ITAPURA

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ITAPURA - Jardim Atibaia Campinas




Memorial

ITAPURA
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Jardim Atibaia Campinas

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HISTÓRICO

 

OS PRIMÓRDIOS DA FORMAÇÃO DE ITAPURA

Antes do século XIX e durante as duas primeiras décadas do século passado, toda a região do extremo noroeste paulista encontrava-se coberta por uma densa floresta, habitada pelos índios Kaigangs. De Bauru para o oeste predominava a tribo. O povo Kaigang defendia ferozmente o seu território e a vinda do não índio para a região teve sua primeira ocorrência ainda no tempo do império, com a implantação da colônia militar do Itapura no ano de 1858. A guerra contra o Paraguai (1864/1870) levou o Brasil a construir o forte do Itapura. Em 11/12/1864 o Paraguai iniciou a invasão da província de Mato Grosso. Mobilizou, por via fluvial, o forte Coimbra, apoderando-se de Albuquerque e Corumbá. Por terra, venceu a guarnição de Dourados, depois Nioaque e Miranda e investiu contra Coxim. Surgiu a tríplice aliança contra o país vizinho, (Brasil, Argentina e Uruguai). O Paraguai queria se tornar a principal potência militar do Prata e os rios Paraná e depois Tietê, eram, po água, o caminho para as invasões para a tomada de parte do território brasileiro. Daí a construção do forte do Itapura que se transformou numa vila para o estacionamento de novas tropas. A história conta da construção de um túnel do castelo até as proximidades do salto. Nunca foi localizado. O Brasil assim, esperava barrar a investida do inimigo.
Em 09/01/1872 foi assinado o tratado definitivo de paz. Convém ressaltar que não só o Castelo, como também toda a vila militar, constituiriam na primeira ação do homem desbravando a região. Os soldados e construtores vinham pelo Rio Tietê e pelo Rio Grande e depois pelo Paraná, e a mais ou menos 500 metros antes das quedas retiravam as embarcações da água, recolocando-as após os saltos (que hoje já não existem mais). Antes da construção do Castelo e da vila militar nada mais havia na região como habitantes além da fauna, a presença dos índios Kaigang, depois também chamados de Coroados. Colocavam uma cuia na cabeça até o nível das orelhas. Daí para baixo raspavam o cabelo e ficavam, assim, coroados. Sempre houve a preocupação estratégica por parte dos governos imperiais em ocupar a região, para facilitar a comunicação com a província de Mato Grosso (hoje Estado do Mato Grosso do Sul), e garantir a integridade territorial do país. As previsões da época para o sertão de Itapura foram extremamente otimistas e afirmavam que naquele chão nasceria o maior centro industrial do país. O próprio escritor Euclides da Cunha, vislumbrou que nasceria ali uma opulentíssima cidade. No vértice da confluência do caudaloso Paraná com o lendário Tietê, surgirá uma grande metrópole declarou Euclides da Cunha.

A ORIGEM

Foram nas confluências dos Rios Paraná e Tietê, que em 1858, (construida pelo Governo Imperial) nasceu a Colônia Militar de Itapura, ou seja, Estabelecimento Naval de Itapura, protegido pelos Saltos de Itapura (em tupi-guarani: salto das pedras) e Urubupungá, hoje submersos pela represa de Jupiá.  Após a Guerra do Paraguai, a Colônia Militar de Itapura deixou de ter tanta importância estratégica, além do que o acesso à mesma era de grande dificuldade, possível apenas pelo Rio Tietê. Assim, acabou abandonado. Em 1905 já havia apenas ruínas, conforme constatou uma Comissão Geográfica Estadual, que buscava as Colônias de Itapura, e de Avanhandava.

O AVANÇO DA FERROVIA
Com o avanço da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, a Colônia inaugurou em 1911, a Estação Itapura, onde efetuava a travessia do Rio Paraná, através do Ferry Boat, para ligação com a Estrada de Ferro que dirigia a Corumbá.
Entretanto, como a região do Rio Tietê era assolado pela maleita, a N.O.B., em meados da década de 1920, construiu uma variante de Araçatuba a Jupiá passando mais ao sul, sobre o espigão divisor de águas do Tietê com o Rio Feio. A variante foi inaugurada em 1940, tornando-se a linha-tronco da ferrovia. O trecho entre Araçatuba e Lussanvira tornou-se um ramal. Todo o trecho com cerca de 78 km, entre Lussanvira e Jupiá, em piores condições sanitárias, onde se incluíam as estações de Ilha Seca, Timboré e Itapura, teve seus trilhos prontamente removidos.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O povoado de Itapura, no município de São José do Rio Preto, foi elevado a Distrito de Paz, através do Decreto Lei Estadual nº 1174, de 29 de outubro de 1909. Toda parte desse Distrito, situada à margem do Rio Tietê, foi incorporada ao Distrito de Paz de Penápolis através da Lei nº 1225, de 16 de outubro de 1910. Em 1911, declina à importância do povoado, com a mudança do local de pouso para Araçatuba e Lussanvira.
O Distrito de Itapura foi incorporado ao município de Monte Aprazível em 1924 e passou a denominar-se Novo Oriente, e a sua sede foi transferida para a povoação deste último nome, sendo elevado a Município em 1938, com o nome de Pereira Barreto. O Distrito de Itapura voltou a ser criado em 1959, com sede no antigo povoado e território desmembrado do Distrito de Bela Floresta.
Através da Lei nº 2008, de 23 de dezembro de 1924, transfere o Distrito de Itapura para o município de Monte Aprazível, com a denominação de Novo Oriente. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Distrito de Novo Oriente figura no município de Monte Aprazível. Assim figura em divisões territoriais datadas de 31/12/1936 e 31/12/1937 e no quadro anexo ao Decreto Lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Distrito de Novo Oriente, permanece no município de Monte Aprazível.
Pelo Decreto Lei Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, este Distrito passou a denominar-se Pereira Barreto, e foi transferido do município de Monte Aprazível para o novo município de Pereira Barreto.
Distrito criado novamente com a denominação de Itapura, atraves do Decreto Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, com Sede no povoado do mesmo nome, desmembrado do Distrito de bela Floresta, município de Pereira Barreto. Em divisão territorial datada de 01/07/1960, o Distrito de Itapura permanece no município de Pereira Barreto.
Finalmente, no final da década de 1960, com a inauguração da Usina Hidrelétrica Engenheiro Souza Dias (JUPIÁ) e o enchimento do reservatório, a cidade de Itapura foi inundada, restando apenas algumas construções em terreno mais alto, incluindo as ruínas da antiga colônia militar. Uma nova cidade foi edificada.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 28 de fevereiro de 1964, através do Decreto Lei Estadual nº 8092, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de Itapura, desmembrado de Pereira Barreto, constituído do Distrito Sede. A sua instalação verificou¬ se no dia 22 de março de 1965. Em divisão territorial datada de 01/06/1995, o município é constituído do Distrito Sede.

ITAPURA - UM ENCONTRO COM A NATUREZA
Com natureza exuberante e lindas paisagens naturais, o município de Itapura possui forte potencialidade turística. O turismo na região pode ser estabelecido por vários segmentos: Turismo de Pesca Esportiva, Turismo Histórico, Turismo de Lazer, Turismo Rural, Turismo Náutico.
Dentre os vários pontos turísticos do município de Itapura alguns merecem destaque por constituírem fatos importantíssimos na história do município e do nosso país, como o Castelo Imperial que serviu de abrigo ao comandante das tropas que tinham o dever de proteger o território brasileiro na Guerra do Paraguai.
Tem-se ainda a fantástica história da Usina Eloy Chaves (uma das primeiras para produção de energia) hoje submersa pelas águas do rio Tietê, e ainda o Vapor Tamandathay também submerso, que repousa nas águas majestosas do rio Tietê desde 20 de abril de 1883, portanto, a mais de cem anos, e hoje constitui se em fantástico ponto de mergulho.
No turismo de exploração temos ainda, a belíssima paisagem do encontro entre os rios Tietê e Paraná, a beleza da prainha municipal, além da ponte sobre o rio Tietê.
No turismo histórico merecem destaque a antiga delegacia da cidade, e também o palácio de Dom Pedro II.
Merece ainda destaque o cemitério antigo, submerso pelas águas e também algumas ruínas da cidade antiga. O município também conta com inúmeras pequenas propriedades rurais com grande potencial a ser explorado. Por ser uma região de clima quente, a pesca também é favorecida, assim como o turismo náutico esportivo.

A CONFLUÊNCIA DO RIO TIETÊ COM O RIO PARANÁ
As belezas naturais desta pacata cidade interiorana cativa seus visitantes. A confluência do Rio Tietê com o Rio Paraná – Foz do Rio Tietê - é sem dúvida um espetáculo da natureza. A vista aérea é magnífica, e constitui-se como um dos pontos belíssimos deste lugar onde a energia que emana do encontro das águas, é capaz de proporcionar ao visitante uma sensação de paz interior fenomenal com a leveza de espírito e liberdade. Com aproximadamente 1.150 km de extensão e cerca de 10 a 15 milhões de anos, o Rio Tietê, nasce no município de Salesópolis (região da serra do mar) a 840 metros de altitude, atravessa o estado de São Paulo, na direção de leste a oeste e tem sua foz no município de ITAPURA, onde deságua no rio Paraná. Chamado pelos índios de Anhembi, o rio ficou famoso como TIETÊ, o rio das conquistas, o caminho dos Bandeirantes nos séculos XVI e VXII. A palavra Tietê é de origem indígena (tupi) e significa caudal volumoso. O rio hoje poluído em vários trechos, em sua foz apresenta água limpa e grande variedades de peixes e plantas. E na confluência com o Paraná, dá um belíssimo espetáculo da natureza.

ÁREAS DE MERGULHO
As áreas de mergulho no município são pontos bastante procurados. Tem-se a Usina submersa Eloy Chaves, o navio vapor Tamandathay, o salto submerso, além das ruínas da cidade antiga. O mergulho na Usina submersa Eloy Chaves deve ser acompanhado de profissionais. A usina está praticamente intacta após anos de alagamento. Na usina é possível visualizar as antigas escadarias, os locais onde se localizavam as turbinas e vários outros pontos com boa visibilidade. O navio Tamandathay também pode ser visitado nas profundezas do rio Tietê onde repousa desde 1883, ou seja, a mais de cem anos. No local pouco resta do navio, os canhões que o compunham e outros apetrechos já não existem no local, mas o contato com o passado se faz presente a cerca de 20 metros de profundidade. As ruínas da cidade antiga também podem ser visualizadas “um retorno aos tempos remoto”

CACHOEIRA DO CÓRREGO DA ONÇA
Situada na zona rural de Itapura, a cachoeira do córrego da onça é suntuosa, cercada de muito verde. Ambiente apropriado para lazer, descanso e relaxamento. No local, de fácil acesso, o turista pode ter contato direto com a natureza e as belezas locais.

PALÁCIO DE DOM PEDRO II
Retrato da história, lembrança do passado edificada. O Palácio de Dom Pedro II, como é comumente conhecido no local, é parte da história do Brasil. Imponente e envolto por mistérios e contos não confirmados, guarda em suas entranhas o registro dos tempos remotos de outrora, e hoje em condições precárias aguarda pela restauração. A sua restauração foi autorizada pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico. O projeto de recuperação vislumbra a funcionalidade e a acessibilidade, com a instalação de um elevador externo anexado a fachada já existente. O “FORTE DE ITAPURA” com também é conhecido, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo, desde dezembro de 1969.
Gentílico: Itapurense

GALERIA DE PREFEITOS

JOÃO SUARES 01/03/1965 à 01/03/1969
GERSON D. OLIVEIRA 01/03/1969 à 31/01/1973
FELIX DOURADO 01/02/1973 à 31/01/1977
ERMIS MAZAIA 01/02/1977 à 31/01/1983
YOSHIAKI ANO 01/02/1983 à 31/12/1988
GERSON D. OLIVEIRA 01/01/1989 à 16/10/1992
JOSÉ BEZERRA NETO 17/10/1992 à 31/12/1992
ERMIS MAZAIA 01/01/1993 à 31/12/1996
GENIVAL ALVES DOS REIS 01/01/1997 à 31/12/2000
GILMAR D. B. GARCIA 01/01/2001 à 31/12/2004
ANTONIO FERNANDES LEITE CHAVES 01/01/2005 à 31/12/2008
DOLVAIR MAPELI 01/01/2009 à 26/08/2010
JERRY JERONYMO DE OLIVEIRA 29/08/2010 à 31/12/2012
JERRY JERONYMO DE OLIVEIRA 01/01/2013 à 31/12/2016
FABIO DOURADO 01/01/2017 à 31/12/2020
FABIO DOURADO 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Sr. JOÃO SUARES, foi o primeiro Prefeito de Itapura.




Acervo Digital

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