direito da Comarca de Bariri, o Exmo. Dr. Alcindo Ferraz Pahim. Várias pessoas e autoridades fizeram o uso da palavra, exaltando o momento histórico vivido pelo novo município.
O município de Itaju já foi considerado, sustentando o título por vários anos, como a “Capital Nacional da Alfabetização”, sendo premiada pela UNICEF, órgão da ONU, pela eliminação do analfabetismo até os dezessete anos de idade.
Fonte: Texto extraído da monografia: Processo de Emancipação Política da Cidade.
Autora: Graziela Souza Freitas
Apresentação: Faculdades Integradas de Filosofia, Ciências e Letras de Jaú – 1999.

Apoio: Centro Cultural De Itaju – Biblioteca Municipal.
Gentílico: Itajuense
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

JOSÉ PEDROSO 1954 à 1955
RENATO DAL POZ 1956 à 1958
PEDRO LOPES DE OLIOVEIRA 1959 à 1962
ANTÔNIO DESIDÉRIO MORETTO 1963 à 1966
CIOMAR ORÉFICE 1967 à 1970
ANTÔNIO DESIDÉRIO MORETTO 1970 à 1973
FLORÊNCIO CAMARGO GUIMARÃES 1973 à 1977
TECIFÃO LAUDESMIR CRUZ 1977 à 1983
FÁTIMA T. C. GUIMARÃES 1983 à 1988
JOSÉ CARLOS MORETO 1989 à 1992
FÁTIMA T. C. GUIMARÃES 01/01/1993 à 31/12/1996
JOSÉ LUIS FURCIN 01/01/1997 à 31/12/2000
JOSÉ LUIS FURCIN 01/01/2001 à 31/12/2004
FÁTIMA T. C. GUIMARÃES 01/01/2005 à 31/12/2008
FÁTIMA T. C. GUIMARÃES 01/01/2009 à 31/12/2012
JOSÉ LUIS FURCIN 01/01/2013 à 31/12/2016
JOSÉ LUÍS FURCIN 01/01/2017 à 31/12/2020
JERRI DE SOUZA NEIVA 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Sr. JOSÉ PEDROSO, foi o primeiro prefeito de Itajú.

 





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