TIMBURI

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TIMBURI - Sorocaba Jardim Gonçalves




Memorial

TIMBURI
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Sorocaba Jardim Gonçalves

PREFEITURA MUNICIPAL DE TIMBURI

Rua XV de Novembro, 467 - Centro
CEP: 18860-000
FONE: (14) 3512-2220
E-MAIL: prefeitura@timburi.sp.gov.br

 

HISTÓRICO


OS PRIMEIROS HABITANTES DESTAS TERRAS – ÍNDIOS XAVANTES E BOROROS
Naquele tempo, início do século XX, muita gente, das mais variadas estirpes, vinha se empregar em terras devolutas, face aos desmandos da época, produzindo um rico e triste cenário para brigas, vinganças, disputas, tiroteios e mortes.
As relações com os índios, existentes nestas terras, aldeias Bororos e Xavantes, foram em geral, inamistosas e sangrentas, fazendo a posse da terra custar muita luta e muitas mortes.
Um dos casos mais conhecidos é do mineiro que praticamente ficou dono de quase todo o vale do Paranapanema, à custa de muito sangue indígena, até então os donos da terra. Ele se apossou de um montante em torno de 60 quilômetros de frente por 150 quilômetros de fundos, ou seja, quase nove mil quilômetros quadrados. Seu nome, José Theodoro de Souza, de Pouso Alegre, Minas Gerais.
O historiador Celso Prado, é quem faz essa revelação e chama o também polêmico desbravador de “o verdadeiro exterminador de índios”.
Corria o ano de 1800, quando Timburi, efetivamente, começa a embrionar-se. O palco era aquela mata virgem, com várias aldeias indígenas às margens dos Rios Itararé e Paranapanema. Essas terras, ainda por serem desbravadas, motivaram esses homens ambiciosos à busca de novos horizontes, novas conquistas, poder e autoridade.

A ORIGEM
Em 1800, o mineiro Francisco Ferreira dos Santos e sua mulher Maria Prudência de Oliveira, também conhecida por Maria Ferreira, procedente da cidade de Ouro Fino, em Minas Gerais, ergueram uma cabana, aproximadamente uma légua acima da confluência do rio Itararé com o rio Paranapanema, em terras que hoje constituem o município, sem condições, entretanto, de legalizar a situação.
Os irmãos Joaquim e José Ribeiro Tosta, registraram a posse das terras, com a partilha dos bens apurados. O senhor Francisco de Paiva, formou então um retiro para criação de suínos, sendo suas terras transferidas a vários sucessores, até Pedro Dias Ribeiro, que fez a primeira doação de uma área ao patrimônio eclesiástico. Foi então, construída a primeira capelinha, constituindo o patrimônio do Retiro.
Com os processos de doações que se seguiram, foram julgados sem efeito, pela justiça, os herdeiros de Antônio Theodoro de Souza fizeram uma nova doação de sete alqueires e meio de terras, à Padroeira Santa Cruz, ratificada em 1910, passando a povoação a denominar-se Santa Cruz do Palmital.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Os moradores, sentindo o progresso e desenvolvimento que se verificava com a chegada de mais famílias, resolveram se reunir e pleitearam junto ao Presidente do Estado, Dr. Francisco Xavier da Silva, a doação de 100 (cem) alqueires daquelas terras para a instalação de um povoado que ia ser formado. Essa reivindicação foi elaborada por José Pereira da Silva, conhecido como “Pereirinha”, contando desde logo, com o apoio de todos os moradores. O presidente baixou o ato em 1896, quando foi construída a primeira capela, dedicada so Divino Espírito Santo.
Na condição de Vila, em 1900, passou a denominar-se Vila do Espírito Santo do Itararé, homenagem ao Santo Padroeiro da Capela e ao rio que tinha seu curso na região.
Após a doação, o local, já conhecido por “Maria Ferreira”, experimenta um desenvolvimento cada vez mais crescente, com o aparecimento das primeira famílias, a construção de pequenas praças locais, ruelas e logradouros. É o esboço da vila e futura cidade.
Em 1886, Timburi chegou a ter mais de 7 mil moradores e sua comarca, Piraju, ostentou mais de 10 mil habitantes.

ORIGEM DO NOME
Nomes que foram utilizados no início da sua fundação:
- Retiro.
- Santa Cruz do Paraiso.
Primeiro Nome - Santa Cruz do Palmital.

Segundo Nome - TIMBURI
– (Possivelmente do tupi, e talvez uma alteração de tambory).
Conforme a prefeitura, o município recebeu essa designação por existir, na região, e na época de sua fundação, muitos timburis (planta da família das leguminosas, da qual o fruto é utilizado como sabão, e cujo tronco, muito leve, era usado pelos índios para a confecção de canoas).
Atualmente, embora a prefeitura esteja empenhada no replantio de timburis num parque dentro da cidade, são raros os exemplares dessa árvore no município.

TIMBURI – A ÀRVORE
Timburi – nome científico “Enterolobium”, e do lado caipira, “pau de canoa”, árvore da família das leguminosas mimosáceas, característica das florestas da Bacia do Rio Paraná, onde era abundante e chegava aos 30 metros de altura.
Era a árvore dominante na serra entre os rios Paranapanema e Itararé e os índios bororos, que habitavam esses vales, usavam-na para fazer suas embarcações, assim como outros utensílios.
Os frutos do timburi amadurecem entre junho e setembro e caem dos galhos, podendo ser coletados do solo (ou da própria árvore). Tem casca grossa e duríssima, em forma de concha, precisando ser quebrados com auxílio de pedra para liberar as sementes que são muitos resistentes.
Os índios usavam o próprio fruto como sabão medicinal. A madeira de cor marrom-claro ou parda, do timburi, tem ampla utilização em carpintaria, construção civil e naval; por ser leve, é também utilizada para entalhes e trabalhos artesanais.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 21 de agosto de 1903, através do Decreto Lei Estadual nº 869, o povoado de Santa Cruz do Palmital é elevado à categoria de Distrito de Paz, com o mesmo nome, e pertencente ao município de Piraju.
No dia 4 de novembro de 1903, com a instalação do Cartório no distrito, foi lavrado o termo de abertura do 1º livro de registros deste cartório, onde também foi lavrado o 1º termo de nascimento, no dia 25 do mesmo mês.
O primeiro escrivão foi o senhor Celso Bicudo e o primeiro Juiz de Paz o capitão Luiz José Marques.
Em 05 de outubro de 1916, através do Decreto Lei Estadual nº 1503, o Distrito teve seu nome alterado para TIMBURI, devido à grande quantidade dessa árvore, existentes nas redondezas.

O HISTÓRICO PADRE BENTO
Padre Bento Gonçalves de Queiroz, nasceu na província de Trás-os Montes, Portugal, aos 4 de abril de 1865, filho de Antônio Gonçalves de Queiroz e de dona Felicidade Gonçalves de Queiroz. Saiu de Portugal em 1910 e depois de passar dois anos na Espanha chegou ao Brasil em 1912, quando já tinha 47 anos, permanecendo por quase dois anos na Mogiana paulista. Depois de passar pela cidade de Birigui sp., foi designado pela Diocese de Botucatu, para prestar serviços na então Santa Cruz do Palmital. Chegou em maio de 1915, na companhia de duas de suas irmãs, Maria e Lucila. Visionário para uns, ciclópico para outros, padre Bento era alto, gordo, bonachão, com seus mais de 140 quilos, mãos grandes e uma indumentária bem típica da época: calças largas, botinões, chapelão de abas largas, sempre com o breviário debaixo do braço.
Em 1917, iniciou a construção da majestosa igreja de pedras, que o imortalizou, a “Matriz de Santa Cruz de Timburi.”

O SONHO DE PEDRA
Nas andanças e pregações em sua nova cidade, padre Bento se vislumbrou com a exuberância da paisagem que esculpia as montanhas de arenito por toda parte da cidade. Evocou Pedro, o apóstolo, fundador da primeira igreja do cristianismo, e fez nascer em sua mente a construção de uma grande Casa de Deus com a matéria prima do próprio criador. Chamou a comunidade que, atônita, ouviu e se dispôs a ajudá-lo naquela mega empreitada.
Nesta ocasião, Santa Cruz do Palmital já tinha novo nome, Timburi, quando o padre Bento começou a materializar seu sonho, erguendo a primeira Igreja de Pedra da diocese católica no ano de 1917. Arregaçou as mangas, pediu perdão a Deus, por desgarrar-se um pouco de suas ovelhas, sem, contudo cativá-las, e iniciou a sua obstinação. Começo difícil já que contava com o auxílio de apenas dois ou três patrícios, hábeis escultores de pedra e vorazes no manuseio do martelo, do malho e da marreta.
Padre Bento tocava sua obra com uma pertinácia, uma persistência e teimosia que, se por um lado causavam dó, por outro o aureloavam com as fulgurações da admiração geral. Mas poucos acreditavam na empreitada ciclópica. A pedreira ficava lá embaixo, coisa de 800 a 1000 metros, mais ou menos.
Os obstáculos começaram a ser vencidos quando a comunidade viu todo aquele empenho do padre e começou a ajuda-lo num misto de mutirão e voluntarismo, permeados, no entanto, pela incerteza, tais as dificuldades da época. Apesar dos percalços, muitos eventos, quermesses e até um certo jogo de azar foram realizados para arrecadação de fundos para a construção da igreja, cuja receita já estava no limite da estagnação, e acabou dando certo.
As obras da igreja matriz só foram interrompidas em 1929, quando o padre Bento foi transferido para Sorocaba, onde faleceu em 1º de janeiro de 1938, após 73 anos de vida, 28 deles no Brasil e quatorze em Timburi. Infelizmente, padre Bento não pode ver a sua obra concluída, tarefa que foi feita arduamente por um outro sacerdote que permaneceu seis anos na cidade.

A CRIAÇÃO DA PARÓQUIA
Já levantando a sua relíquia de pedra, o histórico padre Bento afirma, no documento, que a primeira igreja que houve em Timburi foi no extremo sul da rua Vila Nova, no quarteirão nº 53 (hoje Lázaro Fernandes Pinheiros). Segundo o padre, foi uma tosca cruz de pau, mais tarde coberta de telhado suspenso em quatro esteios e sem paredes laterais, com um altar.
Ali, os fiéis se reuniam para a devoção do rosário e onde, por várias vezes, se fizeram batizados, casamentos e até celebraram missas.
Um documento da Cúria Diocesana de Ourinhos, revela que em maio de 1910, Dom Lúcio Antunes de Souza foi nomeado primeiro bispo de Botucatu e no mesmo dia criou a Paróquia de Santa Cruz de Timburi. Nomeou como primeiro vigário, o padre Pascoal Buglione que permaneceu até julho de 1910, sendo substituído pelo segundo sacerdote, o padre Amélio Votta que ficou até março de 1915. No dia 4 de maio de 1915, o bispo Dom Lúcio nomeou o 3º pároco da cidade, Bento Gonçalves de Queiroz.

CONCLUSÃO DAS OBRAS DA IGREJA
O sacerdote, Alois Emil Immoos, ou simplesmente, Padre Emílio, foi o sexto pároco em Timburi, após a saída de padre Bento em 1938.
Seus antecessores, os padres -  Eduardo Murant, Waldemar Luís, Antônio Ronsini, Pedro Maria Oliveira e o padre Teófilo Huniazai Almazans Punz – tiveram uma passagem meteórica na cidade e nenhum deles se atreveu a continuar as obras da inacabada igreja de pedra.
Em documentos pesquisados, na Cúria Diocesana de Ourinhos, deparamos com um folheto publicitário da Festa de Santa Cruz, realizada nos dias 3,4 e 5 de maio de 1940, onde o padre Pedro Maria Oliveira convoca a população para os festejos, com a renda líquida revertida para as obras da matriz em construção. A festa foi abrilhantada pela Banda Musical Santa Cecilia e os festeiros foram Ozório Ferreira Martins e Sebastião Thomaz de Aquino. O pároco, entretanto, foi embora de Timburi dois meses depois, sendo substituído pelo padre Teófilo Huniazai, antecessor do reverendo Immos.
Padre Emílio era um homem obcecado, culto, visionário, socialista e de personalidade forte. Colocou-se à disposição do bispo de Botucatu, Dom Frei Luiz Maria de Sant’Ana, que lhe ofereceu três alternativas de evangelização, entre as quais, a pequena paróquia de um lugarejo pobre de nome Timburi: “Excelência, se ninguém quer essa paróquia eu aceito, e diante dele se ajoelhou, pedindo sua benção.”
Com a benção do bispo, padre Emilio não se importou com os percalços que o acompanharam em sua nova morada, que durou cerca de seis anos, de 1941 a janeiro de 1947, tempo suficiente para concluir as obras da Igreja Matriz de Santa Cruz.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO
Em 09 de novembro de 1947, houve eleições para prefeito em Piraju, sede do distrito. Na Câmara de Municipal de Piraju, o distrito de Timburi se fez representar por meio de Bartolomeu de Andrade Silva, da UDN, que obteve 231 votos, o terceiro vereador mais votado naquele pleito.
Era o pretenso embrião da emancipação política da cidade que ele representava. Eleito vereador por Timburi, em 1948, com assento na Câmara Municipal de Piraju, Bartolomeu não pode trabalhar muito em prol daquilo que fora imbuído, ou seja, preparar terreno para a emancipação do distrito que o elegera. Os percalços aumentavam à medida que o tempo passava, por duas razões. Primeiro, pelo próprio inconformismo dos colegas que não estavam dispostos a lutar por uma causa inglória, que era perder a tutela daquele precioso torrão. Segundo, mais sério, era a agravante política que regava o terreno ainda infértil do consenso partidário no então distrito de paz.
O escritor Bartolomeu de Andrade e Silva, em seu livro, narra os desmandos e pressões da época pré emancipalista: “Éramos um grupo de homens pobres, mas decididos a vencer a batalha de qualquer maneira. João Vieira Campos, Leonel Mantovani Gatti, Alípio Dantas Shimidt, João Gil Martins, no qual contávamos com apoio dos deputados Silvestre Ferraz Egreja e Antônio Silvio Cunha Bueno. Muitos fatores adversos e até pitorescos ocorreram nesta ocasião, relatados posteriormente por Leonel Mantovani Gatti, que foi o presidente da Comissão de Emancipação de distrito de Timburi, em 1947.
Amaro Coelho de Andrade, diz que há certa injustiça em relação a pessoas não citadas e que deram duro no trabalho da emancipação: Puxa!!! Passei semanas trabalhando ao lado do Heitor e de outros amigos que também arregaçaram as mangas pela causa: o José de Assis Paiva, vulgo Fiíco, o Bento Fernandes e Naruii Piacenço, trabalhamos que nem loucos para arregimentar e qualificar eleitores para cumprir a determinação da justiça eleitoral”.
Nelo Gatti contava que durante o dia, a qualificação de cidadãos eleitores era feita na cidade, e à noite a Comissão, presidida por ele, ia para a zona rural para complementar o trabalho. Somente na Fazenda Domiciana, contatamos mais de mil trabalhadores que se perdiam na imensidão da lavoura de café, predominante na época. Somente após o retorno deles, ao entardecer, para suas casas, é que iniciávamos o preenchimento das fichas cadastrais.
Os percalços eram bizarros... Contudo, as dificuldades não paravam por aí... Mas todas foram vencidas e, com muita luta e trabalho desses abnegados cidadãos, estava consumada vitoriosamente a luta pela emancipação do então distrito de Timburi.

A REALIZAÇÃO DO PLEBISCITO
O plebiscito realizou-se no dia 24 de outubro de 1948, com esmagadora vitória, registrando-se apenas oito votos contrários. Mas as coisas não pararam por ai. Depois da realização da grande festa do histórico acontecimento, veio a reação da cidade de Piraju. A comarca queria embargar a emancipação sob alegação de receita deficitária do distrito. Ao citar mais essa decepção, Nelo Gatti afirmou que uma outra batalha foi travada, entrando em cena o abnegado deputado Sylvestre Egreja, declarando a existência real do déficit, pois era proprietário da então famosa aguardente “Granfina”, recém inaugurada em sua Fazenda Santa Rosa, naquele distrito. Sylvestre se propôs a pagar os impostos, supostamente atrasados, mais multas, para a prefeitura de Piraju, onde tudo foi solucionado e legalizado, afirmou Nelo Gatti.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei Estadual nº233, o distrito é elevado à categoria de Município, com o mesmo nome, e desmembrado do município de Piraju, sendo constituído do distrito sede.
Em 13 de março de 1949, o novo município elege seu primeiro prefeito, Francisco Viana, da UDN, com 298 votos.
Sua instalação, verificou-se solenemente no dia 02 de abril de 1949, dia atípico na cidade por causa da instalação da primeira Câmara Municipal, e a posse do primeiro prefeito eleito pelo voto popular. A cerimônia de posse ocorreu as 16:30 horas desse dia, no prédio do Cine Marques, com o termo de abertura assinado pelo escrivão eleitoral Mario Leonel e com a presença do Juiz de Direito da Comarca de Piraju, Dr. Celso Galdino Fraga.
A Câmara Municipal de Timburi, que nesta época, funcionava precariamente no porão da casa do Laurindinho, era composta no início por 13 vereadores. Nas demais legislaturas, o corpo legislativo passou a ser de 9 vereadores.
Um gosto de vitória, principalmente para aqueles homens guerreiros, que haviam vigorosamente conquistado o que queriam: a concretização da emancipação política da cidade.

1ª FESTA DA PINGA...NA JANELA DO POENTE
No ano de 1969, tomou posse como prefeito de Timburi, o senhor José Noronha Viana, conhecido como Zé Viana. Em uma das suas primeiras visitas a São Paulo como prefeito, esteve com o Secretário de Cultura e Esportes da época, Orlando Gabriel Zancaner, e na conversa, o Secretário sugeriu que os municípios que tinham potencial turístico deveriam criar uma festa para divulgar suas belezas naturais. Chegando em Timburi, Zé Viana comentou sobre a festa, e numa tarde, no Bar do Camilo, pensaram em criar a festa do café, mas Piraju já realizava.
Foi então, que Heitor Gatti deu a ideia de se fazer a Festa da Pinga. Passados alguns dias, estavam em frente a prefeitura, Zé Viana e Heitor. Abel de Barros os encontrou e começaram a conversar. No bate-papo, Zé Viana disse que precisava organizar uma festa, pois a cidade estava muito parada. Heitor então disse:- vamos fazer a festa da pinga! O prefeito respondeu: - Vamos todos presos. Abel também tomou posição e disse: A pinga é legalizada, não tem problema! Zé Viana, então, pediu ajuda a Abel, que aceitou sem hesitar. Zé Viana e Heitor entraram na prefeitura, e Abel se despediu. Mais a frente, caminhando pela rua, Abel encontrou com José Martins Fernandes, o Zezé das Palmeiras, proprietário da Pinga Palmeiras, e comentou sobre a realização da festa e perguntou se ele poderia ajudar. Zezé aceitou na hora, e foram imediatamente conversar com o prefeito e Heitor. Foi então, que ficou combinado. Zezé doou a pinga, as canas para enfeitarem as barracas, e colocou à disposição seus funcionários, carroças e camionetes para trazerem as canas.
Nos sítios e fazendas pediram doação de gado e café. A prefeitura conseguiu parte da estrutura, junto a Secretaria da Agricultura, como os barracões para a cobertura das ruas e da praça. O palco era de madeira. Para contratar as duplas de cantores, foram a São Paulo, no Largo Paiçandu, no Bar dos Artistas, e contrataram os músicos. A festa foi simples, mas foi um sucesso.
No ano seguinte, para realizar a Segunda Festa, formaram uma Comissão. Na segunda edição, já realizaram uma grande festa, com vários artistas renomados, entre eles, João Mineiro e Marciano, Barnabé, Os Amantes do Luar, Ramoncito Gomes, Maria da Glória, Campanha e Cuiabano, Paulinho Gaúcho e Pedro Bento e Zé da Estrada. Na sexta-feira à tarde, aconteceu um jogo de futebol, entre A.A. Timburiense X Scret do Rádio, da Rádio Bandeirantes, da equipe de Fiori Gigliote, que tinha como um dos repórteres de campo, o Timburiense, João Zanforlin.
Foi nesta partida, que Fiori, que se encantou ao ver a paisagem, as montanhas e o pôr do sol daquela pequena cidade, usou pela primeira vez, o termo TIMBURI A JANELA DO POENTE.
Desde então, suas palavras ficaram eternizadas, e a partir deste dia, Timburi ganhou um cognome. As apresentações das primeiras festas ficou a cargo de Heitor Gatti. No ano de 1971, a terceira edição da festa, devido a um infarto do prefeito Zé Viana, foi realizada no mês de outubro. A Festa da Pinga, que já virava tradição, foi realizada, na Praça da Matriz, até o ano de 1977. Em 1978, já no seu segundo mandato, o prefeito Zé Viana construiu o recinto, onde hoje acontece a festa, e que leva merecidamente o seu nome.
- Este texto foi escrito por Marcos Ambiel –

Fonte:
Texto extraído parcialmente da Obra – Timburi, Uma Árvore de Muitas Histórias.
Autor:
Carlos Gati.
Fotos históricas:
- Acervo da Prefeitura Municipal de Timburi
- Fotos gentilmente encaminhadas por Diego Rossi de Oliveira.
Fotos Atuais e Coloridas:
- Fotos de: João Pedro Gatti.
- Fotos de: Jaqueline Silva.
Realização:
- Secretaria Municipal de Cultura.
- Rafaela da Silva Naldi – Secretária Municipal de Cultura -
- Diego Rossi de Oliveira – Assessor Cultural -
Colaboração:
- Marcos Ambiel Barros.
Apoio:
Prefeitura Municipal de Timburi
Gentílico: Timburiense
 

GALERIA DE PREFEITOS

FRANCISCO VIANA 1949 A 1952
LINDOLPHO CAMARGO ALVES 1955
LAZARO FERNANDES PINHEIRO 1953 A 1956
FRANCISCO VIANA 1957 A 1960
JOÃO VIANA SIMÕES 1961 A 1964
JOSÉ DE SOUZA ASSIS 1965 A 1968
JOSÉ NORONHA VIANA 1969 A 1972
JOSÉ FRANCISCO DAS NEVES 1973 A 1976
JOSÉ NORONHA VIANA 1977 A 1982
JOSÉ FRANCISCO DAS NEVES 1983 A 1988
PAUL ANTON JOSEF BANNWART 1989 A 1992
JOAQUIM TAVARES DE BARROS FILHO 01/01/1993 A 31/12/1996
PAUL ANTON JOSEF BANNWART 01/01/1997 A 31/12/2000
JOSÉ FRANCISCO DAS NEVES 01/01/2001 A 31/12/2004
PAULO CESAR MINOZZI 01/01/2005 A 31/12/2008
PAULO CESAR MINOZZI 01/01/2009 A 31/12/2012
LUIZ CABRAL ZURDO 01/01/2013 A 31/12/2016
PAULO CESAR MINOZZI 01/01/2017 A 31/12/2020
ROMUALDO DA SILVA POZZA 2020
SILVIO CESAR SAVOGI POLO 01/01/2021 A 31/12/2024

OBS.: O SENHOR FRANCISCO VIANA FOI O PRIMEIRO PREFEITO DE TIMBURI.





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