MANDURI

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MANDURI - Sorocaba Jardim Gonçalves




Memorial

MANDURI
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Sorocaba Jardim Gonçalves

PREFEITURA MUNICIPAL DE MANDURI

RUA BAHIA, 263 - CENTRO
CEP: 18780.000
FONE: (14) 3356-9200
SITE: www.manduri.sp.gov.br
 

HISTÓRICO


A ORIGEM
Iniciarmos nossa história por fatos ocorridos apenas aqui não espelharia a verdade. Não há dúvida que houve grandes mudanças na sociedade, quando ela começou a desenvolver o comércio e a indústria a nascer. Uma das mais importantes modificações foi a nova posição do homem do campo, esta mudança que ocorreu no continente europeu veio impulsionar o desenvolvimento brasileiro e no meio a pequenina Manduri.
É importante esclarecer que mesmo antes da extinção do tráfico de escravos, em algumas fazendas de café, o trabalho escravo começou a ser substituído pelo trabalho livre do imigrante europeu.
Por causa das crises políticas e revoluções ocorridas na Europa, por volta de 1848, foi acentuada a vinda de imigrantes para o Brasil, sendo os colonos italianos os que melhor se adaptaram ao trabalho agrícola em nosso País.
Há que se considerar, também, a acelerada penetração de pioneiros na metade do século XIX que fez do território de Manduri, rotas para tropeiros e comerciantes (mascates) que se embrenhavam pelos sertões levando tropas de gado uns e produtos a serem comercializados, os mascates.Com isso criava-se paradas e pousadas para os comboios e mascates, formando muitas vezes povoados em seu redor.
Com essa interiorização inicia-se uma Guerra em nossa região; pois índios Caiuás e Botocudos, revoltaram-se com a invasão de seus territórios. Por isso mesmo foi formada uma expedição para combatê-los.
Essa expedição comandada por José Theodoro de Souza, contou com a participação de tropas de Domingos Faustino de Souza, João Antônio Graciano e Francisco de Paula Nunes. Após a derrota desses indígenas, foram os comandantes de tropas compensados com terras da região de Cerqueira Cesar, estendidas desde São Bartolomeu (São Berto) e Manduri às margens do Rio Paranapanema - Piraju, com a finalidade de impedir a retomada pelos índios e também que essas terras fossem apossadas por aventureiros.
Fica bem clara a presença das famílias Graciano, Faustino e Nunes, entre outras, quando da vinda de Joaquim Antônio de Arruda, com sua família, seus escravos e agregados, para tomar posse das terras, conforme carta que possuía. Tendo Joaquim Antônio de Arruda, entrado em acordo para ajustes das divisas das terras dessas três famílias que por aqui já estavam, coube a Francisco de Paula Nunes as terras mais à região de São Bartolomeu (São Berto) e Manduri.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Povoados – Os Nomes

Na viagem de Joaquim Antônio de Arruda, em 1859, com destino às terras de sua propriedade, conforme carta de posse que possuía, chega ele e sua comitiva à beira de um riacho e havendo muita sombra no local, resolveram ali descansar. Como era dia 24 de agosto de 1859, (dia de São Bartolomeu), deu o nome do santo àquele riacho. Partindo dali rumo ao norte, chegaram a um bosque inteiro de coqueiros, batizou aquele lugar de Coqueiros, tendo pernoitado ali. Após andar por diversas passagens, resolveram pernoitar perto de um riacho de águas claras. Pela manhã foram muito importunados por umas abelhinhas chamadas manduri, que estavam por toda a parte. Por sugestão das moças da comitiva, denominaram aquela região de Manduri.
Os Primeiros Moradores
Era comum, na época da construção das ferrovias, pessoas e até mesmo famílias que acompanhavam a construção, colocando comércio, pensões e outros negócios, para suprir os empregados das ferrovias em suas necessidade.
Entre os primeiros moradores que se juntaram com os que aqui já estavam por estas terras, podemos citar: os irmãos Almeida, Joaquim (Quincote) e Francisco (Chiquinho), que aqui se estabeleceram com um armazém, além de compras de cereais; Jorge Nicolau Rufca, calçados; José Luiz Correa, Manoel Vicente da Silva, Francisco de Souza, Miguel Avoglio, Francisco Lourenço, José Abujanra, Vicente Perri, José Amálio de Godoy, Antônio Vitor de Medeiros, Manoel de Souza Sotero, foram outros que aqui abriram seus comércios.
Em Coqueiros, havia o comércio de cereais e armarinhos de José Rescia e a Farmácia de Jacome Bernarde. José Rescia logo depois muda para Manduri, onde monta uma pensão; e Jacome Bernarde, muda para Piraju. Entretanto, para se fazer justiça é necessário que citemos José Eugênio de Medeiros, pois este foi pessoa de grande importância para a nascente comunidade. Ele veio com sua família e trouxe para este município, todo o conhecimento e relação política necessária para o desenvolvimento da nova comunidade.
Também em São Bartolomeu havia muitas famílias pioneiras. Entre elas podemos citar: os Freitas Negrão, Soares Monteiro, Souza Franco, Farias Neto, Antunes Ferreira, Pires de Almeida e Gomes da Silva.
As famílias Barreiros e Costa Guimarães formaram as fazendas Coqueiros e Santa Flora. Depois o casal João Costa Guimarães e Maria Costa Guimarães, em 1885, construíram a primeira casa em Manduri, onde hoje é a Avenida Brasil, e para ali se mudaram. Já o casal Antônio Barreiros e Quitéria Maria de Jesus, continuaram na zona rural.

ORIGEM DO NOME
MANDURI
– (Do tupi, mandory; ou mandory ‘y) - Como a grande maioria dos municípios do Interior, este também deve o seu desenvolvimento às ferrovias, como a Estrada de Ferro Sorocabana, que chegou a região em 1905. E como ocorreu com outras cidades, o nome escolhido para a estação ferroviária e, por extensão, o do povoado que se instalou ao seu redor, foi o do inseto que enxameava o local: o manrudi, que é uma espécie de abelha do gênero Melipona (isto é, que produz mel), também conhecida por duri, guarapu-do-miudo, mandurim, monduri e taipeira.
Lembra, curiosamente, o tupinista Luiz Caldas Tibiriçá, sem qualquer tentativa de aproximação, que abelha, em sânscristo, é mandhuli.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Para que fosse criado o Distrito de Paz de Manduri, houve, sem dúvida, o trabalho qos que aqui residiam. Por insistência destes, em 23 de setembro de 1907, foi criado pelo município de Piraju, o Distrito de Paz de Manduri, tendo sido enviado ao governo estadual o competente requerimento, solicitando a homologação para que se efetivasse este novo distrito de paz.
Em 27 de outubro de 1907, a Câmara Municipal de Piraju, respondendo ao Secretário Estadual do Interior, informa que o então Distrito Policial de Manduri, possuía 100(cem) casas e aproximadamente 500 (quinhentas) pessoas.
Em 26 de novembro de 1907, através do Decreto Lei Estadual nº 1115, assinado pelo Governador Jorge Tibiriçá, o povoado é elevado à categoria de Distrito de Paz, com o nome de Manduri, e pertencente ao município de Piraju. Daí a necessidade de se eleger um Sub Prefeito.
Em 11 de setembro de 1908, em sessão extraordinária da Câmara, foi eleito Sub- Prefeito de Manduri, o senhor Felício de Souza Palma, tendo sido reeleito sucessivamente até janeiro de 1914, ficando seis anos no cargo.
Em 30 de novembro de 1938, através do Decreto Lei Estadual nº 9775, o distrito de Manduri adquiriu parte do território do extinto distrito de São Bartolomeu, do município de Piraju.

CRIAÇÃO DA PARÓQUIA
A Igreja Católica Apostólica Romana, dado o perfil do povo brasileiro, de tradição católica, foi a Instituição religiosa que primeiro se aportou no município.
Todos os desbravadores e primeiros moradores de Manduri, eram católicos. Assim é que já por volta de 1860, construiu-se a Capela de São Bartolomeu, onde hoje se encontra São Berto.
Entretanto, a Paróquia de Manduri, foi criada em 13 de maio de 1927, que antes era regida pela Paróquia de Piraju, na qualidade de Capela filiada. A Paróquia de Manduri, que tem Santo Antônio como padroeiro, foi criada pelo Bispo Dom Carlos Duarte Costa.
O primeiro Vigário da cidade foi Padre José Kaiser, que tomou posse em 15 de maio de 1927, e atendia as capelas de São Bartolomeu, Santa Barbara do Rio Pardo, Óleo e Coqueiros.
Entre os padres que por aqui passaram, o que mais se destacou por seu trabalho e permanência, foi o padre Humberto Zanca, que tomou posse em 6 de janeiro de 1949, tendo ficado na comunidade até 1977, quando foi aposentado como Monsenhor.

CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA MATRIZ
Em 1956, inicia-se a construção do prédio da Igreja Matriz de Manduri. Esta construção terminou após cinco anos, sendo que os recursos para esse trabalho conseguiu-se com a realização de muitos eventos, tais como: bingos, leilões de assados, bezerros, sacas de café que eram doados pela comunidade, e realizações de bailes e shows.
Os responsáveis pela construção da Igreja Matriz foram: Sergio Teixeira da Costa, gerente do Banco Mercantil, convocado pelo Arcebispo Dom Vicente Zioni, de Botucatu, como fabriqueiro, o engenheiro italiano, do qual conseguimos somente o seu prenome, Giocondo; e o mestre de obras João Rubin (Tatinha). A inauguração da Igreja Matriz de Manduri, aconteceu no dia 21 de abril de 1961.

CRIAÇÂO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de novembro de 1944, através do Decreto Lei nº 14334, o distrito de Manduri, é elevado à categoria de Município, com a mesma denominação, e desmembrado dos municípios de Piraju, Águas de Santa Barbara e Óleo.
Sua instalação verificou-se solenemente no dia 01 de Janeiro de 1945, sendo constituído de dois distritos, Manduri e São Bento.
Como nesta época vivia-se sob a ditadura do governo de Getúlio Vargas, e sendo interventor do Estado de São Paulo, Adhemar Pereira de Barros, este nomeou como prefeito de Manduri, Pedro Primo Orcesi, tendo seu mandato durado até 18 de março de 1947, quando foi nomeado Sebastião Ramos, que governou até 31 de dezembro de 1947.
Em 9 de novembro de 1947, houve eleição municipal em Manduri. Nesta eleição foi eleito para prefeito, Pedro Primo Orcesi. Também foram eleitos os vereadores: Isidoro Achilli Costa, Lourenço Prestes, José Aparecido de Almeida, Francisco Simões Garcia, José Caricate, José Fioruci Sobrinho, Manoel Nadal Marques, Olímpio José Barreiros, Antônio Fiorucci, João Batista Fioretto, Oliveiros Alves Rocha, Sebastião Ramos, Galdino Isidoro Vendramini e Benjamin Nicolau Rufca.
Em 1º de janeiro de 1948, ocorreu a primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Manduri, sob a presidência de Isidoro Achilli Costa e secretariada por José Aparecido de Almeida. Nesta sessão foi dada a posse ao Prefeito Pedro Primo Orcesi.
Em 1960, foram incorporados ao território do município de Manduri, os bairros: Coqueiros, Palmital, Nunes e Ribeirão São Bartolomeu, que pertenciam a Piraju. Passou o novo município a ter nova configuração em seu mapa territorial.

REGISTRO DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
- A Prefeitura Municipal de Manduri teve o início de suas atividades no ano de 1945, em um prédio da Rua Paraná nº 277, onde hoje funciona o Velório Municipal.
- O primeiro prefeito foi nomeado, sendo ele o senhor Pedro Primo Orcesi, não havendo vice-prefeito.
- Este fato aconteceu em 29 de abril de 1945, e a gestão do primeiro prefeito foi de 1945 a 1947.
- Os primeiros funcionários da prefeitura em 1945, eram os senhores: Hermelindo Prestes, contador-secretário, Nadin Nicolau, tesoureiro- lançador, Ernesto Gilberne, fiscal-geral, e Sebastião Alves Pinheiro, zelador do cemitério.
- A partir de 1951 e até 1967, a prefeitura contratou mais 19 funcionários, formando um total de 23 funcionários.
- Em 1950, dados do I.B.G.E. mostram que a população da época era de 4.125 habitantes.
- No início a área do município era de 209,4 Km², sendo que anos depois o município ganhou parte de terras pertencentes a Piraju, totalizando 236km².
- A zona rural tem os seguintes bairros: Espraiado, Olhos d’agua, Estação de São Berto, Águas de São Bartolomeu, Cascavel, Três Barras, Nunes, Palmital, Araras, Fazenda do Estado, Caracol, Novo Destino, Coqueiros e Douradinhos.
- Os primeiros moradores do município foram: José Elias Bonifácio, Francisco de Lourenço, Pedro Orcesi, Miguel Avoglio, José Abujanra, Vicente Perri, Manoel Souza Sotero e suas respectivas famílias: Arruda, Costa Guimarães, Barreiros, Souza Palma, Nunes, Messias, Mota, Rabelo de Oliveira,
- O primeiro comerciante foi Jorge Nicolau Rufca, sendo estabelecido na Avenida Brasil, nº 675, atual residência de Antônio Marvullo.
- Era uma casa de madeira, e o comércio era uma sapataria.
- Também eram comerciantes os senhores Manoel de Souza Sotero e Francisco Lourenço.
- As três primeiras obras realizadas no município foram: Delegacia de Polícia, Posto de Saúde e o Posto de Puericultura.
- O primeiro documento emitido pela prefeitura foi um Decreto-Lei, que recebeu o número 1, e foi em 18 de abril de 1945, que orçou a receita e fixou as despesas do município de Manduri, para o exercício de 1945.
- A primeira pousada ficava na Rua Mato Grosso e era de propriedade de Joaquim Nunes Siqueira.
- As primeiras casas foram construídas na antiga Praça da Matriz, um quarteirão acima da Igreja de Santo Antônio.
- Nesta época não consta o número de veículos existentes no municípios.

Fonte:
- Texto extraído parcialmente da Obra: MANDURI, Nossa História, Nossa Gente.
Autores:
- Benedito Toledo de Almeida.
- Hélio Alberto de Almeida.
- Wadih Jorge Junior.
Fotos Históricas:
- Acervo da Prefeitura Municipal de Manduri.
Realização:
- Departamento de Educação, Cultura, Esporte e Lazer
- Ana Paula Arruda Damini – Secretária Municipal –
Colaboração:
- Luciana Aparecida Carriel – Secretária do DEDUC
Apoio:
Prefeitura Municipal de Manduri
Gentílico: Manduriense
 

PREFEITOS NOMEADOS

PEDRO PRIMO ORCESI ATÉ 18/03/1947
SEBASTIÃO RAMOS ATÉ 31/12/1947


GALERIA DE PREFEITOS

PEDRO PRIMO ORCESI 1948 A 1951
ISIDORO ACHILLE COSTA 1952 A 1955
ZOROASTRO ALVES 1956 A 1959
MIGUEL MARVULLO 1960 A 1963
PEDRO PRIMO ORCESI 1964 A 1968
BENJAMIN NICOLAU RUFCA 1969 A 1972
JOSÉ MARVULLO 1973 A 1976
BENEDITO REINALDO DE CASTRO 1977 A 1982
MARINHO MARVULLO 1983 A 1988
BENEDITO REINALDO DE CASTRO 1989 A 1992
LUIZ ANTÔNIO CINEL 1992
MARINHO MARVULLO 01/01/1993 A 31/12/1996
LUIZ DELFINO ALONSO 01/01/1997 A 31/12/2000
JOSÉ HENRIQUE LOVATO 01/01/2001 A 31/12/2004
JOSÉ HENRIQUE LOVATO 01/01/2005 A 31/12/2008
LUIZ ANTÔNIO CINEL 01/01/2009 A 31/12/2012
PAULO ROBERTO MARTINS 01/01/2013 A 31/12/2016
PAULO ROBERTO MARTINS 01/01/2017 A 31/12/2020
JOSÉ ONIVALDO JUSTI 01/01/2021 A 31/12/2024

OBS.: O SENHOR PEDRO PRIMO ORCESI FOI O PRIMEIRO PREFEITO DE MANDURI.



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