PIRATININGA

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PIRATININGA - Votuporanga




Memorial

PIRATININGA
PIRATININGA
Votuporanga

Prefeitura Municipal de Piratininga

Praça Dr. Mário Ribeiro da Silva, 14
CEP: 17490-000
Tel: (14) 3265-9530 | Fax: (14) 3265-9531
Email: contato@piratininga.sp.gov.br
Site: www.piratininga.sp.gov.br

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM

Debandando das minas de ouro esgotadas e de suas pequenas propriedades em Minas Gerais, grupos de homens destemidos, movidos pela poderosa energia da oportunidade e da riqueza, começaram a penetrar na região por volta de 1850. Naquela época, tudo o que se sabia sobre a área que um dia viria a ser Piratininga, era uma inscrição nos mapas oficiais: “Terras desconhecidas, povoadas por selvagens” pois só havia índios e matas virgens.
Os mineiros que primeiramente desbravaram as florestas do futuro município faziam parte do estágio inicial da marcha pioneira para o Oeste, um fenômeno que antecedeu e atraiu o advento do café e as ferrovias.
Uma vez fixados na terra, dedicavam-se a derrubar a mata, plantar milho e criar porcos. De tempos em tempos, formavam caravanas com seus carros de bois através de picadas quase intransponíveis – estradas não existiam – para vender os porcos nos mercados das cidades de Botucatu, Lençóis, São Manuel, Agudos, Jaú e Rio Claro. A escolha do destino dependia da proximidade, da chegada ou não da ferrovia nessas localidades e da presença de um mercado ou feira com boa clientela.
Com a aproximação do final do século XIX, muitos deles negociaram fatias de suas terras a bom preço e alguns, deixando o anonimato terminaram suas vidas, ricos, porém, começam a surgir os grileiros que agiam por contrato, ocupando terras próximas às povoações mais avançadas do sertão paulista, a mando de proprietários abastados de outras partes do estado, e que, geralmente já exibiam nomes pomposos.
Imensa em extensão nos seus primórdios, Piratininga chegou também a compreender a área onde hoje se encontram os municípios de Duartina, Cabrália Paulista, Gália, Fernão, Ubirajara e Lucianópolis.
E é neste contexto de matas, índios, desbravadores e grileiros, que irá surgir à cidade de Piratininga.

A SANTA CRUZ DOS INOCENTES
A história do município começou em uma data incerta, na segunda metade do século XIX, na encosta da Serra do Veado – que são os morros do horizonte da cidade.
Conta a “Lenda” que, uma garotinha muito doente, estava sendo transportada deitada, em uma rede, na tentativa de chegarem a Vila de São Paulo dos Agudos, centro civilizado mais próximo. Porém, uma violenta tempestade caiu naquele dia, impedindo que a caravana prosseguisse. A criança não agüentou a rusticidade da viagem e faleceu. Então, os homens que a transportaram pela mata decidiram enterrá-la ali mesmo.
Com o passar do tempo, outras crianças mortas naquela região inóspita – e também corpos de pessoas adultas – foram sepultadas no local, por falta de um cemitério oficial.
Provavelmente no ano de 1887, os sertanejos ergueram, em meio à mata virgem, um Cruzeiro para marcar o lugar dos sepultamentos, cujo local, onde 18 anos mais tarde, se constituiria o “Patrimônio da Santa Cruz dos Inocentes”. Dos Inocentes, porque junto a ela, continuaram os sertanejos a sepultar as crianças falecidas, os “anjinhos”, em razão da grande distância de São Paulo dos Agudos.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
O sertanejo mineiro Faustino Ribeiro da Silva, benemérito, mandou construir no local, modesta capela dedicada a Nossa Senhora e, de um marco religioso, nasce o Patrimônio. Ao derredor da Capela e da Santa Cruz dos Inocentes, foi se esboçando e crescendo o povoado, vão chegando os primeiros moradores, surgem às primeiras casas e as primeiras vendas.
Em 18 de maio de 1895, dá-se a constituição do “Patrimônio da Santa Cruz dos Inocentes.”
Em 1903, o Coronel Virgílio Rodrigues Alves e sua esposa Guilhermina de Oliveira Alves, chegam à região de Bauru, quando adquiriu aproximadamente 6.000 alqueires de terras de diversas qualidades, com 1.474.521 milhões de pés de café, incluindo a Fazenda Veado e suas secções, incluindo a Fazenda Santa Maria e outras.
Em 1905, o povoado se transfere do Patrimônio da Santa Cruz dos Inocentes, para junto dos trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, na atual localização do município, surgia assim, a Vila Piratininga, compreendida em 15 alqueires cedidos pelo Coronel Virgílio Rodrigues Alves, à Companhia Paulista de Estradas de Ferro, no vale do Córrego do Veado, e junto aos trilhos da Estrada de Ferro.
A área foi dividida em lotes, num traçado bem original, pelo engenheiro Dr. Adolpho Augusto Pinto.
A ocupação da área do atual município de Piratininga ocorreu a partir do final do século XIX, no segundo momento da expansão cafeeira, pelo interior do estado de São Paulo.

A CHEGADA DO CAFÉ
Em pequena escala, o café chegou antes da ferrovia às bordas do patrimônio de Santa Cruz dos Inocentes. As primeiras sementes vieram nas algibeiras dos desbravadores e eram plantadas para consumo próprio, nos sítios dos exploradores que se fixaram nas franjas da Serra do Veado. Desse consumo próprio, a atividade de produzir café passou ao comércio entre vizinhos, mas a renda desses primeiros cafeicultores de Piratininga não chegava nem perto das grandes fortunas que iriam surgir em um futuro próximo.
A era das plantações em larga escala começou quando a família Rodrigues Alves adquiriu os mais de 10 mil alqueires de terras que foram chamados de Fazenda Veado. O impulso seguinte partiu das negociações com a ferrovia de Companhia Paulista, para que a linha que chegara a Agudos em 1903, avançasse até as cercanias do pequeno povoado dos Inocentes. Aí entrou em cena um conceito criado na época pelos executivos das ferrovias, o de “cidades imediatamente interessadas” em atrair o trem.
Em Piratininga, os elementos que deram suporte a esse conceito foram o patrimônio de Santa Cruz dos Inocentes e o café da Fazenda Veado, que estava nas mãos de uma família poderosa e rica o bastante para provocar a fundação da vila e trazer a ferrovia.

A CULTURA DO ALGODÃO
O plantio do algodão foi a segunda cultura agrícola mais importante para a cidade de Piratininga na era  do predomínio da cafeicultura. Se por um lado nunca tenha ultrapassado o café em importância, por outro percorreu os mesmos caminhos que ele nos meandros da história do município.
O Brasil teve grandes surtos de produção de algodão, que ocorreram nas décadas de 1860, 1910 e 1930.
O primeiro grande surto foi causado pela interrupção da produção nos Estados Unidos, durante a Guerra Civil americana, o segundo devido à Primeira Guerra Mundial, e o terceiro ocorreu quando o café entrou em declínio – um reflexo da crise mundial de 1929, aliada à superprodução.
Em Piratininga, a cultura do algodão tomou impulso em 1930, levando a empresa Anderson Clayton a instalar suas máquinas na cidade no ano de 1935, partilhando o trabalho de beneficiamento com a Máquina Santa Terezinha – da família Maluf – e a Máquina Bandeirante – da família Farha.
O beneficiamento atingiu seu pico em Piratininga na década de 1940, mantendo-se rentável nos anos de 1950 e 1960, mas declinou nas décadas seguintes.
Durante o seu auge, as máquinas de beneficiamento atraíram filas intermináveis de caminhões, carroças e carros de boi, que vinham das fazendas da região e de muitas outras cidades – até mesmo de outros estados – para vender a produção de algodão em Piratininga.
O complexo industrial do algodão no município ainda contava com a Fiação e Tecelagem Haddad-Milani.

A ESTRADA DE FERRO
A inauguração da Estação da Estrada de Ferro ocorreu em 25 de Janeiro de 1905 – com o Ramal: Pederneiras, Itatingui, Piatã, Espírito Santo da Fortaleza, Agudos, Taperão, Itaquá, Batalha e Piratininga.
Começa o tráfego de comboios de carga e passageiros. Piratininga tinha uma tarefa histórica a cumprir: “Centro abastecedor à boca do sertão”. Durante mais de dez anos, Piratininga permaneceu como ponta de trilho provisório da Companhia Paulista.
A partir da década de 1920, a ferrovia, partindo de Piratininga avança até as barrancas do Rio Paraná, com cidades da Alta Paulista, obedecendo a Ordem Alfabética da denominação das estações.
Piratininga se liga a Bauru, só em 1936, quando se deu a inauguração do ramal ligando Bauru a Piratininga, e de Piratininga a toda a Alta Paulista.
Somente na década de 1940, é que foi desativado o ramal: Pederneiras – Agudos – Piratininga, por falta de usuários e aconteceu a eletrificação do tronco até Cabrália Paulista.
Em 01/05/1976, com a passagem do último trem por Piratininga, é completamente desativado o trecho: Bauru – Piratininga – Alba – Brasília – Horto Florestal – Cabrália Paulista – Duartina – Gália – Garça.

CONSTRUÇÃO DA IGREJA DE SANTA MARIA
Em 1906, na Vila Piratininga, é formada a Comissão Pró Construção da Igreja composta pelos senhores: Francisco Carneiro Giraldes (presidente), Isidoro da Silva Pires (secretário), depois substituído pelo seu filho João Batista Pires, Juvenal Armando Cardoso Gomes (tesoureiro), depois substituído pelo coronel José Cardoso Franco. Também fizeram parte da Comissão, o Cel. José Pereira de Campos, Major Ignácio da Silva, Margarido Pires e Felix Pola.
Com sua construção iniciada em 1907, (construtores: Antônio Francisco Davatz e Augusto Cogo), é solenemente inaugurada a Igreja de Santa Maria de Piratininga, no dia 2 de abril de 1909, com a entronização da imagem da Padroeira Santa Maria e missa celebrada pelo Padre Elias Francisco Vártalo, então Vigário de Bauru.
Esta porção de pioneiros, bravos colonizadores, que por esta região viviam, era assistida espiritualmente, de quando em quando, no Patrimônio (1895) e depois na Vila Piratininga (1905), pelos Vigários de Agudos.
Depois de 1908 a 1910, pelos Vigários de Bauru, tornando em 1911, novamente aos cuidados dos Vigários de Agudos, até 29 de julho de 1916 quando foi criada a Paróquia Santa Maria de Piratininga, desmembrada da Paróquia de Agudos, ocupando ¾ partes da mesma, Diocese de Botucatu, por Dom Lúcio Antunes de Souza, seu primeiro Bispo, compreendendo as, então, capelas de Bom Jesus do Mirante (Cabrália Paulista), e Santa Luzia do Serrote (Duartina). O seu primeiro Vigário foi o padre João Sandoval Pacheco.
A partir de 1964, a Paróquia de Piratininga passou a pertencer à recém-criada Diocese de Bauru.
No município, além de capelas de propriedades rurais de particulares, também existem as Capelas de Brasília Paulista e Alba.
Deve se ressaltar também, o Mosteiro Santa Beatriz, que foi recentemente construído no município.

CONSTRUÇÃO DO NOVO CEMITÉRIO
Em 1909, o piedoso casal Manoel Pedro Carneiro e sua esposa, Rita Maria da Conceição, lavradores residentes na Fazenda Veado, doam à “Santa Cruz”, em escritura pública lavrada, que ficou pertencente à Diocese, uma área de oito alqueires e uma quadra, das terras que possuíam na referida Fazenda Veado, terras estas onde se achavam a Capela e a Santa Cruz. Os oito alqueires e uma quadra de terras ficavam dentro da Fazenda Veado, e mais tarde com a retaliação da Fazenda Veado, ficou dentro da Fazenda Santa Maria, para a construção do Patrimônio.
O objetivo da doação era a criação de um cemitério oficial, reconhecido pela Igreja Católica, para que os espíritos das mais de 60 crianças enterradas ao lado da Santa Cruz, e que também se pudesse sepultar ali os adultos, para que tivessem destino certo.
A Igreja nomeou, em junho do mesmo ano, o senhor Manoel Pedro Carneiro o primeiro FABRIQUEIRO do Patrimônio de Santa Cruz dos Inocentes.
A partir da fundação o povoado cresceu e passou à sentir de modo mais intenso os movimentos da marcha pioneira. Aproximavam-se as grandes lavouras de café e a ferrovia, em sua contínua procura do Oeste Paulista.

O FIM DO ANTIGO PATRIMÔNIO
A Fazenda Santa Maria, é onde estava situado o povoado de Santa Cruz dos Inocentes, de cuja doação de oito alqueires e uma quadra, foram doados à Diocese, e em 1909, é inaugurado um novo cemitério em Piratininga, e já, com a nova área do atual cemitério, foi decretado a remoção de restos mortais do cemitério antigo, e decretado o fim do Patrimônio.
As famílias interessadas procederam à exumação dos ossos de seus parentes, lá do cemitério do Patrimônio Santa Cruz dos Inocentes, e a inumação no cemitério da Vila de Piratininga a partir de 1909.
Em 1916, a Câmara Municipal de Piratininga autoriza o prefeito a publicar editais com prazo de 30 dias, chamando os interessados para a remoção dos restos mortais existentes no cemitério do ex-patrimônio Santa Cruz dos Inocentes, e em 1916, é doado um lote de terra perto do antigo cemitério, e construído uma Capela e um Cruzeiro, como forma de lembrança do antigo cemitério onde existia uma capela e um cruzeiro.
 
CONSTRUÇÃO DA NOVA CAPELA

A Capela do antigo cemitério chamava-se Capela de Nossa Senhora, e a nova Capela construída em outro lote, com um cruzeiro, ficou denominada de Capela Nossa Senhora do Desterro, em virtude das famílias terem que desenterrar seus entes queridos, no antigo cemitério, e levá-los para o novo Cemitério.
A Capela Nossa Senhora do Desterro, foi doação de João Herberto dos Santos e Julieta Stersi dos Santos.
Nossa Senhora do Desterro é a Padroeira, dos que tiveram que deixar sua Pátria, ou o local onde se está alocado, para migrar para outro local, refugiar em outras terras, é a Padroeira dos Imigrantes, porém a “LENDA” em Piratininga, o motivo foi esse, de migrar de um cemitério para outro. Por isso: Capela Nossa Senhora do Desterro. É esta a imagem que se encontra no altar da Capela Nossa Senhora do Desterro, em Piratininga, Sagrada Família migrando para o Egito, fugindo de Herodes.

ORIGEM DO NOME
Primeiro Nome:

PATRIMÔNIO SANTA CRUZ DOS INOCENTES – em alusão às almas das crianças que habitavam o campo santo improvisado.
Segundo Nome:
VILA PIRATININGA – Por ocasião da fundação do Povoado.
Terceiro Nome:
PIRATININGA
 – Nome definitivo, adotado por ocasião da elevação do Distrito à categoria de Município, permanecendo até os dias atuais.

SIGNIFICADO DO NOME
PIRATININGA
 - Segundo diversas publicações, o Topônimo Piratininga é de etimologia indígena, de origem tupi-guarani, e significa “o peixe-a-secar” ou “seca-peixe”. Porém isto não diz respeito à cidade.
O nome Piratininga para a cidade foi proposto pelo Dr. Adolpho Augusto Pinto, engenheiro da Cia Paulista de Estradas de Ferro, autor do original traçado da cidade, em lembrança do primeiro centro de civilização no planalto paulista, em 1554, pois a nova povoação comparada com São Paulo de Piratininga tinha uma tarefa histórica a cumprir: “centro abastecedor à boca do sertão” e “núcleo avançado na Alta Paulista”. E realmente foi essa a sua função inicial.
E, para ser mais completa a homenagem histórica, foi dado o nome de Avenida Anchieta, em 1907, à via pública, que partindo da estação ferroviária, terminava no largo da igreja, depois denominada Avenida Adolpho Pinto, em 1914 e Avenida Coronel Soares em 1948.
Assim, o nome da cidade deu-se de São Paulo de Piratininga a Piratininga de São Paulo.
Piratininga – nome da aldeia de índios “Guaianazes”, de que era soberano o cacique Tibiriçá. – Campos de Piratininga, era o assim chamado quase todo o território compreendido entre o campo do Ipiranga e parte do município de São Paulo.
Portanto, o nome Piratininga, foi uma analogia à cidade de São Paulo, pela semelhança ao seu traçado original.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
As primeiras décadas do século XX foram de grande prosperidade. Com os bons resultados obtidos pela economia cafeeira, o povoado cresceu, atraindo milhares de migrantes para as atividades do complexo econômico.
Diante deste fato, em 1906 é criado o Distrito Policial – sendo nomeado o primeiro Subdelegado do Distrito o Capitão Belmiro Coelho da Silva.
Em 30 de Novembro de 1907, através do Decreto Lei Estadual nº 1122, o povoado foi elevado à categoria de Distrito de Paz, pertencente ao município de Bauru. Sua instalação ocorreu em 11 de Abril de 1908.
Em 16 de Dezembro de 1910, através da Lei 1225, foi transferido do município de Bauru para o município de Agudos.
O primeiro Juiz de Paz do Distrito foi o Major Ignácio Nogueira, o primeiro escrivão do Registro Civil foi Joaquim Cardia Junior, e o primeiro Subprefeito foi o senhor Edgard Roberti.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 17 de Dezembro de 1913, através do Decreto Lei Estadual nº 1395, o Distrito foi elevado à categoria de Município, desmembrado do município de Agudos, já com seu nome alterado para Piratininga. Sua instalação ocorreu solenemente em 14 de Março de 1914. Compreendidos então, os atuais municípios de Cabrália Paulista (Mirante) e Duartina (Santa Lucia do Serrote).
O município de Duartina desmembrou se em 1926, e o de Cabrália Paulista desmembrou se em 1948.
Pertenceram também ao município de Piratininga, os Distritos e hoje atuais municípios de Gália (São José das Antas), Lucianópolis (São Pedro das Antas), Ubirajara (Nova Hema), Caçador e Fernão. Em 06/08/1925, Piratininga reconhece e incorpora ao Patrimônio Municipal, a Vila São José das Antas, atual Gália.

CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DA COMARCA
Em 31 de Dezembro de 1927, através do Decreto Lei Estadual nº 2256, o município de Piratininga é elevado à categoria de Comarca, desmembrada da Comarca de Agudos.
Sua instalação ocorreu em 27de Abril de 1928.
O primeiro Juiz de Direito da nova Comarca foi o Dr. José Corrêa de Meira e o primeiro Promotor Público, o Dr. Aristides Salles Filho.
Após alguns anos, da Comarca de Piratininga foram desmembradas as Comarcas de Marília em 27/06/1933, a de Garça em 06/04/1935 e a de Duartina em 30/12/1953.
O FORUM da Comarca funcionou por 41 anos, nos 1º e 2º prédios do PAÇO MUNICIPAL (Prefeitura e Câmara), até a inauguração do seu prédio próprio, em 08/03/1969.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
Com a crise do café que teve seu início em 1929, ocorreram mudanças importantes na economia local.
A partir dos anos de 1930, o município passa por um processo de diversificação das atividades no campo, principalmente com a expansão da cultura do algodão, e com o surgimento das máquinas de beneficiamento, empresas industriais e o crescimento do setor comercial e de serviços na zona urbana de Piratininga.
Como essas atividades não conseguiram absorver o contingente de mão-de-obra dispensado no campo, inicia-se a partir dos anos de 1940, um período de evasão populacional que vai até os anos de 1980.
Nesta fase acima descrita, os índices de urbanização do município de Piratininga se elevam gradativamente, a vida urbana ganha complexidade com o processo de modernização vivenciado em todo o país, observando-se uma relativa expansão urbana com o surgimento de alguns bairros.
Em sua história mais recente, na década de 1980, foi cogitado pelo Governo do Estado de São Paulo, segundo o historiador Élio Pires Rosa, que a Capital Administrativa Paulista fosse transferida para o município, fato que não se concretizou, mas repercutiu muito entre os munícipes e na região.
Também, em período mais recente da história de Piratininga, é marcado por forte crescimento da área urbana, com a construção de vários conjuntos habitacionais, residenciais e loteamentos. Verifica-se também a ampliação e diversificação da estrutura de serviços, reflorescimento do comércio, e o desenvolvimento de atividades relativas ao turismo e crescimento do número de indústrias, inclusive com a ocupação parcial do Distrito Industrial.
Na área rural, observa-se uma maior diversificação de atividades agrícolas, a pecuária continua com importância, tendo como principais novidades o crescimento da citricultura e da produção de eucaliptos, além da presença de assentamentos e acampamentos de trabalhadores rurais.
A seguir, informações de um importante fato para a história de Piratininga, ocorrido no final da década de 1970, e início da década de 1980, do século passado, e que mereceu um destaque dentro do contexto turístico estadual: em 1989, por meio do então Deputado Estadual Roberto Purini, de Bauru, foi apresentado um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o de nº 0246/1989, que tinha como emenda, transformar o município de Piratininga em Estância Hidromineral. O assunto foi notícia de jornais da época, tal como o Jornal Folha da Cidade, de Piratininga.
Porém, o último andamento do projeto, no entanto, foi votado pelo seu arquivamento, em 05 de abril de 1991, nos termos do Inciso IV do art.1º da Resolução 666/88 (DOE p.93). Cogitou-se inclusive à época, o município receber um Cassino, contudo esta questão igualmente não prosperou.

SONDAGENS E PERFURAÇÕES PETROLÍFERAS
Um capítulo especial, na história da região onde está hoje o município de Piratininga diz respeito ao TERMALISMO. Entre 1979 e 1980, a então empresa PAULIPETRO CONSÓRCIO CESP/IPT, realizou sondagens na região de Piratininga pesquisando a possível existência de petróleo, uma vez que geologicamente indicava-se esta possibilidade em seu subsolo.
Contudo, nestas sondagens do poço perfurado “numa profundidade de 991 metros” jorrou água sulfurosa de caráter medicinal, numa temperatura de 45 graus, acentuado teor de sal e cheiro de enxofre, com cerca de 80 mil litros/hora e fagulhas de basalto trazidos do seu fundo.
Nesta ocasião, surgiu uma esperança de que o município se tornasse um balneário, e desse início à exploração do turismo, possivelmente qualificando-se como Estância Hidromineral.
Deste acontecimento histórico para o município, e para a região, nasce o Empreendimento ÁGUAS QUENTES DE PIRATININGA, até hoje, o principal atrativo turístico indutor de visitação, tanto de associados, moradores local ou não, e turistas.
Fonte:
Texto Extraído da Obra – Boca do Sertão – A História de Piratininga na Marcha do Café.
Autor: Luís Paulo Cesari Domingues.
Apoio:
Prefeitura Municipal de Piratininga.
Gentílico: Piratininganos
 

GALERIA DE PREFEITOS

PREFEITOS ELEITOS PELA CÂMARA MUNICIPAL

 

ANTÔNIO JOAQUIM MARGARIDO PIRES 18/03/1914
CEL. JOSÉ CARDOSO FRANCO 31/05/1918
NICANOR AMARO DA SILVA 15/01/1923
MANOEL JORGE VERÍSSIMO 1925
DR. JOSÉ LISBOA JUNIOR 15/01/1926
ANTÔNIO DIAS SOARES 29/01/1929
DR. JOSÉ LISBOA JUNIOR 08/02/1929
DR. JOSÉ LISBOA JUNIOR 08/01/1930
 


PREFEITOS NOMEADOS PELO INTERVENTOR FEDERAL - GOLPE DE 27/10/1930

 

CEL. MANOEL GOMES DOS SANTOS 1930
ANTÔNIO DIAS SOARES 27/10/1930
DR. JOSÉ LISBOA JUNIOR 18/05/1931
DR. JOÃO EVANGELISTA BASTOS 10/09/1931
DR. JOSÉ LISBOA JUNIOR 23/11/1931
CAPITÃO EZEQUIEL DA SILVA GUEDES 24/12/1931
DR. PEDRO FREIRE GOMES 02/05/1932
ANTÔNIO DIAS SOARES 02/07/1932
JOSÉ GUEDES DE ALCÂNTARA 28/07/1932
DR. LEONEL FERREIRA DE SOUZA 07/10/1932
DR. JOSÉ GUEDES DE ALCÂNTARA 10/10/1932
DR. EUCLYDES GOMES 04/11/1932
CAPITÃO ESDRAS ERILMERODACH DE OLIVEIRA 06/07/1933
ARISTÓTELES DE MENDONÇA 19/08/1933
DR. PEDRO FREIRE GOMES 31/08/1933
ARISTIDES RODRIGUES DE CASTRO 28/12/1935
ANTÔNIO DIAS SOARES 11/01/1936
ARISTIDES RODRIGUES DE CASTRO 12/02/1936
 


RETORNO À CONSTITUCIONALIZAÇÃO - PREFEITOS ELEITOS

 

ANTÔNIO DIAS SOARES 23/05/1936
JOSÉ GUEDES DE ALCÂNTARA 04/05/1937
ANTÔNIO DIAS SOARES 02/08/1937
JOSÉ GUDES DE ALCÂNTARA 09/08/1937
 


PREFEITOS NOMEADOS PELO INTERVENTOR FEDERAL - GOLPE DE 10/11/1937

 

CARLOS DA ROCHA PARANHOS 02/05/1938
FRANCISCO SENISE 24/08/1938
DR. JOÃO MENDES 21/11/1945
FRANCISCO SENISE 10/12/1945
JOSÉ CARDOSO FRANCO NETTO 21/08/1946
JOSÉ DOS SANTOS FILHO 26/05/1947
SARGENTO OLYMPIO JOSÉ THEODORO 30/05/1947
 

 RETORNO À CONSTITUCIONALIZAÇÃO - PREFEITOS ELEITOS

 

JOSÉ DOMINGUES CAETANO 01/01/1948
FRANCISCO JOSÉ THEODORO 01/04/1951
JOSÉ DOMINGUES CAETANO 15/05/1951
DR. ANTÔNIO FERREIRA DO ESPÍRITO SANTO 01/01/1952
OLYMPIO FERNANDES 01/06/1952
DR. ANTÔNIO FERREIRA DO ESPÍRITO SANTO 30/08/1952
OLYMPIO FERNANDES 10/03/1953
DR. ANTÔNIO FERREIRA DO ESPÍRITO SANTO 05/05/1954
JOSÉ CARDOSO FRANCO NETTO 1/01/1956 À 31/12/1959
FIRMINO SILVEIRA FRANCO 01/01/1960
MANIF HALIM FARHA 26/08/1963
FIRMINO SILVEIRA FRANCO 07/10/1963
PROFESSOR WILSON MARIO DOS SANTOS 01/01/1964
JOSÉ DOMINGUES CAETANO 14/10/1968
PROFESSOR WILSON MÁRIO DOS SANTOS 16/11/1968
DR. JOSÉ CARLOS SOARES 01/02/1969 À 30/01/1973
GERALDO PEREIRA DA SILVA 31/01/1973 À 31/01/1977
PROFESSOR JOÃO PARANHOS VELHO 01/02/1977 À 31/01/1977
ODAIL FALQUEIRO 12/12/1979
PROFESSOR JOÃO PARANHOS VELHO 31/01/1983
GERALDO PEREIRA DA SILVA 01/02/1983 À 31/12/1988
ODAIL FALQUEIRO 01/01/1989 À 31/12/1992
GERALDO PEREIRA DA SILVA 01/01/1993 À 31/12/1996
ARMANDO PERSIN 01/01/1997 À 31/12/2000
ODAIL FALQUEIRO 01/01/2001 À 31/12/2004
MAURO MARTINÃO 01/01/2005 À 31/12/2006
SILVA MENDES SOARES 01/01/2007 À 31/12/2008
ODAIL FALQUEIRO 01/01/2009 À 31/12/2012
CARLOS ALESSANDRO FRANCO BARRO DE MATOS 01/01/2013 À 31/12/2016
CARLOS ALESSANDRO FRANCO BARRO DE MATOS 01/01/2017 À 31/12/2020
JORGE LUIS DIAS 01/01/2021 À 31/12/2024

OBS.: O Sr. ANTÔNIO JOAQUIM MARGARIDO PIRES, foi o primeiro Prefeito de Piratininga.


Faço parte dessa história
Empresas que fazem parte da história desta cidade.
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Entendi.