IRAPUÃ

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IRAPUÃ - Sete Barras




Memorial

IRAPUÃ
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Sete Barras

Prefeitura Municipal de Irapuã

Av. Altino Arantes, 122
CEP: 14990-000
Fone: (17) 3556-1600
Email: prefeitura@irapua.sp.gov.br
Site: www.irapua.sp.gov.br

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
Em meados de 1875, chegavam a esta região, as famílias dos senhores Hipólito José Godoy e Luiz Marques, que imaginavam aqui morar e tinham como finalidade cultivar cereais, pois a região – com exceção da parte localizada entre os Três Córregos (Rio Cubatão ou Barra Mansa, Córrego do Bacuri ou Cervo Grande e Córrego Cervinho) que era estéril – apresentava-se propícia a qualquer tipo de cultura. Abriu-se a princípio uma clareira no local hoje denominado Palmital, na qual construiuse uma pequena capela em louvor a São Félix, na ocasião um Frei itinerante rezou a primeira missa. Mais tarde resolveu-se mudar a Vila, para um local mais acessível. Mudou-se então para as proximidades do Córrego Cervinho, onde Hipólito José Godoy e Luiz Marques construíram uma capela em louvor a Nossa Senhora do Carmo, ofertando uma imagem da Santa que foi colocada no Altar-mor.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Já no princípio do século XX, chegaram à Vila novas famílias de lavradores que adquiriram alguns alqueires de terra, a fim de formar suas fazendas. Chefiadas pelos senhores Fabiano Moreira, José Bilica, Nhonho Alves, Joaquim Venâncio e Agostinho Goulart, instalaram-se em casebres provisórios e dedicaram-se inteiramente ao preparo das terras, principalmente no cultivo de rubiáceas (cafezais). Com o aumento da população, trataram seus fundadores de batizar o povoado, que recebeu o nome de CERVILHO, por achar-se localizado as margens do córrego de igual nome. Em 1899, houve a doação de 40 alqueires à Padroeira do Cervilho, sendo que 20 alqueires, por Manoel Marçal da Silva, Antônio Marçal da Silva e Pedro Domingos da Silva e sua mulher Anna Cândida da Silva, conforme transcrição de nº 2034  do livro 3, folhas 359 de 22 de março de 1900, consta a escritura particular, de 28 de dezembro de 1899, pelas pessoas acima mencionadas. No ano de 1926, foi iniciada a plantação em grande escala de café, obedecendo a métodos racionais de plantio. O pioneiro na plantação de café em Irapuã foi o senhor Amadeu Bruzza, que em 1927, já possuía 280.000 pés plantados e produzindo em sua fazenda chamada “Firmeza”.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 30 de Setembro de 1930, através do Decreto Lei Estadual nº 2427, a Vila Cervinho foi elevada a categoria de Distrito, recebendo o nome de Irapuã, pertencendo ao município de Novo Horizonte.

ORIGEM DO NOME
O nome, Irapuã, foi dado – segundo João Ferretti, (1883 – 1970) – pelo senhor Machado Rolemberg, antigo dono da Fazenda Barretão. Originário da Língua Tupi-Guarani, Irapuã, faz referência a uma espécie de abelha bastante comum no Brasil e em grande quantidade no município, que apesar de não possuir ferrão é bastante agressiva e violenta. Pertence à família dos meliponídeos, mede de 6,5 a 7 mm de comprimento, possui cor preta, reluzente, com reflexos violáceos nas asas, produz pouco mel com qualidade inferior e sabor desagradável, e também é conhecida por Arapoã e Arapuá. O significado da tradução do nome Irapuã (Ira = mel e Puã = redondo), dá-se pela forma arredondada da colmeia construída pelas abelhas que é de meio metro de diâmetro e geralmente dependurada nas árvores.

CRIAÇÃO DA PARÓQUIA
Em 1934, após muita insistência, por parte dos moradores da pequena cidade. Dom Marcondes Homem de Melo – então Bispo da diocese de São Carlos – criou a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em louvor à padroeira de Irapuã, nomeando para seu pároco o Padre Simão Backer, que aqui chegou em 28 de dezembro de 1934.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Com o grande crescimento, e o aumento gradual da arrecadação municipal, obedecendo a um ritmo dinâmico, concentrado particularmente em seu início, na plantação de café, foi o Distrito de Paz de Irapuã, elevado à categoria de Município, através do Decreto Lei Estadual nº 14334, de 30 de Novembro de 1944, desmembrando-se assim, do município de Novo Horizonte, mas tendo sua área territorial composta por dois Distritos: Irapuã e Sales. Somente em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei nº 233, Sales é desmembrado de Irapuã, e anexado ao município de Novo Horizonte.

REGISTRO DO HISTORIADOR - LINHA DO TEMPO
Depoimento de PAULO PRADO DE SIQUEIRA (84 ANOS) nascido em Dobrada, estado de São Paulo, em 12 de dezembro de 1920. Veio para Novo Horizonte,quando tinha mais ou menos 7 anos, lá viveu até 1943, quando veio para morar na fazenda do pai, chamada Baguaçu, pertencente ao município de Irapuã. Enquanto morava na fazenda vinham todos os fins de semana para Irapuã, onde participava dos bailes, das festas, com os amigos, os quais eram: Zico Marques, doutor Raal, Valdemar Ferrari e Zezinho Marques.
Em 1945 o pai vendeu a fazenda, e ele, Paulo, veio morar com a sua irmã “Lita”, Maria Prado Pagani, esposa do senhor Carlos Pagani, na casa onde reside atualmente o filho de Carlos Pagani.Trabalhava nesta época na máquina de benefício de arroz e café do cunhado, o prédio ainda existe, na Rua Jerônimo Machado. “O prefeito da cidade era o Luís Puga. Naquela época a cidade era muito pequena, só tinha praticamente a Rua Jerônimo Machado e a João Lopes de Oliveira. Não tinha energia elétrica, que só foi chegar em 1950, e não para todo mundo, a máquina de benefício era movida a vapor, tinha caldeira e tudo, os carros eram movidos a gasogênio, tinham um tubo atrás do banco do motorista, os homens calçavam botas e andavam armados, era como coronéis. Uma das famílias mais influente da época eram os Gonzagas, o Coronel Pedro Gonzaga era um homem muito influente. Havia muita produção de cereais, arroz e café.Trabalhei bastante na máquina” – conta o senhor Paulo.
Em 1947 foi indicado para prefeito da cidade. Ele não queria, porque trabalhava na máquina e achava difícil também desempenhar mais esta função, mas se lembra que foi o próprio Cel Pedro Gonzaga que foi até ele para dizer que seria o prefeito.
O senhor Paulo lembra, “estávamos na época da Ditadura de Getúlio Vargas, não existia Câmara Municipal, os prefeitos tinham que seguir as ordens do Governador, que era o Ademar de Barros, qualquer erro que se cometia alguém já mandava uma denúncia para o governador e o prefeito era destituído, assim aconteceu com o Puga, para tomar posse tive que ir para São Paulo, no Palácio do Governo, nos Campos Elíseos”.
A Prefeitura era no prédio que existia, à Rua João Lopes, ao lado da casa do Carlos Pagani, os funcionários de que se lembra, eram o Bertolino da Silva, que era o tesoureiro, o Dito Bode que trabalhava com carroça de limpeza e o Pedro Mariano com a carroça de entrega de carne. Explica que na verdade, não era um cargo de prefeito, era mais uma coordenação, por exemplo, porque era tempo de guerra (a segunda Grande Guerra que acontecia na Europa) o povo não tinha dinheiro, então o governo mandava mercadoria para as cidades, a preços populares, funcionava assim: o “prefeito” ia até São Paulo, falava diretamente com o secretário do Governador, passava para ele a lista das necessidades da cidade, o governador autorizava o envio, e as mercadorias vinham até Catanduva, pegava-as com um caminhão, levava até o barracão da Prefeitura e só então  vendia os produtos para os comerciantes que as revendiam  para o povo – por exemplo – açúcar, sal, ferramentas(enxadas,enxadão),roupa popular e querosene, que era usado na iluminação das casas, em lamparinas, lampiões.Os produtos eram vendidos aos comerciantes com o preço que vinha de São Paulo, este dinheiro tinha que voltar para São Paulo, através de Bancos em Novo Horizonte ou Catanduva. Até o dia 5 de cada mês, tinha que mandar o balancete da prefeitura para São Paulo. Só podia fazer alguma obra, conserto, reforma se viesse dinheiro de São Paulo para fazer. O prefeito ganhava 700 mil réis, era muito pouco.
Os comerciantes de que se lembra eram: Luís Puga (venda na rua Jerônimo Machado,a casa foi desmanchada,quase em frente à máquina), João Ferretti – na esquina dos Ronchi, e Manoel Frasão que tinha também bomba de gasolina. Ficou mais ou menos um ano como prefeito, em 1948, aconteceu à eleição para prefeito, quando disputaram João Correa e Carlos Pagani, vencendo o primeiro. “A cidade era calma, mas na política a coisa engrossava. Um dia, durante a campanha para prefeito, um deputado estava visitando a cidade, estava na casa do Carlos Pagani, ia ter um comício, na casa dele, já ia começar, quando ficamos sabendo que o povo do João Correa estava todo armado, com carabina, revólver, que iam descer. Pedi licença para o meu cunhado e fui até a casa do João Correa, que era na esquina acima, do outro lado da rua. O senhor João me disse que o povo do Carlos estava afrontando, porque não podia ter comício a menos de 100 metros do outro.Voltei, falei para o deputado que disse que ele tinha razão,por isso o comício não aconteceu, quase que acontece uma tragédia,só por falta de conversar” – conta o senhor Paulo.
Em 1948, também foi eleito vereador pelo PTB, um ano mais tarde casou-se com a senhora Águeda Vieira de Siqueira, filha do senhor Antônio Vieira da Sorveteria, com quem teve quatro filhas, morou algum tempo na cidade, depois foi morar na fazenda conhecida como Casa Amarela, do senhor Carlos Pagani,hoje fazenda do Clóvis Pagani.Voltou para Irapuã e permaneceu aí até  1964, quando se mudou com a família para São José do Rio Preto, onde vive  com a esposa.
Gentílico: Irapuense

GALERIA DE PREFEITOS
 

JOÃO CORREA RAMOS 1948 à 1951
EUCLIDES BERGAMASCHI 1952 à  1955
CARLOS PAGANI 1956 à 1959
LUIZ ZANINI 1960 à 1963
DIONYSIO MIGLIORANÇA 1964 à 1968
HELIO CIOCCA 1969 à 1972
DIONYSIO MIGLIORANÇA 1973 à 1976
BENEDITO DE ASSIS SILVA 1977 à 1982
JOSE RODRIGUES PONTES 1983 à 1988
HELIO CIOCCA 1989 à 1992
DONIZETE PAULO MIRANDA 01/01/1993 à 31/12/1996
NELSON DA SILVA 01/01/1997 à 31/12/2000
HAROLDO PEREIRA CIOCCA 01/01/2001 à 31/12/2004
LEILA SILVA DO PRADO MIRANDA 01/01/2005 à 31/12/2008
OSWALDO ALFREDO PINTO 01/01/2009 à 31/12/2012
OSWALDO ALFREDO PINTO 01/01/2013 à 31/12/2016
HAROLDO JOSÉ PEREIRA CIOCCA 01/01/2017 à 31/12/2020
RENI APARECIDA DA SILVA 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Sr. JOÃO CORREA RAMOS foi o primeiro Prefeito de Irapuã.

 





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